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História A Profecia Perdida - Capítulo 112


Escrita por: TatiHufflepuff

Notas do Autor


N/A: Oi gente, tudo bem com vocês? Mais uma quinta com mais um capítulo novo pra vocês!
Vamos nessa?

Capítulo 112 - Capítulo 112


Fanfic / Fanfiction A Profecia Perdida - Capítulo 112 - Capítulo 112

Sarah deu um gole em seu suco de abóbora enquanto terminava de colocar um pouco mais de ovos mexidos em seu prato. Podia sentir que Adam a observava com um sorriso suave nos lábios, satisfeito em acompanhá-la durante aquela refeição.

— Vai ficar parado me olhando comer? - Ela perguntou com o cenho franzido.

— Estou esperando pra ver o que vai sobrar pra mim. - Adam comentou, rindo pelo nariz — O que, ao julgar pelo seu prato, não será muita coisa…

— Adam! - A morena o repreendeu dando um tapa no braço do amigo.

— Ai! Sua mão é pesada, sabia? - Ele questionou, massageando o local — Pode comer o quanto quiser, se acabar eu falo com a Dorothy, simples assim.

A morena mostrou a língua para o lufano antes de voltar a comer. Precisava admitir, nunca se sentira tão faminta antes. O café da manhã preparado por Dorothy estava impecável e ela agradecia mentalmente a cada garfada que dava na comida.

Enquanto saboreava os ovos mexidos em seu prato, um pensamento invadiu a mente de Sarah. Assim que engoliu o que comia, quebrou o silêncio entre ela e o amigo.

— Adam, você sente falta de Hogwarts?

— Que pergunta é essa agora? - O moreno perguntou, dando um gole em seu suco.

— Curiosidade… - Ela comentou, dando de ombros e colocando um pedaço de pão na boca.

— Acho que seria loucura não sentir falta... - Adam respondeu pensativo — Tudo era muito mais fácil quando estávamos em Hogwarts, não concorda?

— Como você disse… Seria loucura não sentir falta. - Sarah respondeu prontamente — Se você pudesse voltar no tempo… Pra qual dos seus anos de Hogwarts você voltaria?

— Você está nostálgica demais hoje, sabia? - O moreno disse em meio a uma risada anasalada — Hum… Que pergunta difícil, você tem uma resposta pra isso?

— Fácil, voltaria pro meu quarto ano. - Ela disse sem pestanejar — Sem NOM’s e Umbridge, aproveitando meu tempo vago no coral do professor Flitwick, trocando cartas com meu pai toda semana pra falar sobre o Torneio Tribruxo... Sem dores de cabeça por causa de garotos ou profecias…

A voz de Sarah foi morrendo à medida que enumerava os acontecimentos de seu quarto ano. Meneou a cabeça ao se dar conta do quanto sentia falta de ser apenas uma adolescente comum, sem preocupações complexas demais para seus dezoito anos.

— Tudo começou a desandar depois do quarto ano… - Comentou em meio a um suspiro.

Adam se aproximou da morena e a puxou para um abraço rápido. Sarah aceitou o gesto e se ajeitou nos braços do amigo, gostava de quando ele fazia aquilo, sabia que era a forma que ele tinha de lhe mostrar que estariam juntos independente de qualquer coisa.

— Sei que sua vida mudou muito nos últimos dois anos, mas tiveram momentos bons, não é? - Ele perguntou, afagando os cabelos da amiga com carinho.

— Sim, você tem razão… - Ela respondeu, pensativa — Se continuar com os cafunés eu vou acabar dormindo… - Comentou, rindo pelo nariz.

— Por que não volta pro quarto e descansa um pouco? - Adam propôs, sem parar com os cafunés.

— Se eu for, vou perder os cafunés! - Ela resmungou, se afastando do amigo por um momento.

— Sabe que isso nunca vai acontecer, não sabe?

Sarah sorriu abertamente para o amigo e se espreguiçou demoradamente, voltar para o quarto e tirar um cochilo lhe pareceu o melhor a se fazer naquele momento. Se levantou da cadeira depois de alguns minutos e encarou Adam mais uma vez. Sem dar uma só palavra, a morena se aproximou do amigo e o abraçou com força.

— Eu amo você, sabia? - Ela perguntou, sem querer soltá-lo.

— Você está esquisita hoje…

— Está reclamando do meu carinho, garoto? - Sarah perguntou, dando um tapinha no braço do moreno.

