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História A Protegida do Delegado - Capítulo 10


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Notas do Autor


Oiiii! Espero que vocês estejam bem e que aproveitem esse capítulo! Não se esqueçam de comentar o que estão achando por favooor!

Capítulo 10 - Beijos e Discussões


Fanfic / Fanfiction A Protegida do Delegado - Capítulo 10 - Beijos e Discussões

 Segurei minha língua até estarmos dentro do apartamento de Christopher, mas assim que entramos nele, eu explodi.

 - O que raios você quer comigo Christopher?! Já dei a droga do depoimento que você queria, até arranjei outro lugar pra ficar, para te livrar de ficar preso a mim e ainda assim você não me deixa em paz! Mas que saco! O que tenho que fazer para você esquecer de mim? Morrer?! - eu gritava e ele me encarava sério.

 - Não diga bobagens, Ewin. - respondeu simplesmente e fez menção de sair da sala, mas o segui pelo corredor. Se ele achava que iria fugir dessa conversa estava muito enganado! 

 - Me responde! Ou eu juro que dou um jeito de sumir da sua vida tão rápido quanto entrei nela! - já me sentia sem fôlego. 

  O delegado parou no meio do corredor e quase esbarrei em suas costas largas. Então, rapidamente fui jogada com força contra a parede.

 - Caralho Ewin! Você não consegue calar a merda da sua boca?- gritou com o rosto vermelho de raiva, vindo até mim. Não me surpreendi quando uma de suas mãos foi de encontro ao meu pescoço, mantendo-me presa a parede. Minha respiração era pesada e seus olhos azuis eram ferozes. - Fui atrás de você e irei de novo se inventar de fugir! Não vê que eu estou tentando cuidar de você porra?- continuou a gritar e me senti fraca.

  - Me solte. - consegui falar ofegante e depois de olhar meu rosto de um jeito intenso, para minha surpresa, ele me obedeceu e sua mão me soltou.

  Walker suspirou e se jogou de costas contra a parede oposta a que eu estava presa antes, fechando os olhos.

 - Não precisa cuidar de mim, posso fazer isso sozinha. - sem perceber, eu já cruzava o pequeno espaço entre nós, até ficar a pouco centímetros dele, que permanecia de olhos fechados, senti sua respiração pesada contra a minha.

  - Até agora só a vi tomando decisões imprudentes, não venha me dizer que pode cuidar de si mesma. - disse e então finalmente abriu aqueles olhos azuis.

  Sem conseguir mais controlar a chama que se ascendia dentro de mim, o empurrei, ou ao menos tentei, mais contra a parede e me lancei sobre ele, grudando seus lábios nos meus, em um beijo cheio de raiva e desejo. 

  Nossas línguas se encontravam de um jeito quente, e o braço de Christopher me agarrava contra ele, tirando o resto de fôlego que eu tinha. 

  Meus dedos estavam em seu cabelo macio e sua barba arranhava minha pele. 

  Chris soltou meu cabelo que estava preso em um coque e senti seus dedos passeando por dentro da blusa, que Amy me emprestara.

 Com um impulso, prendi minhas pernas ao redor dos seus quadris e ele me levou para seu quarto. 

  Christopher se jogou comigo na cama e nossas línguas, travavam uma batalha violenta agora. 

 - Nunca mais vai fugir de mim. - ele disse com a boca agora em meu pescoço, enquanto sua mão, o segurava pela base. - Vou fazer você aprender a ser uma menina obediente. - os dedos de Chris desceram da minha barriga até o cós da calça, abrindo o botão com agilidade, enquanto a outra mão continuava no meu pescoço. Ele é tão quente.

  Quando o senti puxando minhas calças para baixo, lembrei que ele não sabia que eu era virgem, mas decidi que isso não me pararia desta vez.

 O delegado afastou-se de mim, para retirar minha calça e vi seu olhar focado na minha calcinha de renda azul. A blusa que eu usava, estava levantada até metade da minha barriga e não me lembro de já ter estado tão exposta assim, na frente de alguém. 

 Meu olhar caiu para o volume na calça de Walker e me peguei desejando aquilo que ele guardava ali.

  - Filha da puta de gostosa. - ele disse voltando pra mim.

