História A prisioneira - Capítulo 5


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Categorias Fairy Tail
Personagens Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Tags Fairy Tail, Guilda, Luta, Mistério, Nalu, Rival
Visualizações 130
Palavras 3.249
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ecchi, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ahh, estou ansiosa :3
Espero que gostem...
Até as notas finais <3

Capítulo 5 - Vamos nos encontrar de novo


Fanfic / Fanfiction A prisioneira - Capítulo 5 - Vamos nos encontrar de novo

Droga. Não interessava seu estado, ela não tinha como se impedir de ouvir aquilo. Usufruiu sua posição para fingir dormir, fingir não ter escutado. Ouviu um suspiro de alívio do rosado, talvez por ela estar dormindo, talvez por achar que ela não sabia o que havia acabado de dizer. Provavelmente, ambos. A loira nunca tomaria o risco de se envolver sentimentalmente com seu sequestrador. Com ninguém, na verdade. Era sua regra.

Então, o erro mortal de Natsu: acreditar que a garota dormia e adormecer também. E, assim, a noite foi finalizada.

Ele acordou, levantando bruscamente à visão do sol machucando sua vista.

— Vamos...

Interrompeu-se, ela não estava ali. Não estava em lugar nenhum do seu raio de visão. Por Deus, pelo que ele sabia, ela podia estar caminhando por horas para qualquer direção. Não, não para qualquer direção, Lucy levara o mapa, o maldito papel, e ele estava mais perdido ainda.

Por que todas as drogas de árvores, montanhas, bosques, pareciam os mesmos? Por que tudo era tão estupidamente igual?

Todo seu trabalho para não ouvir a ela, para mantê-la ali, para não acreditar em suas mentiras, tudo em vão. A noite passada podia ser apenas outra carga de besteiras que ela improvisou enquanto ele era um besta que contara a verdade. Pelo que sabia, a bebida podia estar com um veneno que ela era imune, um sedativo que não tinha efeito nela.

Estava tão ferrado. Não tinha nem salvação.

Decidiu usar o sopro de fogo, para ver se ela ainda estava por perto. Queimaria a floresta rapidamente. O plano caiu por água abaixo no momento em que nada aconteceu. Bem que sentia algo estranho em seu pescoço. Sim, ele usava a “coleira” anti-magia. Ah, como aquela mulher era traiçoeira.

Uma arma gelada foi pressionada contra seu rosto. Ladrões, saqueadores, o que fossem, havia dez. Desviou para baixo, lançando uma das pernas para trás, enrolando na do homem e o derrubando no chão. Forçou todos os companheiros em posto a o atacarem, que desviava impecavelmente, se defendendo com chutes, pontapés e socos. Até que finalmente seguraram na corrente e puxaram seu pescoço com uma força descomunal que o levou a cuspir sangue, se ajoelhando no chão.

— A loira gostosa estava certa, fizemos bem em soltá-la, o chefe vai ficar feliz — um ruivo comentou com um sorriso bobo, que tivera o líquido vermelho que caía da sobrancelha cortada pelo golpe inundando os dentes.

— Essa marca é mesmo da Fairy Tail? Mas eles não estão reconstruindo a guilda, como toda hora? Não sei como aquela merda de casa é destruída tantas vezes. Será que tem dinheiro mesmo, Zerf? — o loiro de olhos verdes rebateu.

— Para de racionalizar. Eu que não apanhei assim à toa. — Bufou um moreno. — Rosinha, mostre-nos a casa desse ricaço, queremos uma garantia pela sua vida, parece pesado de carregar, precisamos de recompensa — pediu ao se virar para Natsu.

— Vá se foder, seu... — Levou um gancho no maxilar, soltando uma risada. — Acha que um golpe patético desse vai me fazer interromper minha fala? Retirar tudo o que eu disse? Beijar seus pés? — Ele gargalhava de sarcasmo, deixando todos descrentes. — Patéticos. Aquela loira, a Lucy, era mais durona do que todos vocês juntos. Acho melhor me soltarem ou não vão gostar do futuro de vocês.

— Vamos ensinar uma lição para esse merda!

— Desculpa, rapazes. Acho que fui recentemente apresentada pelo peso na consciência... — Ela tinha um sorriso no canto dos lábios fechados, estava escondida em algum lugar, não podiam vê-la.

Uma linda moça com um capuz apareceu entre as árvores, sussurrando encantos que fizeram todos caírem aos seus pés, se contorcendo, suas veias saltando da pele, uma magia negra os cercando e tomando suas vidas rapidamente.

