História A Professora da Minha Mãe - Capítulo 3


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Categorias Fairy Tail
Personagens Brandish μ, Chelia Blendy, Elfman Strauss, Erza Scarlet, Freed Justine, Gajeel Redfox, Grandine, Gray Fullbuster, Hibiki Lates, Igneel, Jellal Fernandes, Jenny Realight, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Kagura Mikazuchi, Laxus Dreyar, Levy McGarden, Lucy Heartfilia, Lyon Vastia, Mavis Vermilion, Meredy, Natsu Dragneel, Personagens Originais, Rogue Cheney, Rufus Lore, Sting Eucliffe, Yukino Aguria, Zeref
Tags Fairy Tail, Gale, Gruvia, Jerza, Nalu, Romance
Visualizações 670
Palavras 3.757
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá amados, tudo bem?
Amei escrever esse capítulo, sinceramente ♥
Amei cada comentário e o apoio de vocês é tão importante, obrigada por tudo ♥

Boa leitura e aproveitem, lembrando que não quando irei postar, tenho mais 3 fanfics para atualizar.
Qualquer errinho ignorem, eu to meio louca hoje

~chuuuuu ♥

Capítulo 3 - Juntos


Fanfic / Fanfiction A Professora da Minha Mãe - Capítulo 3 - Juntos

Grandine notou um clima estranho assim que acordou, não conseguia entender bem, mas o que vira foi Natsu interagindo mais, conversando animadamente. Talvez o ponto fosse ali, talvez os dois estivessem se gostando agora. O amor era assim, às vezes ele era difícil, improvável, outras vezes surgia em situações simples, quando ninguém espera.

A mais velha passou a observar o filho, de fato ele estava encantado com Lucy, ela continuava tricotando o cachecol azul, Grandine podia apostar que ela daria o cachecol a ele como presente, os olhando com atenção formavam um casal tão bonito que de fato seria bom se ficassem juntos, mas isso só os dois podiam saber.

– Natsu – Grandine o chamou.

– Sim? – Natsu a olhou.

– Que hora nós vamos?

– Vou esperar o Zeref, ele disse que com a gente.

– Ligue para ele – a mãe pediu e Natsu assentiu.

O Dragneel saiu da sala e foi para outro cômodo, ligara pelo seu celular, não demorou muito e voltou balançando a cabeça negativamente.

– O que houve?

– Ele pegou trânsito voltando para a cidade.

– Vamos quando então? – Grandine perguntou mais uma vez.

Ele olhou para o relógio na parede e se levantou com certa rapidez.

– Agora, se possível – ele bocejou e Grandine o olhou.

– Você está com sono?

– Um pouco – ele confessou.

– Eu posso dirigir, estou sem sono – Lucy se voluntariou – acabou que acordei bem tarde por não ter nenhum compromisso.

– Isso é bom – Grandine sorriu para a amiga e possível futura nora – Vamos levar as malas.

– Deixe que eu leve – Natsu foi à frente pegando algumas malas que estavam na entrada da casa.

Levou as duas pequenas maletas em apenas uma viagem, Grandine fechou todas as janelas e portas, aguou as plantinhas e trancou a porta. Lucy estava se ajeitando já no banco do motorista, Natsu lhe mostrava que o carro tinham alguns segredos e por isso explicava detalhadamente para a loira.

– Então, você aperta esse botão e o alarme não dispara, ok? – Lucy assentiu – Mãe, a senhora quer sentar no banco da frente ou no de trás?

– No de trás – Grandine foi logo para o banco traseiro e Natsu sentou-se do lado de Lucy.

Como era uma viagem até o interior, seria cerca de uma hora de carro, ou até mais dependendo do trânsito nas vias principais. Natsu colocou uma música animada para se manter acordado, caso Lucy precisasse dele. No entanto ela garantiu que ficaria bem, seguiria o GPS.

– Me acorde se precisar – Natsu olhou para o banco onde sua mãe estava e notou que ela dormia – Minha mãe já dormiu – o rosado começou a rir.

– Deve estar cansada – Lucy olhou pelo retrovisor – pelo o que eu entendi seu pai e ela não tem um relacionamento muito bom e por isso estou aqui.

– Basicamente – Natsu concordou – eles vivem brigando, mas a culpa é só dele, sempre que pode age como um estúpido com ela – a voz de Natsu se tornou nervosa de repente.

