História A Promessa - Long Imagine - Byun Baekhyun - EXO - Capítulo 30


Escrita por:

Postado
Categorias 2PM, AOA, Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Kim Seokjin (Jin), Nichkhun, Personagens Originais, Seolhyun
Tags Aoa, Baekhyun, Jin, Mistério, Revelaçoes
Visualizações 60
Palavras 1.920
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Magia, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Annyeong morceguinhas💙
Como estão hoje? Bem, com os nervos a flor da pele depois do capitulo anterior, vamos pirar mais um pouquinho com o de hoje.

Boa leitura💕

Capítulo 30 - A Grande Aposta.


Fanfic / Fanfiction A Promessa - Long Imagine - Byun Baekhyun - EXO - Capítulo 30 - A Grande Aposta.

"O mais perigoso de todos os vícios é a confiança".

Diário de Park (S/N)

A manhã de domingo foi cinzenta, o céu estava riscado por nuvens escuras, parecidas com aranhas. Levantei-me cedo e saí para uma nova busca – ainda usando as mesmas roupas do dia anterior. Nada. Foi por volta das cinco da tarde que me deparei com o inevitável. Ele sumira. Meu dinheiro sumira. Minha casa sumira. Ele provavelmente saíra da cidade e retornara para a Itália, ou para o lugar de onde viera. Encostei o carro no estacionamento de um supermercado e liguei para Seolhyun de um telefone público.

– Teve sorte? – ela perguntou.

– Não – falei, chorando. – Ele desapareceu.

– Eu estava esperando que você ligasse. Eu tenho novidades.

– O quê?

– Esta manhã, contei a Mingyu sobre o que aconteceu, e ele disse que viu Baekhyun ontem à tarde, na estação da linha um. Perguntei-lhe como ele sabia que era Baekhyun, e ele disse que não sabia. Baekhyun simplesmente caminhou até Mingyu e perguntou se ele era meu marido.

– Como ele sabia disso?

– Não faço ideia. De qualquer modo, Mingyu não sabia que ele tinha roubado seu dinheiro, e apenas bateram papo, sabe, assuntos de homem. Mingyu perguntou se ele iria assistir à luta de Mike Tyson, e Baekhyun respondeu que ia a 8city para fazer uma aposta.

– Essa não – falei.

8city era uma pequena ilha que foi transformada numa cidade-cassino e o azar para jogadores paira sobre ela.

– Tenho que ir até lá – falei. – Vou pegar o meu dinheiro de volta.

– Querida, deixe eu e Mingyu acompanharmos você.

– Não. Eu farei isso. Eu preciso fazer isso.

– Tudo bem, tenha cuidado. Você não sabe do que ele é capaz.

Corri de volta para o meu carro. Então era isso. Ele era um jogador. Um ladrão, um mentiroso e um jogador, e estava prestes a perder o meu futuro e o de Yumi.

A estrada até 8city tem 190 quilômetros, a oeste pela estrada I-80. As planícies eram o solo onde dezenas de recordistas de velocidade do mundo foram aclamados, do Dusenberg “Meteoro Mórmon” de Ab Jenkin, em 1935, ao “Espírito Norte Americano” de Craig Breedlove, o primeiro carro a atingir novecentos e setenta quilômetros por hora.

Para mim, aquilo era uma centena de quilômetros de nada para ver – nada para me distrair do caldeirão de pânico que fervia em meu peito. Imaginei com quantas outras mulheres Baekhyun (mal podia pensar em seu nome sem me sentir enjoada) cometera fraudes desse tipo.

Pensando de forma prática, havia outras coisas com que me preocupar. O que aconteceria quando eu chegasse lá? Eu o encontraria? Ele seria violento? O cassino me ajudaria? E se ele já tivesse perdido todo o meu dinheiro?

Primeiro Nichkhun, e agora Baekhyun. Tentei entender por que eu atraía homens fracos. Talvez todos eles fossem fracos.

Reconheci a iluminação em neon de 8city por volta das oito e meia, e passei por um caubói metálico de vinte metros de altura, apontando para a faixa sobre a estrada que separava Seul de Busan. Parei no primeiro cassino que encontrei, o Rainbow Casino, uma arapuca bem iluminada na paisagem desértica. Parei o carro no estacionamento cheio, e corri para dentro, movida tanto pela adrenalina quanto pela emoção. O interior do cassino era cavernoso e abarrotado, ecoando o zunir e o tilintar dos caça níqueis, e as canções eletrônicas das iluminadas rodas da fortuna. Dirigi-me até um homem alto de uniforme, que estava de pé atrás do balcão da recepção.

– Posso ajudá-la? – perguntou.

– Onde são feitas as apostas em lutas de boxe?

– A luta Tyson-Douglas – falou. Apontou além de um amplo e iluminado campo de caça níqueis. – Atravessando o salão, na sessão de apostas esportivas. Mas está atrasada para registrar alguma coisa, a luta já começou.

