História A proposta - Capítulo 5


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Categorias A Proposta, MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Erick Jacquin, Henrique Fogaça, Paola Carosella, Patrício Diaz, Personagens Originais
Tags Amor, Ana Paula Padrão, Aproposta, Erick Jacquin, Henrique Fogaça, Masterchef, Ódio, Pana, Paola Carosella
Visualizações 88
Palavras 1.528
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Um pouco atrasado, mas aqui estamos!

Boa leitura a todos! ❤

Capítulo 5 - Um pedido e um beijo



"Ana Paula e eu vamos nos casar!"


  A editora foi pega totalmente de surpresa ao ouvir aquilo, e acaba cuspindo todo o líquido que bebia na camisa branca do garçom. O homem lhe oferece um guardanapo e ela rapidamente passa o pano em sua boca, limpando os resquícios da bebida vermelha.

- Eu sinto muito.

- Tudo bem. É só lavar depois.

 Todos os convidados presentes ficam surpresos com a notícia dada por Paola, principalmente a mãe e avó da argentina, mas nem tanto quanto a própria Ana Paula que não esperava que a jovem anunciaria o noivado naquele momento.

- Pois é! Amor? Onde você está? 

 Ana Paula respirou fundo e ainda meio acanhada por ter todos aqueles olhares desconhecidos sobre si, ergueu a cabeça e andou até o lado de Paola que estava no centro da sala. A argentina rodeou sua mão na cintura da editora e a puxou para mais perto, enquanto elas recebiam os comprimentos e desejos de felicidade estimado por todos convidados. 

 Ana Paula aproveita o momento em que todos estavam distraídos conversando e bebendo champanhe, para puxar sua noiva de canto.

- Essa foi a sua ideia de "momento perfeito" para contar sobre o noivado? Jura?

- Sim, foi exatamente assim que pensei.

- Ótimo, foi brilhante.

 Ela toma um gole de sua bebida, quando uma moça de cabelos dourados, olhos tão azuis quanto o céu e sorriso brilhante, se aproxima do casal.

- Paola, hola!

- Luna? ¡Dios mio! Hola! 

 As duas se abraçam fortemente por uns bons segundos.

- Como vai? Não sabia que estaria aqui.

- Provavelmente sua mãe queria fazer uma surpresa. Então… Sorpresa!

 Elas mulheres trocam mais uma vez um abraço caloroso. Assim que se afastam, a loira sorri um pouco sem graça enquanto Ana Paula estava um pouco afastada, apenas observando.

- Estamos sendo mal-educadas...

- Oh, certo! Ana Paula, está é minha… hãn…

- Sou Luna! ¡Hola!

 Eas se comprimentam com apenas um aperto de mãos.

- Parabéns para vocês, de verdade.

- Obrigada.

- É, obrigada…

- Então, conta a história!

- Que história?

- Sobre como você a pediu em casamento.

- Como um pedido é feito diz muito sobre o seu caráter.

 A senhora avó da argentina comenta. Ela estava sentada ao lado de sua nora, que afirma que adoraria ouvir a história do pedido.

- Sabe o quê é? Na verdade, Ana Paula adora contar essa história, então vou deixá-la fazer isso.

 Paola sai rapidinho de perto da editora que agora a fuzilava com o olhar, e senta no "braço" do mesmo sofá em que sua avó e mãe estavam. 

- Nossa, por onde começar essa história… Então… Certo, Paola e eu estávamos para comemorar nosso primeiro ano juntas e eu sabia que ela estava louca para pedir minha mão. Mas ela estava tão apavorada, então eu comecei a dar dicas aqui e ali, porque sabia que ela não teria coragem de pedir, mas…

- Não foi bem assim que aconteceu.

- Ah, não?

- Não, meu bem… Eu percebi todas as dicas porque esta mulher é sutil como uma bazuca. Apenas estava preocupada que ela pudesse achar a caixinha…

- Oh, a caixinha que ela fez com vários recortes de fotos lindas nossas forradas. Tão bonito! Então quando eu abri aquela linda caixinha, saltaram vários confetes de pequenos corações de papel, e embaixo dos confetes eu vi a coisa mais bonita e enorme…

- A maior nada!

 As mulheres contavam, ou tentavam, contar a história mas sempre interrompiam uma a outra. 

- No tinha aliança.

- Como assim sem anel?

- Pois é, mas dentro daquela caixa, embaixo de toda a palhaçada, havia um bilhetinho escrito à mão, o endereço de um hotel, a data e hora… Naturalmente, Ana Paula achou…

- Achei que ela tinha outra. Foi um momento terrível para mim, mas eu fui ao hotel assim mesmo, fui até lá e bati na porta, mas a mesma já estava destrancada. E assim que abri a porta, lá estava ela…

- Parada.

- De joelhos. Cercada por muitas pétalas de rosas… Ela chorava, bem baixinho… E quando ela finalmente conseguiu prender as lágrimas e respirou fundo, ela disse…

- "Quer casar comigo?". E ela disse sim. Fim.

 Seria impossível descrever bem a reação das pessoas ao escutarem o fim dessa história maluca. Perplexos, talvez?

- É uma história e tanto, mi hija.

- Ay Flor, você é tão sensível.

- Queremos ver um beijo de vocês! Dê um beijo nela, Paola!

- Oh no…

- Vai, hija! ¡Un beso solo!