– Ei, tudo bem – Lucy colocou a mão sob a coxa do Dragneel em um gesto para confortá-lo, mas talvez tenha tido um duplo sentido maior, afinal ele olhara para ela tão sedutor que no mesmo instante a boca de Lucy secou.

– O que ia me dizer naquela hora?

Lucy fingiu demência.

– Que hora?

Natsu riu baixo.

– Ah... Eu me esqueci – Na verdade, a vontade de beijá-lo se fez presente desde aquele momento, mas ali, com a mãe dele no banco de trás...

–Sei que não esqueceu – Natsu se ajeitou no banco – quando estivermos sozinhos, cobrarei a resposta.

– Certo – Lucy deu um sorriso amarelo, com vergonha, mas ansiosa pelo momento em que os dois estivessem sozinhos.

Natsu não demorou a dormir, Lucy tomou a liberdade de colocar numa rádio de sua preferência, músicas lentas que estimulavam seu cérebro. Grandine também dormia tranquila e Lucy sentiu-se triste de repente, triste pela amiga, já podia imaginar o motivo das brigas com o ex-marido, isso cheirava à traição e isso era algo que ela também não perdoaria, viveria pelo resto da vida sozinha, mas nunca insistiria numa relação na base da traição, da mentira.

– Vire à esquerda – o GPS narrava o que Lucy deveria fazer e ela seguia os comandos da mulher.

Era uma estrada muito longa e ela percorrera aquilo por um longo tempo, a rua à esquerda era de terra, isso queria dizer que estavam perto de seu destino.

– Ok, à esquerda... – Lucy disse para si, mas Natsu acabou acordando.

– Que horas são?

– Sete da manhã.

– Nós dirigimos por duas horas? – Natsu perguntou alarmado.

– Talvez por ser um feriado prolongado tenha muitas pessoas saindo da cidade, tinha muito trânsito.

– Céus, me desculpe Lucy, deve estar cansada.

– Estou bem, Natsu – Lucy disse olhando para as pequenas e grandes arvores.

– Meu nome soa bem na sua voz – Natsu disse de repente,

– E você é bem direto – Lucy comentou envergonhada.

Eles dois riram.

– É logo ali – Natsu apontou na direção de um campo aberto, era de fato enorme e amplo.

Um cercado bem trabalhado ficava ao redor da propriedade, era enorme, muitos funcionários arrumavam cadeiras e mesas, tudo parecia estar nos conformes. Lucy foi instruída por um dos funcionários a estacionar na garagem do patrão.

– Deixe o carro e bagagens, alguém levará para nós – Grandine disse com a voz um pouco tremula, o que não passou despercebida por nenhum dos dois ali.

– Vai ficar tudo bem, Grandine – Lucy segurou os ombros da mais velha e lhe deu um abraço.

– Mãe – Grandine não olhou imediatamente – Mamãe – a voz de Natsu era doce, terna, Lucy soltou Grandine para que ela pudesse olhá-lo – meu pai não falará nada, se ele falar alguma coisa eu prometo que irei socá-lo dessa vez.

– Natsu, por favor, ele é seu pai – Grandine censurou o filho.

– Está avisada, não abaixarei minha cabeça para meu pai.

Lucy apenas ficou de expectadora, se sentia uma intrometida por estar ali presenciando algo que não lhe pertencia. Era ruim saber os problemas familiares dos outros, ela não gostava quando os outros sabiam dos dela, sentia-se péssima.

Lucy andou lado a lado com Grandine, segurando o braço da mulher. Nunca havia ido ao interior, mas sentia o ar mais limpo e a grama era de fato melhor que o asfalto, poderia tirar os tênis e andar descalça, mas não sabia se era correto ou não, então ficou como estava.

– Está calor – Grandine disse para que somente Lucy ouvisse.

– Muito.

– Vamos num rio que tem aqui perto, precisamos nos refrescar – as duas foram entrando na casa, enquanto Natsu falava com alguns homens do lado de fora – trouxe algum biquíni?

– Sim, não sabia se ia precisar, mas trouxe.

– Ótimo.

As duas subiram para o quarto, elas dividiriam o cômodo e foi um alívio para as duas, ainda assim era errado, na visão de Lucy, Grandine tinha direito a um quarto só para ela, não tinha que dividir nada com Lucy, ela era sócia da empresa, no entanto se a mulher ficou feliz quem seria ela para reclamar.

