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História A Profecia do Infinito - Capítulo 26


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Capítulo 26 - Nemesis


A população não reagiu bem a demonstração de magia que se espalhou por todo o globo, caos e pânico foram as primeiras respostas que a maior parte do povo conseguiu dar ao fato de estarem mais uma vez a mercê de alguma criatura super-poderosa. Os governantes de todas as nações procuravam desesperadamente por informações sobre o que se tratava aquele evento místico, mas eles não possuíam mais sucesso em suas buscas do que cada pessoa apavorada nas ruas, até os seus tão aclamados heróis não pareciam entender o que estava acontecendo. Nem mesmo as bases espaciais e a própria lua escaparam do envolvimento misterioso, embora o pouco contado que conseguiram com os humanos fora do planeta não explicasse muito sobre o que realmente estava acontecendo com eles.

Na cede dos vingadores a tensão sobre cada um dos presentes no cômodo espaçoso em que se reuniram era quase palpável, já haviam se passado algumas horas desde que as primeiras aparições da estranha energia foram registradas, ninguém sabia qual era o real responsável por tal infortúnio, mas Carol Danvers foi encontrada em estado quase critico depois de perseguir a Garota de ferro quando esta fugiu de seu julgamento deixando uma verdadeira confusão para trás e cada um dos centenas de artefatos místicos nas cenas que evidenciavam os crimes cometido pela Stark demonstraram uma estranha atividade ao mesmo tempo em todas as diversas regiões do planeta em que se encontravam. Não havia dúvidas sobre o envolvimento de Linna no feitiço que os atormentava, porém isso não dizia nada sobre o paradeiro da mulher ou sobre como reverter o que ela ajudou a fazer.

Doutor Estranho, aquele que mais poderia ajuda-los no momento, não foi encontrado em lugar nenhum e tudo indicava que sua repentina proximidade com Loki havia feito com que ele descobrisse o que o casal estava planejando, tal fato que consideravam tê-lo levado para uma missão solitária que o obrigou a permanecer em outro lugar enquanto cada homem e mulher na terra estivessem presos sobre a ameaça ininterrupta de alguém.

Naquela altura já haviam analisado as mais diversas possibilidades sobre o que ocorria, porém a cada minuto que se passava todas as suas hipóteses pereciam mais improváveis do que as anteriores e nenhuma saída lhes parecia possível. Thor nem ao menos conseguia usar a Bifrost para fora da Terra, todos, sem nenhuma exceção, continuavam presos sem a menor indicação de que iria acontecer a seguir.

Uns analisavam mapas e arquivos interplanetários atrás de qualquer indicação do que era aquilo, outros discutiam entre si na tentativa de chegarem a uma alternativa viável e também haviam aqueles que não suportaram ficarem ali parados sem fazerem nada verdadeiramente útil, os mesmos que agora estavam espalhados pelas ruas tentando conter o desespero populacional ou investigando por seus meios próprios a razão do bloqueio entre o espaço e o planeta. Por isso todos aqueles presentes na sala de reuniões se agitaram em surpresa ao identificarem o brilho alaranjado de um portal típico dos mestres das artes místicas se formar bem diante deles, abrindo passagem para um mago passar acompanhado de uma figura que poucos conheciam.

Era Wong, feiticeiro em serviço do mago supremo que até então se manteve recluso no Sanctum Santorum na qual é seu dever proteger, ignorando qualquer tentativa de contato do mundo exterior. Ao lado dele se encontrava uma criatura de aparência humanoide de pele acinzentada que qual maioria dos vingadores mais experientes reconheceu como Drax, o destruidor.

- Devo um pedido de desculpas por minha até então ausência neste momento de perigo. - O mago disse com uma pequena reverencia diante do olhar de todos. - Este homem chegou à Terra momentos antes de sermos envolvidos com o Escudo Ancestral carregando uma mensagem deveras intrigante, de tamanho significado que não pude traze-lo até vocês antes de averiguar se estava blefando.

- Doutor Estranho está reunindo as joias do infinito. - O ser extraterreste resumiu o que todos esperavam ouvir. - Pensei que se tratava de outro mago quando tive minha gema roubada, no entanto o esquisito disse que era o próprio Strange.

A notícia não foi muito bem recebida de imediato, parte das pessoas nem ao menos conseguia associar a imagem do mago a algo assim, outras a interpretaram com certo alivio por acreditarem firmemente que se tratando de Stephen não haveria nada a se temer e que ele nunca faria mal a Terra justamente por ser sua função protege-la. Haviam aqueles que também não compreendiam como tal acontecimento era possível considerando que as joias de seu tempo foram destruídas por Thanos, afinal não estavam cientes das ações de Adam Warlock em sua própria jornada do infinito.

