1. Spirit Fanfics >
  2. A Professora (BDSM) >
  3. Kitten

História A Professora (BDSM) - Capítulo 23


Escrita por: 008_BlondeGirl

Capítulo 23 - Kitten


Fanfic / Fanfiction A Professora (BDSM) - Capítulo 23 - Kitten

Narrado por Alice Coleman:

(Submissa/Pet)

{...}

 

 

Bellevue - cidade de Washington (Estados Unidos)

 

 


16 de junho - quarta-feira às 05:33 a.m.

— AH MEU DEUS, O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI? — era impossível de não gritar ao ver a presença de Denyse.

— O que você acha? — perguntou com calma. — Nossa querida Deborah, me chamou, ela acha que eu posso ajudar na sua punição.

Me encolho e Denyse vem engatinhando na cama como se fosse um felino, ela fica por cima do meu corpo, seu rosto fica próximo do meu rosto — me sinto a presa de um animal.

— Sabe... — Denyse diz colocando uma mecha atrás do meu cabelo. — faz tempo que eu não puno uma submissa. — ela me dá um beijo na testa.

 Aquele "ato inocente", parecia um tipo de hipnose.

Denyse deita para o lado e me olha querendo aprovação — mas ela não queria aprovação, Denyse precisava de aprovação.
Se Deborah confia nela, talvez eu devesse confiar também, não é mesmo?

— Ok. — respiro fundo. — como devo chamá-la?

— Que atencioso. — Denyse responde com brilho nos olhos. — me chame de Miss.

Umideço o lábio debaixo com a ponta da língua, sinto-me nervosa, meus batimentos começam a aumentar, mesmo estando em repouso.

— Então... — começo dizendo sentindo os ácidos do meu estômago subindo pela garganta. — ... Miss ... o que devo fazer?

Denyse dá um enorme sorriso, como se tivesse apreciando eu ter chamado de Miss.

— Eu quero que você tome um banho, escove os cabelos e me encontre na masmorra... — ela responde com um sorriso genuíno. — sem nenhuma roupa... — sussurrou.

Denyse se levanta e praticamente sai em câmera lenta do quarto e ao fechar a porta demoro um pouco para entender o que estava acontecendo.
Me levanto com um pouco de dificuldade, sem saber o que estava por vir.
Olho o relógio e vejo as horas.

— Porra, nem são 6 da manhã. — sussurro.

Borboletas voam em meu estômago enquanto vou para o banheiro, escovo os dentes e faço minha higiene.
A água estava um pouco morna, quase que fria — não me incomoda, porém não é algo que eu goste.
Assim que termino, saio enrolada, pego a escova que estava em cima da penteadeira, me sento de frente para o espelho e começo a pentear meus cabelos que não estavam molhados.
Enquanto meu reflexo debatia comigo, me pergunto se devo ir enrolada na toalha ou se devo deixar a toalha aqui.
Ao deixar a toalha cair no chão, vejo o meu corpo no reflexo do espelho, nunca senti insegurança em relação ao meu corpo e parando para olhar, eu realmente poderia fazer figuração em um filme de vampiros.
Engulo minhas inseguranças e me levanto.
Não nada de errado comigo. — garanto-me em pensamento.
Ando em direção a porta no corredor, respiro lentamente, até chegar na masmorra, aproximo minha mão e afasto rapidamente, hesito, fecho os olhos e forço-me a entrar.

— Ah, Pet, assim vai acabar caindo. — disse a voz inesquecível.

Abro os olhos, minhas pernas estavam bambas e vejo Denyse se aproximar com o carrinho, ela para e com o dedo indicador, ela faz o chamado.
Caminho até Denyse, meu coração batia tão rápido de medo, que eu quase consigo ouvir sem nenhum aparelho médico.
Denyse tira do carrinho um arco com formato de orelha de gato, felpudo da cor preta e coloca na minha cabeça empurrando os meus cabelos para trás.

— Assim eu posso ver seu lindo rosto. — Denyse passa a mão no queixo. — erga as patas para frente.

Obedeço, ignorando o fato dela ter chamado o meus braços de patas.
Em silêncio Denyse coloca as luvas peludas pretas com detalhes cor-de-rosa embaixo dela, indicando os dedos.
Após aquilo, ela me veste com as joelheiras e cotoveleiras também da cor preta.

— Abaixa as patinhas. — Denyse diz calmamente pegando uma calcinha preta com uma cauda da mesma cor, tinha também um lacinho pink, detalhado a parte de cima da cauda.

Denyse se agacha, me ajudando a vestir tal peça, após aquilo ela coloca meus braços (ou patas) para trás e orienta.