— Foi mais rápido do que eu pensava — Admitiu, tirando o capuz e revelando aquele cabelo dourado que ele passara tanto a adorar. — Nossa, Natsu, papéis invertidos, isso está parecendo um daqueles filmes pornôs. Gostei — comentou mexendo a língua em sua boca, como se provando algo de diferente.

— Por que você os...

— Shiii, garoto inocente. Não é porque te salvei que não quer dizer que foi para eu te matar eu mesma — disse zangada. — Não ache que eu gostei de ficar presa em algemas de pescoço só porque tivemos uns papos adoráveis. — Revirou os olhos, vendo o rosado abismado. — Relaxa, baby, não são os primeiros que morrem em minhas mãos e não serão os últimos, isso eu te garanto. — Abaixou-se, um sorriso doce nos lábios conforme acariciava seus cabelos, num cafuné que fazia o garoto se arrepiar em êxtase. — Agora, você está bem? É a primeira vez que salvo alguém, não sei bem o que dizer — ponderou, soltando uma arfada curta do começo de um riso. — Se quiser um beijo, não vou cometer o mesmo erro que você. Eu sempre dou beijo nos meus prisioneiros, se você quiser, afinal é meu primeiro, e eu bem que sempre me perguntei se os seus beijos seriam quentes em todos os sentidos.

Ele não falava nada, seus olhos hipnotizados pela silhueta da garota, com seu sorriso corado, meio feliz, o sorriso de quem havia feito a coisa certa da maneira errada, mas era a primeira vez que tentava num longo tempo e do seu jeito, e aquilo já o orgulhava. Ela era tão bela, tão atraente daquela maneira, o pedindo um beijo, e ele não conseguiu se controlar para não dizer:

— Eu disse que no outro dia seria você a voltar a pedir por mais? — Seu sorriso de lado era presunçoso.

— Sabe, eu gosto das nossas conversas — admitiu conforme se levantavam, puxando a corrente enquanto o encostava à árvore com o cotovelo, ruborizando pela proximidade.

— Mesmo?

Ele desencostou a cabeça do tronco, aproximando seus lábios mais ainda dos dela, os entreabrindo, tão próximo a sentir aquela macia boca contra a sua, a sentir seu gosto, sua textura, a envolvê-la e arrastá-la pelo mais ardente beijo de sua vida.

Seu coração bombeava tão rápido esperando por esse momento que foi extremamente ágil em desatar a corrente e colocá-la de volta no pescoço de Lucy.

— Como...?! — Debatia-se em raiva, o braço dele a cercando ao mudarem de posição e pegando o mapa de volta.

— Eu tinha a chave o tempo todo. Achei que tinha perdido, mas vi pelo canto do olho quando estávamos ajoelhados. Desculpe, baby, eu preciso do dinheiro, de verdade. Fiquei muito tempo em luto, tenho muita coisa para pagar. Foi a única missão que chegou perto do valor. Eu realmente preciso... — Calou-se ao receber um tapa na cara, um bem ardido, que doeu mais do que qualquer golpe que pudesse receber.

Ela havia confiado nele. Ele havia traído sua confiança como todos.

Como que ele havia destruído aquilo?

Como que ela havia o permitido ter um espaço em seu coração? Que estúpida.

Ela lhe contou daquele fatídico dia em que, em algum universo, talvez ela pudesse ser salva por um cavalheiro, mas o anel do amor teve seu feitiço jogado contra ela, e ninguém a quis ajudar ou às outras garotas contra o que se intitulava de Salamander. Contou como ela teve que seduzir aqueles homens sujos, que logo a fizeram se sentir suja com seus lábios sobre o dela. De como ela se sentiu ao matar um por um, de como ela não deveria ter se sentido, mas foi exatamente o que ocorreu. E, como ela era tão fraca e patética que o fez com facas, nada de magia, um ato sorrateiro de noite, enquanto estava deitada no leito daqueles desprezíveis. E de como ela foi tratada pelo seu pai ao voltar, como um pedaço de lixo.

A verdade é que ela tinha perdido a esperança, não queria saber de Fairy Tail, tinha uma raiva por ter sido atraída para aquele navio por causa do nome. Seu pai era um homem frio, sua mãe estava morta, ela não tinha para onde ir. Os únicos que ela conseguiu se relacionar foram os da guilda negra que pertencia, a guilda que odiava o Bora, a guilda dele e também a Fairy tail.