- Porém não devemos presumir que é para si próprio que ele se dispôs ao trabalho de reuni-las, já que é quem está sustentando este escudo em nosso planeta e isto o tornaria um alvo fácil derrotar para recuperar as pedras. – O servo comentou como se tentasse fazer com que os outros chegassem a mesma conclusão que ele chegou.

- Então para quem julga ser? – Uma voz no aglomerado de pessoas perguntou.

- Eu diria que o irmão de Thor é uma boa aposta. – Wong parecia calmo demais para uma afirmação como esta ter vindo de sua boca. – Esperem que eu termine de falar e não tirem conclusões precipitadas. – Um suspiro saiu de seus lábios e ele abaixou o olhar sem ter coragem para encarar os demais. – O manto que escolheu pertencer ao mago supremo pode ser um artefato magnifico, mas ele carrega um forte fardo para si e seu portador desde os tempos da mais poderosa humana digna de usá-lo, acredito em sua espécie de consciência ele não consegue perceber, mas aquela mulher deixou um feitiço nele pronto para se ativar em uma pessoa útil o bastante quando o tempo certo chegasse. Durante muitas décadas a própria Ancião que foi sua sucessora tentou reverte-lo, mas não foi se quer minimamente capaz de altera-lo e temo que ele tenha se ativado em algum momento desde os problemas com o multiverso de anos atrás. Stephen está sendo usado para cumprir o objetivo daquela maga e pode estar sendo manipulado das mais diversas formas, assim como Loki... – O feiticeiro encontrou os olhos de Thor que se estavam fixos em si, era nítida a raiva que ele sentia, de tal forma que podia-se ouvir os trovões lá fora. – Seu irmão se vê como um bom jogador, mas ele é só mais um peão no jogo de criaturas maiores, ele era um discípulo de Alanes, não duvido que ela tenha guiado de alguma forma os caminhos que o levaram a onde está hoje. – Seu olhar se alternou para encarar os outros. – Tudo indica que a ameaça que levou a causar todo esse transtorno é Eternidade, um amigo dos magos da Terra e principalmente de Strange. Realmente seria preocupante ter um inimigo como ele, porém fui levado a acreditar que existe algo por trás de tudo isso. Eternidade é diretamente afetada pela união de todas as joias do infinito e por isso ela jurou não permitir que tal união acontecesse novamente, se todas as pedras estão juntas outra vez é porque isso foi o melhor a acontecer. Podemos presumir algumas coisas, primeiro: não é com essa entidade que devemos nos preocupar, segundo: o que está acontecendo é para que o equilíbrio se mantenha e terceiro: seres muito além da nossa compreensão estão agindo para que o objetivo da antiga maga suprema aconteça mais rápido e agora, então devemos nos preparar porque uma antiga divindade está vindo até nós.

(...)

Os sentidos de Loki não estavam em seu melhor momento, seu corpo se movia sem seu comando em sincronia com os movimentos da parceira, ele era puro instinto e instabilidade enquanto sua mente vagava para longe dali e em nada conseguia focar sobre o que estavam vivendo. Uma dança letal acontecia, o corpo do deus e da humana agiam como se fossem um, o deus recebia toda a carga absurda de poder sobre seu corpo e de alguma forma conseguia canaliza-la além de usa-la ao seu favor, a mulher fornecia sua própria energia massiva e ajudava para que as demais fontes não exagerassem no compartilhamento e ferissem o jotun. Ninguém estava machucado até agora, ou se estavam não foram conscientes o suficiente para conseguirem notar, o príncipe ouvia um constante estrondo dentro de sua própria cabeça e sabia que aquilo não era parte do conflito em que se envolveram, ele estava ultrapassando alguma barreira que nunca lhe pareceu existir até hoje. Aqueles dois eram movidos por um único objetivo e não parariam até que a ameaça se acabasse.

Eles teriam visto a expressão orgulhosa no que parece ser o rosto da entidade se realmente conseguissem ver alguma coisa, ambas as criaturinhas não possuíam noção do feito que haviam realizado, além de terem conseguido reunir todas as poderosas singularidades facilmente (sim, continuava sendo um grande feito apesar do Tribunal Vivo ter dado uma pequena ajuda) aquela humana conseguiu interpretar as instruções de um ser como a Joia da Mente e fazer tudo o que ela lhe disse sem mais auxilio, apesar de não saber disto. As armaduras que envolviam os corpos de seus desafiantes eram talvez a tecnologia mais impressionante que já pode ver mesmo que parecessem simples aos olhos de qualquer um, Eternidade nem duvidava que seus próprios portadores não possuíam a real noção do que eram capazes de fazer com o que ambos possuem implantado em seus organismos.

Se alguém percebeu quando a batalha envolveu corpos celestes e os destruiu não houve qualquer sinal de preocupação ou hesitação, nem mesmo quando os destroços do que acabaram de arruinar se encaminharam diretamente para a Terra, eles sabiam que não era esse tipo de proteção que deviam a ela no momento. Não se importavam com o pandemônio que a colisão do cometa com o planeta causou na Terra.

