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História A Proposta - Capítulo 8


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Notas do Autor


Demorei um pouquinho, mas cheguei!
Boa leitura!!

Capítulo 8 - Uma procura pelos seios


Pov Camila

 

Assim que sai da casa um pouco atordoada, vi uma bicicleta no quintal e decidi pegar para dar uma volta, apesar de fazer tempo que não ando nesse trem.

Comecei a pedalar pela minifloresta que tinha atrás da casa, enquanto falava comigo mesma.

-Você só tem que manter o foco Camila... É só um acordo profissional.

Continuei descendo até que fui perdendo o controle.

Meu rosto batia nas galhas das árvores mais baixas.

Tive que frear colocando os pés no chão, pois não encontrei o freio na bicicleta.

Abaixei minha cabeça encostando no guidão.

-Eu só queria um pouquinho de ar fresco.

Choraminguei e ouvi um som.

Levantei a cabeça.

-O que é isso?

Sai da bicicleta e fui levando ela ao meu lado.

Caminhando em direção ao som.

Era uns batuques de tambor.

No meio do mato.

Quando me aproximei olhei por entre as galhas.

-O que diabos é isso?

Tinha uma fogueira e uma pessoa com uma manta.

A pessoa falava umas coisas entranhas.

Até que falou algo que entendi.

-Venha até mim Camila!

-Camila?

Falei baixo.

Como ela sabe meu nome?

Então a pessoa virou.

-Sou eu a vovó.

Aleluia.

-Ah oi...

Disse com um sorriso amarelo.

-To vendo que você é curiosa.

Ela falou.

E me chamou.

-Venha ver como eu agradeço a mãe terra.

-Olha só eu não sou tão curiosa assim... eu vou...

Queria fugir dali.

-Olha a sua volta a mãe natureza criou tudo isso, assim como colocou você e Lauren juntas para se casarem.

Minha cara estava de maior taxo possível.

-Nós temos que agradecer para que vocês sejam muito felizes.

Fiz uma careta.

-Venha! Dance comigo para celebrar.

-Não da para eu agradecer daqui mesmo?

-Eu insisto!

A velha falou e a fogueira aumentou.

Jesus Amado.

Viu Camila onde se meteu.

-Ta.. Ta... Ta.. Eu vou descer e dançar com você.

Escorei a bicicleta em uma árvore e desci onde a vovó estava.

-Veja e aprenda!

Olhei ela que começou a rodar ao lado da fogueira, fazendo uns barulhos estranhos.

Comecei a fazer no ritmo dela.

-Vamos Camila! Sinta o ritmo dos tambores... agora você.

-Eu o que?

Perguntei enquanto dançava como ela.

-Canta!

-Cantar o que?

-O que vier a sua cabeça... É assim que se faz.

-Mas eu não conheço cantos.

-Cante para as árvores, use as vogais. E, o, o.

Repetia com ela no ritmo.

-Para as árvores. Para as arvores.

Falava no ritmo rodeando a fogueira com as mãos para cima.

-Isso, para o universo.

Então me veio uma música na cabeça.

Comecei a cantarolar baixo e a vovó falou.

-Mais alto! Mais alto.

Fiz o que ela pediu.


-To da window, to da window, to da wall, to da wall
Till the sweat drop down my balls
Till all dem bitches crawl.

 

Comecei a me soltar.

Olhei para vovó e ela também começou.


-To all skeet skeet motherfucker
To all skeet skeet goddam
To all skeet skeet motherfuckers
To all skeet skeet goddam.

 

Me aproximei da vovó.


-Let me see you get low you scared you scared
Drop dat ass to the floor you scared you scared
Let me see you get low you scared you scared
Drop dat ass to the floor you scared you scared.

 

Ela repetia o final da frase enquanto eu cantava empolgada e rebolava.

 

*****

 

Pov Lauren

 

Depois que a Camila saiu eu logo decidi dar uma volta também.

Estava com uns pensamentos estranhos.

Que não vem ao caso.

Já que quero tirar isso da cabeça.

Comece a andar pelo grande gramado extenso da casa.

Quando cheguei nas árvores comecei a ouvir uma voz cantado.

Parecia a da Camila.

Afinal já ouvi ela cantar.

Comecei a andar em direção da música.

Mas por que ela estaria cantando no meio do mato?

Segui andando.

Quando cheguei no local ela estava de costas para onde eu estava parada e olhando para minha vó que sorridente cantava com ela.

Um hip hop.

Hã?

Ela cantando veio pulando e rebolando para trás e só parou quando eu falei.


