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História A proposta - Capítulo 30


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Notas do Autor


Olha eu aqui de novo, ESTOU SEM NADA PRA FAZER E ESTOU ESCREVENDO. Mas vou dar um tempo para a minha mente, mas na metade da semana ou antes pode ser que eu publique.

Muito obrigada mesmo pelos comentários, fico feliz demais. Obrigada, de coração.

Se cuidem, um beijo.

Capítulo 30 - “... ela foi minha...”


 

 

 

Não posso acreditar, a inseminação tinha dado certo eu estava grávida. Me perdoa meu bebê eu não sabia caio no choro e não sei a quanto tempo fico ali chorando.

Não posso ficar aqui tenho que fugir, mas como? 

Vejo que todas as janelas tem grades então essa opção está descartada. Terá que ser por onde ele entra, mas como?

As horas vão se passando e a tristeza começa a tomar conta do meu peito. Se estou aqui a três dias e não me acharam deve ser porque não devem estar me procurando. Estou fraca e o sono começa a chegar, acordo um tempo depois e nada do Felipe aparecer.

 

 

Acordo novamente tento me levantar e vou até a porta que está entre aberta então saio do quarto a porta de entrada também está aberta. Mas Felipe está na cozinha então tento correr para fora para pedir socorro, mas minhas pernas não obedecem e caio fazendo barulho e nesse momento ele vem até onde estou enfurecido.

 

— Onde você pensa que vai? — diz Felipe puxando o cabelo de Sam a erguendo-a.

— Felipe me deixe ir, por favor — diz Sam chorando.

— Cala a boca vagabunda — diz Felipe furioso — você é minha está escutando? MINHA.

Neste momento ele dá um tapa em meu rosto que caio no chão.

— Você nunca mais vai sair daqui está me ouvindo? Você é minha e você vai ser castigada por fazer isso.

— O que você vai fazer? — diz Sam passando a mão onde Felipe lhe bateu.

Ele me puxa pelos cabelos como se fosse um homem das cavernas e me joga na cama e me amarra.

— Felipe por favor, não — pede — eu prometo não fazer mais isso.

— Agora é tarde e eu precisarei sair e não sei que horas volto — diz pegando as chaves do carro.

— Com quem vou ficar?

— Sozinha amorzinho, mas fique tranquila ninguém nos achará aqui. 

— Felipe eu estou com sede e com fome.

— Esta de castigo — dizendo isso ele tampa minha boca e sai.

 

Escuto barulho de carro se distanciando, depois um silêncio absurdo. Ele me deixou e partiu como vou sair daqui? Até tento mas, não consigo me soltar. Não tem o que fazer, agora é rezar para que alguém me ache. Então acaba que começo a ficar sonolenta novamente e tudo fica escuro.

Acordo e nem sei quanto tempo eu dormi nesse quarto nem tem como eu saber se está de dia ou noite é tudo muito escuro.

Tudo vem na minha cabeça e choro muito, eu não acredito que perdi o meu bebê nesse tempo de sufoco nem tive tempo de ir ao meu médico confirmar a gravidez e contar para a Lica, se eu soubesse não teria feito o que eu fiz tentaria alguma coisa que não colocasse em risco o meu bebê. Por quê? Por quê?

Estou tentando lembrar o que aconteceu antes do acidente, e me recordo que estava falando com a Sophie sobre o plano, mas, e depois? 

Estou fraca demais e não estou conseguindo raciocinar direito e meus olhos teimam em fechar.

 

— Amorzinho cheguei! — anuncia Felipe

— FELIPE ÁGUA — diz Sam não conseguindo nem falar direito de tão seca que estava sua boca.

— Oi amorzinho vou pegar para você e trouxe comida. Preciso que você esteja forte para a nossa noite de núpcias. 

 

Então ele me traz água e me serve comida, mas não me desamarra ele dá comida na minha boca.

O que ele quis dizer com noite de núpcias, será que ele vai querer... Não, não prefiro morrer.

E agora não sei a quanto tempo estou aqui e continuo fraca. Meu corpo doe muito por estar tantos dias deitada preciso falar com ele quando voltar.

 

— Amorzinho trouxe um presente para você — diz Felipe dando um embrulho nas mãos de Sam.

— Felipe preciso andar, não posso ficar deitada eu só levanto para ir ao banheiro e volto para a cama.

— Eu ainda não posso te soltar amor, depois da nossa lua de mel você será só minha de verdade daí eu te solto para você cuidar da casa.

— Há quantos dias estamos aqui?

— Quer saber por quê?

— Só curiosidade.

— Você não me engana — desconfia Felipe — você quer saber porque acha que não vão vir te buscar não é?  Pois fique sabendo que não estão te procurando.

