História A princesa prometida - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Decisão, Guerra, Hierarquia, Nascidosparareinar, Paixão, Reinos, Romance, Unidos
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Palavras 1.846
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Causas


Entrei no meu quarto por volta das 3h da madrugada, acendi uma vela que estava em cima de uma escrivaninha e peguei a lista de passageiros do navio, eu estava obcecada, precisava saber se Thomaz Righ era casado.
Analisei cada nome, em alguns momentos cheguei até recordar-me de algumas pessoas. Quando eu já estava exausta de folhear as páginas, avistei um nome o qual fez meu mundo desmoronar "Julia Righ", ajudante de cozinha, 18 anos.

(...)

- Princesa. Já faz três dias que a senhorita não vê a luz do dia. Fica enfiada nesse quarto escuro.

- Não me incomode Léa, você está acabando com a minha paz.

- Diga-me, o que houve?

- Léa só estou agastada, não te preocupes logo estarei bem.

- Talvez a princesa só precise se distrair. Ontem nós vimos uma baleia, a senhorita ficaria maravilhada em ver aquele animal Marinho.

- Eu só estou desalenta. Já lhe disse, não se preocupe. Logo estarei bem.

- É por causa do casamento?

- Léa eu já disse, não se preocupe. Eu estou bem. Só estou desanimada, deve ser porque nunca naveguei por tanto tempo. Logo logo esse esgotamento passa.

- Espero que sim, eu como sua companheira devo zelar por seu estado psicológico.....

Eu não ouvia sequer uma palavra completa do que Léa dissera, descobrir que Thomaz Righ era casado, doía demais em mim. Doía mais do que estar viajando tanto tempo por um casamento arranjado.

-Léa, ajude-me a por esse vestido.

- Até que enfim princesa, sabia que você não aguentaria ficar nesse quarto por tanto tempo.

(...)

Ao sair do quarto, vaguei como se não houvesse mais pessoas naquele navio. Aquele lugar era solitário. Guardas faziam reverência, empregadas faziam reverência. E eu sequer me importava com a presença deles, nunca pensei que ficaria dessa maneira. Já que não era possível me apaixonar, ainda mais por um guarda.
Eu estava descontrolada, e isso precisava mudar. Então enquanto eu caminhava, tomei a decisão de não me importar, eu Avice seria rainha de Guersi, e salvaria meu povo.

(...)

Ser destinada a um homem é constrangedor, eu não conhecia o príncipe Nicol, ele não me conhecia. Eu teria uma noite de núpcias com um homem que jamais sequer olhei..

- Princesa Avice, o que faz nessa ala do navio?

- Só estava checando se esta tudo em ordem Loise.

- Minha querida, notei que não sumiram mais bolinhos da cozinha.

- Loise, você sabia que eu roubava os bolinhos da cozinha?

- Claro que sabia!!! Acha mesmo que eu deixaria todos os dias bolinhos em cima do balcão? Na minha cozinha não tem ratos!!!

- Ah Loise, você é uma cozinheira fantastica!

- Agora conte-me. Porque a senhorita ficou três dias dentro do quarto em profundo desconsolo?

- Ah Loise, era só uma indisposição.

- Reconheço indisposição e reconheço também um coração magoado.

- Era somente uma indisposição Loise, não se preocupes.

Retirei-me da cozinha e continuei vagando pelo navio, as pessoas me olhavam e reverenciavam. Alegrei-me em saber que meus criados estavam contentes em me ver em pé.

(...)

Fui até o centro do navio, e convoquei a todos. Em poucos minutos todos os passageiros do navio estavam me olhando curiosos.

- Silêncio por favor. - Eu disse, e todos se curvaram.

- Venho comunicar a todos, que hoje teremos uma festa.

Eles me olharam espantados.

- Já estamos a algum tempo nesse navio, e não vejo o porque de não nos divertir. Hoje todos a partir das 16h terão uma folga coletiva. Guardas, camareiras, cozinheiras, comandantes...

- E como vamos nos dividir, princesa? - um guarda perguntou.

- Não haverá ronda, nem guardas particulares, nem arqueiros. Todos irão se divertir.

- Quais serão as comidas, princesa? - uma cozinheira perguntou.

- Quero primeiramente liberar todas as bebidas.

- A senhorita tem permissão para isso? - Thomaz disse.

- Eu sou a princesa. Única representante legítima de Campbel aqui nesse navio. Eu tenho a autoridade de fazer o que eu quiser. - respondi ruidosamente.

- Tudo bem. -Ele respondeu cabisbaixo.

- Os detalhes serão passados por Léa, minha dama de companhia.

Eu me retirei e deixei todos boquiabertos com a minha resposta grotesca. Minha dama de companhia Saiu em disparada atrás de mim, eu muito nervosa com a situação que havia passado descontei minha raiva em minha amiga.

- Léa ao invés de ficar igual um cachorrinho atrás de mim, você deveria começar arrumar os preparativos da festa eu não estou com paciência de realizar isso.

- Mas princesa o que houve? sinto a excelência longe. Já deduzo o porque, sinto que está...

- Léa, eu não estou apaixonada! Talvez eu só esteja impaciente longe de minha família.

Eu então acheguei-me a cozinha e me deparei com Thomaz falando com uma ajudante de cozinha. Assim que ele me viu ele veio atrás de mim, segurou meu braço e me perguntou o que estava acontecendo, mas eu muito quieta me retirei da cozinha. Ele então insistente parou em minha frente e perguntou.

- O que fiz eu a vossa excelência? está brava por causa da nossa luta? se eu a feri, me desculpe a minha intenção não foi feri-la! Sinto muito.

Então eu fui obrigada a responder.

- Não não, Thomaz não foi isso são outros assuntos particulares.

