História A Profecia- Imagine GOT7 - Capítulo 116


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags Bangtan Boys (BTS), Bigbang, Blackpink, Drama, Exo, Got7, Nct, Romance, Twice
Visualizações 17
Palavras 4.142
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Sobrenatural
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa Leitura!

Capítulo 116 - Convidado indesejado



~Jaebum On ~ 


Depois de um grande período de tempo, tudo acabou por se acertar e nossa casa acabou finalmente reconstruinda, e sendo assim, tivemos que nos despedir da casa das meninas. Além disso, tivemos que lutar para escolher as obrigações e não nossos sentimentos. Um clã sendo reconstruindo e um líder novo, tido como “inexperiente”, faz com que estejamos vulneráveis a ataques, e como os inimigos não param de aumentar...


- Sabe...as coisas estão muito estranhas ultimamente- Comenta Bambam.


- O quê?


- Não há mais nenhum relato de desaparecimento. Se Minho quer formar um exército, não deveria reunir mais pessoas?


- Talvez ele já tenha reunido todas de que precisa- Respondo, concentrado em papelada e em mais papelada.


- Isso nos leva a outra questão- Jinyoung pronuncia-se- Se ele conseguiu tudo o que precisava para nos atacar e assim nos dizimar, por que ainda não o fez?


- Talvez ele esteja esperando a melhor hora para atacar. Talvez ele queira nos pegar de surpresa- Diz Yugyeom.


- Então por que não atacamos primeiro?


- Porque não temos a vantagem que ele tem, Youngjae- Respondo.


- Mas temos uma aliança, não temos? Não deveria ser o suficiente?


- Deveria, se tecnicamente todos estivessem ao nosso lado- Ele abaixa a cabeça.


Milena e Letícia ainda não as perdoaram e apesar de não romperem a aliança formada pelos pais de ambas as partes, elas não estão dispostas a arriscar suas vidas por quem tirou a de seu irmão.


- Estou tentando convencê-lá- Murmura- Na verdade, nós estamos...- Yugyeom concorda.


- Mas precisa entender que não é fácil Jaebum- Diz Yugyeom- Elas não podem ser facilmente influenciadas. Pense, o que faria se alguém matasse um de seus irmãos?


- Meus irmãos não tentaram matar ninguém primeiro- Digo- E pode ter certeza, que se tentassem, eu não iria tentar livrar a cara deles.


- Impossível- Youngjae sorri- As coisas não funcionam assim Jaebum.


- As coisas são mais fáceis do que imagina Youngjae. Namjoon não era uma pessoa boa, ele torturou Julia, tentou fazer o mesmo com Gabriella e com Fabiane, fora o resto da população do mundo que ele planejava dominar. Então quando digo que ela não está errada, estou falando sério- Ele suspira.


- Onde está Mark?- Tenta mudar de assunto.


- Resolvendo alguns assuntos com Julia- Responde Bambam- Acho que ele deve estar se acostumando com a ideia de que logo logo precisará se mudar para um lugar que digamos que é...mais quente- Acabo rindo.


- Ele foi exclusivamente para lá por causa disso?


- Não. Apesar de ter o controle de lá, Julia não tem estado tão comprometida com a própria causa. Como anjo da morte, ela também tem seus deveres e parece que tem se esquecido frequentemente disso.


- Então Mark foi lá para ajudá-la?


- Em grande parte sim. Mas ele também quer se acostumar a ideia de que daqui a pouco será também o “senhor do inferno” 


- Esse é o casal mais estranho que já vi- Yugyeom sorri.


- E Jackson?- Pergunto- Não o vi durante o café da manhã.


- Treinando com Fabiane. Mais especificamente, apanhando de Fabiane- Bambam cruza os braços- Ela tem evoluído cada vez mais. Quem diria que aquela garota que todos acharam que era fofa demais e fraca demais pudesse nos surpreender tanto.


- Eu nunca pensei que ela fosse fraca- Digo- Ela só é mais calma, mais normal que suas irmãs.


- É. E nós dois decidimos nos apaixonar justamente pelas mais difíceis- Brinca ele.


- Não se esqueça de citar a falta de parafusos na cabeça delas- Complemento.


- Espero que no final, tudo isso acabe de uma forma boa- Seu sorriso desaparece- Estou falando sobre a guerra...


- Todos esperamos- Diz Jinyoung- Se não...- Ele suspira- Será nosso fim.