— Não se mexa. — Denyse fala pegando um prendedor de mamilo preto com um sino e um laço preto nas pontas.

Denyse desrosqueia o pino do prendedor metálico, com as pontas de plástico preto com uma habilidade ágil.

Ela aproxima o objeto em meu mamilo direito, tento ao máximo não me esquivar conforme Denyse rosqueia para apertar o objeto.

Assim que ela termina de apertar o prendedor, Denyse repete o mesmo no mamilo esquerdo.

É impossível não fazer uma careta de dor.

Own, que linda você ficou, Pet. — Denyse diz dando um peteleco com as pontas dos dedos no sino do prendedor direito, que emite um som.

Dou uma esquivada, aquilo doeu um pouco, ainda mais em uma região sensível.

Não seja uma Gatinha má. — Denyse dá outro peteleco no sino do prendedor esquerdo.

Balanço a cabeça concordando, enquanto ela pega uma coleira preta do carrinho.
A coleira tinha uma fivela normal, na frente tinha três sinos — dois deles são pequenos nas laterais e um grande no centro.
Denyse fica atrás de mim, pondo o meu cabelo na lateral do meu ombro e aproximando o objeto em meu pescoço.
Ao passa a coleira, sinto que Denyse apertou bem a fivela.
Logo após finalizar seu trabalho, ela silenciosamente acerta a parte de trás do meu joelho, de modo indolor.

De joelhos, Gatinha. — disse rindo.

Me ajoelho e sua presença se faz em minha frente.

Gatos gostam de presentear seus donos com as suas caças. — Denyse diz cruzando os braços. — seja uma boa Gatinha e encontre o presente para sua Dona.

Ela se afasta e encosta nas grades esperando que eu encontrasse algo.
Olho em volta da masmorra e os sinos pendurados na coleira e dos prendedores fazem barulhos — o que causa divertimento de Denyse por suas risadas.
Contínuo "caçando" o presente para Deborah até encontrar um ratinho de pelúcia próximo a cama.
Tento pegar com as mãos, o que não dá certo, sou obrigada a me abaixar ainda mais e pegar a pequena pelúcia branca com orelhas cor-de-rosa com a boca.

— Muito bem Gatinha. — Denyse bate palmas com orgulho. — vamos sair.

Ela abre a porta e saímos de lá, no corredor, silencioso a única coisa que fazia barulho era os sinos — aquilo era um tanto quanto embaraçoso.
Descemos as escadas indo em direção a cozinha.
O cheiro da comida preparada para o café da manhã estava divino, minha fome atiça e então Deborah me olha com delicadeza.

Sua Gatinha tem um presente para você. — Denyse fala isso se agachando e levantando meu queixo.

— Que Bichinho mais bonzinho. — Deborah pega a pelúcia da minha boca e acaricia minha cabeça, guardando no bolso do avental de cozinha azul claro.

Meow. — mio para Deborah.

Ela sorri orgulhosa e volta a atenção unicamente para Denyse.

— Pode se servir com que você quiser. — disse Deborah recebendo Denyse como se fosse uma hóspede.

— Obrigada. — Denyse respondeu se levantando e pegando um bule branco e pela cor e pelo cheiro era café, ela serve o líquido na xícara vermelha.

Deborah me dá atenção coçando atrás da minha orelha.

— Você também vai receber seu café da manhã. — Deborah garante.

Deborah coloca dois comedouros de alumínio da bancada da cozinha e põe no chão, um claramente é leite e o outro com algo pastoso branco, tinha cheiro de aveia e mel.

— Pode comer. — Deborah disse puxando a cadeira e se sentando.

Ela dispensa o avental, e começa a servir seu próprio café, eu engulo a saliva, eu realmente gostaria de estar fazendo minha refeição junto com elas.
Me abaixo e como aquele mingau de aveia e mel, não estava ruim, porém eu queria aqueles croissants com café.
Depois de comer o mingau, Deborah me olha querendo algo.

— Será que a Gatinha, não quer o leite? — questionou Deborah colocando ainda mais o comedouro na minha frente.

— Será que ela é intolerante a lactose? — Denyse perguntou em um tom baixo.

Eu não era intolerante, mas leite puro não era algo que eu gostasse, mas não repudiava, apenas não era acostumada a tomar leite puro.
Indo contra o meu gosto pessoal, me curva e bebo o leite.

— Manha de gato. — Deborah diz de maneira fria.

Denyse riu sem muita graça, a encaro por um instante, eu poderia jurar que ela me deu um sorriso de satisfação (o que não me surpreenderia, obviamente é o sonho dela me ver assim, como um animal de estimação).

✯✯✯

Após aquele café da manhã, Deborah lavou a louça e guardou itens na geladeira.

