História A professora II - Capítulo 31


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Categorias Once Upon a Time
Tags Emmaswan, Onceupontime, Reginamills, Swanqueen
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Palavras 3.383
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Literatura Feminina, Orange, Yuri (Lésbica)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 31 - Cinco dias


“Os botões fragrantes às vezes dão abrigo a lagartas; o amor devorador, de igual maneira, demora nos
espíritos sublimes.”
William Shakespeare

EMMA



Faltavam cinco dias para o casamento e não havia mais nada que eu tivesse que fazer que não fosse
experimentar o vestido dois dias antes, quando finalmente partiríamos para o rancho.
Regina havia prometido que teríamos a nossa despedida de solteira, porém não marcou nada, nem deu a

entender que aconteceria em breve, e nós tínhamos somente cinco dias para ter nossa última trepada de
solteiras.

Lana não gostou muito da ideia de desistirmos do clube das mulheres, mas aceitou cancelar o evento tão
logo soube que Jefferson pretendia dar alguns “presentes” a Regina, Canceladas as duas despedidas,

minha futura cunhada marcou um jantar em sua casa, uma coisa íntima, para poucos, para “celebrarmos o
amor”. Eu sabia que Graham e Ruby foram convidados, com um acréscimo de qualquer garota que meu

amigo quisesse levar e que, com certeza, Zelena estaria presente, e quem mais? Seria uma situação um

pouco constrangedora.
Ruby se recusou a aceitar a carona do Regina preferindo a do Grahame de quem quer que fosse a sua

acompanhante. Se é que ele teria a cara de pau de levar alguém. Regina me pegou antes do horário

combinado, alegando que o meu endereço primeiro e depois a sua casa ajudaria a evitar um trânsito
infernal.
Imaginei que ali começaria a nossa despedida. Eu me enganei.
– Vamos nos atrasar – resmungou ainda com as mãos dentro do meu vestido, acariciando minha bunda e
confirmando a ausência de um absorvente. Seus lábios não deixavam meu colo, demorando-se em meu
decote.
– Você está tão cheirosa!
– Gostou? – eu estava tão quente que parecia estar com febre.
– Muito! Ficou ótimo em sua pele – levantou o rosto beijando meus lábios de leve.
– Em toda a sua extensão – sussurrei provocando-a.

– É? – Regina entendeu o meu recado. – Acho que vou precisar conferir de perto.


– Estou à sua inteira disposição.
– Emma ! Eles estão nos esperando – mas ela não deixava de me alisar e beijar... que inferno!

– Você está me agarrando desde a hora em que saiu do banho, professora – passei minha mão em sua

bunda e Regina riu.

– Eu mandei você me esperar lá embaixo, aluna. E esse vestido é provocante demais. Nunca mais deite
em minha cama usando-o – mordeu meu pescoço.
– Então devo tirá-lo? – Regina gemeu
– Não. Eu quero você com ele a noite toda – e se afastou indo em direção ao closet.
– Nós poderíamos aproveitar... – provoquei parando na porta do closet ela foi ate o banheiro e voltou com a calcinha ela era magnífica.

– E nós vamos aproveitar, amor.
Teremos a noite inteirinha.

– Você acha mesmo que eu vou conseguir entrar naquele apartamento, conversar animadamente com
todos, enquanto não penso em outra coisa que não seja ser comida pela minha noiva? – Regina riu. – Isso é

sacanagem.
– Não. Não é. Como diz Jefferson: sacanagem são duas minhocas de pau duro – ri daquele absurdo,

quebrando todo o clima entre a gente. – E sacanagem é o que eu bem sei que você quer, Emma

Regina se aproximou usando apenas a calcinha preta e os seios expostos era de dar água na boca. Ela se encaixou em mim, prendendo-me à parede e me devorou com um

beijo de tirar o fôlego.

Suspendeu uma coxa minha e tocou em meu sexo sem nenhuma decência.

Caralho!
– Eu quero fazer muitas sacanagens com você esta noite – rosnou ao me largar e procurar pelo vestido.

Você esta bem? Ainda sente colica?

Estou otima Emma.


Encostei na parede resignada. Eu conhecia aquele jogo.

Regina me provocaria e me deixaria até que não restasse mais nada de mim além de desejo e um tesão

avassalador. Aí, sim, eu faria qualquer coisa que ela me pedisse.

E foi exatamente o que aconteceu.