- Não será nosso fim. Não vou aceitar  até que chegue realmente ao ponto de vermos que não vamos conseguir. Até lá, vou continuar acreditando que a única pessoa prejudicada vai ser Minho- Diz Youngjae- Acho que deveriam começar a pensar assim também.


Um exército contra dois clãs realmente unidos e uma aliança totalmente fragilizada, quais nossas chances? Provavelmente dizer isso só irritaria ainda mais Youngjae.


- Deveríamos falar de coisas boas...


- Só consigo pensar no quanto estamos ferrados- Diz Bambam- Minho é um demônio milenar.


- E nós somos pessoas com poderes diversificados que são plenamente capazes de vencer qualquer guerra- Responde Youngjae.


- Você realmente acredita nisso?- Ele suspira.


- É melhor do que acreditar que vamos todos morrer- Revira os olhos.


Prevendo uma discussão, tentei mudar de assunto, começando a falar sobre o que devemos fazer para melhorar a segurança de nosso clã, e até mesmo a nossa própria segurança.


Mas no fundo, nem eu mesmo consigo mais me concentrar em algo que não seja a guerra e a possibilidade de com esta ser o nosso fim.


~ Isabelly On ~ 


- Você tem certeza que isso é uma boa ideia?- Pergunta Doyoung- Está 100% certa de que realmente vai dar certo e que vale a pena?


- Não, mas preciso fazer alguma coisa a respeito.


- Isabelly essa ideia é a mais maluca que você já teve- Ele coloca a mão na testa- E você já teve muitas ideias malucas.


Momentos antes dessa discussão se iniciar, pensei que Doyoung seria a pessoa que mais entenderia meus motivos e quem mais apoiaria minha ideia totalmente maluca. Mas parece que nem com ele posso contar agora...


- Isso pode nos ajudar muito Doyoung.


- Mas pode acabar por nos matar mais rápido- Ele suspira- Já parou para pensar no que sua irmã vai sentir quando souber desse seu plano?- Sinalizo para que ele fale mais baixo.


- Fabiane vai entender.


- Vai mesmo? Porque eu não entenderia. Para falar a verdade, ainda não estou entendendo aonde você quer chegar.


- Talvez essa seja nossa maior arma e se não for, pelo menos teremos mais alguém.


- Não é confiável! Estamos cercados por pessoas que não confiamos Isabelly, não queira colocar mais uma dentro desse ciclo vicioso.


- Que pena, porque já tomei minha decisão- Ele cruza os braços- Pode me acompanhar?


- Eu deveria deixar que fosse sozinha, pois não estou nem um pouco de acordo com essa sua ideia maluca.


- Doyoung...


-...Mas não vou. Só quero que esteja certa do que está prestes a fazer, porque pode ter certeza que não vai repercutir bem.


- Estou pronta. Se isso for nos ajudar a ficarmos vivos até o final...


- Planeja contar para elas?


- Depois de feito, sim. Mas agora...não. Elas vão tentar me impedir a qualquer custo, conheço minhas irmãs.


- Então deve saber como elas vão se sentir.


- Você não está ajudando- Murmuro.


- Estou tentando enfiar juízo na sua cabeça.


- Não preciso. Vamos logo- Ela suspira.


- Vou chamar Yuta...- O encaro, incrédula- O que? Ele pode nos teletransportar!


- Tá’ vai logo.


Ele demorou mais do que eu esperava e assim que Yuta chegou, compreendi o motivo. Novamente tentaram persuardir-me para que deixasse essa ideia completamente idiota de lado, mas não voltei atrás. Não posso voltar atrás...se isso for nos ajudar, como Jiyong e até mesmo os demônios pensam que vai, tenho que tentar. Mesmo que isso envolva falar novamente com a pessoa mais odiável da terra depois de Minho...


- Maninha...- Xiumin sorri- Faz muito tempo que não a vejo. Não esperava que voltasse para visitas.


- Eu também não- Respondo- Por mim não colocava mais os pés nesse lugar.


- Concordo com você- Ela suspira- Mas o que posso fazer se me colocou aqui?


- Digamos que...-Ele sorri, percebendo algo em minha expressão- Existe uma forma de sua pena diminuir.


- Achei que minha pena era a morte e que estava esperando seus adoráveis anjos pararem de brincar de casinha.


- Como não podemos te matar agora, passar o resto da vida aqui não me parece uma ideia tão ruim.


