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História A Profecia - Capítulo 5


Escrita por: e Toy-O-Bonnie


Notas do Autor


Certo! Talvez esta história esteja um pouquinho abandonada, mas não se preocupem... eu acho, pois agora, que estamos de quarentena, conseguimos acumular ideias e provavelmente escreveremos esta linda historinha com mais frequência, ao menos é o nosso plano (meu e do @Toy-O-Bonnie).

Como já devem perceber( até pela escrita), quem escreveu e está postando este capítulo é o Ícaro, pois é, aquele que já não tem mais nada para fazer da vida a não ser escrever fanfics KKKKK então... enfim, não tenho muito o que dizer.

Boa leitura! Divirtam-se!

Capítulo 5 - Controle de pragas.


N a r r a d o r;

Estava espantando com a grande quantidade de pessoas no pátio, sempre imaginara aquela cena, mas estar diante dela fascinava o menino de uma maneira inexplicável. Era este o sentimento que prevalecia em Freddy enquanto observava aquele imenso local repleto de pessoas de todos os tipos, que vieram de todos os cantos do país.

Por outro lado, Foxy não se entusiasmava com esse cenário, pelo contrário, sentia-se desconfortável. Um bando de desconhecidos não o agrada, ainda mais quando estes encontram-se em um lugar desconhecido. O novo nunca fora uma vontade de Foxy.

– Que cara é esta, parceiro? – Freddy sorriu para o seu mais novo amigo.

– Não estou muito feliz aqui. – Foxy não se esforçava para demonstrar simpatia, era de sua natureza sempre ter uma expressão séria.

– É apenas o começo. –Em contrapartida, Freddy quase sempre tinha um sorriso espontâneo em seu rosto. Eram duas naturezas opostas. O extrovertido e o introvertido, o feliz e o sério.

Cansado de apenas observar o local onde se encontrava, Freddy achou que seria mais legal se ele e seu amigo começassem a conhecer o internato que estavam. Afinal, iriam estudar ali por um tempo considerável, seria bom explorar a estrutura para descobrir onde cada coisa ficava.

– Foxy, estou cansado de ficar aqui! – Freddy espreguiçou-se, Foxy ergueu uma sobrancelha.

– É, eu também. Quero voltar à minha casa. – Foxy disse em um tom baixo de voz.

– Não, idiota! Não é sobre isso! – Freddy não sentia saudades de casa ou de sua família naquele momento, a enormidade do internato e a vontade por conhecê-lo jogou para longe os pensamentos melancólicos que tinha quando estava saindo de sua casa rumo à escola.

Olhou para o Foxy, esperando algum tipo de resposta, mas este calou-se em seguida. Suspirou descontente, a coincidência do sonho conectava eles de alguma maneira, mas Freddy não se sentia compatível com a seriedade do ruivo.

– Estou cansado de ficar aqui parado, acho que devemos conhecer o internato. – Freddy repetiu a frase, explicando-a ao seu amigo.

– Eu estou bem aqui. – Foxy apoiou-se na parede.

– Porra, Foxy! Você é a minha única companhia, vamos! –  Freddy exclamou.

Ser extremamente fechado não fazia de Foxy um garoto que não se importava com nada. Pelo contrário, achava que a construção de suas relações era muito importante, ainda mais no início daquela nova convivência.

Por isso, ao ver Freddy tão insistente a fazer algo com sua companhia, não demorou para ser convencido. Desgrudou da parede e esforçou-se para concordar com a ideia de andar pelo local, mas conseguiu.

– Tudo bem! – Foxy respondeu em um tom impaciente, como se estivesse fazendo aquilo por dó e não por vontade. Porém, sabia que fazia aquilo por medo de ficar sozinho no final das contas.

Perto donde a nova dupla encontrava-se, havia outro garoto, escondido em um dos pilares do pátio, Puppet espiava a relação dos dois meninos. Havia um interesse de Puppet em ambos, um interesse que envolvia grandes e importantes questões.

Ainda não sabia como se aproximaria de Freddy e Foxy, mas tinha o conhecimento de que teria que fazer em breve. Então achou uma boa ideia observá-los por um tempo indeterminado, afinal, por que não ter uma ideia de como eles se comportam?

Entretanto, assim que os garotos saíram de suas posições e começaram a andar pelo pátio, Puppet desesperou-se. Saiu de trás do pilar, seu esconderijo, e iniciou uma pequena perseguição.

– Puta que pariu. Por que há tanta gente nesse lugar? – Puppet resmungou assim que adentrou em uma multidão de adolescentes barulhentos.

Freddy e Foxy desapareceram do seu campo de vista, aliás, não só eles, como qualquer coisa que estava à sua frente antes de entrar na muvuca de jovens descontrolados. Cruzava a multidão como se fosse um navio atravessando uma tempestade em alto mar, com força e determinação.

– Finalmente. – Respirou fundo assim que saiu da confusão.

Rapidamente, olhou ao seu redor, procurando seus dois alvos, mas não teve sucesso em achá-los. Entrou em desespero, havia demorado horas para encontrá-los no pátio e já havia perdido-os de vista!

– Que droga. – Sussurrou e voltou a respirar fundo, mantendo-se calmo.

– Estou começando a achar que foi uma péssima ideia! – De repente, ouvia uma voz familiar próxima dele. Virou-se e deparou-se com Freddy e Foxy, ambos estavam saindo da multidão naquele momento.

– Eu já disse que odeio este lugar? – Foxy disse. Puppet sorriu, não se perguntando como havia atravessado a muvuca antes dos outros dois.

Apoiou-se em um pilar qualquer e fingiu estar distraído observando o local, enquanto isso, ouvia a conversa de Freddy e Foxy, que passavam por ali. Assim que a dupla afastou-se consideravelmente, voltou à sua perseguição.