-Now stop den wiggle wit, yeah
Now stop den wiggle wit, yeah
Now stop den wiggle wit, yeah
Now stop den wiggle wit, wiggle wit it.

 

-O que é isso?

Ela se virou me olhando um pouco envergonhada enquanto eu sorria e minha avó desligou o rádio que tocava uns batuques.

-Ah você sabe a vovó queria que eu cantasse com o coração.

Ela se explicou.

-E foi isso que saiu do seu coração?

-É que rimava com a batida.

Nos encaramos e eu neguei.

-Seu celular chegou, estou indo na cidade buscar, quer vir?

Perguntei mudando de assunto.

-Quero! Quero sim! A...

Ela se virou para falar com a minha avó.

-Tudo bem se eu for com ela?

-O que você quiser é o que deve ser feito!

-Mas você vai ficar bem se eu for?

-Claro, vai lá.

-Ta bom, tchau vovó.

Ela se virou e veio caminhando até mim.

Brinquei com minha avó.

-É maluquinha!

Levei um tapa no braço.

-Cala boca.

 

*****

 

Pov Camila

 

Depois de pegarmos a lancha e chegarmos em uma das lojas da cidade eu fiquei olhando as coisas enquanto Lauren foi pegar o celular com o vendedor.

Que pasmem.

É Harry também.

Esse cara faz de tudo, socorro.

-Olá!

Ele disse vindo até mim enquanto a Lauren procurava algumas coisas.

-Oi.

Disse com um sorriso forçado.

-Se lembra disso?

Ele disse se sacolejando todo.

-A claro, maravilhoso.

Fui andando até a Lauren.

-Quem diria, acho que você impressionou o Harry.

-Uhum..

Ela pegava algumas coisas.

-Escuta só, curiosidade sobre Lauren número onze. Eu gosto dessa batata.

Disse me mostrando uma lata de batata.

-E gosto de carne seca, refrigerante só comum, diet não.

-Quantos anos você tem? Treze?

Perguntei a provocando.

Antes dela responder o Harry apareceu entregando o celular para ela.

-Aqui está, totalmente carregado.

-Valeu.

Saímos rápido da loja.

-Inacreditável eu tenho trinta e sete mensagens... Droga preciso de um computador, tem um nesse fim de mundo?

Perguntei enquanto andava com ela pelas ruas da cidade.

E ela me levou para uma lan house

Eu nem sabia que isso ainda existia.

 

*****

 

Pov Lauren

 

-Olha só quando o tempo acabar ele da um apito e é só colocar mais moeda.

Disse me aproximando da Camila.

E levando a mão até ela.

-Que isso?

-Moeda!

Falei e vi uma pessoa passando pela janela.

-Pega! Vou te esperar la fora.

Entreguei e sai enquanto ela resmungava.

 

*****

 

Pov Camila

 

-O que eu faço com isso?

A Lauren saiu não me dando a mínima.

Ok eu sou uma mulher inteligente e vou descobrir.

Tinha uma maquina atrás da tela do computador.

Tinha um buraco.

Enfie umas três moedas e começou a fazer um barulho.

-Ai meu Deus o que é isso?

Olhei o dono da loja, mas ele me olhou e não deu a mínima.

Então de repente a tela liberou para eu mexer.

Entrei na internet e digitei o que procurava.

Enquanto carregava olhei pela loja e então olhei para a janela e vi de longe a Lauren conversando com a Keana.

Senti um leve incomodo.

Que nem fez sentido.

As duas sorriam e eu dei um sorriso triste.

 

*****

 

-Foi legal você ter visto a Keana né.

Falava com a Lauren enquanto voltavamos para o cais.

-Foi.

Ela disse simples.

-Ela estava muito bonita hoje.

-É, estava sim.

-Uhum, deve ter sido bom vocês terem se encontrado para conversar.

Falei.

-É verdade, foi muito bom mesmo... a gente não se via a muito tempo.

Ficamos em silêncio então ouvi uma voz.

-Olha elas estão ali, Camila...

Nos viramos.

Era a mãe e a avó da Lauren.

-Acho que vamos ter que roubar você minha jovem.

Abuelita falou enquanto as duas se aproximaram.

-Ah não...

Tentei fugir, mas a vovó continuou.

-Não se preocupe, nada de stripers, nem cantos da floresta. Venha!

-É venha! E você fica, depois é a sua vez.

Essa foi a mãe de Lauren, falando a última parte para Lauren.

Elas sairam me puxando.

Olhei para trás e a Lauren deu de ombros.