— Felipe a minha amiga a Vitória, me deixa falar com ela — pede — ela deve estar preocupada.

Então ele se enfurece e joga o prato de comida no chão e me dá outro tapa no rosto.

— Sua vadia pensa que me engana — diz Felipe com raiva — acha mesmo que vou acreditar em você? Você acha que sou idiota? Digamos que eu ligue para sua amiga, ai a policia rastreia o celular e vão vir até aqui. Nossa amor achei que você era menos ingênua, acredite ninguém vem te buscar e só para matar sua curiosidade hoje faz quase 1 semana que você está aqui na "sua" casa.

 

Dizendo isso sai batendo a porta e me deixando novamente amarada. Então eu durmo de fraqueza porque estou sem a refeição pois ele jogou no chão.

 

 

Estou na boate conversando coma Sophie e Lica entra e começa a gritar comigo "Você não vale nada. Como pode fazer isso comigo?".

— Deixa ela explicar, não e o que você está pensando — diz Sophie tentando ajudar Sam.

— Cala a sua boca — diz Lica partindo para cima de Sophie.

Não Lica...

— Lica me escuta, confie em mim eu vou te explicar — tenta Sam

— Suma da minha vida — grita — nunca mais se aproxime da minha família, minha empresa e nunca mais cruze meu caminho.

— Me escuta você vai entender eu estou aqui por amor à você, olha para mim.

— POR AMOR? VOCÊ NEM SABE O QUE E ISSO, EU TE ODEIO.

 

 

 

Acordo assustada e agora, e recordo do que aconteceu.

Lica me seguiu até a boate e me viu com a Sophie deduziu que... Como pode desconfiar de mim? Tanto que lhe pedi que acreditasse no meu amor, quantas provas de amor eu dei, dei meu coração e o que ela fez? Ao primeiro sinal de dúvida me humilha e me trata como lixo. 

Eu não posso perdoa-la, eu perdi o meu filho e ela é tão culpada quanto Felipe, eu os odeio.

Então neste momento Felipe entra.  

—Amorzinho veste isso — diz desamarrando Sam.

Sinto calafrios, é uma camisola de seda branca.

— Felipe por favor, não faz isso. Eu não te amo — diz Sam implorando.

 

Nesse momento me arrependo do que disse, ele me joga no chão com tamanha violência, me chuta várias vezes, arranca minha roupa e coloca a camisola.

— Vagabunda, tanto que eu te desejei e você sempre fazendo doce e eu tolo sempre te respeitei. Porque você seria mãe dos meus filhos, mas eu tinha minhas necessidades e você não aceitou. Sabe o quanto eu sofri? Você sabia que era você quem eu queria, mas não a donzela não queria. Ai na primeira oportunidade deu para a primeira pessoa que viu, eu não aceito perder para uma mulher — diz Felipe furioso batendo em Sam.

 

Ele arranca a minha calcinha, eu tento me proteger o empurrando mas ele é muito forte é inútil. Não consigo lutar mais, não tenho forças e ele me penetra com tanta violência que grito pedindo socorro. Ninguém me escuta e ele continua. Quando ele termina sai de cima de mim e cospe a minha cara.

 

— Isso é só o começo, aceita que você agora é minha para sempre — diz Felipe.

 

E sai do quarto e eu não consigo me mover, eu quero morrer só isso e tudo escurece de novo.

Passa um tempo novamente, mas não consigo me mover e fico olhando o teto. Tudo parece tão quieto de repente escuto um barulho ensurdecedor e depois tiros e a escuridão do quarto é quebrada com a abertura brusca da porta, quando vejo é um policial e ele vem até onde estou e me diz "ACABOU" não vejo, não escuto nada e tudo escurece.

 

 

No lado de fora...

 

— Pessoal vamos invadir em dois minutos, se preparem — anuncia Augusto — vocês três esperem aqui, podem se machucar. Não sabemos quantas pessoas tem lá dentro, não podemos arriscar. Usaremos uma bomba para derrubar a porta e a mesma fará uma fumaça, como entraremos de mascara teremos vantagens.

— Augusto me deixe ir? — pede Lica.

— Lica não — diz Augusto — e eu te prometo que lhe entregarei ela em menos de cinco minutos.

— Ok, mas Augusto?

— O quê? 

— Não o mate — diz Lica.

— Farei o possível.

 

E assim ao sinal dele eles avançaram e tudo é muito rápido. A porta cai eles entram, escuto tiros e depois o silêncio toma conta do lugar. Vejo um policial com a Sammy em seus braços, perco as forças achando que ela pode ter levado um tiro.

 

— Calma, ela só esta desacordada — diz o policial tentando acalmar Lica.