- Mas você não está aqui para isso. Está aqui porque quer algo de mim, porque precisa de mim. Estou errado?


- Não preciso de você- Disparo- Mas sim, quero algo de você.


- Então...- Se senta no chão- Vamos, me conte. Deve ter sido um motivo forte para vir até aqui.


- Você já foi um dos capangas de Minho, sabe bem a forma como ele age. Sabe influenciar as pessoas, sabe colocar a situação sempre ao seu favor. E suas habilidades...elas são consideravelmente boas.


- Claro, sou parte da sua família também.


- Não, você não é- Digo- Você faz parte da família dos meninos, não inverta a história.


- É tão ruim pensar que somos irmãos? Que temos o mesmo sangue e que você é mais parecida comigo do que pensa?


- Não somos iguais, se é isso que quer dizer. E sim, é difícil aceitar que temos o mesmo sangue ainda que venha por parte de uma mãe que eu não considero. É difícil acreditar que você seja tão dissimulado. Mas vendo quem é sua mãe, isso pode até ser justificado. 


- Ela também é sua mãe- Argumenta- Da mesma forma que tenho os genes ruins dela, você também tem.


- Mas meu outro gene pelo menos funciona, mas olha de quem você veio...Taeyang e Lillian, que combinação perfeita.


- Se eu não tiver disposto a ser seu peão e não quiser ajudar te ajudar, o que vai fazer?


- Nada- Dou de ombros- Você vai morrer aqui mesmo. Olha quanto tempo você está sem seus poderes

.
- Posso conviver com isso.


- Tudo bem, então adeus. Espero que aproveite os últimos dias que lhe restam- Viro-me, esperando a reação que já sei.


- Espere!- Sorrio.


- Algum problema?- Acho que a única parte que puxei de Lillian diz respeito à ser cinica.


- Eu te ajudo- Diz- Mas quero algo em troca.


- Não está em posição de exigir nada, Xiumin.


- Então sinto muito...


- O que quer?- Pergunto, já irritada.


- Anistia- Responde sem pestanejar- Quero que depois de te ajudar eu não tenha que voltar para esse buraco. Quero ter minha liberdade de volta. 


- Não.


- Qual é...é um pedido tão fácil de atender. 


- Você deveria começar a saber seus limites. Nunca vou tentar intervir por causa de você. 


- Sou seu irmão....


- Gabriella é minha irmã, Julia é minha irmã, Fabiane é minha irmã, Suho é meu irmão...você é um intruso. A maçã podre que acabou tentando corroer o pé, então não pense nem por um segundo que te considero. 


- Eu ajudo- Diz por fim- Mas me deixe sair de vez em quando. Me deixe visitá-las, pelo menos tentar mostrar que posso ser um bom irmão.


- Bom irmão?- Cruzo os braços, não conseguindo conter minha risada- Achei que isso não era algo que te preocupava.


- Preocupa- Diz, assumindo um semblante sério- Você não sabe como é passar seus dias trancados aqui. Se eu soubesse...se soubesse que ela é minha irmã, eu não teria feito o que fiz. Acredite Isabelly, estou tendo muito tempo para pensar em tudo de errado que fiz.


- Que bom. Pensarei no seu pedido, mas não tenha esperanças. Se não quiser nos ajudar, procuro outra pessoa que facilmente pode te substituir.


- Eu ajudo...- Suspira- Quando começamos?


- Hoje. Jonghyun me concedeu uma permissão temporária- Ao meu sinal, a cela é aberta- Não confio em você, então medidas serão tomadas.


- Eu não irei fazer nada.


- Ser engana uma vez é algo normal, mas ser enganada duas vezes é burrice. 


~ Tempo Depois ~ 
~ Fabiane On ~ 


- Pausa...- Digo ofegante, depois de ganhar novamente de Jackson em nosso treinamento.


- Você está melhorando a cada dia- Joga uma garrafa de água- Estou me sentindo humilhado- Sorri, porém logo tira a camisa. 


Como explicar que não dá para ficar concentrada quando ele resolve tirar a camisa? 


- Sou ótima, sei disso.- Sorrio, ainda concentrada em seu tanquinho exposto. Com vergonha, praticamente bebo a água toda de uma vez- Vou te superar também não próxima. 


- Parece que tenho que me esforçar mais então- Sorri. 


- Acho que nem assim conseguirá me dorrotar- Ele fica surpreso por meu convencimento.