A percepção sobre tudo o que se existia não parecia a mesma com o ponto de vista que agora possuíam, eles não eram apenas portadores de gemas que lhes concediam poderes sobre os aspectos essências do universo, eles eram cada um desses aspectos em todo e qualquer sentido, isso além de deixá-los muito além da compreensão que a maiores dos seres possui os fez conscientes de que derrotar o inimigo era algo muito além de mata-lo. Destruir os resquícios da vida de Eternidade não seria privilegio para ninguém, não podiam apenas estalar os dedos e vê-lo desaparecer, era preciso que encontrassem uma forma de deixa-lo inativo para que assim seus atos não lhes trouxessem consequências muito piores do que a própria morte.

Pode se ter passado alguns segundos, algumas horas ou alguns dias, nenhum deles teria notado a diferença no tempo, mas a partir de algum momento a humana e o jotun ultrapassaram a resistência da entidade e suas barreiras eles começaram a vê-la fraquejar, a recuar e a demonstrar sinais do mais próximo de medo que aquela coisa pode sentir. A vitória não seria um problema, era perceptível que o adversário perdia cada vez mais o poder que lhe restava e era substituído aos poucos em sua função universal por aquele que tem posse das sete joias do infinito.

Seja lá o que ainda mantinha Eternidade ativo e resistente estava perdendo seu poder de influência, mas não parecia nem perto de querer desistir. Loki começava a ocupar em definitivo um novo lugar perante o universo, ele sentia como se estivesse nascido apenas para estar ali naquele momento. Em sua perspectiva TUDO parecia estar ao alcance de suas mãos, nada lhe era impossível e de repente até mesmo aquela batalha se tornou insignificante, ele poderia continuar focado nela até que a vitória acontecesse ou poderia projetar sua consciência em qualquer outro lugar que não faria a menor diferença, acreditava atualmente que nem mesmo se quisesse poderia ser derrotado.

Sua mente o levou até um lugar melhor sem que precisasse fazer o mínimo esforço, seus olhos piscaram alterando sua visão do que estava acontecendo para um paraíso particular e em poucos segundos ele se viu de mãos dadas com a parceira que o acompanhava na luta encarando de um lugar estratégico e as belezas de um planeta que não conhecia, embora possuísse uma vaga memoria da última vez que foi mandado para lá, agora ele lhe passava a sensação de ser um verdadeiro lar. Ambos estavam relaxados e a vontade, sem a pressão da morte que antes aparentava ser eminente.

A fita vermelha que simbolizava o noivado falso e verdadeiro que possuíam estava ali os ligando no lugar da manopla que compartilhavam. O deus notou a coroa sobre os cabelos bem cuidados dela e percebeu momentaneamente que ela refletia a imagem de uma verdadeira rainha, o que se ligava ao fato de que ele se encontrava ao lado dela como um rei.

- Nas outras vezes que estive aqui este lugar era muito mais caótico. - Lin comentou retribuindo seu olhar. - Sua presença faz com que se pareça mais com uma casa, é agradável.

- O caos é algo que costuma me agradar, mas admito que prefiro estar aqui com ele desta forma. A destruição que vi antes ainda é assombrosa. - Loki considerou que onde quer que estivessem aquele seria um bom lugar para estabelecer o seu reinado. A mulher voltou a olhar para frente e seu companheiro detectou nela certa ansiedade.

- Nossas vidas não serão mais as mesmas depois que ganharmos, não é? - Ela lhe pareceu distante como se voltasse a prestar atenção momentaneamente no que estavam enfrentando simultaneamente a conversa.

- E por que isso seria algo ruim? - O príncipe não pode deixar de exibir um sorriso deleitoso e satisfeito com seus novos planos para o futuro que seguiriam.

- Peter me disse uma vez que grandes poderes vêm com grandes reponsabilidades. - Uma pequena risada brincou sobre seus lábios. - Não somos pessoas muito responsáveis.

- Eu deveria prometer mudar daqui para frente e jurar ser um rei exemplar? - Ela negou, ele não estaria sendo sincero de qualquer forma. - Então o que quer que eu faça? Aproveite que estou com o humor ótimo e me sinto disposto a te agradar.

- Case-se comigo. - As bochechas dela coraram e os olhos dele se arregalaram, não esperava por isso definitivamente.

- O quê? Agora? - Sua expressão se dividia entre incredulidade e divertimento. O acenar positivo do rosto dela o deixou ainda mais surpreso. - Não temos um sacerdote por aqui caso não tenha notado.

- Nós estamos dividindo o poder sobre todos os aspectos cósmicos, você é um deus e um futuro rei, ainda acha que precisamos de um sacerdote? - Loki levou sua mão livre para segurar a outra dela.

