História A profecia da Ômega - Capítulo 10


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Alfa, Lobisomens, Lobos, Ômega, Profecia, Promessa, Sangue, Sobrenatural, Suspense
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Palavras 1.205
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oii gente, hoje o capítulo é bem interessante e como sempre alerto a vocês a sempre se apegarem aos detalhes, porque no decorrer da história eles aparecem e são bem significativos!!

Capítulo 10 - Capítulo 10


Fanfic / Fanfiction A profecia da Ômega - Capítulo 10 - Capítulo 10

Audrey pov's

Sigo Raul em direção a cozinha, dou uma pequena espiada atrás de mim e vejo que Ilsa e Willian agora seguram a mão um do outro enquanto trocam um olhar carinhoso. Mesmo tão novos, eles formam um belo casal.

“Bem o que você quer preparar? ” Falo, enquanto pego o avental que Raul deixou em cima da bancada para mim.

“Que tal cervo ao molho de laranja? ” Ele fala, enquanto coloca um pedaço grande de carne em cima de uma tábua de madeira.

O cheiro da carne é bastante fresco, posso sentir o gosto do animal vir em minha boca, só de ver o sangue escorrendo enquanto Raul faz corte precisos. Não, controle-se! Desvio o olhar e vou em direção a uma fruteira do outro lado da cozinha, pego seis laranjas que parecem estar bem maduras, coloco uma perto de meu nariz, para tentar ocultar o cheiro da carne, mas mesmo assim meu animal interior busca o aroma da presa. Desde que eu era pequena tinha problemas com alguns de meus sentidos, se eu pulava uma refeição era como se tivesse jejuado por dois meses, então meu olfato ficava tão apurado que eu conseguia sentir o cheiro da carne de açougues do outro lado da cidade, além da minha audição que aguçava de uma forma que eu podia ouvir o sangue circular no corpo das pessoas, isso sempre me assustou quando era menor, mas agora tenho um controle maior sobre mim e consigo disfarçar meu apetite, bem, às vezes eu consigo.

“Tudo bem, Audrey? ” Raul me pergunta, enquanto larga a faca ao lado da tábua e me encara com seus belos olhos verdes.

“Sim, sim, eu apenas estava escolhendo as laranjas” Falo tentado disfarçar minha agonia interna, posso sentir o animal em mim exigindo comida e realmente não gosto de senti-lo estressado.

“ Você prefere fazer a carne ou os acompanhamentos? ” Ele fala já terminando de cortar o ultimo pedaço e limpando a mão cheia de sangue com uma toalha. Carne...

“Acompanhamentos! ” Falo rápido demais e posso notar seu olhar confuso para mim. Se ele soubesse a força de vontade que estou fazendo para não voar no pedaço de cervo e comer ali mesmo.

“Certo, então eu vou temperar a carne e qualquer coisa é só perguntar” Ele anda em direção ao que imagina ser uma despesa e me deixa sozinha com meu dilema interior, posso sentir meu sangue pulsar mais rápido. Talvez, se eu pegasse só um pedacinho...

Prendo minhas mãos em meu corpo e respiro profundamente, não podia surtar logo aqui na frente dessas pessoas que acabei de conhecer, na frente da minha irmã! Pego as laranjas da cesta e começo a cortar tentando ignorar o pedaço de carne, logo sinto que estou tomando o controle total de novo, então começo a preparar alguns acompanhamentos.

As duas da tarde o almoço está pronto e todos nós sentamos na grande mesa de madeira da sala de jantar, sento ao lado de Ilsa e Raul fica na minha frente, percebo que ele evitou sentar na cabeceira, talvez acho que não goste de ser visto como líder.

“Meu Deus esse macarrão está divino Audrey” Ilsa fala, enquanto devora seu prato rapidamente, ela comia muito para alguém do seu tamanho, mesmo sendo uma lobisomem.

“Obrigada” Sorrio envergonhada para ela.

“Realmente ficou muito bom, acho que achei uma boa ajudante para cozinha” Raul diz enquanto reveza o olhar entre mim e sua comida.