  Seus dedos agora estavam no meio das minhas pernas, no lugar em que eu me sentia pingar de tão úmida e soltei um gemido fraco quando ele passou um dedo bem no meio dos meus grandes lábios. Seu dedo começou a brincar ali no meio, friccionando e eu estava louca por seus movimentos. Enquanto sua boca buscava a minha, senti o pau duro de Chris tocar minha coxa e espremi meus olhos.

  A mão que estava em meu pescoço desceu até um dos meus seios e senti que estava chegando ao céu.

  - Chris… - consegui dizer e o puxei pela gola de sua camisa, começando a tentar desabotoá-la. - Tira… - pedi com sua boca agora na minha. 

  Ele se afastou novamente e a tirou, quando começou a desabotoar sua calça, percebi que aquilo estava mesmo acontecendo e me sentei na cama tentando controlar minha respiração.

 - Não posso… - comecei, sem conseguir encará-lo.

 - Como assim não pode? - perguntou se sentando em minha frente, ainda com a calça vestida, segurando meu rosto com uma mão, fazendo-me olhar para ele.

 - Prometa que não vai me achar idiota. - pedi com um suspiro.

 - Já foi abusada Claire?- seu tom de voz era cauteloso e sua expressão séria.

 - O quê? Não, não é isso. - neguei com a cabeça várias vezes e respirei fundo tomando coragem. - É que… Sou virgem, okay Christopher? Sei como isso soa ridículo e estranho, mas não posso fazer nada se nunca apareceu ninguém que me deixasse confortável o suficiente para pensar em fazer sexo e nem sou tão velha assim, quer dizer, já vi pessoas bem mais velhas e virgens. Não que essas pessoas possam servir de exemplo mas - percebi que eu divagava e Chris não estava mais me escutando, seu cenho estava enrugado, sua expressão era pensativa.

  - Você é virgem?- perguntou como se não acreditasse no que havia acabado de escutar.

 - Não me escutou? Acabei de dizer que sou Walker!-  puxei a blusa que eu vestia para baixo, sentindo-me envergonhada e exposta.

 - Eu não esperava por isso. Claire… Eu… - pela primeira vez, Christopher Walker parecia sem palavras.

 - Estou cansada. - falei me levantando, peguei minha calça do chão e saí do quarto, deixando um Chris sem reação para trás.


  Pior do que encarar Chris, era ficar sozinha naquele quarto enorme e solitário. Fui para a área externa e me sentei na beira da jacuzzi, encarando o céu, assistindo a neve cair. Estava muito frio, mas eu não me importava.

 Certamente, o delegado contava com o fato de que eu tivesse alguma experiência no quesito sexual, não me admirava que o tivesse surpreendido.

  Não percebi sua aproximação, até vê-lo sentando-se ao meu lado.

 - Por favor me deixe em paz, estou tão cansada... - encostei minha cabeça no meu joelho que estava dobrado próximo ao rosto. 

  - Imaginei que não conseguiria dormir sozinha, vim para lhe fazer companhia. - explicou-se. - Está frio Ewin, é melhor entrar ou pode acabar pegando um resfriado. - sua voz ficou suave e senti sua mão em minha perna, apesar de estar exausta, me irritei e afastei minha perna de seu toque. - Não fique brava, por favor. Minha intenção não foi de ofendê-la, eu só não esperava que nunca tivesse transado com ninguém.

 - Não quero falar sobre isso com você. - falei defensiva, na intenção de encerrar o assunto e funcionou, porque Christopher ficou em silêncio. - Fui demitida. - desabafei depois de um tempo e senti os olhos dele em mim. - Joseph, o meu chefe de departamento, disse que eu não levava meu estágio a sério e que a única morte que justificaria minha ausência na Flynn's, seria a minha. - continuei, sentindo que segurei aquilo por tempo demais. - Não sei o que fazer… - senti minha vista embaçada por lágrimas.

 - Posso resolver isso se quiser. - ofereceu, mas pensei no quão humilhante seria, o ter "resolvendo" minhas coisas por mim. Neguei com um gesto.

 - Não quero que faça nada Christopher, eu só queria que você soubesse disso. - suspirei virando meu rosto para ele. 