As malas já se encontravam no quarto, Lucy abriu sua mala e pegou o biquíni que ela mesma tinha feito há um bom tempo, o sutiã era roxo e a calcinha verde, como a Princesa Ariel. Foi para o banheiro e o vestiu, por cima colocou a mesma camiseta branca listrada e por baixo um short.

– Uau, isso vai encantar o Natsu ainda mais – Grandine disse sorrindo.

O quê? – Lucy perguntou alarmada.

– Pensa que eu não notei a atmosfera diferente? Vocês estão se gostando e saiba que eu aprovo o que for.

– Grandine... – Lucy estava tão envergonhada que começou a rir nervosamente e isso fez Grandine gargalhar.

– Está tudo bem, ele é mesmo lindo, eu te entendo.

Jesus!

As duas riram até a barriga doer.

– Não posso rir muito ou vou passar mal, a mais velha dava algumas tossidas tentando conter a própria risada, mas era em vão.

– Vou me vestir, se eu continuar te olhando sou capaz de começar a rir de novo – a mais velha entrou no banheiro e Lucy acariciou a barriga que doía.

Não demorou muito e Grandine saiu com um vestido longo, ela era aquele tipo de mulher que tinha quadris lindos e seios pequenos, era lindo, o cabelo rosado longo estava solto.

– Quer que eu faça uma trança? – Lucy perguntou.

– Sim!

Lucy penteou os cabelos da amiga, passando devagar a escova e assim que o penteou, começou a trança-lo, Lucy nunca vira um cabelo tão bem hidratado como o de Grandine, assim que a trança foi terminada, Lucy prendeu com uma Maria Chiquinha vermelha que tinha nas suas coisas.

– Obrigada Lucy, você é um anjo mesmo.

Logo houve batidas na porta, leves como plumas.

– Entre – Lucy disse e uma mulher loira entrou no cômodo com um bebê loirinho como ela.

– Mavis, minha querida – Grandine se levantou e abraçou a mulher.

Mavis era uma mulher um pouco mais baixa que Lucy, os cabelos eram longos, muito longos e os olhos dela eram de um verde incrível.

– Larcade, meu bebê – Grandine pegou o bebê no colo e o abraçou.

Lucy sorriu, era a nora de Grandine, Mavis.

– Oi, sou Mavis – a voz dela era doce.

– Sou Lucy, a professora de tricô da Grandine.

– Minha amiga – a mais velha disse – veja Lucy, como meu neto é lindo, não dá vontade de morder?

Mavis sorria animada com uma bolsa pesada no ombro, Grandine colocou Larcade nos braços de Lucy e o bebê fez aquele som característico de todos os bebês, mas ainda assim foi tão meigo que as três sorriam.

– Ele é mesmo um fofo – Lucy sentou na cama e o bebê vagou os olhos pelo cômodo em busca da mãe.

– Mavis, nós vamos nadar, quer ir conosco?

– Sim, levarei Larcade e só observarei vocês, não posso descuidar dele.

O bebê resmungou e Lucy o deu de volta para a mãe.

– Lucy, pode segurar ele um pouco mais enquanto eu vou pegar meu maiô?

– Claro – o bebê veio de bom grado para o colo de Lucy.

– Vamos esperar te esperar lá embaixo, tudo bem?

– Tá bom.

As duas desceram enquanto Lucy segurava o bebê como se ele fosse cair em qualquer momento, na escada Natsu conversava com um homem de cabelos pretos.

– Mãe – o homem disse.

– Oi Zeref, meu filho que saudades – a mais velha abraçou o filho e Lucy olhou para Natsu que a encarava com certo brilho nos olhos – Zeref, está é Lucy, minha amiga da cidade.

– Prazer, Lucy – Zeref acenou com a cabeça.

– O prazer é meu. – Lucy virou Larcade para que visse o pai, Zeref estendeu os braços para o bebê, mas o menino se agarrou em Lucy.

Todos riram.

– Ele prefere as loiras – Natsu disse e Lucy sorriu.

– Não é só ele – Grandine disse um pouco alto demais.

“Ok, agora eu quero morrer” Lucy pensou.