– É tarde demais para pegar meu dinheiro de volta?

Olhou-me de modo desinteressado.

– Quando a luta começa, nenhum dinheiro passa de uma mão para outra.

Afastei-me dele, sem palavras. Eu chegara tarde. Caminhei até a sessão do cassino que o homem indicara. Havia uma grande placa de neon que dizia: APOSTAS ESPORTIVAS. Debaixo do anúncio, havia um grande conjunto de televisores – uma parede inteira de telas –, a maioria deles sintonizada no campeonato de boxe. A luta entre Tyson e Douglas era certamente o principal acontecimento, e uma grande e animada multidão, sobretudo de homens, conversava, bebia e gritava para os dois lutadores que dançavam no ringue, trocando socos.

Foi então que o vi. Diferentemente do restante da multidão, Baekhyun parecia desligado do acontecimento, sentado sozinho em uma pequena mesa circular. Segurava uma bebida em uma mão. Só de vê-lo, senti-me igualmente enjoada, assustada e com raiva.

– Baekhyun! – gritei. Ele não respondeu. Gritei mais alto. – Baekhyun!

Olhou em volta, e depois para mim, nitidamente surpreso em me ver. Levantou-se quando me aproximei.

– (S/N). O que está fazendo aqui?

– Quero meu dinheiro de volta. - Ele respondeu calmamente:

– Você o terá. E muito mais.

– Eu o quero agora.

Vários clientes voltaram os olhares para nós.

– Entregue – gritei. – AGORA!

Olhou em volta, constrangido pela atenção que eu havia atraído.

– Não posso fazer isso. Não está mais comigo.

– Com quem está?

– Com o cassino.

– Quanto você apostou? - Olhou-me com cautela.

– Escute...

– Quanto?!

– Tudo.

Dei-lhe um tapa no rosto.

– Seu bandido. Era tudo que tínhamos. – Comecei a hiperventilar. – Era a escola de Yumi. Era tudo que nos mantinha fora das ruas. Não acredito que confiei em você.

Mais pessoas nos observavam por sobre os monitores.

– (S/N), você precisa confiar em mim. Eu jamais faria qualquer coisa para feri-la. - Eu chorava.

– Está louco? Você me feriu mais do que Nichkhun.

– (S/N), você não entende. – Ele tentou me tocar e eu gritei.

– NÃO OUSE TOCAR EM MIM! Nunca mais toque em mim. Eu não quero vê-lo nunca mais. – Comecei a me afastar dele. Estava histérica. – Fique longe de mim e de minha filha. Se eu o vir novamente, chamarei a polícia. Fique longe de mim! – Virei-me e corri para fora do cassino.

Solucei por quase todo o caminho de volta. Eu queria vomitar. Eu queria jogar o carro contra cada van com que cruzava e, se não fosse por Yumi, eu teria feito isso. A cerca de trinta minutos de Seul, fui parada por uma patrulha rodoviária. Quase não consegui parar de chorar para dar minhas informações ao policial. Ele não me deu uma multa. Quando finalmente consegui contar-lhe o que Baekhyun fizera, o policial se solidarizou comigo.

– Tem certeza de que consegue chegar em casa?

– Sim.

– Sei que está chateada, mas diminua a velocidade e dirija com cuidado. Não queremos adicionar um acidente a esses problemas.

– Obrigada, seu guarda.

– De nada, senhora. – Entregou-me minha carteira de habilitação. – Você disse que ele apostou na luta de Mike Tyson?

Aquiesci.

– Sim.

– Bem, vamos torcer para que ele tenha se arriscado, porque Tyson acaba de ser nocauteado.

[...]

Cheguei em casa por volta da meia-noite. Yumi ainda estava com Seolhyun, deixando o lugar tão escuro e vazio quanto eu me sentia por dentro. Nevara o dia todo e minha casa estava coberta por quase trinta centímetros de neve recente. Minha casa? Ela não era mais minha. Como pude perdê-la tão casualmente? Como pude ser tão ingênua? Quando ele me pediu para ser cossignatário, nem passou pela minha cabeça que pudesse ter acesso total à minha conta corrente.

Acho que chorei a noite toda. Chorei menos pelo dinheiro do que pela confirmação de minhas mais profundas suspeitas – ele nunca me quis. Eu não era nada para ele além de uma imbecil. Era impossível me amar.

No dia seguinte, ainda me encontrava na cama, à uma da tarde, quando Lisa trouxe Yumi para casa.

– Senhora P? – gritou. – Voltamos.

Não queria que Yumi ou Lisa me vissem naquele estado, sem banho, sem roupas, meu rosto inchado e marcado pelas lágrimas.

– Obrigada, Lis – falei, rouca, por trás da porta. – Posso pagá-la amanhã?

– Sem problemas, senhora P. Charlotte, Molly e eu nos divertimos muito, não é, menina?