— Ai! Que parte do “sua mão é pesada” você não entendeu?! - Adam riu abertamente, vendo que Sarah cultivava um pequeno bico e o cenho franzido — Não faz essa cara… Você sabe que eu também amo você…

— Pois eu acho bom mesmo! - Ela exclamou, cruzando os braços — Te vejo mais tarde?

— Pra onde mais eu iria? - Adam perguntou, dando de ombros.

Sarah deu um beijo no rosto do melhor amigo e foi em direção às escadas que a levariam para o último andar. Pensou em sua cama macia e no cobertor quentinho que a esperavam em seu quarto no Albergue dos Hipogrifos e se espreguiçou mais uma vez enquanto caminhava.

Subiu as escadas até chegar no último andar e passou a caminhar pelo corredor rumo ao seu quarto. Depois de alguns minutos estranhou a demora para chegar em seus aposentos, era impressão sua ou o corredor parecia não ter fim?

Parou por um momento e semicerrou os olhos para tentar enxergar o fim do corredor, mas, a única coisa que conseguiu, foi perceber que ainda tinha um longo caminho para percorrer. Respirou fundo e retomou sua caminhada, apertando o ritmo de seus passos.

“Sarah…”

A morena parou prontamente ao ouvir alguém chamar seu nome. Olhou ao redor e franziu o cenho ao perceber que não havia ninguém além dela ali.

“Sarah…”

— Adam? - Ela chamou, incerta — Adam… Isso não tem graça...

Seu coração acelerou e ela engoliu em seco quando resolveu retomar seu caminho. Não sabia se era apenas impressão sua, mas sentia-se mais pesada a cada passo, como se algo na atmosfera tentasse comprimir seu corpo, como se o ar fosse rarefeito naquela parte do Albergue dos Hipogrifos.

Se atentou um pouco mais na voz que a chamava ao longe e, depois de alguns segundos, percebeu que não era apenas uma, mas várias vozes desconhecidas, como um coro chamando seu nome.

— Quem está aí? - Ela perguntou com a voz levemente trêmula.

“Sarah… Sarah… Sarah…”

A intensidade das vozes começou a aumentar a cada passo que Sarah dava na tentativa de se afastar do que quer que estivesse chamando seu nome. Em questão de segundos, as vozes tomaram um tom de urgência maior, e a morena se sentiu mais uma vez no salão principal de Hogwarts, onde todos falavam ao mesmo tempo durante uma das refeições.

“Sarah… Me ajude… Nos ajude…”

As vozes pareciam gritar dentro de sua mente naquele momento, o que era quase que insuportável de se aguentar. Por mais que tentasse abafar os inúmeros pedidos de ajuda ao tapar seus ouvidos, era inútil, Sarah continuava a escutar os clamores desesperados.

A morena se ajoelhou no chão do corredor extenso e fechou os olhos com força enquanto mantinha as mãos em seus ouvidos.

— ME DEIXEM EM PAZ! - Ela gritou, angustiada, ajoelhada no chão — ME DEIXEM EM PAZ!

O volume das vozes foi diminuindo aos poucos, o que aliviou um pouco do peso que Sarah sentia em seu peito. Respirou fundo e engoliu em seco antes de erguer seu corpo, descobrir os ouvidos e abrir os olhos lentamente. Se arrependeu imediatamente de fazê-lo quando olhou ao seu redor.

O corredor onde estava não se parecia em nada com o Albergue dos Hipogrifos, ela estava novamente no corredor branco que levava ao seu limbo e ao limbo da horcrux de Draco, mas não haviam apenas duas portas como antes, o corredor agora estava cheio delas.

— Não… Não.. Não… - Sarah resmungou em voz baixa meneando a cabeça, desolada.

A morena se levantou do chão e soltou todo o ar de seus pulmões de uma só vez antes de olhar ao redor com atenção. Não demorou muito para constatar o que lhe era mais lógico: Todas aquelas portas a levariam ao limbo de alguém.

Seus olhos ficaram vazios quando uma série de lembranças começaram a invadir sua mente rapidamente. A briga entre Draco e Harry, a perseguição dos sequestradores na floresta, a cela fria da mansão Malfoy… As torturas de Lúcio.

Segurou as lágrimas quando seu braço direito deu sinais de incômodo. Direcionou sua atenção lentamente para o local e ofegou ao ver a marca que havia sido feita ali. O peso de antes voltou a incomodar seu peito quando Sarah passou os dedos delicadamente pelos cortes, lembrando de como fora doloroso fazer cada um deles.