Esgueirava-se pelas paredes e mesas do pátio, a última coisa que queria era chamar atenção. Entretanto, sua estatura de quase dois metros não o ajudava nessa difícil missão, já que todos direcionavam seus olhares a ele seja lá onde estivesse

– Você está bem, cara? – Puppet estava agachado em um dos cantos do pátio quando uma menina interrompeu sua missão.

– Eu estou ótimo! – Tentou responder com naturalidade, mas não escondia uma certa inquietação, ainda não havia tirado os olhos de Freddy e Foxy.

– Por que está assim? – A menina resolveu continuar a conversa, Puppet deu um longo suspiro.

– Eu estou apenas... observando se não há... pragas neste lugar. – Inventou uma rápida desculpa, a garota mostrou-se curiosa.

– Explique. – Naquele momento, Puppet queria simplesmente empurrar a garota e sair correndo, mas provavelmente chamaria a atenção de Freddy e Foxy desse modo.

– Está vendo isso daqui? – Por ironia do destino, havia um pequeno buraco no encontro de duas paredes (canto). – Geralmente estes buraquinhos servem de moradia para as pragas, entendeu? – Forçou um sorriso.

– Então... – Puppet reparou que Freddy e Foxy estavam prestes a entrar no interior do internato, não quis perder mais tempo e interrompeu a garota.

– Com licença! Tenho que ir ao banheiro! – Levantou-se e saiu correndo, não dando chances para mais uma pergunta da menina.

Correu em direção ao prédio do instituto, onde as salas de aula, coordenação, diretoria e outras salas ficavam. Não queria ser deixado para trás por Freddy e Foxy, ainda não tinha a quantidade de informação que queria.

Entrou no prédio e logo se encontrou em um extenso corredor lotado de armários e portas. “Isso parece um labirinto”, foi o primeiro pensamento que veio à sua mente. “Foco”, lembrou-se de seu objetivo: Freddy e Foxy.

Percebeu que a dupla estava prestes a virar o corredor, por isso, tentou atravessá-lo o mais rápido possível, evitando correr para não chamar a atenção de ninguém. Entretanto, por estar focado nos dois garotos ao invés de prestar atenção por onde andava, acabou tropeçando em um livro.

– Puta que pariu! – Seu grito espontâneo ecoou pelo corredor, não caiu no chão, mas perdeu seu equilíbrio.

Estava praticamente sentindo o mundo em câmera lenta enquanto tentava não tombar no chão, não conseguia brecar para recuperar seu equilíbrio, mas a cada passo estava cada vez mais perto de cair. Desse modo era inevitável sua queda cômica diante de uma situação tão importante!

Sentiu a gravidade puxando suas costas até o chão, naquele momento ele sabia que não havia mais escapatória. Fechou os olhos e aceitou seu destino: arcar com a dor.

Suas costas colidiram com o chão duro como se fosse um chicote fino estralando na pele de um animal. O barulho da pancada soou no local como se fosse um tapa forte, assim, chamando a atenção de todos que estavam por perto.

– Eu odeio minha vida. – Murmurou, de olhos fechados e com o corpo estirado no chão.

– Você está bem? Desculpe! Meus livros estavam no chão porque eu estava arrumando o meu armário. – Uma menina correu para socorrê-lo, tentando se justificar.

– Estou bem. Não precisa se explicar. – Fez questão de levantar-se do chão o mais rápido possível, mas, na verdade, suas costas estavam ardendo para caralho.

No final do corredor, ouvia-se uma risada histérica e incontrolável, Puppet já suspeitava quem era o autor daquelas gargalhadas irritantes. Freddy. Sabia que o menino era quem tinha a personalidade mais forte entre os que estava perseguindo.

– Freddy, pare de rir. – A voz de Foxy pôde ser ouvida pelas pessoas do corredor também.

Freddy parou de rir aos poucos e, sem nenhum constrangimento do que fizera, dirigiu-se ao garoto recém machucado. Andou pelo corredor inteiro, apenas para aproximar-se de Puppet e tentou iniciar um diálogo amigável com ele.

– Sinto muito. – Ainda sorria, mas estendeu a mão para Puppet, que se mostrava confuso. – Eu tenho uma doença, não consigo controlar minha risada. – Puppet não sabia se acreditava naquilo ou não.

– Isso existe? – Perguntou confuso e cumprimentou Freddy.

– Deve existir, eu acho que sofro disso. – Freddy voltou a rir, Puppet suspirou. – Enfim, você não era o cara estranho que estava agachado em um canto do pátio? – Indagou curioso.

– É ele mesmo. – Foxy entrou na conversa.

Puppet desviou seu olhar, estava constrangido de certa forma, pensava que não havia sido percebido por Freddy e Foxy enquanto se encontravam no pátio. Entretanto, encarou a dura realidade, suas habilidades de espionagem eram amadoras demais.

– Eu estava verificando as pragas que tem neste instituto. – Escondeu sua vergonha e impôs um tom sério em sua voz, como se fosse um especialista no assunto e realmente se importasse com possíveis pragas.

– Pragas? Igual àquele tipo de pessoa chata da internet? – Freddy perguntou.

– É quase isso. – Puppet suspirou, percebeu que a comunicação entre ele e Freddy será difícil.

– Qual é o seu nome afinal, meu novo amigo? – O menino de cabelo castanho questionou.

– Puppet, e você se chama? – Fingiu demência, como se não soubesse de nada.

– Meu nome é Freddy e este ao meu lado é o Foxy! – Freddy envolveu seu braço no pescoço de Foxy e puxou-o para perto. – Ele é um pouco rabugento, mas não se preocupe, ele é legal. – Sorriu.


Notas Finais


Até <3


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