História A princesa prometida - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Decisão, Guerra, Hierarquia, Nascidosparareinar, Paixão, Reinos, Romance, Unidos
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Palavras 1.360
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Rendidos


Cada momento nesse navio se tornava mais exaustivo. Então todos os dias pela madrugada eu vagava nos corredores escuros e sombrios, encontrei um lugar bem na ala superior do navio, onde eu podia ficar sozinha olhando o mar a fora, tinha dias que eu via o sol nascer. Aquele lugar era um lugar só meu, onde eu me sentava e sentia o vento esvoaçar meus cabelos alaranjados. Meus irmãos eram todos morenos de cabelo, com sardas e bem branquinhos, já eu nasci ruiva, com muitas sardas. Muitas pessoas desconfiavam da fidelidade da minha mãe para com meu pai, acreditavam que eu era o fruto de uma traição,  Mas não! Minha bisavó Ema, avó de meu pai, era ruiva com olhos bem azuis, e meu pai sempre dizia que eu era igualzinha a ela, autoritária e decidida.

(...)

Era por volta das 22h e minha dama de companhia já tinha preparado meu banho, minha camisola já estava posta sobre a cama apenas me esperando para vesti-la. Hoje eu estava impaciente, então virei-me e sai do quarto. Léa correu atrás de mim e eu disse que ela poderia aproveitar meu banho. Eu não voltaria tão cedo, queria ficar sozinha olhando as estrelas, com certeza amanhã será um dia ensolarado, pois eu via cada desenho de estrelas no céu, e aquilo era encantador.

Fui até a ala Norte  (superior) do navio e sentei-me na borda, eu não tinha medo, eu gostava daquela sensação de liberdade, eu gostava daquela adrenalina correndo em minhas veias, eu ficava a vontade com o vento esvoaçando meus cabelos, era um sentimento inexplicável, como se eu pudesse ser tudo o que quisesse.
As vezes quando pensava no casamento, eu ficava com medo, pois era pra onde eu não queria ir. E mesmo sendo assim, decidida, infelizmente essa era a melhor a decisão, não para mim, mas sim para meus pais e para o meu povo. Fechei meus olhos e senti o balançar do navio, naquele momento me senti comum. Eu era a Avice Campbel, uma menina comum, a qual poderia escolher um amor.

- PRINCESAAAAA.

Tomei um susto tão grande que soltei as mãos. Quando senti meu corpo solto quase sendo engolido por um grande mar, uma mão forte me puxou.

- O que voce estava fazendo princesa? Estava tentando se suicidar?

- Oh céus, você acha mesmo que eu seria capaz de acabar com a minha vida? Guarda! Eu tenho um destino a se cumprir.

- O que fazia então sentada sobre a borda do navio? Não sabes que isso é perigoso para a realeza?

- Reconheço os perigos o qual me coloco Thomaz. Você não é meu pai.

- Eu salvei sua vida Avice!

- Obrigada por salvar-me agora deixe-me em paz e retorne ao seu posto.

- Só retornarei quando eu tiver certeza de que você ficará segura.

- Eu sei me cuidar. Acha mesmo que preciso de um soldado para me defender?

- Segure.

Ele me deu uma espada e pegou outra.

- O que está fazendo?

- lute comigo!

- Como lutarei com você? Você é um homem!

- De onde eu venho até as mulheres sabem lutar.

- Você com certeza não é da minha província.

- Eu sou sim princesa. Mas parece que você mesma não conhece seu povo.  É uma delinquente. Bem como imaginei.

- Você está me ofendendo!

- Vamos lute comigo.

Segurei a espada, eu não ia ser fraca. Ia mostrar meus talentos, afinal eu tive aulas sobre defesa.

Ele levantou a espada e eu me defendi, lutamos mas foi uma luta mais suave. Porém eu sentia ódio quando ouvia o ranger das espadas se cruzando. Por um momento me desatentei, e ele com um golpe inusitado derrubou-me no chão. A espada voou e eu senti a lâmina da sua espada encostando em meu pescoço. Foi aí que nosso olhar se fixou, os segundos se alongaram e quando voltei para o mundo real dei-lhe uma rasteira, puis o peso do meu corpo sobre ele, empulhei a sua espada e a encostei em seu pescoço.