Ela o mostrou o quanto viveu a base do ódio quando não tinha nada. Contou tudo que nunca contara, com detalhes imundos.

E tudo isso para quê? E o salvou para quê? Para vê-lo trocá-la por dinheiro?

O destino era irônico em ensiná-la aquela podre lição de que devia apenas confiar em si mesma tantas vezes. Doía tanto sentir tudo aquilo de novo que sentia seus olhos derramando lágrimas, tentando-se esconder com as mãos na frente e contendo seus soluços que queriam tanto soar altos e serem ouvidos.

Sim, ele havia a feito chorar. Não era falso dessa vez. Era verdadeiro, silencioso, e ela não conseguia esconder, porque ele não conseguia desprender seus olhos dela, se sentindo um lixo. Ele era um lixo. Como podia trair uma garota tão machucada tentando mudar? Como podia a prender de novo depois daquela noite que passaram embriagados e dividiram tantos segredos?

Mas ele tinha que fazer. Não podia perder a última coisa que tinha de Happy, a única coisa dele que Zeref não destruíra no combate: a casa que dividiam desde sempre, a casa deles.

Amaldiçoou os impostos naquele momento e amaldiçoou o irmão e aquele embate desnecessário entre os dois. Quanta merda passava na cabeça daquele depressivo que ficava chorando porque matava as plantas e os animais em volta, porém não tinha nenhum problema em matar humanos e Exceeds? Não, assassinar esses fazia com prazer, como o sádico idiota que era.

Era inútil culpar Zeref ou o governo. No final, o único que o traíra era ela, e aquilo ele não podia mudar.

Estavam tão perto da casa que o rosado não precisou se aprofundar nos seus pensamentos e aquela tortura não precisava se alongar mais, não que ela já não tivesse se perpetuado em sua mente. Não tinha volta, era isso.

Aproximou-se, batendo na porta e deixando um olhar de canto de olho se prolongar na moça que perseguia seus pensamentos. Ela ainda limpava o rosto, incerta se estava apresentável e com sua cara de quem não liga. Ah, ela realmente parecia que não dava a mínima, um efeito imediato quando o percebeu a observando. Era triste que precisava dessa máscara por medo de que se ferisse mais. E ali estava a culpa o assombrando de novo, esgueirando pela porta.

— Olá! — Um homem de cabelos castanhos com certa idade sorria forçadamente ao abrir a porta. — Vejo que chegaram finalmente. Sou o Rufus. Prazer, Natsu, não é? — Semicerrou as orbes como se os estudando. — Em perfeito estado — comentou analisando a loira —, que ótimo trabalho.

Ouviu uma risada sarcástica um pouco alta sair da mulher, que simplesmente andou na direção do moreno e levantou a mão, as balançando num “tchau”, não queria ver o rosto do raptor por mais tempo do que necessário.

— Desculpe... Eu preciso perguntar. Bem, para quê? Para que quer essa garota em corrente anti-magia na sua casa? — questionou a puxando de volta.

— Para que mais seria? — perguntou debochado. — Ela é de uma guilda das trevas, uma peça principal, isso vai desestabilizá-los, estou ajudando a Fairy Tail a destruí-los e desmanchar uma aliança do mal. Quem sabe, talvez bons caminhos sejam trajados depois... E, quem sabe, ela me conte informações. — Entregou o saco com dinheiro para o garoto de cabelos estranhos.

Parecia algo forçado, ensaiado, contudo quem era ele para saber disso quando claramente falara tantas coisas improvisadas com suas “aulas de teatro” de mentirinha?

Natsu tocou uma mexa de cabelo da moça ao seu lado, enrolando no dedo os fios dourados. Ah, ele precisava tomar logo a decisão, e ela tinha de ser a certa. De que modo mais a missão apareceria no quadro de avisos se não fosse correta? Era isso, tinha de ser.

— Acho que é isso. — Largou-a, empurrando gentilmente, um misto de sentimentos o corroendo confusamente.

Fazia uns dez minutos andando, e ele finalmente percebeu aquele detalhe: o chão era estranho, oco? Tinha um porão? Por que um porão? Ele bem que podia ignorar algumas coisas estranhas naquele cara, não tantas. Não suportaria de culpa se estivesse certo de que havia errado, sim. Apressou o passo correndo, alcançando o terreno do homem, para então andar mansamente, cavando a terra com grama e pressionando o ouvido contra a madeira, que quase rangia com seu peso.

— O QUE É ISSO?! PARA! VOCÊ NÃO PODE... — E então um grito de dor que foi abafado. — EU VOU TE MATAR... — Outra exclamação de agonia de si mesma a interrompendo.