- Por isso a vossa excelência quer se embebedar? Por acaso esse sentimento é por causa do casamento arranjado?

- Não quero me embebedar só quero um pouco de paz, talvez esquecer tudo que estou sentindo neste momento.

- A princesa quer um momento de conversa? eu sou ótimo Conselheiro!! - ele disse sorrindo. - talvez eu pudesse ajudá-la!

- Nao Thomaz, fique tranquilo volte a conversar com a ajudante de cozinha, com certeza são assuntos muito mais importantes.

- Ah então a princesa está com ciúmes? Quer que a minha atenção seja só sua?

- Ah tá não me faça rir.

Ele sorriu sarcástico e isso arrancou calafrios de dentro de mim, talvez eu não soubesse o que estava sentindo, talvez eu estavisse com náuseas novamente, ou talvez eu estivesse apaixonada. Aqueles olhos negros me faziam suspirar, desde o momento em que nossas mãos se encostaram no dia que ele me salvou, eu senti que eu poderia ama-lo, mas isso era arriscado demais eu poderia ser mandada para forca e ele também.

PVD (Julia Righ)

Thomaz e eu tínhamos um motivo exato para embarcar naquele navio. Ele não podia me abandonar agora, não dessa maneira. Thomaz e eu somos irmãos, mas é bom que a princesa pense que somos casados. Apesar da nossa compatibilidade, ele é moreno e eu sou loira. Somos irmãos somente por parte de pai, mas tirando as cores do cabelo, a genética compatível é notável. Ando observando as pessoas do navio e senti que uma parte não suporta a princesa, eu achei ela legal. Um pouco. Depois que ela respondeu grosseiramente ao meu irmão, fiquei com raiva e chamei ele para conversar.

- Thomaz não pude deixar de notar a sua intimidade com a princesa, você sabe o porque estamos aqui!! Você não pode se apaixonar, Thomaz isso é inadmissível. Temos uma missão em andamento.

- Júlia não me enche o saco, eu sei o que devo fazer. Estou cumprindo tudo de acordo com o combinado. Não fui proibido a falar com ela.

- Thomaz eu te conheço há muito tempo, sei que você é mais velho e que você manda em sua vida, mas por favor não acabe com tudo. Você sabe o que passamos para chegar até aqui, estamos nos arriscando muito.

- Júlia por favor não fique me cobrando tanto, não vou me apaixonar. A princesa é minha amiga eu sei o que eu faço!

Eu achei estranho quando vi a princesa nos observando de longe, eu estava de frente com ela então para testar meu irmão eu o avisei.

- A sua querida amiga está nos observando.

Então ele, sorrateiramente correu em direção a ela. Eu conheço meu irmão e temo pela nossa vida. Sinto que o nosso dever não vai se concretizar.  Ele está perdidamente apaixonado, não faço ideia do que aconteceu entre eles, a verdade é que eu nem quero saber! Eu só sei que é perigoso e Thomaz em breve vai se arrepender por isso.

(...)

PVD (AVICE CAMPBEL)

Já estava escurecendo e a festa já havia começado, estavam todos muito alegres por poderem curtir pelo menos um dia.

Todos dançavam, pulavam, Riam, se embebedavam, conversavam, faziam travessuras e eu estava feliz com aquilo. Era a primeira vez de toda a viagem que eu via meus servos se divertindo.

Retirei-me daquele lugar e fui para ala norte do navio, onde eu gostava de olhar o mar a fora. Eu estava sentada sobre a borda quando de relance vi Thomaz atrás de mim.

- O que faz aqui? eu perguntei. - não estava se divertindo na festa?

- Até que eu estava princesa, mas eu a vi saindo e não queria perder a oportunidade de vê lá. Ah e por sinal devo confessar que você está linda. Confesso também que até espantei-me, não é de seu estilo usar um vestido com cores fortes. Pelo que eu lembre, você gosta de vestidos mais clarinhos ou de camisolas de seda....

Fiquei envergonhada, tinha esquecido completamente que Thomaz já havia me visto com roupas íntimas.

- Thomaz!!!! não fale isso, você me deixa envergonhada. - eu disse sorrindo.

Ele então se sentou sobre a borda do navio e de relance encostou suas mãos frias e suadas nas minhas. Eu novamente senti o calafrio subindo e tomando conta do meu interior.

- Vamos Thomaz conte-me como você entrou para guarda real? - eu senti que ele ficou meio abalado com a minha pergunta, então eu completei..

- Se você não estiver a vontade para me contar como foi, eu entendo. Às  vezes tem coisas que preferimos guardar para nós.

- Não princesa, eu conto sem problemas, foi assim..  Minha irmã Júlia, entrou como ajudante de cozinha. Meu pai muito preocupado com os ataques rebeldes, mandou-me para protegê-la. Essa é a minha missão aqui, acompanhar Júlia. Quando eu soube que a sua viagem havia sido adiantada eu corri para pedir para o seu pai me enviar, pois eu temia que algum rebelde atacasse o navio e matasse minha irmã.

- Julia Righ é sua irmã?

- É sim princesa. Pensou que ela fosse minha esposa? - ele começou a gargalhar.

- Siiim! - Eu respondi dando um pequeno soco em seu braço.

- Voltando ao assunto, eu não sabia que era esse o motivo pelo qual você estava aqui. Eu pensei que você gostasse de servir ao seu rei, contaram para mim que você se sobressaiu em todos os treinos, então eu pensei que você gostava.

- Pelo contrário princesa, nunca foi meu intuito servir a guarda real eu queria mesmo era estar na cidade, eu odeio navegar.

- Sinto muito Thomaz, mas devo admitir, eu estou feliz por você ter vindo.

Ele sorriu e falou.

- Eu também, pois conhecer você fez valer a pena todo esse sacrifício. 



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