– Pronto, terminei – Mavis desceu as escadas aos poucos.

– Vamos? – Grandine disse.

– Vamos – disse Lucy e Mavis ao mesmo tempo.

Natsu e Zeref se olharam ao mesmo tempo.

– Aonde vão?

– Nadar.

Mavis pegou o filho e as costas de Lucy pareciam que ia travar, ela nunca pagava nada pesado e pegar um bebê de sete quilos As três andaram por uma trilha estreita e logo chegam num numa parte bem iluminada e aberta, lá havia um rio bem claro, na outra margem era amplo e Mavis foi até lá, estendeu uma manta creme e sentou com Larcade no colo.

Grandine tirou o vestido e por debaixo havia um maiô bem comportado, com um leve decote, o tecido era azul bebê e deu a ela uma aparência bem descontraída.

Lucy tirou a camiseta e o short, o biquíni arrancou gritinhos de Mavis.

– Que lindo o seu biquíni, Lucy! – a loira disse.

– Obrigada – Lucy agradeceu enquanto entrava na água morna.

– Aonde você comprou? – Mavis perguntou.

– Eu mesma fiz – Lucy nadou até perto de Mavis.

– Você faria alguns para mim?

– Com certeza.

– Depois falamos dos preços, mas sério, ele é muito lindo e seu corpo facilita também.

As duas riram e logo Lucy voltou a nadar, Grandine conversava sobre algo com Mavis, que ria, Lucy foi até o fundo, se deixou guiar pela leve correnteza. Olhando para trás viu uma cobra entrar na água, longe daquele jeito gritar talvez ajudasse, mas talvez elas não escutassem. Nadou o mais rápido pôde, quando chegou pergunto gritou.

– Saia daí, uma cobra entrou na água! – Grandine deu um salto e foi para a terra firme.

Mavis se levantou no mesmo instante e Lucy olhou alarmada para a água transparente, era possível ver tudo, a cobra estava perto de si e não havia como sair dali em pé, somente nadando. Lucy mergulhou fundo e deu uma passada maior no braço, conseguiu se esquivar do animal e saiu da água depressa.

– Lucy, obrigada – Grandine a abraçou.

– Que medo, eu pensei que ela ia te morder – Mavis estava claramente assustada.

– Sorte que eu fazia natação ou teria sido picada.

– Vamos voltar, Larcade precisa dormir numa cama.

Na hora de atravessar o rio, elas olharam mil vezes antes de entrar, o animal já tinha ido embora. Quando chegaram na fazenda, Zeref viu a cara de Mavis e caminhou até ela, Natsu também o acompanhou.

– Que cara é essa? – Zeref perguntou.

– Sua mãe e Lucy quase foram pegas por uma cobra.

– Como é? – Natsu olhou para a mãe certificando para ver se ela estava mesmo bem e correu os olhos pelo corpo de Lucy.

– Estamos bem, graças a Lucy que viu e me avisou – Grandine acariciou o braço de Lucy – mas ao tentar nos avisar, ela se expos e a cobra quase a pegou.

– Está tudo bem, Lucy? – Natsu perguntou de fato preocupado.

– Estou sim.

– Vamos para dentro querida – Grandine e Lucy foram para dentro e Mavis foi logo depois com Zeref.

Natsu permaneceu ali, tremeu um pouco, o medo de algo acontecer a alguma delas era aterrorizante e ainda bem que Lucy soube o que fazer. Mesmo assim... Da próxima vez iria com elas, arrastaria Zeref junto e eles cuidariam para que isso não acontecesse de novo.

Viu ao longe o carro do pai entrar na propriedade, a raiva voltou e não deixou de bufar incomodado. Esperava que aquele fim de semana terminasse rápido e ele iria para casa e não teria que ver o pai por um bom tempo.

Igneel estacionou de frente para Natsu e saiu do carro, acompanhado de Stella, uma mulher de cabelos roxos e curtos, sua madrasta.

– Filho, vejo que chegou bem cedo, está tudo bem? – Igneel rodeou a cintura de Stella que sorriu satisfeita ao ver a cara de insatisfação de Natsu.

– Estou bem.

– Sua mãe veio? – Stella perguntou.

– Vou dar uma volta – Natsu ignorou Stella e a advertência de seu pai quando a ignorou.