 

 Já no meu quarto, deitei-me na cama e esperei Chris voltar de seu quarto. Quando ele colocou seu travesseiro no chão, percebi o quão sem sentido era aquilo, com uma cama tão grande ali só para mim.

 - Não durma no chão, Chris. - involuntariamente, seu nome saíra de um jeito carinhoso de meus lábios e vi suas sobrancelhas se arquearem. - Deita aqui. - apontei pro meu lado. - É o mínimo que posso fazer por você. - ele não disse nada, mas fez o que pedi e se deitou ao meu lado. Uni as mãos em cima da minha barriga, enquanto eu olhava para o teto.

 Christopher também estava exausto, pois no momento em que deitou-se senti sua respiração ficar mais pesada lentamente.

 - Tenho medo de me apegar demais a você e acabar sozinha de novo. - admiti sussurrando, enquanto ele pegava no sono.


  

  Já tinham se passado uma semana, desde que eu dei meu depoimento a polícia de Nova York e definitivamente tive dias mais tranquilos. Agora eu sentia quase como se tivesse uma rotina: Christopher ia trabalhar, eu ia procurar por um emprego ou passava o dia escrevendo e a noite cozinhavámos juntos, ou melhor, eu tentava consertar o desastre que esse homem era na cozinha. Também aproveitei quando Christopher me levou para comprar umas coisas, para comprar presentes de natal para a pequena Thamya, já que ele tinha insistido em me pagar roupas, sapatos e outras coisas, pensei que aproveitar para presentear a pequena, era uma boa ideia. Agora, Manhattan inteira estava em clima Natalino e até tentei convencer Chris a decorar seu apartamento, mas ele negou com veemência e nem cogitou a ideia.

  Venho tentando falar com George a semana inteira também, até tentei ligar para o número que ele havia ligado no dia do funeral de Zoe, mas era em vão. Cheguei a considerar, pedir ajuda a Chris para encontrá-lo, mas acabei por decidir que George era um território perigoso a se tratar com o delegado.

  Ainda era cedo e Christopher já tinha ido trabalhar, quando me levantei para comer alguma coisa. Quando estava passando pela sala para ir até a cozinha, vi a carteira dele em cima do braço do sofá, a peguei e vi que todos os seus cartões estavam ali. Ele ia acabar precisando deles, Chris raramente usava dinheiro em espécie. Me vesti rapidamente, com uma calça jeans nova e uma blusa com um casaco pesado por cima.

  Manhattan estava congelando naquela manhã e acabei por chamar um táxi para chegar mais rápido a NYPD.

 

 O departamento de polícia parecia mais agitado que o normal, quando entrei no prédio, esbarrei em alguns oficiais até chegar ao elevador e pressionar os números para o andar da sala do delegado.

  Quando cheguei ao andar, tive que passar por uma oficial loira e que parecia ser mais jovem do que a maioria ali.

 - Bom dia, preciso falar com o delegado Christopher Walker. - ela me olhou dos pés a cabeça e me perguntei se tinha alguma coisa errada com minha aparência.

 - O delegado não pode atendê-la. - a loira falou com desdém se voltando para seu notebook, arqueei as sobrancelhas e continuei parada em sua frente, depois de um tempo ela voltou a olhar para mim e pareceu surpresa por me ver ainda ali.

 - Olha, eu preciso entregar uma coisa para ele e tenho certeza, que não vou incomodá-lo se só entrar por um minutinho. - tentei persuadí-la em vão, pois ela voltou a digitar tranquilamente.

 - Sinto muito, não posso ajudá-la. 

 Respirei fundo, enquanto dava meia volta pronta para sair dali sem entregar a carteira dele, quando lembrei do dia em que passei por aqueles polícias e consegui ver Zoe.

 Olhei ao redor e vi que apenas um oficial estava sentado, próximo a secretária, mexendo em seu celular distraído.

 Ótimo, seria ainda mais fácil. 

  Dei alguns passos e me apoiei na parede, como se estivesse tonta e me ouvi gemendo falsamente de dor, não demorou muito até a loira vir até mim.

 - O que você tem garota? - não a respondi, mas fiz minha melhor cara de quem estava prestes a desmaiar.

 - Água. - pedi, depois de ter observado que não tinha nenhum bebedouro por perto.