- Não, apenas estava testando se era uma brincadeira. - Lin olhou para ele fingindo indignação. - Podemos fazer isso, mas mais tarde vou querer uma grande comemoração, tão magnifica que ninguém vai conseguir se esquecer.

- Sim, princesa. Ainda quero ver você em um vestido de noiva. - Ambos soltaram uma leve risada e compartilharam um olhar intenso, estavam mesmo falando sério sobre o que pretendem fazer. 

O jotun deixou que a humana visualizasse parte de seus pensamentos e soubesse o que fazer, logo depois cada um levou uma mão até uma das extremidades da fita e em movimentos sincronizados eles a enlaçaram perfeitamente em seus dedos e pulso, dizendo uma sequência de palavras juntos que não necessariamente eram as corretas, mas eram as que mais condiziam com quem eles se tornaram. “Tempo, Mente, Realidade, Espaço, Poder, Ego e Alma, nós somos um e como um permaneceremos até nos cansemos de olhar o rosto um do outro. Juramos que enquanto nos suportamos ficaremos juntos pela eternidade, que pensaremos constantemente um no outro até o momento que outra pessoa conquiste nossa atenção, juramos que moldaremos os mundos ao nosso favor, que deixaremos nossa marca por onde quer que estejamos e que nada além de nós mesmo poderá nos impedir. Por fim prometemos que compartilharemos as mesmas ambições enquanto não nos tornarmos inimigos. Até que a morte nos separe ou até que forjemos ela para nos separarmos.”

Seus sorrisos brincalhões deixaram o momento ainda mais especial, não estavam exatamente se levando a sério, mas as sentenças foram verdadeiras e a prova disso era que foram ouvidos por aqueles que dedicaram suas promessas e em seus pulsos apareceram sutis símbolos como prova permanente do acordo que acabaram de selar. Estavam oficialmente casados. O príncipe levou sua mão direita até a nuca dela a trazendo para um encostar de lábios significativo e reparou que além da alegria explicita havia algo diferente em seu rosto.

- Seus olhos estão castanhos. - Ele comentou como se não fosse nada importante a dedicou um carinho reconfortante no couro cabeludo, mas para Lin isso não só foi inesperado como também assustador. Ela levou sua mão de encontro a dele e foi tomada por um repentino pavor. 

Os olhos da Stark se desfocaram por um momento como se ela visualizasse o que acontecia com seu corpo e presenciasse algo terrível, seu primeiro instinto foi puxar o corpo do agora marido para perto de si o envolvendo em um abraço desesperado.

- Me desculpe, me desculpe, me desculpe... - Sua voz mostrou seu medo e sua dor por algo que ele não conseguia compreender.

- Já está arrependida de ter pedido para se casar comigo? Admito que isso foi mais rápido do que eu esperava. - Seu humor não pareceu causar efeito e ela apenas o apertou com mais força, apavorada.

Revirando os olhos em descaso Loki retribuiu o repentino gesto de carinho necessitado, gostava de ter sua maluquinha tão perto de si e estava disposto a deixa-la se explicar depois que ela se acalma-se, isso é claro se o entendimento não houvesse o atingido com força, literalmente.

O deus sentiu a dor da drenagem outra vez de forma tão mais intensa que caiu de joelhos diante da parceira que inutilmente tentava ampara-lo, ele sentiu sua visão ficar turva e já não conseguia mais ver o rosto dela nitidamente embora tenha percebido com clareza que toda a beleza do mundo em que suas consciências estavam voltou a ruir, aos poucos ele se percebeu partindo de lá e a deixando para trás.

Quando sua mente voltou ao seu próprio corpo ele se viu à deriva no espaço e sentiu como se uma grande essência universal houvesse acabado de cair para que outra coisa pudesse se erguer em seu lugar. O príncipe olhou para a mão em que carregava a manopla com as joias e a viu queimada, sem proteção e em carne viva, a dor que começava lá se estendia por todo o seu braço até perto demais de seu coração, notou também que a maior parte de sua armadura havia se destruído e percebeu que já não era mais o portador das pedras que haviam lhe concedido tanto poder. Ele viu o corpo gigantesco da entidade flutuar muito longe dali inativo e não sentiu a presença da esposa em lugar nenhum, assim como percebeu que algo muito mais ameaçador estava se aproximando de si. Tentou reagir e se afastar por instinto, mas não conseguia se mexer.