Tortura? Oh, céus. Talvez estupro? Não sabia, seja o que fosse, não era bom. Socou o chão com as brasas de fogo em volta de seus braços, caindo no andar subterrâneo e ficando de cara com a cena horrorosa de Lucy amarrada na cadeira e o quarto repleto de ferramentas cortantes. Sentiu uma ânsia de vômito, vendo aquele homem parado com o punho fechado, se preparando para socá-la novamente.

— Luce? — Foi a primeira coisa que saiu de sua boca antes de seus olhos enegrecerem.

Mencionou um ataque de sopro e fez o homem bater contra a parede com força. Apressou-se em soltá-la das cordas as queimando com seu fogo e puxar a corrente para fora. A verdade é que qualquer um pode tirar as algemas anti-magia sem a chave, menos a pessoa que a usa. A chave trouxe pelo caso de ser enganado, o que acabou bem útil.

Ela se mexeu abruptamente na direção do homem machucado, o erguendo pela gola, pressionando seu pescoço.

— Para, por favor — ele murmurou com dor.

— Engraçado, acho que era exatamente isso que você queria que eu falasse, não era?! — rosnou enraivecida

 Aprofundou a mão em sua barriga, podia-se ouvir sua costela se quebrando, um bando de sangue alcançando o chão, seus dedos alcançando aquele coração pulsante, ansiando para tirá-lo do peito e esmagá-lo completamente.

— Luce, pare, por favor! — o rosado rogou, tentando a alcançar.

— Você não realmente se importa, só não podia me deixar morrer aqui sem uma consciência pesada, é como todos os outros, não se mete! — provocou novamente chorando, lutando contra as emoções.

— Eu me importo! Você não sabe o quanto doeu fazer aquilo... Eu realmente me importo! Dê mais uma chance, ele pode ser nosso prisioneiro — implorou. — Eu apenas sei que quero ver aquela luz em você, de quem está tentando fazer a coisa certa. Seus olhos se iluminam, você fica tão linda e eu sinto como se eu pudesse realmente amar essa garota. Não sabe o quanto me doeu apagar esse brilho e ser o motivo que a levou para esse lugar escuro de novo. Por favor, me deixe te tornar incapaz de matar alguém assim, sem mais nem menos. Venha para Fairy Tail comigo. Eu juro que te daremos uma chance, só o deixe ir, baby.

Aquele apelido, aquele maldito apelido que a acertou bem no coração, bem no momento em que tinha um literal bem na sua frente implorando para ser arrancado, um que ela soltou, vendo Rufus se debater no chão sem nenhum ferimento óbvio, até o cicatrizou para ele. Estava enrascada, estava tão enrascada por se preocupar que chegava a gostar daquela nova sensação.

— Seu idiota! — berrou, avançando na direção e estapeando o peito com raiva do homem que fora a razão de fazê-la desistir daquilo.

Natsu sorriu, seus olhos sorrindo, todo seu rosto se iluminando ao puxá-la para cima junto a ele para o lindo jardim que o novo prisioneiro possuía e cuidava, se desviando das tentativas dela de o encher de tapas.

— Essa é a Luce que eu quero para mim — respondeu, fazendo carinho em seu rosto e limpando suas lágrimas, para logo depois beijar o topo de sua cabeça, acalentando o local.

— Eu não te perdoo. Vou inclusive te matar primeiro antes de matá-lo... — Começou, o vendo a segurar forte na mão, para que não lutasse.

Seus olhos se encontraram e ela sabia exatamente o que veria a seguir, exatamente o que queriam um do outro. Uma brisa fresca passou, levando umas folhas verdes, uma se prendendo em seus longos cabelos, não que se importasse naquele momento.

— Essa coisa de fazer promessas que não vai cumprir... — comentou risonho, tirando a folha que se agarrava nos fios dela.

— Peguei de você. A culpa é inteiramente sua! — Bufou irritada. — Seu idiota! Você sabia que... — Forçava os braços para fugir do enlaço, querendo soltar mais palavras rancorosas, querendo o socar antes de perdoar. — É um babaca. Eu te odeio! Odeio! Odei...