Seu corpo retesou desconfortavelmente quando uma última lembrança lhe invadiu, o rosto de Lúcio perto dela e suas mãos percorrendo cada parte de seu corpo. Respirou fundo para afastar a vontade de vomitar que sentiu, precisava se concentrar para entender o que acontecia ali.

Enquanto encarava as diversas portas fechadas, Sarah se perguntou o que mudara desde a última vez que visitou o local, afinal, nunca havia visto tantas portas antes. Não demorou muito para começar a ouvir seu nome ecoando no corredor mais uma vez.

“Sarah… Sarah…”

Se sobressaltou quando começou a ouvir batidas desesperadas vindo do outro lado de algumas das portas. Os pedidos de ajuda vinham de todos os lados e, mais uma vez, a morena se sentiu oprimida pela atmosfera do corredor. Tapou os ouvidos novamente e fechou os olhos com força, não queria estar ali, estava cansada demais para qualquer coisa relacionada a sua profecia.

Os pedidos de ajuda e as batidas nas portas se misturavam de tal forma que a morena sentiu-se completamente zonza. Olhou para o anel de pedra vermelha esperando que sua luz a envolvesse e a tirasse dali, mas nada aconteceu. Se perguntou por um instante se sua âncora só funcionava se ela ultrapassasse as postas, se estivesse, de fato, dentro do limbo.

— Eu quero sair daqui… Me leve embora! - Ela pediu, sem ser atendida.

Uma das portas em frente a ela tremia fortemente, fazendo com que Sarah se encolhesse por um momento. Seu corpo estremeceu quando a passagem abriu e um vento intenso se espalhou pelo corredor. O susto fez com que um grito agudo saísse da garganta da morena, que encarava a porta aberta completamente atônita.

— Me ajude… Me ajude, Salvadora de Almas…

Os olhos de Sarah se encheram de lágrimas quando ouviu o pedido da pessoa que estava do outro lado da porta aberta. Nem ao menos conseguia ajudar a si mesma, sabia que sua alma estava machucada demais para salvar qualquer um atrás das portas, que continuavam lhe chamando sem trégua. As primeiras lágrimas escorreram pelo rosto da morena, sentia-se completamente perdida.

Adam se mexeu desconfortavelmente na poltrona ao lado da cama de Sarah. Três dias haviam se passado desde que chegaram no Albergue dos Hipogrifos e a amiga continuava desacordada. Ele podia ver que algo incomodava a morena, que se mexia inquieta em seu sono, balbuciando algo incompreensível para os ouvidos atentos do lufano.

— Queria poder te ajudar, Sarah… - Lamentou, soltando todo o ar de seus pulmões.

Por mais que tentasse evitar, Adam sentia a angústia de Sarah como se fosse sua própria. A atmosfera do quarto estava mais pesada do que o usual e ele se perguntava se estava imaginando aquilo, ou se sua melhor amiga seria capaz de alterar o ambiente ao seu redor com sua inquietude.

A porta do quarto se abriu devagar, atraindo a atenção do moreno. Se virou em tempo de ver Draco adentrar o cômodo, não era preciso conhecer o loiro para saber que ele estava mal.

— Ela continua dormindo? - Draco perguntou, sem deixar de encarar o chão. Não conseguia olhar para Sarah sem que seu peito corresse de culpa.

— Sim… - Adam respondeu em voz baixa.

— E… E o braço dela, como está? - O loiro questionou com a mandíbula travada.

— Troquei o emplastro hoje… A infecção está cedendo, mas ela continua com febre.

Um silêncio desconfortável se instalou no quarto e Adam se perguntou por um segundo se Draco também sentia o peso no ambiente.

— Como você está? - O lufano perguntou depois de alguns minutos.

Draco engoliu em seco e encarou o moreno por um momento. Se fosse responder com toda a sinceridade, apenas uma palavra o descreveria com perfeição. Estava completamente despedaçado. Não conseguira dormir desde sua chegada no Albergue dos Hipogrifos e, sempre que fechava os olhos, era arremetido pela visão de seu pai sobre o corpo de Sarah ou pela imagem da marca no antebraço da morena.

— Não consigo dormir. - Ele respondeu sem emoção.

— Sei como se sente, não tem sido fácil pra nenhum de nós... Não teve uma noite desde que chegamos que Rony e Hermione não acordaram gritando… - Adam comentou com pesar — Posso te dar uma poção se quiser… A mesma que os dois tomaram. - Adam disse, compassivo.