Em alguns segundos a figura de Lin apareceu em sua frente, ela tinha total poder de locomoção mesmo que sua própria armadura também não mostrasse sinais de funcionamento e Loki só precisou olhar verdadeiramente para ela para saber que não era a sua monstrinha ali realmente. Todo o corpo dela parecia ter sido danificado no golpe que os separou, mas seus machucados possuíam um tom arroxeado tão errado que se sentiu enjoado. Ele reparou que na mão dela estava a manopla do infinito completa. Aquela coisa estendeu a mão e pareceu alterar o tempo para cura-lo, porém não deu mais atenção a ele depois disso. Sua pele começou a mudar em definitivo ficando complemente roxa e sem marcas, sua armadura destroçada despareceu voltando para seu interior, seus cabelos se escureceram tanto que poderiam ser confundidos com a visão que possuía da paisagem ao seu redor e sua roupa mudou completamente para um conjunto branco e dourado que não reconhecia, os olhos não precisaram de modificações, já estavam completamente dourados. Aquela era a personificação viva do Original. Ela encarava a manopla que permaneceu em sua mão com fascínio e a retirou para seu prazer, queria molda-la como algo que realmente poderia ser associada à sua imagem e por isso alterou a realidade para transforma-la em uma coroa e levou até sua cabeça, tomando por fim seu lugar perante o universo. A profecia estava concretizada.

O deus embora agora estivesse livre de qualquer ferimento não se via sendo minimamente mais capaz de respirar, ele prendia o que restava de seu folego com dificuldade e lutava para não perder seus sentidos, não podia e nem queria perder aquela criatura de seu campo de visão. A criatura poderosa esticava seus membros e testava os próprios sentidos, parecia maravilhada e desfrutava com certa emoção de seus primeiros minutos em seu recém conquistado corpo, havia um sorriso contente em seu rosto e nada poderia ser digno de lhe causar mais satisfação do que as formas de energia que agora sentia com abundancia em todo o universo: ela já não era mais a única criatura com vida, não estava sozinha. A Original tentava se acostumar com a sensação de tudo o que seu corpo captava, conseguia ver, ouvir e sentir tantas coisas diferentes do que se existia na primeira vez que abriu os olhos que poderia chorar caso realmente soubesse como fazer isso. Sabia que tudo aquilo que conseguia distinguir não estava exatamente perto de si ou no mesmo ambiente em que se encontrava, mas isso não impedia seu sorriso de se alargar cada vez mais.

De repente ela se lembrou da forma de vida que estava de fato próxima a ela e interrompeu seu momento de contemplação para observa-lo, conhecia a figura de Loki a muitos e muitos anos e, no entanto, aquela era a primeira vez que podia olha-lo com seus próprios olhos. Ela notou que os batimentos cardíacos dele estavam fracos e diminuíam a cada segundo, estranhou seu olhar desfocado mesmo sendo ciente de que ele conseguia vê-la e então se lembrou que criaturas inferiores como gigantes de gelo e asgardianos não possuem a capacidade de se manterem estáveis por muito tempo quando os gases que respiram lhe são retirados completamente. A arroxeada se aproximou até o ponto em que conseguiu toca-lo com as próprias mãos, era completamente novo para seu tato poder reconhecer algo como a pele de outro ser e mesmo que os instintos do corpo de seu companheiro quase o levassem a uma convulsão na tentativa de afasta-la ela não se sentiu nem meramente incomodada.

Segurando o queixo do príncipe e admirando a visão de seus olhos ela os levou com sua influência sobre o espaço de volta para a Terra, também mandando corpos celestes e qualquer outro tipo de forma física por perto para algum lugar do multiverso sem ter consciência disso, ainda precisava de se adaptar mais para controlar completamente seus poderes e assim conseguir chegar novamente à força que possuía em seu auge.

Quando os pulmões do jotun receberam novamente uma fonte respirável ele sentiu sua visão escurecer por curto período de tempo, mudanças tão bruscas e repentinas não lhe fazem bem. A tosse que seu corpo reproduziu até que se adaptasse não demorou a cessar, mas sua cabeça ainda latejou pelos segundos que se seguiram até que de fato conseguisse se estabilizar outra vez.

A mulher os levou até os destroços de uma antiga civilização e no momento os observava com certa melancolia, aquele foi um dos poucos lugares que conseguiu chamar de lar ao longo de toda a sua existência e parcialmente por sua culpa ele foi destruído. Ela andou com familiaridade pela floresta que agora cercava a região e quando já estava relativamente longe do príncipe dirigiu a ele um olhar que deixava implícito uma ordem para que fosse seguida. Loki ainda não era tolo ao ponto de contraria-la portanto logo ajeitou sua postura e se prontificou a caminhar ao lado da entidade, seu corpo não mais reagia negativamente a presença dela e também não detectava nenhuma hostilidade.