Durantes muitos momentos, eu fui levada ao limite pela minha noiva. Carícias infindáveis, provocações

que atormentavam, uma necessidade que apenas crescia, prometendo estourar em um festival de luzes. Eu
implorei, briguei, ameacei, fiz o que estava a meu alcance, mas Regina não cedeu, nem mesmo quando

estávamos na reserva, em meio àquela escuridão da estrada e eu sugeri que ela parasse o carro.

Quando chegamos ao prédio de Lana, na Barra da Tijuca, eu já não tinha mais esperança. Qualquer coisa
que fosse acontecer seria depois daquele jantar. E eu teria que sorrir, ser agradável e disfarçar a minha
calcinha molhada incomodando o meu sexo.
Passamos pelo porteiro e Regina o cumprimentou, sem precisar ser anunciada. Entramos no elevador e o

máximo que tive dela foram seus dedos brincando com as minhas costas, mesmo assim me senti quente

outra vez.
Suspirei resignada quando o elevador parou e Regina me arrastou para fora dele.

O som do apartamento nos alcançava do lado de fora. Muitas conversas, músicas e pessoas rindo.
Provavelmente Lana convidou alguns amigos que eu nem fazia ideia de quem eram, o que me desanimou
completamente.
– Por aqui – Regina me puxou para uma porta pesada de ferro, contendo a placa de saída de emergência e o

aviso para mantê-la fechada.
– Mas... Regina... – ela colocou um dedo em meus lábios, calando-me.

– Aqui não tem câmera de segurança. Uma deliciosa falha deles.
O local estava escuro e silencioso. Era para ter medo, no entanto, involuntariamente senti meus músculos
vaginais se contraírem com a expectativa. Porra, o que Regina estava fazendo comigo?

– Regina, alguém pode nos pegar aqui – mais uma vez ela me calou, desta vez com a própria boca.

Foi um beijo com direito a tudo, mãos, lábios, língua, corpo, roçadas...
Regina tinha atingido o seu objetivo. Tinha me provocado e me deixado sem escapatória, atiçado-me a tal

ponto que meu corpo passou a agir por vontade própria. Eu precisava de alívio, precisava dela e não

importava se seria naquela escada escura ou em sua cama, eu a queria.

– Vamos começar aqui a nossa despedida de solteira, amor. Eu vou me despedir de todas as loucuras que

já fiz por tesão e você vai se despedir do medo de arriscar – sua mão foi para o meio das minhas pernas,
acariciando meu sexo molhado. Gemi sem conseguir me conter.
– Regina !

– Ah, Emma ! Eu queria você assim. Tão ávida que vai fazer desta a rapidinha mais

gostosa que já dei em toda a minha vida – ela sussurrava em um tom feroz, cheio de segurança e

completamente excitada –
Ela estava excitada e eu não poderia fazer muita coisa por ela que saco.

Vai ter que ser rápido, meu bem.


– Oh, Deus! Eu vou ser rápida – Regina riu baixinho, afundando um dedo em mim. Mordi o lábio sufocando o

gemido.
– Você vai, meu amor. Eu tenho certeza disso.
Sua mão subiu ao meu colo e puxou as alças do vestido até que meus seios estivessem de fora. Sem
deixar de me tocar com dedos hábeis, Regina apalpou e chupou meus seios com sofreguidão e eu

pensei que gozaria, tamanha a minha necessidade.
Ela colocou mais um dedo em mim, de uma vez só, preenchendo-me com tanta propriedade que me fez morder o seu

ombro para não gemer alto demais.
Ela também gemeu, parado dentro de mim, saboreando aqueles segundos mínimos do encontro entre as

nossas carnes, recebendo o calor que emanava de mim e o envolvia totalmente. Suas mãos firmes
seguraram minha bunda e levantaram minhas pernas, para que eu ficasse em sua cintura, as pernas abertas
E então Regina começou a se movimentar.
Ela empurrava para o fundo, entrando e saindo em estocadas rápidas.

Nossos gemidos podiam ser ouvidos, mas quem estava se importando? Eu me sentia alcançando as
estrelas, recebendo-a entre as minhas pernas, sentindo os seus avanços enquanto sua boca beijava e

chupava meus seios, distribuindo beijos quentes em meu torso, arrepiando toda a minha pele.
Podíamos ouvir também o som dos nossos corpos se chocando, das suas estocadas certeiras e rápidas, do
meu sexo recebendo-a sem hesitar. Nossa!

Eu podia ouvir o som do meu corpo correspondendo, do crepitar do fogo que se espalhava em minhas
veias, do calor que corria tão rápido, acionando tudo dentro de mim e então...
– Oh, Regina!