Eu retribuo o elogio com outro sorriso, mas fiquei com uma pulga atrás da orelha quando ele disse que tinha achado uma ajudante, ainda tínhamos que conversar direito sobre onde eu ficaria. Mesmo que eu queira ficar perto de Ilsa mais do que nunca, não posso abandonar meu apartamento em Kiser e morar na casa de um desconhecido, tenho o mínimo de consciência de que não vou ficar sendo sustentada por um homem que mal me conhece.

“Por falar nisso, temos que conversar sobre algo” Falo assim que todos terminam de comer e Ilsa e Willian tiram os pratos da mesa. “Amanhã eu irei voltar para Kiser”

Ilsa para de repente o que está fazendo e me encara assustada. Vai ser bem difícil...

“Porque? Você não gostou daqui? Não quer ficar comigo? ” Ela fala rápido e sua voz sai bem melancólica, sinto meu coração apertar um pouco, mas preciso ser firme.

“É claro que eu quero ficar com você Ilsa, mas eu vivo lá sabe, tenho que cuidar do meu apartamento e também tentar arrumar outro emprego” Digo em um tom leve para tentar acalma-la.

“Audrey, saiba que será um prazer recebe-la aqui em minha casa” Raul fala calmamente.

“Eu sei que não seria um problema, mas tente me entender, eu não sou mais uma criança, já tenho vinte e quatro anos, posso me sustentar sozinha e prefiro dessa forma” Falo francamente enquanto encaro determinada os dois.

“ Mas Audrey e nós duas não vamos ficar juntas? ” Ilsa fala tristemente.

“Nós vamos sim, eu posso vim visita-la sempre e quem sabe você pode até morar comigo lá” Ela arregala os olhos alegre, mas logo seu olhar desvia em direção a Willian e vejo uma tristeza surgir neles. Seria terrível separa-los. “Ou você pode ficar aqui e ir me visitar”

Dessa vez é o olhar de Willian que fica mais iluminado, eles realmente eram dependentes um do outro não restava dúvida. Raul levanta de sua cadeira e se aproxima em minha direção, sentando na cadeira ao meu lado.

“É essa a sua vontade? ” Ele fala me encarando com aqueles malditos olhos.

“S-Sim” Eu falo hipnotizada. Qual é? Tenho culpa dele ter um olhar desses!

“Então amanhã os dois vão te levar de volta a Kiser” Ele fala já levantando e pegando os pratos para levar até a cozinha.

Eu também me levanto da mesa e me aproximo de Ilsa, que ainda está com um semblante triste no rosto.

“Ei eu não vou embora para sempre, tá? ” Eu falo segurando um de suas mãos na minha.

“ Eu sei, mas é ruim saber que não vai ficar aqui com a gente” Ela resmunga baixo.

“Quando você tiver a minha idade vai entender que eu preciso fazer isso” Digo sorrindo e a puxo para um abraço rápido. “Não importa onde eu esteja, a partir de hoje vou sempre estar com você”

Ela me abraça mais forte e ficamos assim até os rapazes virem da cozinha depois de ter limpado tudo.

“Acho que já está tarde, foi um longo dia para todos é melhor irmos descansar” Raul diz enquanto sorri de leve para nós duas. “Vocês terão a vida toda para ficarem juntas agora”

“Assim eu espero” Falo, já me afastando do abraço e dando um beijo suave na testa de Ilsa.

“Você pode dormir comigo hoje? ” Ela fala me encarando suplicante com seus olhos violetas. Tem como recusar algo a essa garota?!

“Sim, eu vou adorar dormir com você” Bagunço de leve seus cabelos e ela sorri para mim.

“Então vem, eu vou te mostrar meu quarto e te dar um dos meus pijamas” Ela segura meu braço e me arrasta em direção ao corredor. Dou um boa noite rápido aos rapazes e entro em seu quarto.

 


Notas Finais


Audrey tu se controla mulher kkkk Deu uma vontade de comer esse cervo ao molho de laranja do Raul scrr <3 Lindo e cozinho assim o coração num guenta...

Por hoje é só pessoal


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