 - Sente-se. Vou trazer água para você. - falou sem vontade enquanto me ajudou a sentar ao lado do oficial.

  Manti minha cara de dor, até não conseguir vê-la mais e olhei para o homem que tinha uma pequena plaquinha dizendo Sargento Rogers. 

 - Pode ir até ela e pedir para me trazer alguma coisa salgada? Acho que é minha pressão. - minha voz soava tão fraca que ele se levantou e saiu imediatamente.

 Essa é a minha chance. Levantei e fui correndo pelo corredor e não demorei até encontrar a sala do delegado, quando eu já ia bater, ouvi Christopher dizer o nome do meu irmão e parei. Um sentimento de déjà vu me invadiu, enquanto me aproximei com cuidado, para ouvir a conversa.

 - No celular da Galbraith tinha uma última ligação que fora feita 20 minutos depois do que achamos ter sido o horário de sua morte, conseguimos rastrear e foi de um hotel em que George estava hospedado naquela noite, que ficava a 5 km de distância do apartamento dela. E já temos uma testemunha que confirma o relacionamento conturbado dos dois. Precisamos encontrá-lo, antes que a imprensa fique sabendo, se a história se espalhar, vai ser ainda mais fácil para o Ewin se esconder. - antes que eu pudesse parar a mim mesma, abri a porta e entrei na sala, vendo Christopher, Jacquelyn e Benson, junto a três homens e duas mulheres, todos muito bem vestidos. Pareciam importantes.

 Todos olhavam para mim com uma expressão confusa e vi uma ameaça silenciosa vinda de Chris.

 - George está foragido? Por que não me disse?- gritei indo até ele, vi de canto, Jacquelyn parecendo preocupada.

 Christopher andou até mim com ódio e segurou meu pulso, tirando-me dali.

 - Me dêem um minuto. - disse antes de sair.

  Quando chegamos ao corredor, me soltei com um puxão.

  - Não acredito que estava me escondendo isso! Há quanto tempo? - eu gesticulava mais que o normal.

 - Você é louca? O que está fazendo aqui? Quem você agrediu dessa vez? - o tom dele era baixo, mas carregado de ódio. Ele não queriam que as pessoas que estavam dentro da sala escutassem.

 Antes que eu pudesse contestá-lo, a loira que estava na entrada do andar apareceu e engoli em seco. Quando me viu com o delegado, ela arregalou os olhos, devia estar temendo perder seu emprego.

 - Senhor, ela me disse que estava passando mal e me pediu água, não imaginei que estivesse mentindo. - disse nervosa, mas Chris nem sequer a olhava, parecia estar decidindo o que fazer comigo primeiro.

 - Falo com você depois Camille. - ele disse ríspido e foi o suficiente para fazer Camille, sair mais rápido do que tinha chegado. - Vem até meu trabalho. Engana uma oficial. Escuta atrás da porta como a porra de uma bisbilhoteira e ainda entra daquele jeito. - Chris contava nos dedos enquanto falava. - Não te contei nada, porque você não faz nada para ganhar minha confiança. Não sou burro, em confiar informações confidenciais a você. - continuou com ódio, vi toda minha coragem de enfrentá-lo se esvaindo lentamente. Ele não confiava em mim e o pior, é que eu já sabia disso.

 - Só vim trazer a droga da sua carteira, que você esqueceu. - tirei a carteira do bolso e joguei nos pés dele. Senti meus olhos marejarem. - Vou embora da sua casa e nunca mais vou te ver de novo. - falei magoada e pisei firme saindo dali.

 - Claire!- ouvi Chris me chamar, mas ele não veio atrás de mim e agradeci por isso, porque agora eu já chorava descontroladamente enquanto saía dali.

  

 George estava sendo acusado, tenho certeza que os Galbraith devem ter dado um jeito de acusá-lo depois do funeral de Zoe. Aonde George estaria se escondendo? Certamente, já devia estar bem longe de Manhattan a essa altura.

 Voltei para o apartamento de Chris e peguei o cartão de Kourtney, ainda sentindo as lágrimas caindo pela minha face.

 Sentei no chão e abracei minhas pernas em frente ao corpo. Talvez ela me conseguisse um trabalho de qualquer coisa que seja. Estive pensando em ligá-la e perguntar se ela sabia de alguém que estivesse contratando.