- Metida- Rimos- Que tal pararmos aqui por hoje? 


- Por mim tudo bem. Meu corpo inteiro doí. Apesar de estar ganhando, acho quebrou deveria começar as pegar mais leve.


- Não existe tratamento especial quando se trata de treinamento para mim. Nem mesmo se esse alguém for o amor da minha vida- Se aproxima para me beijar, mas me afasto.


- Estamos suados. Demonstrações de afeto só após um longo banho.


- Não é para tanto.


- Jackson, seus cabelos estão molhados de suor, e os meus também. 


- Talvez realmente precisemos de um banho.


- Você pode tomar banho no quarto de Suho. 


- Tudo bem.


Assim que entramos em casa, cada um foi para o respectivo cômodo. 


Quando a água quente tocou cada parte dolorida de meu corpo, senti um alívio tremendo. Por mais que Jackson não tratasse nem a mim mesma de forma especial, ele poderia pelo menos se dar conta de que também precisamos de treinamentos “leves”.


Assim que termino, desço as escadas, a fim de procurar algo para preencher meu estômago vazio, mas acabo trombando com Isabelly e um convidado um tanto...repugnante.


- Calma. Antes de você surtar, deixa eu te explicar...


- O que é que ele está fazendo aqui?!- Aponto para Xiumin.


- Você...está bem- Sentiu-se aliviado?


- Não graças a você- Cruzo os braços- Sério Isabelly? Você o libertou?


- Não. Xiumin só estará nos ajudando, mas nunca irei liberta-lo.


- Então o fato dele estar aqui na minha frente e agora...


- Ele só está nos ajudando- Me interrompe- Precisamos dele. Por mais que não queira admitir, seus poderes seriam de grande ajuda.


- A claro, os poderes destrutivos dele nos ajudaria muito a tentar NÃO destruir algo.


- Fabiane...-Pronuncia.


- Não ouse falar comigo- O encaro, com desprezo- Ela pode até ter tido compaixão por você, mas eu ainda te odeio e eu ainda anseio pelo dia em que vou poder te matar com minhas próprias mãos.


- Você não quer- Diz ele- Você nunca quer matar alguém.


- Parabéns, você se tornou a exceção- Volto-me para Isabelly- Esqueceu de tudo o que ele fez contra mim? Por causa dele, eu fui envenenada. Por causa dele eu dormi e fiquei presa na minha própria mente, nos meus próprios pesadelos. Por causa dele, de certa forma eu acabei virando um troféu para Minho, uma “arma” que caiu em suas mãos. E mesmo assim você não teve consideração nenhuma em me perguntar antes...


- Eu sei que está com raiva...


- Com raiva? Estou furiosa! Furiosa e decepcionada. 


- Achei que assim como eu, toparia qualquer coisa para salvar o que está em jogo.


- Claro, mas isso não inclui ficar frente a frente com ele. Imaginei que pelo menos uma coisa os anjos fariam para me ajudar, achei que ele nunca mais veria o mundo e que teria muito, muito, muito tempo para pensar e sofreria muito também, mas aqui está ele...livre.


- Eu tive muito tempo para pensar- Sussurra- E se soubesse como me arrependo...você é minha irmã...


- Não. Me recuso a acreditar que temos o mesmo sangue e não vou te considerar nunca um irmão.


Minha atenção volta-se para Jackson, que desce as escadas intrigado.


- O que ele está fazendo aqui?- Pergunta, com os olhos fervendo de raiva.


- Isabelly resolveu que de todas as maneiras possíveis para vencer essa guerra, apelar para um assassino é a melhor delas. E pelo que parece ele vai ficar na nossa casa.


- Não, ele não vai. Jonghyun e os outros vão cuidar disso.


- Eu deveria me sentir mais segura? Porque se não fizeram nada até agora, o que garante que farão agora?


- Fabiane...você deveria ter cuidado com suas palavras- Suspira, totalmente cansada.


- E você deveria aprender a me ouvir- Dou as costas para ela, subindo as escadas e batendo à porta de meu quarto. Jackson que até então estava atrás de mim, não teve a menor chance contra isso e foi deixado do lado de fora, chamando por meu nome. 


- Agora não Jack, quero ficar sozinha.

 


~ Jackson On~ 


Desço as escadas novamente, encontrando-os no mesmo lugar.


- Não me olhe assim. Não é como se você nunca tivesse decepcionado alguém.


