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História A Professora (BDSM) - Capítulo 10


Escrita por: 008_BlondeGirl

Capítulo 10 - When You Least Expect It


Fanfic / Fanfiction A Professora (BDSM) - Capítulo 10 - When You Least Expect It

Narrado por Alice Coleman:

"Trame, planeje, calcule, postule, o quanto quiser. Sempre existirão surpresas à sua frente. Conte com isso!"

– Henry Miller

 

Bellevue - cidade de Washington (Estados Unidos)

 

Segunda-feira às 06:15 a.m.

Acordo pela manhã por causa do despertador do smartphone, desligo e no escuro caminho até o banheiro, lavo o rosto e escovo os dentes.

Saio do banheiro, abro a primeira gaveta da cômoda e pego a escova de cabelos e começo a escovar no escuro mesmo.

Olho o relógio no smartphone e 5 minutos se passaram.

Abro outra gaveta e pego um sutiã preto.
Troco o pijama junto com o sutiã e uma blusa preta básica e uma calça jeans rasgada.
Pego as meias brancas e abro a porta do meu armário que fica do lado do banheiro.
Pego meu tênis branco, um cardigã cinza que estava nos cabides e a mochila.
Saio e vou até o quarto da minha mãe, ela estava dormindo, vou até seu quadro de avisos e vejo os post-its amarelos fixados pelas tachinhas e hoje seu turno começa às 10 da manhã.
Vejo que sexta ela tem um encontro com o médico.
Dr. Adam Tucker.
Ando até a cabeceira e vejo que seu despertador já está ajustado para as 8 da manhã.
Saio de seu quarto e vou para cozinha.
Coloco o pão na torradeira e pego um suco de laranja pronto de caixinha.
Ponho o suco em um copo e as torradas em um prato, pego na geladeira o cream cheese e passo no pão.

꙳꙳꙳

Após tomar café da manhã, vejo se o alarme está ligado e saio de casa e tranco a porta e vejo um Jeep Wrangler, modelo 2019, da cor azul electrico.
Abby coloca a cabeça para fora do carro e me faz um sinal com a mão.
Caminho até o carro e abro a porta traseira, me sento e vejo o Sr. Davies dirigindo, o pai da Abby.
Os dois se parecem muito fisicamente, porém ele é careca e usa óculos, outra grande diferença é que ele é muito silencioso que chega a dar agonia.
E pelo que eu sei desde sempre o Sr. e a Sra. Davies tem uma loja de conveniência, na zona norte da cidade.

꙳꙳꙳

Assim que chegamos na escola, o Sr. Davies para o carro e então abrimos a porta e digo.

— Tchau Sr. Davies, obrigada pela carona.

— Tchau pai. — disse Abby se despedindo.

— Tchau meninas, boa aula. — o Sr. Davies se despede dando partida no carro.

Nossa seu pai salvou minha vida... — digo a Abby.

— De nada. — Abby ajeita a mochila nas costas e diz. — e aí como foi seu final de semana?

Normal. — minto. — e o seu?

— Saí com um cara da universidade. — disse Abby parando na frente da fila do carrinho de food truck.

Tinder?

É, ele era um idiota, parecia ter 20 anos mas a mentalidade era de 14. — Abby responde brava. — olha eu achava que era difícil entrar na universidade, mas depois de conhecer aquele cara, eu tenho certeza que qualquer um entra.

— Não duvido. — respondo seguindo a fila.

— O que as mocinhas vão querer? — perguntou o atendente com um avental branco sujo de calda.

— Café médio com creme de avelã. — pediu Abby.

— Eu quero um copo grande de café puro. — peço.

O homem se vira de costas e começa a fazer os cafés que não demoram para ficar pronto.

— O seu é 10,60. — o atendente diz o preço do café para Abby. — é o seu é 12,10. — disse diretamente para mim.

Eu e Abby pagamos os cafés e fomos direto para sala, os corredores estavam bem vazios, pois estávamos literalmente uma hora adiantadas.
Passamos pelos corredores, paramos em nossos armários e pegamos os livros de álgebra e fomos para porta da sala — ficamos sentadas lá esperando alguém abrir.
Enquanto eu dava as últimas pinceladas nos estudos da matéria, Abby estava ouvindo música em seu iPod.
Ela se vira para mim e tira os fones e pergunta.

— Por que está estudando isso? — ela me encara.

Que inferno! — penso.

não quero matéria acumulada. — minto.

Ela me olha balançando a cabeça incrédula, mas não poderia dizer sobre a prova surpresa que Deborah havia me dito no sábado, porém ela não tinha me dito que iria cair.

Droga Abby. — penso me culpando.

꙳꙳꙳

Assim que o zelador abre a porta, fomos para os nossos lugares.
E não demora muito para sala ficar lotada e pontualmente, Deborah chega, ela põe os papéis em cima da mesa e com o giz ela escreve na lousa:

PROVA SURPRESA.

