História A profecia da Ômega - Capítulo 8


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Alfa, Lobisomens, Lobos, Ômega, Profecia, Promessa, Sangue, Sobrenatural, Suspense
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Palavras 1.967
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oii gente!! O título já diz tudo né?! Hoje eu vou contar para vocês a parte crucial da minha história, por isso prestem atenção nos detalhes e já bolem aquelas teorias malucas kkkk

Capítulo 8 - Capítulo 8 - A profecia


Fanfic / Fanfiction A profecia da Ômega - Capítulo 8 - Capítulo 8 - A profecia

Audrey pov's

"Acho que a melhor forma para você entender é responder suas perguntas, então o que você quer saber primeiro Audrey? " Ele fala calmo e confiante.

"Como você sabe meu nome? " Pergunto, enquanto o encaro séria.

"A Ilsa viu na carteira dentro de sua bolsa, espero que não se incomode. " Olho para ele curiosa, então aquela garota do carro se chamava Ilsa, demoro um pouco antes de perguntar tentando formular algo realmente útil.

"Porque vocês me raptaram? " Ele sorri, acho que não esperava algo tão direto.

"Você é especial Audrey, acho que já percebeu que é uma lobisomem? " Ele me encara questionando e eu confirmo com a cabeça. "Pois bem, além de você ser esse ser sobrenatural, você tem outra coisa que a torna incomum em nossa espécie. "

Então ele é um lobisomem. Eu tinha sentindo o cheiro em seu corpo diferente, mas devido ao meu cansaço não relacionei as coisas direito. Ele estende um livro em minha frente e eu observo a imagem nas páginas. Dois lobos grandes devoraram o sol e a lua, enquanto o mundo ruía em trevas atrás deles, um frio percorre minha espinha.

" Esses são Skoll e Hati, lobos da mitologia nórdica, essa cena retrata o Ragnarok, quando eles conseguem finalmente devorar o sol e a lua e com isso desencadeiam o fim dos tempos. " Eu olho espantada para aquela imagem, não sei porque, mas os olhos daqueles lobos lembravam os daquele forasteiro de Kiser.

" Essa lenda é derivada de uma antiga profecia dos Lupus, em que um alfa e uma ômega poderiam destruir toda a raça humana, que eles seriam tão fortes juntos que nenhum outro lobo conseguiria detê-los" Ele pega outro livro e mostra mais uma imagem, agora dois lobos formavam um círculo ao redor do que parecia o símbolo chinês, yin-yang. " Mas a profecia também diz, que enquanto um lado é a destruição o outro é a salvação do mundo e que se unidos pela paixão eles podem salvar a nossa espécie. "

"Como assim salvar a nossa espécie? " Pergunto, enquanto encaro a imagem.

" No século XV, muitas mulheres foram mortas em uma caça às bruxas, muitas delas eram lobisomens que tinham sido encontradas em processo de transformação. " Ele passou algumas páginas do livro e eu vi imagens de mulheres sendo queimadas em fogueiras, desvio o olhar, horrorizada com as cenas. "Com isso nossa espécie sofreu uma grande diminuição e por muito tempo, só duas alcateias dominavam as florestas: Lupus e Fenrirs. Eu... eu sou o último dos descendentes dos Lupus. " Noto a tristeza em seu olhar ao dizer as últimas palavras.

"Houve um conflito entre os dois bandos, que resultou na destruição em massa de muitos lobisomens, hoje os únicos que eu tenho conhecimento são a Ilsa, o Willian e alguns da alcateia Fenrirs que sobreviveram. " Ele levanta de sua cadeira e senta apoiado no canto de sua mesa, bem próximo de mim.

"Até que eu ouvi falar de você" Seus olhos me encaram iluminados. " Quando estava em uma excursão no Norte, descobri que um alfa estava à procura de sua ômega já fazia alguns anos e que ele era um dos escolhidos dos Fenrirs. Contudo, ele não a achava porque ela tinha um poder especial, se separar de sua parte animal durante o dia e se transformar somente à noite, isso dificultava quem quisesse rastreá-la porque quando humanos nosso cheiro se torna bem fraco. "

"E esse alfa está me procurando? " Meus pensamentos vão em direção ao forasteiro, talvez por isso ele não ia embora.