Denyse a ajuda guardando a louça limpa enquanto eu fico parada em um canto de cabeça baixa.

✯✯✯

A partir desse ponto, Deborah e Denyse saim da cozinha eu sigo passivamente nas costas delas e então no hall Deborah apenas diz.

— Siga-me.

Eu a obedeço, subindo as escadas, conforme ando, aqueles sinos fazem barulho, quebrando o silêncio, me deixando um pouco constrangida.
Fomos para a sala, Deborah se ajoelha e tira os prendedores dos meus mamilos e os deixa em cima do rack — isso doeu um pouco, além de estarem formigando.
Deborah se levanta e pega uma caixa de papelão de dentro da gaveta do rack e coloca do lado dos prendedores e tira algo de lá, ao voltar para aonde eu estava não consigo ver o que era.

Meow, meow. — mio.

Deborah passa a mão em minha boca que fica um pouco aberta e sem aviso, ela coloca um ratinho preto, feito de pano entre a minha boca.

Argh. — reclamo.

Seja um animalzinho bonzinho e entre na casinha. — Deborah diz abrindo a porta da jaula vermelha.

Entro sem dizer nada e antes de fechar a porta, Deborah volta para caixa de papelão — ela pega ao de lá de dentro.
Ao voltar para mim, ela me dá um beijo na têmpora.
Ainda com aquele brinquedo na boca, Deborah me entrega um novelo de lã vermelho.

Fique á vontade para descansar ou brincar. — Deborah fecha a jaula e tranca com o cadeado. — Se for brincar, brinque direitinho... — disse se afastando da jaula. — até mais tarde, Gatinha.

Ela sai de lá batendo a porta sem fazer barulho.
Tiro o brinquedo da boca e o olho, me sento na jaula, estou cansada de ficar de joelhos.
Pego o novelo de lã vermelho nas mãos, o deixo no chão da jaula, fico pensando nele.
Ok, se eu sou um animal de estimação, eu tenho que portar como um.

Meow. — mio baixinho voluntariamente. — meow.

Começo a brincar com o novelo de lã, igual a um gato.

✯✯✯

Narrado por Deborah Flanagan:

(Dominadora)

"There is hardly anyone whose sexual life, if it were broadcastwoul not fill the world at large with surprise and horror."

(Tradução: "Dificilmente existe alguém cuja vida sexual, se fosse transmitida, não encheria o mundo de surpresa e horror.”)

– W. Somerset Maugham

16 de junho - quarta-feira às 08:13 a.m.

No andar de baixo estava com Denyse sentada no sofá.

— Por que está punindo o seu Bichinho? — Denyse dá aquele sorriso como se tivesse se deleitando com a situação.

— Porque ela estava no porão, bancando o Sherlock Holmes.

— Mas você avisou a ela? — Denyse faz uma careta.

A encaro, Denyse sabia a resposta.

Você é sempre assim... — riu com uma espécie de humor sombrio. — não adverte o que nós devemos ou não fazer e quando fazemos algo de errado, você pune.

Quando ela disse nós, parecia que Denyse pertencia ainda a mim.

— Ela não é nenhuma criança. — fecho os olhos rapidamente. — e se fosse você, estaria agora com uma vara.

— Que seja. — Denyse morde o lábio. — mas sabe ... acho um tanto quanto engraçado a maneira que você utiliza o pet play de maneira literal.

— Como você faria? — desafio. — por que diz isso? Está com pena dela?

— Eu deixaria ela andar um pouco, falar só um pouco ... e respondendo sua segunda pergunta não, eu não estou com pena da sua Submissa.

Nossos olhares se encontraram por alguns segundos e me pergunto se Denyse sente algo por Alice ou se ela quer um relacionamento de dominação e submissão, sem nenhum sentimento.
São nesses momentos de dúvidas que me fazem querer ler os seus pensamentos.

★★★

Se passaram algum tempo desde quando a deixei dentro da jaula, preciso ver como ela está se portando — incrivelmente, ela fica mais sugestível a ter um comportamento animalesco dentro da jaula.

Subo as escadas sem pressa, andando calmamente chego a sala, abro a porta sem fazer alarde, a vejo deitada, descansando, com o novelo de lã embalado em seus braços.
Me aproximo da jaula e a abro a porta com a chave que guardo em um colar no pescoço.

— Já está na hora da Gatinha sair. — a liberto.

Ela sai de joelhos e então pego o novelo de lã vermelho e o rato preto pelo rabo branco, assim como as orelhas.
Coloco na caixa e então ela esfrega seu corpo nu em minhas pernas igual a um gato doméstico.
Retiro de lá um brinquedo estilo vara de pesca com uma linha e duas penas na ponta da cor cinza.
Caminho até o sofá, me sento, com o brinquedo nas mãos e começo a brincar com ela, que bate suas mãos cobertas na vara.