 

*****

 

-Nem acredito que isso está acontecendo.

Abuelita falou enquanto eu estava no provador.

De uma loja que parecia ser delas.

Eu já falei que tudo dessa cidade parece ser dos Jauregui’s né?

-Escuta esse vestido não deveria ser a Lauren a usar?

Perguntei pois não me agradou nem um pouco.

-Não querida, ela vai usar o meu...

Clara falou.

Ai que ótimo.

-Minha mãe fez esse vestido nessa mesma sala em mil novecentos e vinte nove... engraçado como as coisas voltam a moda.

Não vovó, elas não voltam.

-Estou acabando de abotoar.

-E não se preocupe com os ajustes... abuelita é a melhor costureira do sul do Alasca.

Clara falou.

Assim espero.

Abri a cortina.

Saindo do provador.

Vi a cara das duas.

-É, está um pouquinho folgado, mas ótimo.

-É, eu tinha um pouquinho mais de busto que você e na época estava grávida.

Então ela se aproximou pegando no tecido do vestido.

-Vamos ver se conseguimos achar seus seios.

Gente que isso?

Também não precisa magoar.

-É eles estão por aí em algum lugar.

Ela continuava falando.

-É estão aqui.

Falei apontando.

-São tão pequenininhos.

Ela sorria.

Tentava sorrir também.

-É eles devem ter encolhido com o ar frio do Alasca.

As duas deram risada e vovó falou pegando meus seios por cima do tecido.

-Olha eles aí.

-Viu achou.

-Agora sim.

Ela começou a marcar o tecido para diminuir e Clara continuou a falar.

-Olha eu estava pensando, se você quisesse, talvez nós pudessemos passar o natal desse ano com vocês.

Ela dava uns ajustes na parte de trás do vestido.

-Ah isso... isso seria ótimo.

Falei.

Claro que não seria.

 Não vamos mais estar casadas.

-Ou quem sabe a gente possa vir até vocês.

Falei dando uma ideia mais fácil.

-Ia ser maravilhoso!

Ela disse.

Sorri.

-Eu ia gostar muito.

Ela disse com uma voz de choro e eu a olhei.

-A Clara, anda logo você tem muito o que fazer.

-Eu sei desculpa, desculpa.

-Vai preparar um chá para você. Eu termino isso aqui.

Vovó disse e ela saiu.

-Agora vamos deixar esse vestido absolutamente perfeito.

Dei um sorriso forçado para a vovó e assim ela continuou.

 

*****

 

-Agora o toque especial e você está pronta.

Ela se aproximou e prendeu um colar em meu pescoço que tinha uma pedrinha azul.

Me olhei no espelho e toquei ele.

Vovó me abraçou de lado.

-Ele está na família a mais de cento e cinquenta anos.

Olhei ela.

-Aí ele é lindo, só que eu acho...

Ela me parou.

-Shiii, eu não terminei ainda.

-Desculpa!

Ela continuou.

-Meu bisavô deu ele para minha bisavó quando eles se casaram e foi um escândalo, porque ele era Russo e ela era uma índia e naquela época tinha que ter uma aprovação de todos os membros da tribo para poder casar, quase separaram eles.

-E como foi que eles ficaram juntos?

Perguntei curiosa.

-Ela era muito parecida com você... firme, não aceitava não como resposta, ela fez bem a ele e eu quero que fique com isto.

-É.. N-não, não.. eu..

-Ah nem pensar, as vovós adoram dar presentes aos seus netinhos, faz com a que a gente sinta que vamos fazer parte das suas vidas mesmo depois que partimos. Aceita!

Neguei com a cabeça emocionada.

E toquei o colar.

-Você deveria dar a Lauren.

-Não se preocupe querida, a Clara vai cuidar das coisas dela.

Tentei segurar o choro enquanto ainda segurava o colar.

-Você está bem?

-É eu.. eu.. Só queria ter certeza de que vai dar tempo de fazer os ajustes.

Mudei de assunto.

Ela sorriu.

-Não se preocupe com isso querida, você vai ficar linda.

Tentei sorrir.

-Deixa eu tirar os alfinetes, só um minuto.

Ela saiu e eu me olhei no espelho.

Controlando o choro.

O que eu estou fazendo?

Estou iludindo toda a família da Lauren que está sendo um amor comigo.

E pior.

Sinto que estou me auto iludindo também.


Notas Finais


Desculpem os erros.

Música: https://www.youtube.com/watch?v=yUZeZNxiD-M

Ta quase acabando hein, até o próximo peoples...


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