Stella não era totalmente culpada pelo o que acontecera com Grandine, o maior culpara sempre seria seu pai, ele era o único que devia fidelidade, mas ainda assim trairá sua família.

Ele andou pelo estábulo, aonde não tinham mais cavalos, ali era o seu lugar favorito em sua infância, amava os animais, mas o pai os vendera, pois segundo ele dava muito prejuízo. Os animais davam mesmo trabalho, mas prejuízo nunca, era tão bom saber que ajudava aqueles doentes e a qualidade de vida deles melhorava. O que era uma fazendo sem animais?

Nos fundos do local ouviu um grunhido, baixo e triste. Foi andando até lá e quando olhou dentro de uma caixa havia um cachorro, não era filhote, mas devia ter uns cinco anos, o pelo era negro, quando tentou se aproximar o cachorro chorou.

– Calma, eu vou buscar comida, espera.

Natsu correu para casa, entrou na cozinha e a cozinheira o olhou com espanto.

– Algo errado, Sr, Natsu? – ela perguntou.

– Tem comida de cachorro aqui? – ele perguntou.

– Não, mas eu posso preparar algo.

– Obrigado, faça isso, Nana.

A mulher sorriu tão feliz por ele ainda lembrar o nome dela, se pôs a preparar a comida para que ele levasse ao cachorro, ele procurou dois potes para levar também. De repente Lucy entra na cozinha e a cozinheira sorri para ela, Natsu a segue com os olhos.

– Nana, pode preparar algo de comer para dar a Sra. Grandine? – por fim ela notou Natsu ali a olhando – Oi Natsu.

– Tudo bem, Lucy?

– Ah sim, estou bem – sorriu fraco.

– Quer ir comigo ver algo? Tenho certeza que vai te animar.

Lucy olhou curiosa e assentiu.

– Eu só vou levar isso para a sua mãe, me espere.

Enquanto Nana arrumava a comida Lucy foi até o quarto que dividia com Grandine e entregou um copo de suco de frutas, torradas e um bolinho. Olhando no espelho verificou se estava desarrumada, então só ajeitou o cabelo e desceu para encontrar Natsu.

Antes disso, avisou Grandine que estaria perto, que a chamasse se fosse fazer algo.

Assim que desceu Natsu a esperava na entrada da casa, um homem de cabelos vermelhos conversava com ele, Natsu tinha a cara de poucos amigos, tinha uma feição carrancuda, nunca o tinha visto daquele jeito e também havia uma mulher de cabelos curtos.

Ao se aproximar a atenção de todos foi para ela.

– Quem é? – a mulher tinha uma voz assustadora.

– Lucy é amiga da minha mãe, Lucy esse é meu pai e a esposa dele – a mulher olhou a loira dos pés a cabeça e pareceu odiar Lucy de imediato.

– Sr. Igneel, obrigada por me receber – Lucy olhou a mulher – e a senhora também.

– Eu que agradeço, minha ex-mulher é tão antissocial que eu lhe sou grato por convencê-la a vir.

A esposa de Igneel riu e Natsu trincou os dentes.

– Acho que está falando de uma pessoa aleatória – Lucy sorriu docemente – Grandine é uma mulher incrível e de muitos dons, ela me convenceu a vir, não o contrário.

– Fui casado com ela, sei do que estou falando – Igneel foi um pouco ríspido.

– A Grandine que conheço é forte e bastante sociável, e mesmo que ela fosse antissocial, não mudaria de opinião. Vamos? – Lucy chamou Natsu e ele tinha um ar de riso em seu semblante.

– Sim.

– Com licença, Sr. Igneel, senhora...

Lucy se foi e Stella bufou raivosa, ela de fato odiara Lucy e faria de tudo para que ela fosse embora. Tudo.

Após criar certa distancia Natsu riu, na verdade gargalhou, Lucy o olhou sem entender muito bem o que estava acontecendo.

– O que foi? – ela perguntou.

– Meu Deus, você calou a boca dos dois – ele agora parou de andar e segurou a mão de Lucy – obrigado por defendê-la, sério eu vou tentar evitar discutir com meu pai, mas em geral é difícil para mim me manter calado, No entanto você a defendeu.

– Não precisa agradecer – Lucy pensou um pouco – seu pai ainda gosta da sua mãe.

– Como é que é?

