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História A Princesa Uzumaki - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Bilhete Anônimo


Fanfic / Fanfiction A Princesa Uzumaki - Capítulo 2 - Bilhete Anônimo

Aquele som irritante se fez presente.

Estico o braço enquanto movimentava a mão direita com gestos cegos afim de alcançar o despertador que estava em cima da cômoda e desliga-lo. Após conseguir, esfrego os olhos com os dedos para tentar afastar o sono, tinha que buscar coragem para enfrentar outro dia de trabalho e ainda por cima a maldita festa que os sócios de minha empresa dariam essa noite.

Sento-me na minha luxuosa cama jogando os lenções de tom vermelho para longe, enquanto caminhava até o banheiro liguei a secretária eletrônica em busca de novas mensagens.

          ... Senhorita Naira, devo informa-la novamente que o seu irmão pediu que entrasse em contato com ele o mais rápido possível! Mandou te avisar também que hoje o expediente na empresa seria até meio dia devido a festa que ocorrera a noite! ...

Soou a voz doce da minha secretária pelo quarto, após o sinal outra mensagem se iniciava.

   ... Naira, assim que estiver acordada quero que entre em contato comigo o mais breve possível, saiba que acho essa sua descortesia uma falta de consideração, portanto, atenda minhas ligações. Ouviu mocinha? ...

Bufei irritada, mas logo sorri. Dessa vez fora Nagato.

Apesar do jeito reservado e sério, Uzumaki Nagato sabia ser grudento quando queria e bastante autoritário. O que era realmente uma ironia.

Naruto e eu somos irmão gêmeos e primos de Nagato, nossos pais morreram juntos em um terrível acidente de avião nos deixando sob a tutela de nossos padrinhos, Senjuu Tsunade e Jiraiya. Eles nos criaram e educaram para sermos os sucessores e herdeiros do patrimônio milionário que nos foi deixado, mas por algum motivo que hoje estava enterrado no passado Nagato detestava toda nossa família e nossos tutores, tanto que se afastou completamente da influência da família e construiu suas próprias empresas e patrimônios. Hoje ele era conhecido como um dos bancários mais bem-sucedidos da Ásia, liderando o grupo de finanças Akatsuki.

Todavia, por obsequio do destino eu era a única que Nagato não desprezava, muito pelo contrário. Ele demonstrava carinho excessivo comigo, o que era bom já que eu me preocupava dele estar sempre sozinho e vivendo para o trabalho.

Me preparei para tomar um banho e fazer minhas higienes matinais, logo em seguida vou até meu closet separando um vestido azul claro para vestir, ele era longo e chegava até meus pés, mas continha um decote avantajado para dar sensualidade. Arrumei meus longos cabelos loiros e fiz uma maquiagem básica, porém, nunca esquecendo meu amado batom vermelho. Calcei meus saltos quinze e rumei até a cozinha do apartamento com o celular em mãos.

Liguei a cafeteira e disquei o número de Nagato enquanto minha bebida não ficava pronta.

Alô. _ Ele disse do outro lado da linha.

_ Oi meu gato... _ Falei tirando onda com o nome dele. _ Queria falar comigo?

_ Finalmente! _ Implicou como sempre. _ É obvio que sim! Você chegou de viajem e nós mal nos falamos.

_ Eu sei, me desculpe! Mas você não faz ideia da tonelada de coisas que tenho que resolver!

_ Espero que entre todos esses afazeres minha adorada prima tire ao menos um tempo para comparecer ao nosso compromisso de hoje à noite...

_ Lá vem você... _ Resmunguei revirando os olhos.

_ Sei que você tem noção que a pessoa que menos quer estar nesse evento de hoje junto com a família Uzumaki sou eu, mas mesmo assim irei comparecer. Não estou pedindo que vá Naira, estou exigindo sua presença!

Pensei em continuar discutindo, mas por um instante percebi que a voz dele estava um pouco alterada o que significava que ele não estava bem.

_ Por que a Konan não vai com você? _ Perguntei enquanto caminhava até a porta da sala para pegar a correspondência.

Ela irá, mas não como minha acompanhante...

Ele respondeu curto e grosso e eu achei aquilo deveras estranho. Aquele homem não era do tipo que falava muito, mas adorava um discurso e um falatório.

_ Aconteceu alguma coisa? _ Insisti, abri a porta do apartamento e recolhi os diversos envelopes e os colocando em cima do centro em seguida me jogando no sofá para checa-los.

Não.

Outra resposta curta.

Ele realmente estava com problemas.

_ Você quer conversar melhor, não é? Podemos marcar alguma coisa para hoje! Meu expediente termina pelas doze horas... _ Sugeri.

Concordo que é uma ótima ideia.

Logo ele começou a citar vários lugares em que poderíamos ir, mas minha atenção é desviada para os papeis em minhas mãos. Várias contas, o jornal da semana, correspondência da empresa entre muitas outras revistas e folhetos, contudo um envelope estranho surgi em meio aquilo tudo. Deixo os demais de lado e observo atenta a carta de cor estranhamente esverdeada.