– Assim. Assim, amor!
Sua voz urgente me levou ao delírio e eu gozei recepcionando uma Regina entregue, que se espremia em mim

com gemidos deliciosos, tenho quase certeza que ela também gozava.

Permanecemos assim, respirando com dificuldade, até que ele sentou em um degrau e me levou junto, sentada em

seu colo.
Você é louca Regina
Louca por você.

Nossos olhos já estavam acostumados com a escuridão, então podíamos reconhecer nossos corpos, o meu
parcialmente exposto, o rosto dela sustentando um sorriso sem tamanho.

Nós nos encaramos e começamos a rir, beijando-nos e nos permitindo um pouco mais.



REGINA


Conseguimos sobreviver ao jantar.

Lana estava eufórica por poder reunir os amigos e havia explicado que faríamos uma cerimônia íntima,
por isso preferimos nos reunir ali, como se estivéssemos celebrando o casamento.
Emma, apesar de não conhecer boa parte dos convidados, que eram poucos, não ficou tão retraída,

como eu achei que ficaria, e, muitas vezes, participou de conversas animadas, sem precisar do apoio dos
amigos, que estavam dispostos a salvá-la de qualquer situação mais embaraçosa.
Ruby e Zelena foram uma preocupação à parte. Minha irmã ,às vezes, empolgava-se em uma ou outra

conversa com uma de nossas amigas, aí bastava Ruby passar perto para que ela se ouriçasse e

deixasse a conversa de lado. Da mesma forma acontecia com a melhor amiga da minha noiva. Ruby

era uma morena bonita e ousada. Sabia o corpo que tinha e abusava dele, sem ser brega ou oferecida,
pelo menos aparentemente. Muitos colegas nossos se interessaram por ela, cercando-a constantemente.
Mas bastava um olhar mais duro da Bruxa para que ela desfizesse qualquer conversa mais animada.

Contudo, em nenhum instante, eles se aproximaram ou conversaram. Uma situação um tanto estranha, não?
No final da noite eu estava animada, ansiosa para dar prosseguimento ao meu plano. Emma parecia

cansada quando deixamos o apartamento da minha irmã, porém logo seu interesse em nossa noite se
apresentou.
Estacionei o carro em minha garagem. Estava escuro, favorecendo meus planos. Emma pegou a bolsa

e intencionou sair, lancei minha mão em sua coxa, pressionando-a com cuidado.
– Lembra quando demos uns amassos aqui no carro? – ela sorriu delicadamente, deixando o olhar cair,
como sempre fazia. Deixei meus dedos vagarem adentrando suas coxas. – Lembra o quanto você queria
que eu finalizasse tudo aqui mesmo.
– E você não fez – disse baixinho.
– Não. Mas posso fazer agora – afundei minha mão procurando a sua calcinha para retirá-la, e não a
encontrei. – Emma ...

– Precisei tirá-la, Regina . Eu estava mais do que constrangida com aquela calcinha completamente

molhada.
– E achou melhor tirá-la e passar a noite com este vestido curto, sem calcinha? – meu sangue começou a
ferver.

– Porra, Emma ! – levei a mão ao rosto controlando a minha fúria. – E eu fiquei te puxando para todos

os lados.
Se eu soubesse... – ela riu, fazendo-me olhá-la sem acreditar que ela estava mesmo rindo.
– Deu tudo certo, Regina – Emma movimentou-se e sentou-se em meu colo.

– Ninguém percebeu que eu estava sem a calcinha e agora ganhamos um bônus.
– Que bônus? – ela se abaixou e sussurrou em meu ouvido.
– Não vamos ter nada entre nós.
– Você é louca, menina!
Sim, ela era louca e realmente fodia com o meu juízo, porque naquele momento eu só conseguia pensar
em fazê-la gritar de prazer

– Não faça mais isso – rosnei forçando-a a me olhar.
– Prometo. Vou andar com uma calcinha reserva na bolsa – lentamente, beijou-me com safadeza. –
Agora... – começou a subir meu vestido
E eu a impedi – eu não amor, so você hoje.
- desculpa me esqueci, droga de menstruação.


Beijei sua boca deixando minha língua se apossar daquela menina. Puxei seu vestido para baixo,
libertando seus seios maravilhosos e imediatamente brinquei com eles em minhas mãos. Emma gemeu

Suas mãos subiram meu vestido para retira-lo deixando meus seios expostos e suas unhas roçaram no meu mamilo. Porra, eu adorava aquilo!

Segurei Emm pela cintura, descendo uma mão até a sua bunda, subindo a saia.