 - Alô? - ela atendeu e suspirei aliviada.

 - Kourtney. Oi. Sou a ex estagiária de Joseph Morris, você me deu seu cartão, no dia em que fui demitida. - a lembrei.

 - Claro, lembro de você Claire. Está tudo bem? Posso ajudá-la de alguma forma? 

 - Na verdade, estou procurando por trabalho e queria saber se você não sabe de alguém que esteja  contratando. Posso fazer qualquer coisa. - acrescentei, percebendo o desespero em minha própria voz.

 - Bem, acho que conheço alguém que pode contratá-la. Pode anotar o endereço? - confirmei rapidamente enquanto ela me dava o endereço e o anotei em meu notebook. 

 - Obrigado, de verdade. Não sei nem como dizer o quanto estou agradecida!

 - Não precisa me agradecer, tenho certeza que com as oportunidades certas, você vai longe. Talvez possamos tomar um café, qualquer dia desses, sei como é difícil perder uma amiga próxima. - fiquei de queixo caído com sua oferta. Kourtney Jennifer não só acreditava em mim, mas também queria ser minha amiga. 


 Depois de a agradecer incontáveis vezes e dizer que eu estava disponível para o café, a qualquer momento que ela pudesse, desliguei.

 Transferi o endereço do notebook para meu celular, tomei um banho quente e me troquei. Iria no endereço que ela tinha me passado e na volta eu almoçaria, em algum restaurante.

 

 Para minha sorte, o lugar que Kourtney havia falado ficava no centro e depois de pegar o metrô até lá, andei um pouco até chegar em uma livraria pequena. Entrei e ouvi um tilintar de um sino que estava preso a porta. Imediatamente, uma senhora de cabelos brancos apareceu, com um chapéu de jardinagem, segurando um vaso com uma planta.

 Observei ao redor e vi que várias plantas faziam parte da decoração da livraria, a tornando um tanto quanto peculiar. Uma poltrona velha ficava em um canto e um gato gordo e peludo, como uma bola felpuda, dormia preguiçosamente estirado nela. As paredes estavam desbotando, mas o lugar tinha um charme único.

 - Posso ajudá-la?- ela perguntou.

 - Kourtney Jennifer me disse que a senhora estava contratando, vim pela vaga. - anunciei, me aproximando. A senhora me examinou dos pés a cabeça e depois estendeu a mão para mim.

 - Sou Ella Jennifer. Kourtney é minha neta, não esperava que ela fosse mandar você. - a senhora Jennifer disse, me pegando de surpresa. 

 - Claire Ewin. - falei apertando sua mão flacida e macia.

 - Espera, você é a menina que dividia um apartamento com a filha dos Galbraith? - perguntou com as sobrancelhas arqueadas, fiquei nervosa e senti meu estômago se contorcer, respondi com um aceno positivo. - Está contratada Claire, pode começar amanhã mesmo, às 8h. - a encarei surpresa, eu podia garantir que ela me mandaria embora após escutar meu sobrenome, mas ela acabou por fazer o contrário.

 - Estarei aqui senhora Jennifer, às 8h em ponto. Não vou decepcioná-la. - garanti e saí da livraria, feliz da vida.


  Parei em um restaurante de comida mexicana e pedi comida suficiente para umas três pessoas, a garçonete me olhou com suspeita, enquanto servia os pratos que eu havia pedido. 

 Apesar de estar feliz com meu novo emprego, me sentia nervosa pensando em Chris, sei que fiz as coisas de um jeito errado, mas não o fizera por mau. Agora, que eu voltaria a trabalhar, posso arrumar até um apartamento para dividir com outra pessoa. 

 Comi e comi, até sentir dificuldade para respirar e até não sobrar nenhum espaço livre em meu estômago. Vi a expressão de Zoe claramente em minha imaginação, me olhando feio por estar fazendo isso de novo, mas eu não conseguia parar a mim mesma, enquanto comia compulsivamente.



Notas Finais


Será que eles vão conseguir se resolver ou a Claire vai mesmo embora?
Espero que tenham gostado (inclusive do semi hot, que me deixa super insegura de postar, por não saber se está bom ou não). Até a próxima<3


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