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História A proposta - Capítulo 11


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Notas do Autor


Demorou mas chegou.
Espero que gostem! 💖🔞

Capítulo 11 - O casamento


Fanfic / Fanfiction A proposta - Capítulo 11 - O casamento

POv Paola Carosella


 É de fato estranho pensar em como a minha vida mudou em tão pouco tempo. Se há três anos alguém me dissesse que agora estaria prestes a me casar com a senhorita dragão, certamente chamaria essa pessoa de maluca da cabeça. Jamais cogitaria tal possibilidade e isso só afirma a teoria de que não estamos com o completo controle de nossas vidas e ela pode dar um giro de cento e oitenta graus e sempre nos surpreender. 

 Havia sido uma semana estressante para mim e minha noiva, mas finalmente estávamos ali prestes a oficializar nossa união. 

 Por conta de todo o processo de cidadania e para evitar complicações demasiadas, Ana Paula não poderia sair do país, então a editora aconteceria em um pequeno cartório no meio da grande Nova York. Não havia celeiro, familiares e tão pouco amigos presentes para a celebração. Estávamos apenas Ana Paula e eu, o juiz de paz que realizaria a cerimônia e o agente de imigração que fazia questão de estar ali presenciando tudo para "se certificar que não era mais um golpe dado por nós", dizendo nas próprias palavras dele. 

Sim, eu queria minha família ali ao meu lado, mas não fazia diferença naquele momento, o importante era que eu teria a mulher que eu amo ao meu lado, para sempre, diante de Deus. 

 Como era uma cerimônia simples, optei por um macacão branco de corte simples e mangas curtas, com o comprimento até meus pés. Meus cabelos agora mais curtos por conta de uma mudada no visual, estava solto e com leves ondas, e com uma presilha de folhas prateadas que prendia uma mecha lateral, dando um charme ao penteado. 

 Já minha futura esposa, não posso utilizar outras palavras além de: extremamente linda. Ana usava um vestido também branco, de mangas curtas e com comprimento até os joelhos, e estava perfeitamente justo modelando sua cintura. Estava com uma maquiagem leve, realçando sua beleza natural e seu cabelo tinha uma trança lateral prendendo um coque bagunçadinho com algumas mechas soltas. 

 Tudo estava pronto e então o senhorzinho de cabelos grisalhos e óculos redondos deu início a cerimônia.   

_ Estamos aqui para celebrar o matrimônio e o amor de Paola Florência Carosella e Ana Paula de Vasconcelos. É de vossa livre vontade e de todo coração que pretendeis fazê-lo?

 Perguntou enquanto observava atentamente nós duas. 

_ Sim. 

 Ana e eu respondemos em uníssono, o que nos fez olharmos e sorrir. 

_ Vós que seguis o caminho do matrimônio, estais decididos a amar-vos e a respeitar-vos, ao longo de toda vossa vida?

_ Sim.

_ Uma vez que é vosso propósito contrair o santo matrimônio, uni as mãos direitas e manifestai o vosso consentimento na presença de Deus. 

 A mão gélida de Ana me denunciou o quão ela estava nervosa e vou mentir que isso me deixou também. Diversos questionamentos surgiram em minha mente. 


 "Será que ela se arrependeu?"

"Será que este casamento não é da vontade dela?"


 Tratei de espantar esses pensamentos e um sorriso nasceu no canto dos meus lábios. Usei meu dedão para acariciar sua mão e assim lhe passar segurança. 

 O juiz proferiu mais algumas palavras e me orientou para que as repetisse. Nesse momento, virei-me diante dela e olhei em seus olhos.

_ Eu Paola, recebo-te por minha esposa a ti Ana, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na doença, todos os dias da nossa vida. 

 Peguei a aliança e em seguida coloquei no dedo anelar de Ana, e por fim depositou um beijo suave sobre o aro dourado. Ana Paula me sorriu e repetiu o mesmo ato feito por mim. 

_ Eu Ana, recebo-te por minha esposa a ti Paola, e prometo ser fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.

 Ela coloca a aliança em meu dedo e depois repete o ato de beijar minha mão. Em seguida assinamos a certidão que nos oficializa casadas, e então o juiz nos abençoa e diz suas palavras finais. 