Apalpei sua carne puxando-a

Ela atendeu ao meu desejo, rebolando mais gostoso. Em cima de mim.
eu beijava seus seios já durinhos. Eu queria que fosse uma foda rápida, aliás, era importante que fosse,

afinal de contas estávamos dentro do carro, em uma área relativamente aberta, apesar de escuro, então


quanto antes terminássemos, mais seguras estaríamos.

Ela se agarrou a mim, deixando-me de frente

para seus seios, que foram devidamente atacados.

Seu sexo quente e apertado cedia ao meus dedos enquanto ela subia e descia lentamente.

Ela era tão sensual, tão entregue!
Perdia completamente a decência quando eu estava dentro dela. Ainda mais quando nossos corpos se tocavam, Emma simplesmente se permitia e

desfrutava.



Pensando em acelerar as coisas, segurei sua bunda e fiz com que Emma se curvasse sobre mim. Esta

posição faria com que seus movimentos fossem mais curtos e a fricção do seu clitóris aceleraria o
processo.

Mais uma vez nos beijamos e eu percebi que aquela posição realmente havia surtido o efeito desejado
para a minha noiva, pois seus beijos se tornaram menos técnicos e ela passou a se deixar ser fodida pelos
meus lábios.

Eram coisas completamente diferentes.
Uma coisa era beijar, juntar os lábios e deixar as línguas se encontrarem, outra era quando ela ficava tão
entregue que simplesmente me sentia, seus lábios se demoravam mais nos meus, sem movimentos
mecânicos, como se estivéssemos nos degustando, como se cada junção fosse a própria junção dos
nossos sexos.



Os gemidos eram ainda mais intensos. Sem o medo de sermos descobertos ela se permitiu sentir,
conduzindo-me, mostrando-me o que era bom e o que era maravilhoso para o seu corpo. Tal quando
deixei meu dedo brincar em sua bunda. Emma foi acometida por um espasmo no instante em que meu

dedo tocou o seu ânus.
Porra, eu confesso que fiquei por um fio! Só de imaginar tudo o que poderíamos fazer apenas com aquela

possibilidade . Completamente entregue, segurei Emma pela

nuca e rocei meus dentes em seu pescoço e, sem nenhum pudor, afundei meu dedo nela.
– Regina ! – ela gemeu alto e as estocadas ficaram mais intensas. Eu quase gritei de prazer, entregue,

satisfeita demais para parar.

Vi Emma jogar a cabeça para trás e, de olhos fechados, movimentar a bunda em direção ao meu dedo,

deixando-me penetrá-la e depois recuar afundando meus dedos em sua outra entrada.

E assim, em poucos segundos, ela gozou.
E eu apenas assistia sem me libertar também, contudo perdia a batalha no último segundo,

quando senti suas duas entradas se fechando em meus dedos com espasmos de gozo. Foi demais para mim.

Então gozei sem ao menos ser tocada so olhando ela gozar e porra tendo a certeza de que não haveria jamais outra mulher

para mim.

E com toda certeza eu precisava urgente de um banho.


EMMA


Eu queria dormir na casa dela, mas Regina não deixou. Porém, assim como eu, minha noiva

também não queria me deixar partir.
Depois de nossa peripécia no carro, entramos e fomos direto para o banho. Regina estava toda atenciosa,

prendeu meu cabelo, alegando ser importante para não chamar atenção de David. Bom, depois de tudo o

que fizemos aquela noite, eu não contestaria nenhuma vírgula do que ela determinasse.

Tive meu corpo ensaboado e hidratado, mesmo sendo a porcaria do sabonete de morango e hidratante da
mesma fragrância, que um dia nos levou a uma briga com um final delicioso.
Rimos ao nos lembrarmos deste episódio.
– Vou comprar um com outra fragrância para você, amor – beijou meu pescoço, fechando o roupão em
meu corpo.
– Não precisa, vou trazer o meu em poucos dias.
– Bem lembrado – deu-me um beijo delicado nos lábios. – Já arrumou tudo? – fiz uma careta.
– Não. Não tive tempo e nem tenho pressa – Regina suspirou, de costas para mim, enquanto colocava o seu

desodorante. – Tem cheiro amadeirado, cheiro de Regina

– Por que será?


– Boba!

– Linda!
Terminamos jogadas cama.
Regina não estava tão bem, ela estava fazendo todas as minhas vontagens digamos assim, mas eu podia ver o cansaço dela.
Estavamos deitadas em sua cama, com as pernas entreladas, apenas de calcinha as duas só aproveitando o momento de estarmos juntas.