Colou seus lábios nos dela, ela tinha que calar a boca de alguma maneira, e era apenas uma coincidência que aquela maneira fosse tão maravilhosamente boa e macia. Pequenos arrepios percorriam todo o seu corpo, suas bocas implorando por mais, numa dança de dois perfeita e consumida por um fogo que queimava e machucava seus lábios, mas que trazia tanto prazer e êxtase que não lhe importava. Era tão doce, tão arrebatador, e aquele cheiro de morangos o embriagava e o fazia aprofundar ainda mais sua boca na dela, a envolvendo e puxando, até que estivessem tão colados e tudo estivesse tão intenso e pegando fogo que não podiam respirar.

— Ele vai ficar desmaiado por umas horas — comentou, nem fingindo ser despretensiosamente, tomando longas golfadas de ar, aquele ser rosa realmente sabia como a arrebatar num único beijo.

— É mesmo? — Roubou mais uma doce troca de carinho de seus lábios, os roçando por deliciosos dez segundos. — E sobre a minha proposta? — perguntou se livrando do cachecol e a fitando minuciosamente conforme retirava a blusa, o dando acesso à visão que tanto pensara de seus seios gloriosos, mesmo que ainda de sutiã.

— Eu vou pensar. — Suspirou, sentindo a boca dele passear por sua pele exposta, a queimando de maneira excitante e provocante, era magnífico o efeito que tinham um no outro. — Com certeza, eu não vou estar aqui quando acordar, assumindo que vamos nos cansar até apagarmos, você sabe...

Levou as mãos ao queixo dele, o subindo para beijar o encontro de seu maxilar com o pescoço, bem abaixo da orelha, que o fez se arrepiar com a maciez e a eletricidade que sempre o percorria com seus toques.

— Algumas feridas demoram um pouco mais para cicatrizar, e eu vou voltar quando estiver pronta, vou dar uma chance a essa guilda que você considera uma família, ver como vai ser.

Ouviu um suspiro frustrado dele, que se tornou um com outra ênfase no segundo que abocanhou sua orelha.

— Baby, você foi o único que realmente voltara por mim, embora me traíra — sussurrou raivosamente, calafrios descendo o corpo do rosado. — Não importa, isso me faz bem, me faz feliz. Eu estou feliz agora, Natsu. — Sentiu os beijos dele entre seus peitos a acalentando. — Muito feliz — enfatizou brincando. — Prometo de verdade que dou uma chance para você e para a Fairy Tail. Em alguns meses, talvez.

— Ah, e eu o levo para o conselho quando acordar, para ser julgado, o torturador, sabe? — falou, alcançando o fecho de seu sutiã. — Não aprovo sua decisão, mas te respeito o suficiente para aceitar depois de chutar minha bunda tantas vezes. Você é impossível, me doma tão fácil... Nunca perca esse lado, eu gosto, é quente. — Riu, nostálgico, como se tivesse tempo que acontecera tudo. — Agora, chega de falar.

Abriu a peça, a jogando longe e juntando seus corpos, sentindo-a quase completamente nua contra si ao roubar-lhe mais um beijo nem um pouco casto, e ela podia jurar que queria ser consumida por aquele fogo bem naquele momento.

 — Vamos nos... Vamos nos encontrar de novo — a voz doce da loira falhou pela falta de fôlego.

— Mal posso esperar.


Notas Finais


The end/fim, aeeee (fogos de artifício para minha paciência que foi desgastada por causa do meu perfeccionismo e oficialmente assassinada).
Quis um fim realista, eu não gosto muito de fins fantasiosos, gosto de fins abertos, porque a vida é assim, imprevisível mesmo. E achei que esse bateu perfeito com o tom dessa fic, tanto que eu o tinha planejado desde o capítulo 1.
Por favor, falem suas opiniões, o quão complexas e pequenas elas forem, eu sempre tenho tempo para ler mesmo... Enfim, quero muito saber, sou curiosa mesmo. Gostaram...?
Haha, pior que sou insegura mesmo. (Sei nem por que to rindo.)
Mais uma história que termino neste ano, preciso nem dizer que estou orgulhosa de mim <3
Eu pretendo escrever umas 3 fanfics grandes e uma oneshot para encerrar, então, podem me seguir ou mandar pedido de amizade (eu aceito, ta?). Acompanhem se quiserem <3 (não vou mentir, eu adoraria).
Se quiserem apontar erros, de boas, eu tenho que revisar outra vez mesmo, daqui a umas semanas (sou perfeccionista mesmo).
Bye e até a próxima (se você for ler outras histórias minhas) *---*
(Quem eu sou? Sou a louca digitando tudo de luva, e só está dando certo porque tenho mão de criança.)
(Último e não menos importante: if you love me, let me gooooooooooooooooooooooooo...)
Agora, tchau de verdade :33


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