_ Pelo poder a mim concedido, eu os declaro esposa e esposa… As noivas podem se beijar agora… 

 Me aproximei de Ana e de forma lenta uni meus lábios ao dela, e como um dejavu, lembrei-me do nosso primeiro beijo. Foi impossível não sorrir com a lembrança e as sensações parecidas, então o que era para ser apenas um simples beijo tratei de apronfunda-lo. Senti novamente como se o mundo tivesse parado lá fora apenas para nós duas, tudo tão intenso e complexo.

 Enquanto ainda nos beijávamos, os senhores decidiram deixar a sala para termos mais privacidade. 

 

P.s. E, para o senhor Gilbertson, estava mais que provado que aquelas mulheres realmente nutriam fortes sentimentos uma pela outra. Amor. Então, seu trabalho ali havia acabado.


 

 Ana Paula e eu agora trocávamos beijos carinhosos dentro do elevador, aproveitando que ainda faltavam mais alguns andares para chegar ao do apartamento de minha esposa, e apesar de ter alguns dos meus pertences ali, eu ainda não havia me mudado definitivamente para lá e ainda mantinha meu apartamento. Por que? A verdade é que não estamos muito preocupadas com isso no momento, queremos aproveitar aquele início da relação e não queríamos apressar ainda mais as coisas. 

 O beijo que ainda trocávamos começou a se intensificar e o lugar estava cada vez mais quente, mas tivemos que nos separar quando finalmente as portas do elevador se abriram. Ana Paula sorriu ao ver como minha respiração havia ficado desregulada e após limpar os poucos resquícios de seu batom que havia ficado no conta de minha boca, piscou e saiu pelos corredores, claramente me provocando com meu balançar do quadril. Sorri balança a cabeça negativamente. Era mulher seria minha perdição, e admito que, amaria me ver perdida entre aquelas curvas. 

 Cheguei quando Ana Paula estava prestes a abrir a porta mas a surpreendi quando seguirei em sua mão, impedindo-a de prosseguir e antes que pudesse protestar, a peguei em meus braços.

_ Paola! O que é isso? Tá maluca?

_ É tradição o noivo, nesse caso a noiva, entrar com a noiva nos braços depois do casamento.

_ Não seja boba. 

 Ela deu aquela gargalhada gostosa e contagiosa que só ela tem, e tentou descer, porém eu a impedi. 

_ Olha, se você me derrubar, já teremos nossa primeira briga como casal.

_ Ah, já estou acostumada.

 Usei uma mão para abrir a porta e então entrei com Ana Paula nos meus braços, lembrando-me colocar o pé direito primeiro. Se superstições funcionam ou não, não sei, mas não custa se certificar. 

_ Pode me colocar no chão agora, senhorita?

_ Posso, mas só se me dar um beijo antes.

_ Isso é chantagem, sabia? 

_ Estou ciente e mantenho minha proposta de pé.

 Rimos e então trocamos um beijo curto. Coloquei Ana no chão e a mesma disse que subiria para guardar o vestido mas que logo desceria. Aproveitei sua ausência e arrumei a sala da forma que havia planejado.

 Arrastei a mesa de centro e o sofá, deixando um grande espaço livre no tapete felpudo onde joguei algumas almofadas. Acendi a lareira, conectei meu celular ao som portátil que havia na estante e por fim busquei o balde de gelo com a champanhe e duas taças, nas quais despejei o líquido.

 Tirei meus sapatos e coloquei em um canto da sala, então sentei-me no sofá que ficava de costas para a escada e fiquei esperando mais alguns minutos até Ana Paula voltar.

_ Psiu…

 Ouvi seu chamado e assim que virei-me, senti meu coração disparar. Minha esposa usava uma camisola branca justa, curta e quase transparente. Engoli o seco ao vislumbrá-lá naqueles trajes pela primeira vez. 

 Vocês podem achar clichê, mas Ana Paula ainda não havíamos feito nada além de trocar beijos calorosos deitadas no sofá da sala. Não havíamos combinado daquilo acontecer em nossa lua de mel, mas termos esperado torna tudo mais especial. 

_ Uau, você está… sexy.

 Ana sorriu, com as bochechas levemente coradas e então deslizou suas mãos dos meus braços até meu pescoço, entrelaçando os dedos em minha nuca. 

_ Comprei faz um tempo mas nunca a usei. Achei perfeita para a ocasião.

_ E é, pena que não foi feita para ficar no corpo por muito tempo…

 Ousadamente, acariciei sua cintura. Ana sorriu e beijou-me devagar e com propriedade, porém me afastei antes que o beijo fosse intensificado.