– É.

– Até mais tarde – ouvi Lisa dizer. – Toca aqui.

Pouco depois, minha porta se abriu. Meu quarto parecia uma caverna, com as cortinas cerradas e a luz apagada.

– Oi, mamãe – Yumi falou.

Na penumbra, pude ver que ela segurava sua boneca Molly, e vestia um chapéu grande demais para ela, com o rabo de um guaxinim. Minha voz estava tensa e enfraquecida, mas tentei parecer normal.

– Você se divertiu, querida?

– Sim. Posso acender a luz?

– Deixe apagada.

– Você está doente?

– Estou com dor de cabeça – falei.

Ela caminhou até o meu lado, e se aproximou o suficiente para ver que eu tinha chorado.

– Qual é o problema, mamãe?

– Nada. – Yumi apenas me contemplou. Ela era mais esperta que isso. – Nada que eu possa dizer.

– É o senhor Baekhyun?

Caí no choro. Como uma menina de seis anos pode ser tão astuta? Yumi subiu na cama e se aconchegou junto a mim.

– Você pode segurar a Molly.

– Obrigada. Prefiro segurar você.

– O senhor Baekhyun disse que não a faria chorar. - Passei as mãos sobre suas bochechas, puxando seus longos cabelos negros.

– Ele não é quem pensávamos ser.

– Ele não é o senhor Baekhyun?

– Não sei.

– Ele é alguém mau?

– Sim, querida. É sim.

– Ele não parecia mau.

– Nem sempre as pessoas são o que parecem ser.

[...]

Não saí da cama antes das cinco da tarde. Sentia como se tivesse sido atropelada por uma gangue de motoqueiros. Yumi estava na mesa da cozinha, fazendo desenhos com giz pastel. Fui para lá e preparei o jantar. Tinha acabado de colocar água para ferver quando a campainha soou. Não esperava ninguém, e não queria ver ninguém.

– Mimi, você atende?

– Claro, mamãe. – Largou o giz e correu até a porta. Ouvi a porta se abrir e, em seguida, ouvi Yumi dizer: “Ela está chorando”. Um minuto depois, ela voltou para a cozinha.

– O sr. Baekhyun está aqui.

Olhei-a incrédula.

– Baekhyun?

Ela confirmou. Tirei a frigideira do fogão e apaguei a chama. Meu coração estava cheio de fúria. Tinha ficado boa naquilo – esconder o coração ferido com a fúria. Yumi deixara a porta da frente aberta. Quando cheguei ao vestíbulo, pude vê-lo. Ele estava ali, a um ou dois passos da porta, usava um pulôver com capuz, seus braços cruzados para se proteger do frio. Olhava-me ansioso. Reparei que segurava um envelope.

– Eu disse que não queria ver você nunca mais – falei rispidamente.

– Aqui está o seu dinheiro – disse, estendendo o envelope. – Está tudo aqui, mais os lucros.

Apesar da raiva, senti um tremendo jorro de alívio. Comecei a chorar. Ele disse:

– Desculpe por tê-la feito pensar que eu estava tentando tirar vantagem de você. Não estava. Só não queria que você perdesse sua casa.

Permaneci ali, encarando-o.

– Eu não quero os seus ganhos. Eu não aposto.

– Nem eu.

– Então que nome você dá para isso?

– Não se está apostando quando já se sabe o resultado. – Ele estendeu o envelope. – Tome.

Peguei o envelope sem olhar para Baekhyun.

– Isso não muda nada.

– Você deveria abrir.

O envelope não estava selado. Abri-o e retirei um cheque. Levou um tempo para registrar a quantia. Jamais vira tantos zeros em um cheque. Levantei a mão até o rosto.

– Mike Tyson era o favorito, por quarenta e dois a um – disse. Não conseguia falar. – (S/N), você precisa acreditar que eu jamais faria qualquer coisa para machucá-la. Jamais. Fui até 8city por você. Só tinha o seu interesse em mente. – Pôs as mãos nos bolsos.

– Não quero vê-lo nunca mais – falei. Pareceu abalado, mas não estava surpreso.

– Se é isso que você quer.

Vestiu o capuz, virou-se e caminhou até o carro. Observei-o enquanto o veículo se afastava. Ele não olhou para trás. Yumi apareceu quando fechei a porta.

– Ele ainda é mau?

Ainda segurando o cheque, agachei e abracei-a.

– Eu não sei o que ele é.


Notas Finais


8city ainda é um projeto na Coréia. Até o exato momento esta ilha ainda se chama "Yongyu-muui" porém daqui a um tempo ela se tornará uma grande cidade-cassino pareando-se a Las Vegas.

As que persistiram que o Byun era inocente, parabéns KKK. O ódio agora pode passar e o amor voltar, please.
Espero que tenham gostado💙
Xoxo de côco, abraços de marshmallows e sorriam muito❤

Annyeong Jalga💕


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...