História A prisão das flores - Capítulo 15


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Categorias Tokyo Ghoul
Personagens Personagens Originais
Tags A Prisão Das Flores, Luna, Prisão Das Flores, Tokyo Ghoul, Tragedia, Yamada
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Palavras 1.078
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Perdão pelo atraso pessoal, to com muito trabalho pra fazer e estágios e não tenho tempo pra escrever IAUSDHUAIHSD tentei fazer um capitulo legal pra vcs e espero escrever o próximo muito em breve!!

Capítulo 15 - Arrependimentos e lágrimas


Fanfic / Fanfiction A prisão das flores - Capítulo 15 - Arrependimentos e lágrimas

Yamada se agitou ao ver aquela pessoa em sua frente, as mordaças e máscara em sua boca só permitiram o escapar de murmúrios desesperados vindo do fundo de sua alma, naquele momento ele percebeu que o amor que poderia começar a ser cultivado havia sido pisoteado.

- Você?! – Luna estava ainda mais chocada.

Os cabelos do garoto estavam colados em sua testa soada, engoliu em seco e encarou o chão, não se achou no direito de olhar Luna nos olhos.

- Um ghoul, por que você escondeu isso de mim?! – Ela estava furiosa. – Me responda? – Luna andou até o vidro que os separava e deu um soco tentando aliviar toda aquela raiva. Yamada estava sentindo seu peito ser esmagado por suas costelas, estava desesperado, numa agonia que jamais havia sentido, ele queria pedir desculpas para ela, mas ao mesmo tempo a revelação de que ela era uma investigadora também causava espanto para ele. Tudo que pode fazer foi reunir coragem e encara-la com seus kakugans ativos.

- Eu nem sei o que dizer, sinceramente... – Luna deu uma gargalhada sem esperança enquanto observava o teto daquela cela. Era como se sua vida tivesse sido destruída em um desmoronamento do céu logo após ter criado esperanças que as coisas poderiam melhorar.

Yamada murmurou triste, ela o encarou mais uma vez e saiu sem dizer uma palavra deixando-o sozinho com o som do ventilador de teto enferrujado. Minutos depois surgiu um homem que começou a levar Yamada pela prisão até sua cela definitiva, durante o trajeto ele se perguntou se Ryo estava em algum lugar por ali.

As alucinações de vozes não retornaram, talvez tivessem sido algo destinado a fazer com que ele surtasse naquela noite e destruísse sua vida para sempre. Agora ele não poderia salvar Ryo, nem ficar com Luna, seu único destino era a morte.

- Aqui, você vai dividir a cela com Haise Sasaki, um... ghoul em recuperação, e também um investigador, é complicado. – O homem empurrou Yamada para dentro da cela e a trancou. O som pesado das trancas ecoaram por todo o corredor enquanto Yamada encarava o garoto de cabelos brancos e vestes da mesma cor sentado próximo a uma pilha de livros.

- Kaneki?

- Ka... neki? – O garoto encarou Yamada confuso.

- Err, Haise?

- Sim, sou eu.

- O que diabos está acontecendo essa semana... – Yamada suspirou enquanto se apoiava na parede com as costas e escorregava até o chão com as mãos entre o cabelo. – Você não estava morto?

- Eu não sei... – Kaneki parecia mais confuso do que Yamada. Os dois permaneceram em silêncio naquela prisão de segurança máxima. Não tinham visão alguma do exterior, não sabiam se era dia ou noite, se havia sol ou chuva, não tinham informação alguma do que estava acontecendo no mundo. Tudo o que aconteceu naquele dia foi a visita de um carcereiro que entregou aos dois uma comida estranha que parecia conter sangue e outra coisa sintética.

- Você não se lembra de mim? – Depois de horas Yamada quebrou o silêncio.

- Sinto muito, mas não me lembro de nada, apenas algumas dores de cabeça e alguns pensamentos estranhos que não parecem serem meus.

- O ceifador fez um serviço cruel hein.

- Arima? Ele está me ajudando bastante, até me emprestou alguns livros. – Kaneki sorriu como uma criança, Yamada observou com estranheza, o que aconteceria se sua vida iniciasse mais uma vez do zero? Sem lembranças? Sem irmãos para salvar, sem garotas para decepcionar. Era mesmo necessário sentir tanta tristeza até o final de sua vida?

Um livro deslizou até próximo a perna de Yamada.

- Aqui, leia esse, é de um homem que acordou uma manhã tendo se transformado em um inseto. É do escritor Franz Kafka, vai te ajudar a matar o tempo. – Haise ou Kaneki disse, Yamada não sabia ao certo quem era aquela pessoa agora.

- Oh, obrigado. – O ghoul viu que não tinha nada melhor para se fazer e decidiu ler.

Durante o dia seguinte Yamada acompanhou a tragédia do homem que perdeu sua vida ao se transformar em um inseto gigante, sem esperança, sem chances de mudar o futuro. Um final triste e seco. Aquilo fez com que sua garganta se secasse e um fogo acendesse em seu coração, mesmo que uma chama ainda fraca. Yamada não queria morrer ali, havia tantas coisas para se fazer.

Algumas quadras de distância da prisão Luna tomava goles de um café frio amanhecido em seu apartamento, as nuvens que costumavam ser levemente nubladas em poucos dias atrás agora estavam negras. Um temporal estava por vir. Provavelmente não seria um temporal tão violento como o que atingia o interior da jovem.

Ela tinha olheiras nos dois olhos e suspirava a cada dez segundos, no dia anterior havia visitado Mirai no hospital e para seu alivio a amiga estava bem, porém sem uma perna o que mudaria a vida da garota para sempre, sua profissão de Idol, sua carreira como investigadora, sua vida do cotidiano. Nada seria mais o mesmo para Mirai e Luna se culpava por isso.

Primeiro Shiratori morto em Cochlea na sua frente, depois a tragédia com seus antigos subordinados e agora a revelação de que Yamada era um ghoul. Um ghoul como o que matou sua mãe, o que matou Shiratori e pior, Yamada fora o responsável pelo ferimento em Mirai.

O que era suposto fazer em uma situação como essas? Luna não fazia ideia, se jogou de costas na cama e encarou o teto, era um costume para ela olhar tetos quando tudo ia ruim, na noite que sua mãe faleceu aquele teto foi sua única companhia.

Lágrimas invadiram seus olhos e ela chorou, a figura de mulher forte que iria superar suas dificuldades desabou naquele apartamento solitário, seus gemidos e soluços ecoaram pelos cômodos escuros.

E então a chuva começou a cair, dando início ao temporal.  

Yamada ouvia um ruído distante, seriam trovões? Ele se perguntou. Onde estaria Luna? Era outra dúvida em sua mente. Estava determinado a concertar aquela situação, ou ao menos tentar, era isso que seu coração dizia para si mesmo.

A oportunidade não tardou em aparecer, na manhã seguinte Luna solicitou ao carcereiro uma entrevista com Yamada para fins de investigação. Os dois se sentaram novamente separados por aquele vidro, Luna tinha olhos distantes e cansados, não tinha dormido, já Yamada estava em seu ápice, aquela poderia ser a única chance de salvar seu futuro.

- Luna, deixe-me explicar. – Ele começou. 



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