— Agradeço pela preocupação, mas não vou tomar nada. - O loiro disse com sinceridade.

— Pelo que está se punindo, Draco? - Adam perguntou com seriedade.

Draco riu sem humor e meneou a cabeça com a pergunta do lufano. Parecia irônico pensar que merecia punição maior do que ter parte de sua alma presa a um anel, mas quanto mais pensava em todo o sofrimento que Sarah havia passado nas mãos de seu pai, mais ele sentia que merecia as noites em claro e muito mais.

— Não seja condescendente comigo, Walsh… Standish fez o mesmo e olha onde ela está agora. - Ele disse com azedume.

— Não seja idiota! - Adam exclamou levemente irritado — Você sabe que não precisa passar por nada sozinho…

— Sabe que suas palavras não vão mudar minha atitude em absolutamente nada, não sabe?

— Se quer se castigar por algo que outra pessoa fez, fique a vontade, Malfoy… Mas isso não faz de você menos idiota.

— Sua sinceridade é extremamente irritante, Walsh. - Draco disse, revirando os olhos e cruzando os braços.

— Podia ter se livrado dela meses atrás. - O lufano disse com veemência — Ah, é mesmo… Você quebrou a maldição Imperius e salvou minha vida… Que péssimo ser humano você é.

— Cale a boca… - O loiro resmungou, voltando a encarar o chão.

— Minha sinceridade pode ser irritante, mas essa mania que você tem de se colocar como um ser humano indigno de compaixão consegue ser pior.

Draco respirou fundo e fechou os olhos tentando ignorar o que havia acabado de escutar. Adam era o único que se aproximava do que ele gostaria de chamar de amigo e sabia que ele o escutaria sem julgamentos, mas não conseguia colocar em palavras tudo o que estava sentindo, era doloroso demais.

— Pare de se culpar por uma coisa que você não fez… Se não quer fazer por você, faça por ela. - Adam prosseguiu, apontando para Sarah — Porque ela acredita em você e sabe quem você é.

— Me avise se alguma coisa mudar. - Draco disse em voz baixa, antes de sair do quarto.

Adam acompanhou o loiro com o olhar e suspirou pesadamente. Voltou sua atenção para Sarah mais uma vez, pedindo internamente para que a amiga acordasse.

Harry estava parado no corredor desde que havia saído do quarto de Hermione. Sabia que a amiga estava se recuperando aos poucos de tudo o que havia passado, assim como Rony e que, em algum momento eles ficariam bem, mas o moreno não conseguiu segurar os inúmeros pedidos de perdão direcionados aos dois.

Sabia que precisava conversar com Olivaras e Grampo, haviam perguntas a serem respondidas e planos a serem traçados, mas naquele momento, a única coisa que queria era que seus amigos se recuperassem. A busca pelas horcruxes precisaria esperar.

Tentava tomar coragem para visitar Sarah, mas cada vez que pensava na morena, seu peito apertava. Estava afundado em um mar de culpa e não conseguia falar com ninguém sobre o que sentia. Sabia que escutaria exatamente o que escutou de Rony na primeira vez em que pediu desculpas.

“Nada disso é sua culpa, Harry… Você pode ser o Eleito, mas estamos todos lutando pelo mundo bruxo.”

Soltou um suspiro pesado e olhou para a porta do quarto onde Sarah estava e mexeu o pescoço desconfortavelmente quando viu Malfoy sair do aposento. Não podia negar que o loiro estava tão abatido quanto ele e se perguntou se, naquele momento, os dois estavam com o mesmo sentimento pesando no peito.

— Ela acordou? - Harry perguntou sem pensar muito.

Draco parou sua caminhada e encarou Potter com seriedade. Não demorou a perceber as olheiras profundas sob os olhos do grifinório. Respirou fundo e meneou a cabeça em um silêncio pesaroso.

— Adam continua com ela? - O moreno questionou com tristeza.

— Como um cão de guarda. - Draco respondeu sem emoção — Disse que ela ainda está com febre.

— Você ainda não disse o que aconteceu com ela… - Harry comentou.

— E nem vou dizer. - O loiro retrucou, cruzando os braços. Não tinha mais energia para discutir.

— O que seu pai fez com ela, Malfoy? - Harry perguntou entredentes. Por mais que estivesse cansado, não conseguia negar a raiva que ardia em seu peito.

— Apenas aceite que não pode ter todas as respostas que quer, Potter. - Draco respondeu com veemência.