- Essa não era a única alternativa, então porquê usá-la?


- Acredite Jackson, não existia muitas formas e nem muitas pessoas para procurar- Diz Doyoung- Nunca ouviu que deve-se trabalhar até mesmo com o inimigo em prol do bem estar geral?


- Isso não se aplica a ele. Estamos falando de Fabiane, não de qualquer pessoa. Sabe o quanto ela é delicada, não deveria ter feito isso.


- Acho que minha irmã não quer ser vista apenas como a garota frágil e delicada. 


- Mesmo assim...


- Ela deve aprender a conviver não só com as pessoas que ela gosta.


- Isabelly, estamos falando de Xiumin. Ele não é confiável! Aposto que nesse exato momento está planejando alguma forma de nós trair!


- Não estou- Diz- E vai ter que acreditar em mim.


- Não. Vamos deixar as coisas claras, se ousar se  aproximar um passo de Fabiane, você vai ter finalmente o que merece. Não sou bonzinho Xiumin e espero que não se esqueça disso.


- Eu não vou fazer nada Jackson, não se preocupe com isso.


- Você já fez, e isso acabou com ela por dentro. Esperava que soubesse isso.


- O que espera que eu faça Jackson? Diz logo, você não precisa ficar jogando indireta.


- Esperava que demonstrasse mais compaixão pelas pessoas e que tentasse entendê-las. Nem todo mundo pensa como você Isabelly...- Frustrado, dou as costas para os três. 


Seguro de que minha namorada precisa de um tempo, volto para casa, ainda irritado pelos fatos anteriores. 


- O que aconteceu?- Pergunta Yugyeom assim que chego.


- Não é nada. Estou precisando extravasar.


- Que novidade- Ele sorri, fazendo-me revirar os olhos- Desembucha logo Jackson.


- Xiumin voltou- Ele arregala os olhos- Isabelly o trouxe de volta. 


- Isabelly?!


- Sim. Parece que ela tem um plano para ele, mas isso magoou Fabiane. 


- Imagino.


- Sabe...não só Isabelly, mas todas elas são impulsivas. Não sei a quem puxaram, mas elas deveriam parar e pensar um pouquinho antes de fazer as coisas.


- Entre você e Fabiane...está tudo bem?


- Sim, claro. Eu só fico pensando que...esquece, não é nada.


- Vamos Jackson, diga.


- Eu só estava pensando que talvez se elas não tivessem se aproximando tanto de Minho achando que ele era uma boa pesssoa enquanto estudássemos, isso não estaria acontecendo.


- Está culpando-as? 


- Não. Só estou dizendo que talvez tudo isso poderia ser evitado.


- Está errado Jackson. Minho já demonstrou ser um maluco por controle e não acho que se as meninas não tivessem inclusas isso mudaria. Seus planos sempre foram esses, ele sempre procurou quem era “mais forte” para concretizar seus planos. Não as culpe.


- Não estou fazendo isso Yugyeom. Só não aguento mais isso. Uma guerra pode durar anos, até lá como ficamos?


- Damos tudo de nós.


- Até cansarmos, você quer dizer. Ou até que sobre apenas um de nós para contar essa fatídica história

.
- As coisas não funcionam bem assim, talvez você esteja exagerando. 


- Estou com medo. Medo por todos nós...medo de estar com você aqui hoje e amanhã você estar morto.


- Obrigado pela consideração- Sorri.


- Estou falando sério Yugyeom.


- Isso não vai acontecer Jackson. Precisa confiar que  também somos capazes de nos defender, que também podemos agir e defender quem amamos. Vamos sair dessa história juntos, portanto pare de pensar em futuras perdas.

Apenas assinto, ainda perdido em meus próprios pensamentos.


~ A noite ~ 
~ Julia On ~ 


Quando Mark e eu voltamos, o clima já não estava mais agradável comparado a quando saímos e para minha surpresa, um convidado “especial” ficará um tempo conosco.


- Fabiane deve estar com fome- Digo- Não é melhor insistir para que ela desça?


- Ela não vai vir- Responde Xiumin-  Não enquanto eu estiver aqui.


- E quem pode culpá-la?- Gabriella intervém- Por quanto tempo ele ficará aqui?


- Não muito. Aliás, vocês podem reclamar disso, mas ele não está realmente solto. Gabriella colocou a mesma marca que você colocou em Tao nele.