Com direito a tê-la deitadanem meu busto enquanto eu acariciava seu cabelo e apenas me permitia sentir.

Regina, depois de um tempo em silêncio, levantou o rosto e distribuiu beijos por minha pele, demorando

longamente em meus seios. Espreguicei
– Preciso te levar para casa – sussurrou quebrando o nosso encanto.
– Eu gosto de fazer amor quando acordo – provoquei.

– Eu também – ela levantou deixando a coberta revelar seu corpo. – Mas seu pai ainda quer acreditar que

a filha é virgem.
– Só se ele for muito idiota – ela riu e saiu da cama.

– Vamos. Está bem tarde e eu vou trabalhar amanhã cedo.
– Não vai surfar?

– Não. Nessas condições ri, Eu ia correr, mas, pelo visto, vou mesmo é aproveitar até o último minuto para descansar –

espreguiçou-se bocejando. – Vamos, Emma, ou seu pai manda quebrar as minhas pernas.

– Droga! Queria ficar aqui e cuidar de você, que saco.

Ela me deixou em casa pouco tempo depois. Durante o trajeto senti o quanto eu estava cansada e o sono

quase me pegou. Na porta, Regina me beijou delicadamente, com amor, e foi embora.

Eu estava tão feliz que adormeci no mesmo instante em que deitei em minha cama.

Na manhã seguinte, acordei bem tarde e já havia uma mensagem dela me aguardando no celular.

Regina me desejava bom dia e me lembrava que eu só tinha três dias para ter tudo pronto para a mudança.

Olhei para o meu quarto sem ânimo para começar a arrumar nada. Bom... eu poderia fazer isso aos
poucos, conforme fosse a minha adaptação, ou a minha necessidade.
Já havia passado da hora do café quando desci faminta. Minha mãe estava ao telefone e, pela conversa,
percebi ser com Cora e era sobre o casamento. Fui até a cozinha, surpreendendo Odete.

– Qualquer coisa que mate a minha a fome, Odete – ela fez uma bandeja com ovos, pão quentinho, suco
de umbu e uma xícara de café. Voltei à sala e comecei a devorar tudo.
Graham chegou quando eu estava terminando de comer. Ele beijou minha mãe no rosto e sentou ao meu

lado.
– Preparada?
– Não – rimos, mas eu senti o quanto a proximidade me deixava apreensiva.
– E Ruby ? A maluca sumiu ontem e só enviou uma mensagem avisando que tinha conseguido uma

carona.
– Ruby anda muito estranha ultimamente.

– Nem me fale – ele roubou umas migalhas do meu prato sem se dar conta do que estava fazendo. – Eu
vim lhe entregar a sua carruagem. Opa! Carroça – colocou a chave do meu carro sobre a mesa. Acertei
um soco em seu braço.
– Ai!
– Não fale assim do meu carro.
Ele é um senhor de idade.
– É bom pensar assim mesmo. O Pedro falou que da próxima vez vai ser complicado salvá-lo. Até agora
ninguém conseguiu a peça de um milhão de dólares.
– Idiota!
– É sério, Emma ! Sem a peça não há mais nada que possa ser feito.

Por que você não compra outro carro da mesma marca e pega a peça – acertei outro soco em seu braço.
– Quer deixar de ser idiota?
– Já sei. Podemos mandar roubarem um do mesmo modelo e ano, ficamos com a peça e abandonamos o


carro... Não me bata. Não me bata – começou a rir quando ameacei socá-lo mais uma vez.
– Mané!
– Onde está o padrinho? – dei de ombros. – O professor Jefferson me ligou. Disse que ele e Zelena

vão tomar umas na casa da Regina hoje, já que amanhã vamos todos para o rancho.

Disse que Regina fez questão que eu estivesse presente, acho que é para garantir a você que não vai ter

nada de mais.
– Uma reunião?
– Uma despedida, Emma , só que sem as mulheres.

– Acho bom mesmo que seja assim.
Ele riu e minha mãe chegou contando que as flores tinham chegado e que estariam no rancho no horário
combinado. Mostrou as fotos que Cora tinha enviado e comentou sobre a felicidade de conseguir uma

festa tão linda em tão pouco tempo. Ela estava mais animada do que eu.
Evitei qualquer pensamento que me levasse à pequena reunião da Regina naquela noite.

No dia seguinte, partiríamos em direção ao rancho, o meu lugar naquele mundo, e eu seria inteiramente
da mulher com quem escolhi viver.



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