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História A Prostituta e a Filha - Capítulo 9


Escrita por: Radha333

Capítulo 9 - A Negação


Fanfic / Fanfiction A Prostituta e a Filha - Capítulo 9 - A Negação

-Eu não sei se quero te contar isso meu amor. Não quero que me ache uma louca ou que me ache uma pessoa ruim. Eu sei que é muito cedo, mas eu me apeguei à você.
-Eu vou te perdoar, eu prometo.
-Você não pode ter garantias que não vai se aborrecer só prometendo benzinho. Não controlamos estes sentimentos.
-Mas eu cumpro minhas promessas. Pelo menos tento de tudo para.
-Tá bom. Eu quero uma música mais dramática.
Sara ri, mas vai por uma mais dramática. Ela coloca Gymnopedie and Gnossienne de Erik Satie.
-Ta bom essa?
Rosana faz que sim. Mas fica quieta depois disso. Sara decide não forçar nada. Apenas pega a coberta que estava aos pés de Rosana e lhe cobre e fica ali abraçadinha com ela. Rosana acha adorável ser coberta e vira pra ela, fica olhando em seus olhos enquanto lhe acaricia a face, no que Sara o faz também delicadamente. Então Rosana lhe conta toda sua paranoia. Que saiu pra chorar do quarto quando se conheceram porque tinha em mente que pelas datas ela podia ser reencarnação de sua filha e por mais que isso não pudesse existir ela não ligava, porque sentia aquilo e se a sua teoria não pudesse ser totalmente negada ela iria se agarrar à ela ainda. Ela conta toda sua história e quando termina Sara parece chateada. Era o que Rosana temia. Sara vira de costas para ela, com a face virada para a parede na cama. Rosana sente um choro vir, não queria chateá-la.
-Sara... - Rosana começa a falar. - Eu sei que eu não fui uma boa mãe pra Sofia quando eu estava grávida e joguei muito ódio nela, mas isso caiu por terra quando eu a vi. Você tem que entender que...
Sara a interrompe,  virando pra ela e colocando a mão em sua boca, com sutileza. Rosana não fala mais nada.
-Você está repetindo o que disse Rosana, eu já entendi. Não é por isso que eu estou chateada. Não é possível que você não consegue perceber o porquê.
Os olhos de Rosana já estavam vermelhos,  mas Sara vê aquilo e parecia fria. Ela volta a se virar de costas para Rosana com a face para a parede. Seus olhos também ficaram vermelhos.
-Mas que diabo Sara! Fale o porquê! - Rosana fala exaltada e Sara vira pra ela mais chateada ainda, mas decide falar.
-Eu estou chateada porque agora eu sinto que você só gosta de mim porque pensa que eu sou a encarnação de sua filha. O que eu sou vem das minhas vivências, das minhas experiências. Se eu fosse criada por você eu nunca seria o que eu sou hoje. Não é questão de melhor ou pior, mas de diferente.  Eu não sou ela. Eu posso ser a reencarnação dela? Ok, são realmente muitas coincidências pra se ignorar, mas isso me chateia Rosana. Me chateia porque agora eu sinto que você só gosta de mim por isso. Que se você não pensasse que eu sou ela você não ia gostar de mim como eu gosto de você. E eu nem precisei pensar que você era alguma reencarnação passada minha pra poder gostar de você. Eu gostei de forma pura e genuína. Já você me amou como numa fantasia. E eu sinto que a reciprocidade que eu desejava está se mostrando utópica.
-Eu juro pela minha vida Sara, eu sinto do fundo da minh'alma que se eu não tivesse essa paranoia eu iria gostar de você de qualquer jeito.
-Você sente, mas sabe que não tem certeza. Fala isso, pois já está apegada e não quer me perder.
Sara chorava.
-Eu imaginei que você fosse ficar feliz de saber a intensidade do meu amor por ti. Está me queimando Sara, me levando à loucura. Pra sociedade a obsessão é uma doença, mas se conciliada com amor sincero tem sua luz, não tem?
Sara estava encolhidinha de olhos fechados.
-Supomos que eu seja ela. O que me garante que isso não é coisa do momento, um desejo de redenção, de absolvição, de expurgo da culpa? O que me garante que você volte a não gostar de mim? Não há garantias e eu preciso me sentir segura e estável Rosa. Você me deixou insegura.
-É uma contradição, pois você já devia estar insegura antes.
-É uma contradição sim Rosana. Antes eu estava insegura que você não queria nada sério comigo, mas estava quase segura já de que gostava de mim. Agora estou segura de que quer algo sério comigo, pelo menos por enquanto, mas estou insegura por eu não ser o que te fez se apaixonar por mim, mas sim uma ideia que você criou de mim. Isso me assombra.
-Sarinha meu amor, olha pra mim, não fecha os olhinhos não. - Sara o faz. - Supondo que eu não te conheça e aparecesse uma menina na mesma data que o seu aniversário e eu crie a mesma paranoia. Cada vez que o tempo passasse, mais eu iria perceber como não éramos compatíveis e a ia deixar ir, sabendo que estava bem onde estive. Ia manter um carinho amigável, porém nada mais que isso. Você me conquistou com sua personalidade,  seu jeito, seus gostos. Isso foi só mais um fator. Eu juro Sara, eu estou sendo sincera com você. Eu gosto de você pelo que você é e não por mera representação do passado. Acredite em mim.
Sara a encara por alguns segundos e acaba cedendo. Sara a abraça e Rosana chora aliviada. Aqueles momentos da negação de Sara foram um tormento.
-Eu vou acreditar em você. - Diz Sara. - Por favor, não despedace meu coração, seria a gota d'água pra mim.
-Eu não vou minha filhinha.
Rosana lhe dá beijinhos.
-Sua mamãe está aqui, eu não vou te abandonar. Vai ficar tudo bem.
Elas ficam abraçadas e começam a cochilar de sono.
-Mãezinha... vai colocar um pijama e me dá um também pra gente mimir.
Rosana se levanta e vai trocar de roupa. Ela coloca um shortinho uma blusinha simples de alcinha e dá uma camiseta larga pra Sara usar. Quando Sara se despe do vestido alguma coisa mexe com Rosana. Ela fica enamorada pelo seu corpo, tão delicado, parecia-lhe tão frágil. Queria abraçá-la e beijar lhe inteira. Quando Sara foi pôr a camiseta, Rosana toma dela e lhe dá um sorriso. Rosana queria amá-la assim como Sara a amou, carnal, mental e espiritual em perfeita conexão. Rosana tira sua blusa também. Sara cora. 



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