- Acredito que antes de começarmos preciso lhe esclarecer alguns pontos. - Ela falou testando a própria voz. A realidade ao redor de ambos começou a se moldar conforme se moviam, trazendo toda a grandeza daquele antigo reino de volta. - Muitos séculos atrás eu costumava vagar de um hospedeiro para outro buscando alguém que fosse capaz de realizar os meus objetivos. - Degraus se formaram aos pés dos dois e eles os subiram sem estranheza. - Certa vez eu possuí o corpo de um deus chamado Tyr e ele me levou diretamente para Asgard na tentativa de se livrar do seu parasita. - Estruturas fenomenais apareciam bem diante dos olhos de ambos. - Mas Odin reconheceu aquilo que eu sou e tentou me destruir. - Apesar de não aparentar nenhuma ameaça para o deus mentiroso a hierarquia estava clara. - Ele falhou e acabou matando o amigo, além disso não foi forte o bastante para me matar enquanto eu estava exposta sem um corpo e nem rápido o bastante para me impedir antes que eu conseguisse me alojar em uma nova pessoa. Então eu me apossei uma jovem garota para guia-la, Amora era seu nome se bem me lembro, a filha do deus da guerra que se manteve insistentemente perto do pai mesmo com todos os avisos de seu rei. - Loki não demonstrou nenhuma emoção com a nova informação por mais que se indignasse internamente. - O “Pai de Todos” foi inteligente e percebeu que me atacar não resolveria nada, assim como não seria fácil se livrar da minha existência. Odin sentia na menina o perigo que eu represento e não conseguia interferir, não sabia como agir sem colocar mais de seus súditos em risco e estava instável de mais para tomar alguma decisão que não lhes prejudicasse. Foi Frigga quem me viu como um ser racional e não como uma ameaça incontrolável, ela percebeu que além de haver uma consciência em mim me tornando diferente das outras joias que conheciam também havia uma independência maior do que em todas as outras. A rainha propôs que conversássemos e depois que eles se tornaram conscientes de tudo o que sou capaz, dos meus objetivos e do quão inevitável eu sou me foi proposto um acordo. - Um palácio de proporções magnificas se formou por completo onde eles estavam. - Eles me deram um príncipe para que ele governasse ao meu lado, o que por sinal eu já sabia que fariam afinal não provoquei a sua adoção sem nenhum motivo. - Ela dirigiu ao jotun um sorriso sarcástico muito semelhante ao de outra pessoa conforme notou o choque pouco escondido as expressões do outro.

A mulher caminhou pelo salão de entrada e se sentou sobre o trono luxuoso que a aguardava, o príncipe a seguiu mais lentamente, não conseguia pensar com muita coerência, a presença dela parecia confundi-lo mais do que o normal e já não mais agia como si mesmo. Loki percebeu que estava sorrindo quando ficou à frente dela e a reverenciou.

- Me sinto honrado em servi-la. - Suas palavras também não coincidiam com o que realmente queria dizer.

- Você nasceu para governar e seus pais adotivos sabiam disso, mesmo que com o tempo algo os tenha feito esquecer de tudo o que fizeram a meu respeito e em consideração a você. - Havia certo contentamento em seu tom. - Também sabiam que eu não poderia ser deixada sozinha outra vez e que com uma mente promissora como a sua ao meu lado Asgard poderia ser poupada. - Seus olhos pareciam ver muito além do que o que estava diante dos dois. - Em meu auge quando tentei criar vida ela se voltou contra mim e tentou me subjugar, eram ingratos e não possuíam futuros possíveis em que se tornariam bons. Depois quando tentei cometer suicídio todo um universo foi criado e com isso em milhares de planetas a vida conseguiu progredir, mas o mal se desenvolveu junto com ela e é por isso que decidi vir a Terra em primeiro lugar. - As pálpebras arroxeadas se fecharam com raiva. - Minhas memorias no corpo que proporcionou a minha volta me causam nojo, apesar deu ter feito tudo o que fiz para que ela conseguisse suportar e evoluir, não consigo me esquecer da satisfação que todos aqueles humanos sentiram com o que provoquei...

Loki travou, suas memorias conflituosas sobrepondo umas às outras e, no entanto, ele continuava ouvindo o grito infantil e vendo as expressões de pavor ao longo de todos os seus distorcidos anos. Ela causou tudo aquilo a sua monstrinha, ela provocou a vida tão anormal que lhe foi imposta. O deus se sentia hiperventilar, não conseguia se lembrar direito, mas tudo estava tão errado. As palavras que vieram em seguida roubaram sua atenção e fizeram com que deixasse de pensar em tais banalidades.

- Tudo será diferente do que lhe foi ensinado. - A mulher estendeu uma das mãos. – Sou eu quem define aqueles que são dignos a partir de agora.

A magia temporal não lhe passou despercebida e de fragmento a fragmento um objeto a muitos anos destruído se reconstruiu ao alcance da entidade. Ali estava o mjolnir, o mesmo que na percepção de seu irmão foi quebrado por Hela quando eles a confrontaram pela primeira vez, e a arroxeada o oferecia ao jotun como se ele fosse feito para ser empunhado por aquele príncipe e não pelo o herdeiro do trono. Era uma das maiores ambições de Loki sendo realizada bem diante de dele e por isso qualquer coisa que deveria ser importante foi esquecida. Ele aceitou o que lhe era oferecido tendo a certeza de que o martelo o recusaria, mas quando seus dedos se fecharam ao redor do cabo isso não aconteceu lagrimas que sempre seriam negadas vieram aos seus olhos, de fato conseguia ergue-lo, era digno. Apenas para reforçar o que queria provar a mulher alterou um pouco mais a realidade dando ao deus um aspecto ainda mais divino, assim como alterou suas roupas para algo que combinasse mais com o posto dele e colocou em seus ombros um manto que muito lembrava o que o deus do trovão costumava usar.