"Sim, mas todos os alfas estão nesse momento. Você é a última ômega viva, Audrey. " Ele muda de posição visivelmente desconfortável. " Eu também estou atrás de você, mas esse não é o meu principal objetivo no momento. " Percebo seu rosto corar um pouco. Quem diria...ele é tímido.

" Então qual é? " Seus olhos encontram os meus e me perco novamente na beleza deles.

"É fazer você se encontrar com sua irmã, Ilsa. " Eu o olho surpresa. Minha irmã? Era impossível, desde a morte de meu pai eu nunca tinha ouvido falar sobre ninguém da minha família, quando eu era pequena ele havia dito que minha mãe tido sido morta por um caçador e devido a isso tínhamos que fugir para a floresta para que ninguém pudesse nos machucar.

"Impossível! Não tenho irmãos, minha mãe morreu a muito tempo e não deu à luz a ninguém depois de mim. " Minha voz sai fraca devido o susto, mas logo eu tento me recompor.

"Bem, sua mãe não morreu a tanto tempo assim..." Encaro seu olhar sem acreditar no que ele dizia, como assim ela não morreu a tanto tempo? Quer dizer que eu cresci sem conhece-la enquanto ela dava à luz a irmãos meus por aí.

" Sua mãe sobreviveu ao ataque dos caçadores, mas ficou muito ferida, um lobo a encontrou e cuidou dela por um bom tempo, depois ela foi atrás de você. " Ele olha para mim confiante, mas isso não diminui o desespero que cresce em meu peito.

"Atrás de mim? " Pergunto atordoada.

"Sim, seu pai havia sequestrado você e para que sua mãe não a achasse ele contratou caçadores para matá-la, quando ela sobreviveu, ele fugiu e escondeu você de todos. "

Meus olhos enchem-se de lágrimas, me sequestrar? Meu próprio pai tinha me tirado de minha mãe, eu vivi a vida inteira de luto por ela, enquanto na verdade ele mentia e me mantinha presa longe de tudo e todos. Levanto da cadeira nervosa, não conseguia pensar direito precisava de ar, sair dali. Raul nota meu incômodo, então simplesmente levanta e me segura em seus braços, ele me abraça calmamente, me consolando. Já faz tanto tempo que alguém faz aquilo comigo que eu fico em choque primeiro, mas logo o calor de seus braços consegue me acalmar e eu me rendo ao abraço. As lágrimas rolam pelos meus olhos, já fazia tanto tempo que eu me permiti sentir algo, vivi em uma solidão tão profunda esses anos que passaram, sem me apegar profundamente a nada e nem ninguém e agora um estranho me conta que toda minha infância foi uma mentira e eu simplesmente desabo em seus braços? Acho que bati com a cabeça forte demais e estou delirando.

"Eu não consigo imaginar a sua dor, Audrey. Mas saiba que você não está mais só, certo? " Fungo o nariz e concordo com a cabeça, enquanto me afasto de seu corpo.

"Então o homem que me criou mentiu e minha mãe criou outra família longe de mim, mas alguma coisa? " Falo irônica tentando disfarçar minha tristeza e recuperar um pouco de meu orgulho.

"Sua mãe procurou você por muito tempo, o lobo que tinha a ajudado antes ficou ao seu lado, sempre a apoiando e também te procurando. Depois de um tempo eles se apaixonaram e tiveram uma filha, Ilsa. " Ele se encosta na mesa novamente e posso notar a tristeza em seu olhar.

"Mas um dia, eles desapareceram e deixaram Ilsa só. Ela foi levada a um orfanato, onde ficou até ser encontrada por Willian"

"O que aconteceu com eles? " Pergunto, enquanto volto a sentar na cadeira.

"Durante um bom tempo, ninguém teve notícia, mas depois de quatro anos, um policial achou restos mortais de dois animais em uma floresta e como os ossos eram bem grandes ele pensou ser um fóssil pré-histórico e divulgou no jornal, mas a verdade é que eram os pais de Ilsa"

"Ela ficou quanto tempo nesse orfanato? " Minha voz sai comovida, afinal eu também me tornei órfã cedo, mesmo que meu pai tivesse me sequestrado ele cuidou muito bem de mim e depois que ele morreu em um acidente de carro, eu tive que viver sozinha, indo de cidade em cidade para procurar um emprego para uma garota de dezoito anos sem lar.