Meow. — miou para o brinquedo enquanto "batia" nas penas da vara.

Era engraçado como ela brincava com a vara, parecendo literalmente um felino.
Enquanto brincava, Denyse aparece com a feição entediada, ela caminha com passos largos até a caixa de brinquedos e pega uma bolinha pequena da cor rosa, com um sino dentro.
Denyse joga a bolinha para ela, que abandona a vara e engatinhando vai até o brinquedo.
Ela vai dando batidinhas no brinquedo, perdendo o foco da nossa brincadeira.

Animais ... é só dá algo melhor que eles começam a ter um novo Mestre. — debochou.

— Que seja. — suspiro.

Denyse se senta ao meu lado vendo ela se divertir com aquela bolinha que fazia o mesmo barulho da coleira.
Denyse sorri contente de vê-la obedecer e ainda mais por ela se portar como o apelido — Pet.

Maldito seja! — amaldiçoei com ciúmes em pensamento.

★★★

Narrado por Alice Coleman:

(Submissa/Pet)

{...}

16 de junho - quarta-feira às 04:53 p.m.

Eu já estava a bastante tempo como um animal de estimação, admito que gosto de me portar desta maneira, mas estou assim a tanto tempo que chega a ser cansativo.

Me deito no chão de costas para elas, ainda me sinto envergonhada por Denyse me ver despida e agora seminua.

Estico minhas pernas, meus joelhos dão um estralo de alongamento, devo ter dormido por alguns minutos e então Deborah diz.

— Fique á vontade para fazer o que quiser. — Deborah tem um tom divertido. — depois nos encontre lá embaixo.

Elas se levantam. Deborah tira do bolso o ratinho de pelúcia branco, pega o ratinho preto, a bolinha que brinquei, a vara e guarda tudo na caixa, a fecha e põe dentro da gaveta do rack. Denyse pega os prendedores de mamilo e eu não imagino o que estão planejando.
Assim que as duas saem, me levanto e vou para o quarto de Deborah.
Me estico um pouco, retiro as luvas felpudas e uso o banheiro, tiro a tiara e penteio os cabelos e recoloco as orelhas de gato e as luvas.
Respiro fundo e me recomponho.

✯✯✯

Sento-me na cama bagunçada e procrastino por uns minutinhos.
Me levanto e saio do quarto, desço as escadas com o coração batendo rapidamente.
Assim que termino de descer as escadas, Deborah estava balançando os prendedores de mamilo, ela se aproxima e eu volto a ter aquele objeto mim.

— Vamos, se abaixe. — ela ordena pondo a mão em minha cabeça.

Obedeço e então Denyse abre a porta, vejo o lado de fora e como a grama era esverdeada, fico com um medo assim que elas pisam do lado de fora do hall.

— Que foi? — Deborah pergunta me olhando diretamente. — vamos Gatinha, precisa tomar um banho de sol.

— Ok, já entendi. — respondo me levantando. — eu de algum modo te deixei envergonhada e agora eu tenho que ficar envergonhada ... e eu lamento muito.

— Olha só, o bichinho aprendeu até que rápido. — Denyse diz entrando, vindo em minha direção. — achei fofo. — ela esfrega meus cabelos.

— Realmente fofo. — Deborah diz entrando e fechando a porta atrás dela. — agora volte a sua posição.

Me abaixo novamente, voltando a ser o seu Pet.

✯✯✯

16 de junho - quarta-feira às 07:07 p.m.

Minha fome estava de volta e o cheiro da cozinha estava extremamente atrativo.
Engatinho da sala até a cozinha, vejo que Deborah e Denyse estão comendo nhoque com muito molho e queijo.

— Olha só quem veio para o jantar. — Deborah afirma pegando os comedouros e colocando no chão. — bon appétit, Gatinha.

Olho o comedouro com água e o outro tinha um pouco de atum — sério? Bon appétit para atum?
Ou é isso ou nada pelo visto.

Não reclamo, realmente nhoque não é para um Pet.

✯✯✯

16 de junho - quarta-feira às 10:47 p.m.

Após o jantar finalmente estava de pé, sem estar vestida daquela maneira, porém estava totalmente despida na frente delas.

Deborah pega algumas cordas do armário e fica atrás de mim e amarra minhas mãos atrás das costas.

— Realmente achou que ela está aqui unicamente para ver você se comportar como um Pet? — Deborah perguntou em minha orelha. — está na hora da segunda parte da sua punição.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...