– Assim, do jeito que ele faz, parece que quer chamar a atenção dela, mesmo que seja de uma forma ruim, é tóxico, mas ainda assim ele gosta dela – Lucy viu que Natsu estava pensativo – e tudo o que Grandine faz é ignorá-lo?

– Sim, ela se sai bem, mas evita qualquer contato com ele.

– É mais sadio, então, o que você queria me mostrar?

Natsu segurou a mão de Lucy e os dois foram andando até entrar nu estábulo, Lucy procurou por cavalos, mas o local parecia vazio, um som de choro ecoou e eles seguiram o som. Ao chegar perto havia um cachorro, tão lindo deitado, havia alguns machucados cicatrizando e ele estava meio sujo, mas continuava bonito.

– Eu o encontrei quase agora.

– Ela – Lucy fazia carinho no animal – é uma menina.

– Ela não chorou com você.

– Ah – foi tudo o que Lucy conseguiu dizer.

Natsu colocou a comida que Nana preparou dentro do potinho e Lucy foi aos fundos do estábulo pegar um pouco de água dentro do segundo pote para a cadela tomar. Quando retornou viu a cadela comendo com voracidade, parecia faminta e era natural, com muito cuidado colocou o pote com água ao lado dela e saiu.

Ficou mais uma vez de pé e parou ao lado de Natsu.

– Vai ficar com ela?

– Sim, a levarei comigo.

– Que nome ela terá?

– Ainda não sei – Natsu confessou – tem alguma ideia?

– Bagheera, igual a pantera negra em Mogli – Lucy disse aleatoriamente.

– Gostei, eu tinha pensado em floquinho.

Lucy gargalhou e Natsu a observou.

– O que você ia dizer na casa da minha mãe? – Natsu perguntou.

– Bom, eu... – Lucy parou de rir no mesmo instante – eu prometi que diria, mas estou com vergonha.

– Apenas diga.

– Que eu gostaria muito de beijá-lo – ela disse de uma vez.

Natsu a encarou e se aproximou dela, Lucy arfou quando Natsu ficou a milímetros de distancia de seus lábios.

– Então me beije – os olhos dele estavam fixados nela – me beije como queria ter feito naquela hora.

Lucy rodeou o pescoço dele com os braços e se pôs na ponta dos pés, as mãos de Natsu seguraram a cintura de Lucy, logo as mãos dela seguraram o rosto do Dragneel, ele se inclinou um pouco e Lucy o beijou com firmeza. Um suspiro escapou pelos lábios de Lucy e Natsu a puxou para mais perto de si, como se fosse possível.

As linguas deles entraram em contato uma com a outra, não houve estranheza, apenas um choque pelo novo. Era delicioso senti-lo, Natsu agarrou o cabelo da loira e isso fez com que Lucy separasse do beijo e erguesse o pescoço. Não perdendo tempo, o rosado beijou o pescoço dela arrancando um gemido retesado, aquilo causou uma reação involuntária no corpo de Natsu, que voltou a beijá-la com desejo.

Não sabia que almejava tanto beijá-la até que finalmente a beijou. Era embriagador e saboroso vê-la toda entregue e ele também.

Lucy inverteu as posições e Natsu ficou dessa vez imprensado contra a madeira, na ponta dos pés ela beijou o queixo dele, em seguida mordeu os lábios de leve, era delicioso vê-lo tão sedento por seus toques. Ele se inclinou e beijou a boca dela, a mão de Lucy deslizou para dentro da blusa de Natsu passeando pela barriga e peitoral.

A cachorra latiu.

Olharam para Bagheera, ela encarava os dois e parecia incomodada com os toques dos dois. Abriram a portinha onde colocavam o cavalo e os dois entraram, os sorrisos eram como o Sol, pareciam felizes.

– Volte a me beijar – ela pediu.

Natsu acariciou a nunca dela e beijou seus lábios volumosos, ela precisava de tudo o que ele pudesse oferecer, nunca agira assim, mas com Natsu se sentia segura e céus, se entregaria ali se possível.

E por muitos minutos ficaram ali entre carícias e beijos, até que Lucy dormiu, e ele também se deixou dominar pelo sono. Assim dormiram agarrados, logo Bagheera deitou-se no meio deles.


Notas Finais


Se assim quiserem, comentem, me fazem muito feliz, sério dsajdskl

até o próximo


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