Será que era alguma pegadinha? ...

Equilibro o celular entre o ombro e o ouvido e me esforço para abrir o envelope. Não tinha remetente nem endereço, continha apenas uma folha de jornal velho com algumas letras escritas com tinta preta.

Dizia.

 

   ...Vermelho não combina com você...

 

Franzi o cenho.

Quem diabos mandaria aquilo? Alguma vizinha chata ou uma criança fazendo uma brincadeira? ...

Naira! Ainda está aí?

_ Sinto muito Nagato, estava desatenta! O que você disse? _ Questiono saindo do transe.

Perguntei se quer almoçar em algum lugar especial hoje? _ Disse meio irritado, demonstrando claramente sua insatisfação por repetir.

_ Ah claro... Aonde você quiser...

Está bem, passarei para te pegar no seu escritório ao meio dia. Até lá!

_ Até! _ Me despedi dele e encerrei a chamada.

Olhei novamente para o envelope em minhas mãos ainda me questionando o porquê daquilo, mas logo o som vindo da cafeteira na cozinha traz novamente meus pensamentos a realidade.

Amasso os papeis em minhas mãos os jogando em um canto qualquer decidindo não dá importância aquilo, caminho até a cozinha e coloco meu café em um copo descartável para viajem. Pego minha bolsa e guardo meu celular e as chaves do carro, saio deixando a porta do apartamento aberta pois logo minha empregada viria para arrumar o lugar.

Sigo meu rumo para mais umas longas horas cansativas de trabalho. {...}

 

 

 

Novamente me encontrava naquele enorme e monótono escritório, estiquei um pouco as costas enquanto buscava uma posição confortável na cadeira em que estava, eu mal havia chegado na empresa e Rin já me jogava diversas informações na cara.

_ Assim que terminar seu expediente deve aproveitar o horário vago que terá para comprar seu vestido que usara no evento de hoje, devo marcar hora com alguma estilista? _ Após dizer isso, levanta a cabeça da prancheta em mãos e me mira com aqueles olhinhos brilhantes.

_ Sim... E para você também!

_ O que? ...

_ Terei que ir acompanhando Nagato hoje, não quero nem pensar na reação que terá se não nos ver vestidas apropriadamente... _ Falei soltando um longo suspiro, ele era deveras perfeccionista.

_ Sabia que desde o início vou trabalhar para você nesse evento, mas não acho que preciso me vestir com nada especial. _ Disse me olhando confusa.

Eu deixo um sorriso sarcástico escapar e começo a arrumar a papelada na mesa.

_ Sei que os membros associados do grupo Akatsuki estarão presentes hoje à noite... _ Falei insinuativa. _ Tem um amigo seu lá, não é?

_ Sim mas...

_ Não quer ficar bonita para encontrar com ele?

Logo após eu dizer isso, pude perceber o rosto dela criar uns dez tons de rosa a roxo diferentes.

_ Senhorita... Não diga e-essas coisa! _ Gaguejou, o que me fez rir ainda mais.

_ Ei! Não precisa ficar nervosa! _ Fiz um gesto com as mãos para tentar acalma-la. _ Não tem com o que se preocupar Rin, considere isso como um bônus pelo seu trabalho duro.

Ela se acalmou um pouco e logo seu semblante alegre voltou.

_ Claro... Muito obrigada. _ Fez uma breve reverencia. _ Mas posso perguntar uma coisa a senhorita?

_ O que?

_ Como sabe que tenho contato com um dos membros da Akatsuki?

_ Isso é um segredinho... _ Falei sugestiva, mas não pretendia abrir o bico.

_ Foi o Sr. Sasori quem te disse?

Ela matou a charada.

_ Por q-que acha que foi aquele idiota?

Ele deu uma risadinha maldosa e foi minha vez de ficar nervosa.

_ Sei que ambos são muito íntimos!

Arregalei os olhos em choque, ela teria escutado alguma coisa do que aconteceu no banheiro ontem quando me reencontrei com aquele ruivo maldito? ...

Antes que eu pudesse perguntar alguma coisa ela já estava saindo do escritório.

_ Será nosso segredinho! _ Piscou um dos olhos e fechou a porta.

Suspirei derrotada, só aquela mulher/menina para colorir a minha vida. Tinha prometido a mim mesma que jamais confiaria em alguém de novo, que manteria amizades restritas e nenhum tipo de relacionamento amoroso sério. Mas ela era a única que devagarzinho ainda conseguia quebrar minhas barreiras.

Continuei a trabalhar nos papeis que tinha em mãos, afinal eu era a vice-presidente daquela empresa, o novo projeto que viria junto com os nossos sócios teria que ser um sucesso. Não era atoa que somos conhecidos como a maior empresa de pedras preciosas de todo o japão, sem falar nas diversas industrias de mineração espalhadas pela Ásia.

Tudo para o evento da noite deveria ser um sucesso. {...}



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