A classe inteira se desespera.
Deborah se vira para sala como se estivesse se divertindo com aquilo.

— Bom dia classe. — ela mantém um sorriso. — a prova é composta por 10 questões de múltipla escolha ... então sem celulares, calculadoras, régua e para os espertinhos que tentarem colar, a prova será zerada.

Ela sai distribuindo a prova, passando de carteira em carteira até chegar na minha, que por sinal foi a última.
Vejo que a prova foi entregue pela parte de trás da folha, noto que tem 15 questões a minha prova e com uma "dedicatória" na nota de rodapé.

Para cada erro, uma punição.

Engulo a seco, com o dedo indicador passo pela gola da blusa, sinto um calor corporal e meu coração começa a bater mais rápido e tento fazer a prova.

꙳꙳꙳

Eu não fui a primeira a terminar a prova mas também não fui a última, porém eu e Abby saímos quase que juntas.

꙳꙳꙳

Nos corredores ela comemora.

— Que prova fácil. — Abby diz saltitante. — desta vez eu passo de ano nessa matéria.

— Só se for a sua...

— Eu dei um olhada quando saí, tinha pelo menos 3 tipos de provas diferentes. — Abby faz a fofoca.

— Eu tive o azar de pegar a mais difícil. — lamento.

— Se eu acho que passei, você também passa. — Abby me dá um abraço lateral.

꙳꙳꙳

Assim que as aulas acabam vou para o meu trabalho, como sempre o Sr. Nash fica resolvendo os assuntos com os vendedores e eu fico no caixa.
A porta se abre e vejo Deborah, ela parecia abatida.
Deborah fica andando pelas prateleiras e então vou até ela.

— Sério? 15 questões? — pergunto tirando satisfação.

— Você tinha uma vantagem diferente dos seus colegas, nada mais justo que questões extras.

— Entendi, castigo e recompensa. — bufo. — eu preferia sofrer logo a punição do que ter feito 5 questões extras...

Cuidado com que deseja... além do mais, você não sabe se vai receber punição. — ela praticamente sussurra no meu ouvido. — mas me desculpa se te deixei chateada...

Não respondo, fico em choque pelas suas desculpas.
Então começo a fingir que estou arrumando os discos quando ela aproxima sua mão da minha e aperta.

— Hoje não podemos nós ver. — ela sussurra. — tenho assuntos a resolver.

— Está tudo bem? — pergunto preocupada apertando sua mão.

— São problemas meus ... infelizmente você não pode fazer nada. — Deborah diz com a voz triste e com os olhos cheios de lágrimas. — a gente se vê em alguns dias.

Ela solta minha mão e caminha até a saída da loja e eu fico sem entender nada.

꙳꙳꙳

Meu dia termina, volto para casa, ligo o alarme e como sempre não havia ninguém lá.
Dou um tempo para mim mesma e me deito no sofá e tento não surtar.

O que deu de tão errado de sábado para hoje?

꙳꙳꙳

Terça-feira às 04:00 p.m.

Eu havia terminado de me trocar de roupa para começar o treino, quando ouço a voz de Ruby no vestiário feminino.

— Nossa foi atacada por tubarões? — ela pergunta se sentando no chão. — ou foi atropelada por um caminhão?

— Você não tem vida para cuidar? — bufo irritada.

— Calma parceira. — respondeu em tom de deboche. — sabe o Webber não vai te deixar treinar assim, sem um explicação plausível ... se é que você tem alguma.

Olho o hematoma, não estava tão roxo quanto no sábado, mas ainda estava grande com as bordas amareladas.

— Merda! — sussurro para mim mesma vendo a minha panturrilha.

Ruby se levanta e abre o armário pegando um pó compacto e uma base.

— Por que está fazendo isso? — pergunto com ela me entregando os produtos.

— Já ouviu falar em Fair Play? — ela perguntou de maneira retórica. — não é porquê eu quero vencer de você, que eu vou vencer trapaceando ou virando as costas para você.

— Mas aquele cartão do dia de São Valentim? — me sento no banco e começo a tampar os hematomas com a base e o pó.

— Aquilo foi uma brincadeira ... eu fiz aquilo com todas as meninas do time. Isso não tem nada haver com Fair Play. — respondeu.

Aquilo me surpreendeu, nunca imaginaria isso dela, porém reconheço que Ruby e eu nunca seremos amigas, entretanto a honestidade e seus princípios são algo admiráveis.

꙳꙳꙳

Ainda no vestiário quando ninguém estava olhando pego o celular pré-pago e tento ligar para Deborah para ver se estava tudo bem.

Aqui é a Debra, no momento não posso atender, deixe um recado após o bip. — atendeu aquela maldita mensagem da secretária eletrônica com o som do bip.

Não insisto, apenas guardo o celular e vou para o treino.



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