_ Falta uma coisinha.

_ O Que?

 Fui até o som e liguei o aparelho, logo a doce voz de Celine Dion começou a soar baixinho pelo cômodo. Aproximei-me novamente de Ana e enlacei sua cintura, aproximando nossos corpos e segurei em sua mão enquanto sua outra mão ia em direção ao meu pescoço. Nossos corpos balançavam lentamente, seguindo as batidas da música. 


"You gave me wings and made me fly

Você me deu asas e me fez voar

You touched my hand I could touch the sky

Você tocou minha mão, eu toquei o céu

I lost my faith, you gave it back to me

Eu perdi minha fé, você me trouxe ela de volta

You said no star was out of reach

Você disse que nenhuma estrela estava fora de alcance

You stood by me and I stood tall

Você ficou do meu lado, e eu suportei

I had your love I had it all

Eu tive seu amor, eu tive tudo

I'm grateful for each day you gave me

Eu sou grata por esses dias que você me deu

Maybe I don't know that much

Talvez eu não saiba muito disso


But I know this much is true

Mas eu sei que isto é muito verdadeiro


I was blessed because I was loved by you

Eu fui abençoada porque eu fui amada por você" 


Because You Loved Me

- Celine Dion


  Por iniciativa de Ana Paula, nos beijamos. A princípio foi aquele beijo casto, lento e tímido, como se fossemos duas adolescentes descobrindo-se no primeiro beijo apaixonado que trocavam. Mas tão logo a paixão se ascendeu e falou mais alto dentro de nós, e o beijo se transformou em algo exigente, intenso e quente. 

 Minha boca se separou da de Ana para beijar seu queixo e toda a extensão da mandíbula dela até alcançar seu pescoço. Seu perfume inconfundível, uma fragrância doce ao mesmo tempo suave, me embriagou e não demorou muito para Ana sentir o tapete macio sob suas costas e meu corpo sobre o dela. 

 Vieram então outros beijos… um… dois… três… E mais alguns beijos intermináveis com sabor de paixão, amor, desejo. E em meio aqueles beijos, palavras proferidas e confissões feitas em um sussurro, fui lentamente tirando cada peça de roupa que Ana usava. 

 Tão logo já havia livrado-a de todas as roupas, pus-me a beijar o corpo dela da cabeça aos pés com extremo carinho e delicadeza, gravando cada pedacinho de seu corpo enquanto trilhava beijos por todo ele.

Parei um instante para admirá-la e pude me apaixonar mais um pouquinho por aquela mulher. Sua pele era extremamente branca, as pintinhas e manchinhas eram como constelações em seus ombros e entre o vale os seios. 

_ O que foi? 

_ Usted és muy guapa…

 Disse com admiração e observei seu rosto corar. Não resisti e seu vários beijos em rosto.

 Ana aproveitou que eu havia interrompido meu "passeio" por suas curvas, e me ajudou a livrar-me de minha roupa já que ainda estava vestida, ao contrário dela. Voltei a distribuir beijos, mordidas e chupadas em seus seios, dando a devida atenção em cada um. Não demorou muito e ela segurou em meus cabelos direcionando minha boca para mais abaixo e eu fui seguindo o caminho que ela ditava enquanto beijava sua pele, ouvindo sua respiração se irregularizar. Coloquei minhas mãos sobre seus joelhos e separei suas pernas, me posicionando entre elas. Toquei em seus meios, podendo sentir como ela já estava úmida apenas com meus beijos. 

 Minha esposa abriu os olhos e me olhou, acariciou meus cabelos e sorriu. Isso foi o estopim para mim, olhei em seus olhos e em seguida fecho meus olhos, ao deslizar minha língua lentamente por toda sua intimidade e no exato momento sinto suas pernas estremecerem enquanto ela agarra ainda mais meus cabelos.  

 Continuo com meus movimentos, enquanto meus ouvidos são agraciados com seus gemidos baixinhos e pedidos roucos por mais, e obviamente, faço o que ela quer. Começo a penetrá-la com minha língua enquanto seu quadril se movimenta contra meu rosto, de forma lenta porém intensa. 

_ Paô, por favor… 

 Introduzi um dedo e comecei a movimentá-lo com cautela, mas parece que meu medo de machucá-la não a afeta, porque ela pede para que eu use mais força e acatei seu pedido, agora usando mais um dedo. 