- Minha rainha, diga qual é a sua vontade e eu realizarei. - Não houve nenhum sinal para o deus de que desejava dizer outra coisa naquele momento.

- Você levará minha mensagem para os terráqueos e então saberemos se teremos um pouco de diversão ou se eles serão espertos o suficiente para não escolherem pela extinção. - Mesmo com os sentidos do asgardiano adotado se encontrando em total estado de perturbação ele ainda conseguiu notar o sorriso sádico formado nos lábios dela.

- É claro, - Seus olhos percorreram o grande salão e a antiga escritura de um nome poderoso se destacou em sua visão. - Nemesis.

(...)

A população sentiu quando ameaça na qual foram alertados chegou ao planeta, cada humano, animal e extraterreste presente no globo teve seus sentidos sobre o medo elevados a estados lastimáveis e todos foram capazes de entenderem perfeitamente o que aquela sensação significava: morte. Muitos não conseguiam suportar o incomodo que aquele aviso ininterrupto os causou, outros não se sentiam meramente afetados pelo pavor em suas mentes quase como se não precisassem de fato se preocuparem com o que estava por vir e haviam aqueles que mesmo com o próprio corpo gritando para fugirem e implorarem por piedade ao ser que os destruiria estavam se preparando para enfrenta-lo.

O quartel-general dos vingadores estava estranhamente vazio para a ocasião, a maioria das pessoas haviam perdido suas coragens no momento em que suas forças foram sobrepujadas e ninguém estava realmente confortável com o que precisavam fazer. O lado primitivo de todos eles os alertavam que o extermínio seria inevitável e que não havia nada que pudesse ser feito. No entanto Steve Rogers, Thor, Scott Lang, Wanda Maximoff, Clint Barton, Bruce Banner e James Rhodes estavam ali acompanhando aqueles que conseguiram ficar, já haviam vencido o inevitável uma vez e fariam isso de novo. Custe o que custar.

Wong providenciou para que aqueles que pretendiam lutar se reunissem, ele trouxe asgardianos e sua rainha, wakandianos e seu rei, trouxe para a base os heróis que estavam longe e surpreendentemente conseguiu fazer com que guerreiros de Atlântida viessem juntos de seu monarca Namor. Pouco sabiam ou tinham contato com a última civilização citada, mas qualquer ajuda era bem-vinda. Não possuíam tantas pessoas quanto as expectativas pediam graças ao apoio que receberam dessas nações, mas não estavam sozinhos.

Planejavam ir diretamente ao inimigo quando uma alteração no espaço e no tempo foi visível, todos se alarmaram e, no entanto, quando viram o deus Loki sair dela com o martelo do irmão na mão o que sentiram estava mais próximo ao alivio. Isso ao menos até o momento em que alguém foi conversar com ele.

O deus do trovão foi o único que sentiu a necessidade de saudá-lo e se aproximou pronto para parabeniza-lo por ter conseguido escapar das garras da criatura que o manipulava. Ele realmente se alegrava em não precisar fazer outro funeral para o irmão e por não vê-lo atacando sua preciosa Terra. Porém quando chegou perto o bastante para fazer uma piada sobre o falso mijoInir que ele segurava Thor começou a perceber que não era Loki a sua frente, não o Loki que conhecia, o seu Loki. Seu irmão nunca teve olhos dourados. Por isso entendeu de imediato que de fato havia perdido o príncipe mentiroso outra vez, ele não ganhou do inimigo que em breve os enfrentará, possivelmente não teve nem a chance de lutar.

- Thor, filho de Odin. – O loiro ouvia a voz idêntica ao do deus trapaceiro, mas não a reconhecia como sendo a dele, parecia deveras instável. – É você que os humanos enviam como mensageiro? Já esteve em cargos melhores com certeza. – O sorriso falso de ironia não conseguiu deixa-lo melhor por mais que fosse o mesmo que viu no rosto do outro durante todos os anos que viveram juntos.

- Aparentemente estou no mesmo cargo que você. – Sua voz não conseguia mostrar emoções, estava se quebrando.

- Não se precipite pensando tal coisa ao meu respeito. Eu serei o governador sobre esse mundo e todos os outros muito antes do que pode prever. – A expressão orgulhosa dele lhe deu nojo.

- É o que ele diz? Diz que vai te manter como parceiro depois que estivermos mortos? Você é o deus da mentira, não deveria ser enganado tão facilmente.