 

Neste instante entra a ambulância que estava longe um pouco só aguardando o sinal. E com muita rapidez vêm os paramédicos e a colocam na maca, a observo e vejo seus ferimentos e sua camisola.

A raiva toma conta de mim e parto em direção a casa mas, quando chego vejo Tina e Sophie chutando o patife.

 

— CHEGA — grito — AGORA ELE É MEU.

 

E vou para cima dele e o chuto, eu quero matá-lo. O levanto e o sento em uma cadeira olhando na sua cara maldita.

 

— Vamos bata em mim, você não é o machão? Vamos, quero que você me bata. Você não é bom batendo em mulheres?

— Ora, ora se não é a patricinha que roubou a minha mulher — debocha Felipe. 

— Ela nunca foi e nunca será.

 

Dou-lhe mais alguns socos ao ponto da minha mão sangrar.

 

— Lica chega — diz Tina — ela precisa de você.

 

Estou indo em direção da porta Tina e Sophie estão atrás de mim. Então o canalha abre a sua maldita boca e fala.

 

— Ela foi minha sim sua idiota deveria ter chego mais cedo — diz Felipe irônico — eu a tive e ela gostou.

 

Eu viro em sua direção, mas a Tina estava mais perto e o chuta o fazendo cair no chão. E ainda continua mesmo sem forças.

 

— ELA ME AMA E EU VOU SAIR DESSA E VOU VOLTAR E BUSCAR O QUE É MEU —diz Felipe.

 

Não aguento e tento ir a sua direção. Augusto foi mais rápido sacou a arma e dá um tiro em sua testa.

 

— Isso foi por Katharine e a Samantha seu desgraçado faça uma boa viagem para a sua casa no inferno — diz Augusto guardando a arma.

 

Fico estática com a cena e acho que foi a primeira vez que Augusto atira, fica explicito a sua reação ele está imóvel.

 

— Vamos sair daqui — diz Sophie nos direcionando a saída.

 

A ambulância já levou a Sam e vamos para o hospital. No caminho ligo para o meu pai. 

 

*Ligação on*

— Pai?

— Filha está tudo bem? Você se machucou? — pergunta Edgar preocupado.

— Estou bem pai, acabou. Ela está no hospital estou indo para lá.

— Graças a Deus filha. Estamos indo também, me mande o nome do hospital por mensagem.

— Ok, vou ver com o Augusto para qual ela foi levada.

 

*Ligação off*

 

 

Preciso vê-la o mais rápido possível. 

Mando o endereço para o meu pai não demora muito chego ao hospital. Ela está sendo atendida.

 

Já se passaram duas horas e nada de noticias, todos estão aqui. Meu pai já surtou várias vezes querendo noticias e de repente vem um médico.

 

— Boa noite, familiares de Samantha Lambertini? — pergunta o médico.

— Sou Heloísa mulher dela — diz Lica se apresentando — Dr. como ela está?

— Sra. Heloísa o caso da sua esposa é delicado. Infelizmente ela teve vários traumas, ela está em coma induzido pois, sofreu uma pancada na cabeça e acreditamos ter sido no acidente — explica o médico — porém foi agravado por outra agressão mais recente, muito provável por chutes devido ao histórico de agressões. Ela contém uma costela quebrada e com início de uma anemia causada por conta de um aborto e não sabemos como foi tratado. O coma é para diminuir o inchaço do cérebro esperamos que logo se normalize, porém, pode desenvolver estresse pós-traumático muito comum para pessoas que passam por agressões, estupros e sequestro. Alguns pacientes ficam em estado de choque e precisam de um especialista mas, são só suposições pois cada indivíduo reage de um jeito uns ficam inertes a qualquer coisa ao seu redor, com olhar fixo ao nada, outros ficam agressivos e muito depressivos. Mas vamos esperar, cada coisa no seu devido momento.

— Aborto? — pergunta Lica confusa —  Dr. posso vê-la?

— Ainda não, mas assim que ela for para o quarto venho avisar.

 

Então eu sento no chão e choro. Como assim grávida? Ela não me disse nada em relação ao que conversamos sobre inseminação. Como ela pode ser tão irresponsável? Colocou a criança em perigo, não acredito. Por que meu Deus? Por quê?

 

— Filha fique calma — diz Marta abraçando Lica — ela precisa que você seje forte, ela vai precisar muito.

— Mãe ela estava grávida, eu não sabia — diz Lica chorando.

— Filha eu acho que nem ela sabia. Jamais ela arriscaria a vida do bebê assim, acredite ela não deveria saber.

 

 

 


Notas Finais


Lica descobriu que Sam estava gravida.
Será que a Sam vai querer ver a Lica depois do que aconteceu?
Nossa Liquinha ainda deu uma surra no bode maldito.

Espero que tenham gostado. Comentem meus amores.


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