 Ana Paula prende a cabeça para trás e aproveito para distribuir beijos e mordidas pelo seu pescoço, enquanto ela move seu quadril com mais rapidez. Ela crava as unhas em meus ombros com força e começou a gemer mais alto, abriu os olhos e me fitou com desejo. Seus olhos jabuticabas estavam pretos, carregados de luxúria e seu corpo agora se movia freneticamente, quando ela puxa meu rosto com força para me beijar novamente. 

 Mal consigo respirar quando sua língua invade a minha boca, o que me instiga a ir mais fundo e forte, e a faz interromper o beijo. Por um momento acho que a machuquei, porém vejo Ana prender a cabeça para trás e um gemido extasiado, derramando-se em meus dedos. 

Seus braços desabam, seu corpo tremia levemente e seu rosto estava avermelhado com alguns fios grudados em sua pele, que reluzia com a luz da lareira por conta do suor… Céus! Eu estava hipnotizada, que tipo de feitiço essa mulher tem? 

_ Nossa… isso foi…

_ Increible!

 Completei sua frase, já que sua respiração ofegante lhe impediu de tal feito. 

 Ficamos abraçadas por um tempo, em silêncio enquanto aguardávamos nossas respirações voltarem ao normal. Eu estava com a cabeça deitada em seu ombro, quando de repente, Ana empurrou-me pelos ombros e mudamos de posição, com ela agora ficando por cima de mim. 

 Não tive tempo de dizer nada, pois fui silenciada por sua boca sedenta atacando a minha. Sua língua invadia a minha boca sem pudor algum e não resisti em gemer em meio ao beijo. Se afastou um pouco de mim e pegou uma de minhas pernas, levantando e assim juntando nossos sexos. Gememos juntas quando começou a se movimentar, usando minha perna como apoio. 

 Nossos sexos roçavam um no outro e tinham uma fricção gostosa, e bastou alguns movimentos para que gozássemos juntas, chamando o nome uma da outra em gemidos roucos. O corpo exausto e suado de Ana caiu sobre o meu, que se encontrava no mesmo estado, nossas respirações estavam a pior possível, nossos corações batiam desgovernados mas de felicidade. De amor.

 Faziam alguns minutos em que estavam assim nessa posição, eu acariciava os cabelos de Ana Paula e sua respiração agora tranquila contra meu pescoço. Mas havia algo que eu tinha que falar.

_ Ana? Está acordada?

_ Sim…

 Com o dedo indicador a fiz levantar o rosto e olhar-me nos olhos.

_ Eu te amo, Ana Paula. 

 O sorriso que ela deu, seria capaz de iluminar o mundo inteiro. Aquilo aqueceu meu coração, e não resisti em beijá-la apaixonadamente.

_ Eu também te amo, Paola. 



"How many ways to say I love you?

Quantas maneiras quantas maneiras de dizer 'eu te amo'?

How many ways to show you how much 

I care?

Quantas maneiras de mostrar o quanto eu me importo?


With you by my side, there is no denying it sun in your face is how I see you

Com você ao meu lado, não há como negar que sol em seu rosto é como eu vejo você. 


Maybe make me feel warm when it's cold outside

Talvez faça-me sentir calor quando está frio lá fora.

Should I run and hide, Then there's no denying

Devo correr e se esconder, então não há como negar.


You as a young girl, want it it's true

You do it for me, I do it for you

Você, como jovem, quer que seja verdade.

Você faz isso para mim, eu faço por você.


We're taking nothing and turning it into something

I just wait for me and you..

Nós estamos tomando nada e transformando-o em algo.

Eu apenas espero por eu e você"


How Many Ways

- Señor Happy




Notas Finais


Acharam mesmo que não teria hot nessa fic, guapos e guapas?? Que inocentes kk
Espero que tenham gostado, tenho um trabalhozinho pra escrever e peço desculpas pela demora 🙃 prometo tentar não demorar para postar o próx, que também sera o último cap 😞


Hair da Paola: https://pin.it/6ystx6tymooxpt
Hair da Ana: https://pin.it/2ketf3sxvkmm5o

Look da Paola: https://pin.it/x3um6qiusogtr2
Look da Ana: https://pin.it/cpylu5actoaxva

Música 1: https://youtu.be/O3XGynvy_V4

Música 2: https://youtu.be/W4o8OnZ2N14


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