- Então significa que ele não pode mais nos trair?- Pergunta Suho- Porque sabemos que ele fará isso se tiver a oportunidade.


- Isso significa que tomei medidas para minhas decisões- Diz ela, prestes a explodir- Sei que pensam que não foi uma boa decisão, mas Xiumin conviveu com Minho, sabe do que ele é capaz e conhece o modo que age. Seus poderes também podem nos ajudar...


- E depois? O que acontece se ganharmos essa guerra e ele tiver feito parte de tudo isso?


- Volto para a prisão- Responde ele- Lá é meu lugar, já entendi isso.


- Vamos comer sem discussões, por favor- Nosso pai sorri falsamente.


Soube que mais cedo, ele quase matou Xiumin. Bastou colocar os olhos nele para que seu humor mudasse de repente e sua raiva se manifestasse.


- Claro- Respondemos, antes que toda nossa boa convivência vá pelos ares.


Depois que o jantar acabou, todos fomos para nossos devidos quartos e Xiumin para a sua cela especial guardada por Taeil, que foi o primeiro anjo a entrar em uma espécie de “rodizio” para ficar de olho nele. 


Em determinado momento, comecei a sentir um aperto no peito, um mal estar e o pressentimento de algo ruim estava prestes a acontecer. Por causa do horário, não quis incomodar ninguém, então forcei-me a tentar dormir. A tentativa foi falha, mas quando o medo estava quase me fazendo chorar, senti mãos envolverem meu pescoço e aperta-lo com força. 


Abro os olhos rapidamente, dando de cara com a mãe de Namjoon, Letícia e Milena. Ela sorri, apertando com mais força, enquanto tento puxar o ar.


- Você tirou a única pessoa que eu tinha. Que realmente era parecida comigo e que me aceitava do jeito que eu era. Acho que nada mais justo do que acertar as contas...


Meu corpo lutava desesperadamente para conseguir se mexer, mas eu não conseguia. Por algum motivo paralisei, e isso a fez sorrir. 


- Presentinho de Minho. Você não vai conseguir se mexer mesmo que queira. Isso torna as coisas mais rápidas, tanto para mim quanto para você. Sabe...eu queria ter tido mais tempo com meu filho...- Suas mãos afrouxaram o suficiente para que eu me manifestasse.


- Vocês dois se dariam bem, dois capachos de Minho...


- E você não é o mesmo? Só que com a sua irmã? A mais velha?- Sorri- Não tente despertar em mim alguma emoção que não seja raiva, garota- Meus pulmões gritam desesperadamente por ar- Está com medo? Sua olhos mostram que está...Que tal acabarmos aqui?


Quando tudo a minha volta começou a tomar um aspecto embaçado, a porta se abriu e só consegui distinguir a pessoa graças a sua voz.


- Julia, você...O quê?


Ela tentou terminar o serviço mais rápido, porém Suho foi mais rápido e a tirou de cima de mim.


Puxo o ar, agradecendo por ele estar chegado aos meus pulmões e vejo  logo em seguida, não só Suho, mas minhas irmãs à porta.


- Pressenti uma movimentação estranha...O que está fazendo aqui?!- Pergunta Isabelly.


- Ela tentou matar Julia- Diz Suho, ainda segurando-a.


- E teria conseguido! 


Minha mente desligou e apesar do falatório, não fiz questão de prestar atenção na conversa. Gabriella se aproximou, examinando meu pescoço.


- Está tudo bem agora- Diz, esboçando um mínimo sorriso na tentativa de me tranquilizar.


Quando volto à realidade, percebo que apenas ela e Fabiane estão


- Eles foram resolver o que farão com ela- Explica Fabiane-Tem certeza que está tudo bem?


Acabei de quase morrer...estou ótima.

- Suas mãos estão tremendo...- Gabriella as segura- Passou, respira.


- Como, como ela entrou?


- Ainda não sabemos. Pode ser mais uma das surpresas de Minho.


- Certo- Respondo. 


- Mas não vai acontecer de novo.


- Não?- Suspiro- Sempre vai ter alguém tentando nos matar, e agora...sempre vai ter alguém para tentar vingar a morte de Namjoon. Talvez Milena e Letícia queiram fazer o mesmo.


- Julia! 


- Esqueçam...eu preciso de café. Ou algo mais forte que isso- Elas me acompanham até a cozinha.


Será que mesmo quando a guerra acabar ainda teremos paz? Ou sempre será uma luta?
 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!


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