 As pessoas insistiam em ver um beijo do casal, e as mulheres não sabiam o que fazer para sair daquela situação.

- Vocês querem beijo? Ok, aqui vai!

 Paola pega na mão esquerda de Ana Paula e lhe deposita um beijo no dorso da mesma, o que obviamente não foi suficiente para ninguém ali que, segundo eles, queriam ver um "beijo de verdade". Um uníssono "beija,beija,beija" começou a ser proferido pelas pessoas.

- ¡Está bien! 

- Vai, beija logo…

 Ana Paula diz em um sussurro, incentivando a argentina acabar logo com aquilo e beija-lhe. Paola se aproxima e une rapidamente seus lábios nos da editora em um selinho bem rápido.

- Flor! Dê um beijo de verdade!

 De maneira acanhada, por fim vencida, Paola se se aproximou de Ana Paula e colocou suas mãos na cintura da mulher, puxando-a contra seu corpo. Logo ela uniu sua boca na da mulher e o que era para ser apenas um roçar de lábios, tornou-se algo mais profundo, calmo, porém profundo. 

Era tão intenso e inexplicavelmente, não estranho para as mulheres. 

 Paola sentiu como se o mundo tivesse parado e só estivessem elas ali, enquanto Ana Paula estava completamente desconexa, estranhamente aproveitando cada segundo daquele momento em que as bocas estavam unidas. 

 O momento é quebrado pela salva de palmas que trazem de volta ao mundo às mulheres, que rapidamente se afastam, entreolhando-se.

 Mais tarde naquele mesmo dia, os convidados já haviam ido embora, então a mãe da argentina decide levar Ana Paula e Paola até o quarto onde dormiriam durante sua estadia. 

 Assim que entraram, Ana Paula pôde ver da enorme janela a bela vista do lago bem em frente. O quarto com uma decoração rústica, porém bem aconchegante.

- Aqui está. Este é o quarto de vocês.

- É... bonito, e a vista é maravilhosa. Mas onde fica o quarto da Paola?

- Querida, não temos a ilusão de que vocês não dormem juntas. Ela vai dormir aqui com você.

- Ótimo, porque adoramos dormir juntinhas, não é amor?

- Amamos ficar juntinhas.

 De repente um latido é ouvido e um pequeno cachorrinho da raça cavalier king entra correndo e pula nas pernas de Ana, assustada se protege atrás de Paola.

- Hey, quem é esse garotão aqui?

 Pergunta a argentina, enquanto pegava o cachorro no colo.

- Esse é o mané. Desculpe, Ana Paula.

- Ele é tão bonitinho.

 Paola se divertia com o bichinho peludo em seu colo, que retribui o carinho lambendo o rosto da mulher.

- Acabamos de tirá-lo de um abrigo e ainda está sendo treinado. Desculpe.

- Não, está tudo bem.

- Tomem cuidado para ele não sair ou as águias podem pegá-lo.

- Não, não ouça o que ela diz. Ela só está caçoando de você, não é?

 A jovem continuava brincando com o cachorrinho por um tempinho, até que ele se sente incomodado de ficar tanto no colo e ela o coloca no chão.

 Hirma aproveita para explicar onde ficavam as toalhas e roupa de cama extra, e também cobertos caso esfriasse. A senhora avó de Paola vai até o armário e tira uma antiga manta, e entrega para as mulheres.

- Usem isto. Tem poderes especiais.

- Que tipo de poderes?

- Eu o chamo de "fazedor de bebês".

 As mulheres ficam rubras pela bela "indireta" da senhora. 

- É melhor deixarmos vocês sozinhas. Foi um dia e tanto. Boa noite, meninas.

 As senhoras finalmente saem do quarto, deixando Ana Paula e Paola sozinhas.

 Enquanto a editora desfrutava de um bom banho quente, Paola ficou com a tarefa de arrumar sua cama, no chão mesmo já que em hipótese nenhuma elas dividiriam uma cama. A argentina já usando seu pijama, deitasse.

- Então, faz tempo que não vem para casa?

 Pergunta Ana Paula, ainda dentro do banheiro.

- Não tive muito tempo de férias nos últimos três anos.

- Quer parar de reclamar? Hum… não olhe, está bem?

- Está bem...

- Está de olhos fechados?

- Totalmente.

- Tem certeza?

- Absoluta.

 Confiando na palavra da argentina,  Ana Paula finalmente sai do banheiro, descalças, usando apenas um conjunto de baby doll na cor rosa clarinho.

 Não acatando o pedido da mulher, Paola a olha seguir para cama e esconder-se debaixo do edredom.

- Esse é o pijama que decidiu trazer?

- Sim, porque era para mim estar sozinha em um hotel, lembra?

- Será que podemos dormir?

- Está bem!

- Que bom… 

 Ana Paula apaga a luz do abajur e se deita. Ainda estava de dia, então a luz começa atrapalhar a mulher. Antes mesmo que ela pudesse terminar de reclamar, Paola aperta um botão do controle, que fecha rapidamente as cortinas.

- Obrigada…

 Cada uma vira para um lado, e logo pegam no sono.


Notas Finais


Gentyyy! E essa Luna, heiiin? Falo nada!

Manézinho presente na fic, amoo! Kk ❤

E o beijo? Inexplicável? Huuum...

Beijos e até o próximo ❤☇


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