- Não, na verdade isso é o que nossos pais fizeram acontecer. Ela fez um pacto com eles enquanto ainda estava em posse do corpo de Amora, não pode me machucar nem se quiser e verdadeiramente quer um companheiro para estar junto dela no poder.

- Não pode machuca-lo, mas pode destruir a sua mente e molda-lo da forma que mais agrada-la.

Aquele homem lhe dirigiu um sorriso insolente e o deus que um dia foi rei de Asgard pode ver com nitidez que apesar de ser o corpo do seu irmão a sua frente ele estava se comunicando diretamente com o Original, era como se a criatura houvesse ampliado sua visão sobre o mundo através de outro ser vivo sem de fato deixar que a essência dele se perdesse. Thor não duvidava que o monstro estivesse agindo dessa forma desde muito tempo antes de seu nascimento, lhe doeu profundamente ver o quão perceptível o controle que exercia sobre Loki havia se tornado.

- Nossa governante é generosa e lhes ofereceu duas opções para definirem seus futuros: vocês podem escolher deixa-la exterminar o mal desse mundo sem resistência, o que permitirá que a vida continue nesse planeta, ou podem tentar tirar a posse dela sobre as joias do infinito, o que particularmente nunca vai acontecer, mas caso sejam muito sortudos e isso de fato ocorra terão a garantia de que ela jamais vai interferir na vida de Midgard outra vez.

O loiro se aproximou com a expressão séria e rudemente colocou as mãos sobre os ombros do irmão acariciando-os enquanto um pequeno sorriso se formou em seus lábios, em nenhum momento os olhos de ambos se desviaram. Trovões foram ouvidos preocupantemente perto de onde estavam.

- Diga a sua governante que não vamos deixar pessoas morrerem sem lutarmos pela vida de que cada uma delas, que jamais vamos nos render sem resistência, que ela vai cair e que eu vou recuperar o meu irmão. - Thor mais uma vez falava com a soberania que de fato possui e agia como o deus poderoso que realmente era.

- Então que tenhamos um pouco de entretenimento antes da extinção. - O corpo de Loki lhe dirigiu um grandioso sorriso e se afastou um pouco, erguendo seu martelo em seguida como um sinal para que fosse mandado de volta. O loiro nada fez até o momento em que o jotun desapareceu, a decisão havia sido tomada em definitivo e nada mudaria isso.

O deus do trovão caminhou de volta ao quartel general com a mente em conflito, temia não ter feito a coisa certa em seu momento de raiva, mas não podia voltar atrás agora. Seus passos raivosos e distraídos o lavaram em busca de seus amigos e em muito lhe agradava a ideia de encontrar o que restou do estoque da poderosa bebida alcoólica que Tony Stark preparou para si tanto tempo atrás. Parecia muito mais fácil fugir e esperar pela morte do que estar ali diante da eminente derrota sem poder fazer nada, francamente por muito pouco derrotaram Thanos na segunda vez que ele os confrontou e perderam quando ele estava com as joias do infinito, ainda não viraram pó desta vez pelo simples fato de que a criatura parecia querer brincar com suas vidas no lugar de extermina-los de uma única vez.

Nem era preciso mencionar que contra o titã todos aqueles capazes de lutar vieram em auxilio na grande batalha. Ele pode ter sido um líder muito poderoso em todos os seus anos de vida, mas jamais inspirou tanto medo em uma população ao ponto de deixa-la incapaz de reagir só pelo fato de estar no mesmo planeta que tais seres vivos. Estavam ridiculamente sem apoio mesmo que a maior parte das nações tenham tentado ajudar.

Thor passou direto por pessoas que não se deu ao trabalho de tentar reconhecer, buscando por Bruce, precisava de bons conselhos. Porém uma voz parecida demais com a sua própria lhe chamou a atenção e ele se virou bruscamente na direção do som tentando entender de quem se tratava, foi quando seus olhos se depararam com uma versão sua de cabelos negros e olhos verdes ao lado de um Loki de cabelos loiros e olhos azuis.

- UM DEUS, IRMÃO! - O seu outro eu disse apontando para si descaradamente e com muita empolgação. - Thomas me segura, acho que eu vou desmaiar. - Ele se agarrou ao outro dramaticamente, seu companheiro apenas deu um sorriso ladino, provavelmente já estava acostumado. - Eu sempre soube que era muito incrível em algum lugar por aí!

Seus olhos procuraram por alguma alma conhecida e encontraram Steve não muito longe dali, o idoso provavelmente notou a quase visível interrogação em sua fase, mas se limitou a se aproximar rindo e encarando os estranhos como se fossem a coisa mais maravilhosa que já havia visto em seus muitos anos de vida.

Ver a expressão aliviada no rosto do vingador aposentado por um momento lhe deu a impressão de que estavam salvos. 

 



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