"Dez anos" Ele responde desolado.

"Se eu soubesse teria tirado ela de lá..." Falo tristemente, imaginando a dor dessa garota viver sozinha, sem ninguém que cuidasse dela e a amasse.

"Eu sei que iria e ela também sabe, por isso que desde pequena quando sua mãe a contou de você, seu único objetivo é te encontrar. " Sorrio com a ideia, então ela queria uma família. Família. A quanto tempo não ouvia essa palavra.

"Mas o que a profecia, a Ilsa e eu temos a ver com isso? " Questiono confusa.

"Quando encontrei Ilsa, ela me demonstrou ser uma Peeira, uma raça muito rara dos lobisomens que pode controlar e se comunicar com os outros, só que infelizmente não pode gerar filhos. Então procurei descobrir sua história para ajudá-la a achar sua irmã e foi aí que interliguei vocês duas, a última ômega que haviam falado no Norte é a irmã de uma das raças mais poderosas que já existiu. Por coincidência ela era a única que conseguia te rastrear, vocês têm alguma conexão muito forte. " Ele fala entusiasmado. "Você também é uma raça única Audrey, nunca notou que você consegue separar seu lado animal? "

"Pensei que isso fosse um defeito e não um talento" Falo irritada só de pensar na minha besta interior.

" Isso a torna mais forte em sua forma loba, porque consegue se entregar por inteiro, se você treinar talvez consiga se comunicar com ela depois de um tempo. " Sua voz é confiante, mas meu olhar aborrecido o desanima.

"Acredite a última coisa que quero é que ela consiga se comunicar comigo. " Ele me olha intrigado, mas prefere disfarçar.

" Certo, mas há outra coisa, você se encaixa perfeitamente na profecia, além de ser a última ômega, o seu talento e a ligação com uma Peeira fazem com que seja a escolhida. "

"Então eu sou a escolhida para destruir o mundo? " Respondo irritada.

"Ou para salva-lo, depende do seu alfa" Ele responde confiante.

" E como eu encontro meu alfa? " Pergunto curiosa e noto que ele não ficou muito confortável.

"Não sei, comigo eu soube quem era minha ômega quando a vi pela primeira vez, é como se fosse um chamado que nos faz ir até ela" Percebo o tom melancólico em sua voz, com certeza algo muito ruim aconteceu com ela. "Mas isso são com os alfas, as ômegas já são diferentes. "

Ele levanta, vai até uma mesinha que tinha um bule de chá e serve duas xícaras.

"Como assim? " Pego a xícara de sua mão e o encaro curiosa.

" Minha mãe me dizia que vocês podem escolher qualquer um para ser alfa, que amando ou não, a decisão de ficar junto é sua, mas claro que tem umas exceções. " Ele se senta em sua cadeira e sopra a xícara antes de tomar um gole rápido. " Alguns casais estão destinados, outros são feitos para não acabar a espécie".

"Então eu posso escolher meu alfa se eu quiser? " Ele afirma com a cabeça e toma mais um gole de chá.

"Há não ser que já esteja destinada a ele, mas não se preocupe tudo vai acontecer na hora certa, agora o mais importante é que você conheça sua irmã e que vocês se entendam. " Ele responde calmamente.

"Sim, realmente esse é o assunto mais importante. " Respondo confiante. E que eu não estrague tudo com ela também.

De repente a porta se abre tirando-me dos meus pensamentos e a menina de olhos violeta aparece na porta.

"Ilsa, você chegou na hora certa" Raul fala quando nota sua presença. "Veja Audrey, essa é garota que eu te falei, receio que vocês tenham muito o que conversar"

Eu levanto e sorrio para minha irmã, realmente ela é a única coisa que importa agora.


Notas Finais


Gostaram da profecia gente??? Já vou avisando que ela é um belo de um enigma, até eu mesma ainda não desvendei por inteiro, mas vamos com calma e por partes (igual ao Jack Estripador kkk).

Por hoje (agora sim) é só pessoal!!


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