O loiro passou pelo grifinório na intenção de voltar para seu quarto. A única vontade que tinha era de aparatar na mansão e acabar com o pai com as próprias mãos por tudo que tinha feito com Sarah. Mais uma vez a imagem de Lúcio debruçado no corpo dela em sua própria cama queimou em sua mente.

Harry respirou pesadamente, a verdade é que não precisava que Malfoy dissesse o que aconteceu. As roupas rasgadas de Sarah já lhe davam mais informação do que ele gostaria de ter, assim como a marca no braço da morena.

— Só me diga que conseguiu evitar o pior… - O moreno pediu com a voz mais baixa, fazendo Draco parar sua caminhada.

O sonserino engoliu em seco com as palavras de Potter. Pensou que nenhum dos dois fazia ideia de tudo que Sarah havia passado naqueles dias presa na mansão e o quanto doía a impotência que sentia. Não precisava perguntar ao rival se ele sentia o mesmo, sabia que a resposta era sim.

— Eu prometi que a traria sã e salva… E eu falhei. - Draco lamentou, encarando o moreno pelo ombro — Só conseguiria cumprir minha promessa se tivéssemos invadido a mansão no mesmo dia em que a levaram… Sim, eu consegui evitar o pior, mas não sabemos tudo que ela passou...

— Eu nunca quis que ela passasse por nada disso… Eu nem queria que ela viesse com a gente. - Harry disse com a voz baixa.

— Devia ter se esforçado mais pra isso, não concorda, Potter? - O loiro indagou com veemência.

— Porque você se manteve afastado dela o sexto ano inteiro, não é, Malfoy? - O grifinório devolveu no mesmo tom.

Draco se virou e encarou Potter com raiva, quem ele pensava que era para falar de algo que ele nem ao menos sabia? Todas as vezes que o loiro tentou manter Sarah longe de tudo que o envolvia, que tentou protegê-la… Todas as vezes que colocou a segurança da morena a frente de seus sentimentos por ela… Como o moreno tinha a audácia de questioná-lo?

— Não fale do que você não sabe, Potter. - Ele ameaçou, encarando o moreno com os olhos semicerrados — Eu estou de saco cheio dos seus julgamentos de merda! - Exclamou com irritação — Você fez exatamente a mesma coisa pela qual me condena!

— Você acha que eu não tentei me afastar dela? - Harry perguntou com a voz mais elevada — Acha que eu não sabia do risco que era me envolver com ela como me envolvi?

— Deu pra ver suas tentativas, Potter… - Draco disse, sarcasticamente — Beijando ela no meio do salão principal… Pra que todos vissem que estavam juntos.

Harry respirou fundo tentando retomar a calma, não precisava que Malfoy jogasse na sua cara os erros que havia cometido. Sabia que não deveria ter tornado sua relação com Sarah algo público, seu medo sempre fora que acontecesse exatamente o que havia acontecido, Sarah sofrera por estar ligada a ele assim como Rony e Hermione.

— Eu não preciso que jogue na minha cara as coisas que eu fiz, Malfoy…

— Então pare de fazer a mesma merda comigo, eu já tenho peso demais na minha consciência, não preciso dos seus julgamentos. - O loiro confessou com pesar.

Um silêncio desagradável se instalou no corredor. Harry encarou o chão enquanto Draco passou a mão no rosto, ambos tentando retomar o controle. Sabiam que não podiam continuar com aquilo.

— Não importa o que fizemos antes… - Harry comentou, sem deixar de encarar o chão — Foi a discussão na tenda que fez com que ela fosse sequestrada…

— Pelo menos nisso podemos concordar. - Draco disse com sinceridade — Agora, se me der licença… Eu vou pro meu quarto.

Encerrando a pequena discussão, o loiro retomou o caminho para seu quarto. Harry olhou para a porta do quarto de Sarah mais uma vez e tomou coragem para entrar. Enquanto caminhavam, a mesma pergunta martelava na mente dos dois rapazes. A culpa que sentiam passaria algum dia? Ou os assolaria para sempre?


Notas Finais


N/A: E aí, o que acharam? Um capítulo bem tranquilo pra vocês criarem teorias... O que acham que está acontecendo com a Sarah? Acham que os desentendimentos entre Draco e Harry acabaram? Ou acham que ainda teremos mais tretas?

Não deixem de dar a opinião de vocês!
Nos vemos na semana que vem! Até lá :****


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