- Renda-se Thomaz Righ.

(...)

PVD Thomaz Righ (dias atrás)

Estava como de costume fazendo minha ronda pelo navio, quando de repente escutei ruidos na ala leste. Procurei atento tentando descobrir de onde vinha aquele som. Olhei em diversos quartos, confesso que me senti ate um pouco enjoado naquela região. Já que meu quarto era na ala oeste, e não havia tanto balanço. Quando finalmente encontrei a pessoa que soltava aqueles barulhos, ela estava chamando a princesa "preciso ir para arrumar a princesa", ela falava. Então eu decidi ir atrás da princesa e avisa-la que sua dama de companhia precisava de ajuda, fiquei um pouco nervoso por ter que fazer isso já que aos meus olhos a princesa não passava de uma menininha insolente,mimada,arrogante e estúpida.

Quando finalmente cheguei na ala real notei como a desigualdade é explícita. Eu nascido na cidade nunca tive o privilégio de segurar um candelabro de ouro e aqui nesse corredor tinham vários, na verdade era muito difícil encontrar sequer uma vela, quem dirá o candelabro não é?

Acheguei-me a porta e escutei a princesa tagarelando, só de escutar o som de sua voz já ficava com asco.

Abri a porta do quarto dela e me deparei com uma cena hilária. Ela estava em frente ao espelho segurando uma espada e falando asneiras. Quase cai na gargalhada, talvez meu conceito sobre ela depois de ver essa cena tenha mudado, um por cento.

- Princesa?

(...)

No final da noite quando sai do quarto dela notei o quanto ela era diferente da hierarquia de Campbel, o pai dela é um homem extremamente ríspido com os seus criados e a mãe dela extremamente folgada. Talvez ela pudesse  mesmo ser diferente, talvez...

Voltei a fazer minha ronda, quando de repente avistei de longe uma iluminação diferente na cozinha, então fui até lá e me espantei. Vi a princesa saindo de roupão com uma bandeja e um candelabro, não identifiquei exatamente o que havia na bandeja no começo,  mas foi só chegar mais perto que vi que eram bolinhos, (quem sai na madrugada para pegar bolinhos?)

Fiquei um pouco desajeitado ao perceber que ela estava despida, apenas usava um pano leve de seda e um roupão para cobri-la. E eu sinceramente não sabia para onde olhar, as roupas, a pantufa fofa, aqueles lindos olhos azuis ou os bolinhos.

Passado alguns dias

...

Normalmente faço as rondas de madrugada, principalmente esses dias que meus companheiros estão exaustos. Não pude deixar de notar que quase todos os dias a princesa sai escondida de seu quarto, mas dessa vez não é para roubar bolinhos e sim olhar a imensidão do mar, por um momento eu passei a admira-la mas, foi só por um momento. Retornei a lembrar do meu povo, e por mais que eu estivesse na Guarda real, eu não tinha nem um pingo de vontade de protege-la, era mais por obrigação.

...

Já estava bem tarde quando avistei a princesa sentada sobre a borda do navio, eu me assustei. Tive a impressão de que ela iria se jogar, por um momento eu até quis deixar, mas quando senti um balanço mais brusco do navio, gritei. Ela se assustou e soltou a borda e eu corri para salva-la. Segurei em sua mão e a puxei para dentro da embarcação, aí entao percebi o quão ela havia se tornado importante para mim.

Como assim além de salva-la ela se enfureceu? E ainda teve coragem de ordenar que eu saísse de perto, eu jamais faria isso! Eu queria estar ali e desafiei ela em uma luta com espadas, eu já sabia que ela sabia lutar, mesmo que não fosse tão bem.

Durante a luta fiquei com raiva, lembrei-me de todos os motivos que me faziam estar naquele navio. Então a derrubei e empulhei a espada em seu pescoço. Foi aí que começou, me perdi naquele olhar, aqueles olhos azuis e aquelas sardas, notar toda essa beleza me fez esquecer toda raiva que eu sentia da realeza de Campbel. Avice com toda sua arrogância e teimosia, despertara em mim um sentimento contrário do qual eu queria sentir. Olhar para ela, fazia eu sair de mim, era como se fosse um encanto.

- Avice?

- Pois não Thomaz..

- Eu me rendo.






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