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História A quarta Black - Capítulo 26


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Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 26 - As estrelas cadentes


"— Nós temos um pequeno problema.

Tom Riddle bufou e bateu a porta.

— Qual é o problema, Hydra?- perguntou Tom enquanto tirava a sua capa.

— Nós temos que escolher o nome do bebê.

O homem riu pelo nariz e encarou a mulher, ainda com ar de riso.

— Hydra? Está brincando comigo?

— Tom, você jurou ao meu pai.- argumentou Hydra.- Pensei que tivesse palavra...

— Está duvidando da minha palavra, esposa?- perguntou o homem se aproximando de Hydra.

— Você está começando a me dá motivos.

Tom semicerrou os olhos a encarando.... um suspiro de rendimento.

— Precisa realmente ser de uma estrela?

— Constelações, galáxias, planetas...

Tom suspirou e balançou a cabeça negativamente esfregando os olhos.

"Que tipo de fixação é essa?"

— Tem alguma ideia?

Hydra sorriu."

A porta do escritório de Tom Riddle foi aberta violentamente, isso chamou a atenção dos dois homens que estavam ali.

— Saia agora, Crabbe.- Hydra tinha os punhos cerrados m

— Faça o que eu ordenei.- finalizou o marido de Hydra dispensando um comensal.

Crabbe acenou positivamente, se curvou para o casal e saiu.

— Como foi o seu passei, esposa?

Hydra bateu a porta e caminhou até a mesa do marido, jogou envelope pardo com o selo do ministério ali e se sentou de  frente da mesa em seguida. 

Tom juntou as sobrancelha e abriu o envelope, sua expressão mudou de imediato. Raiva, surpresa, confusão...

— Que porra é essa, Hydra?- perguntou Tom apertando o papel em sua mão.

— Eu fui ao Ministério da Magia hoje...

— Isso não responde a minha pergunta.- Tom falava por entre os dentes e com os olhos presos no papel.

— a ministra e eu conversamos,- continuou Hydra ignorando o marido.- e então ela me entregou isso.- Hydra encarou o marido.- Ela acha que eu estou sendo usada da pior forma possível por você.

Tom gargalhou e encarou a esposa, Hydra estava séria.

— Ela acha isso?

— Acha.

Tom Riddle se levantou e começou a caminha por seu escritório com o  documento, ainda, em suas mãos.

— Millicent Bagnold, a ministra da magia, chamou a minha mulher para lhe entragar um documento de divorcio.- ele se virou para Hydra sorrindo.- Ela acha que pode tirar a esposa de Lord Voldemort de seu lado?- Tom caminhou até um candelabro é encostou a ponta do pergaminho no fogo e aos poucos ele consumiu o pergaminho.- Que ingênua...


 

30 de Julho de 1979.

— O medalhão de Salazar Slytherin, um pedação da minha alma.

Tom girava o medalhão diante os olhos de Hydra, e ela o encarava admirada.

— Posso pegar?- perguntou Day com os olhos vidrados na joia.

Tom esticou a mão é a mulher pegou o medalhão.

— Bonito, não acha?

— Com toda certeza...-confirmou Hydra segurando o medalhão e o analisando.- belíssimo... você tem razão, é realmente o verdadeiro.- Hydra encarou o marido.- Onde o conseguiu?

—Longa história, ma petit¹,- respondeu Tom se levantando de sua poltrona e caminhando pela sala.- longa história...

Hydra olhou o medalhão por mais alguns minutos e se virou para o marido.

— O que você quer, Tom?

— O que?- perguntou Tom enquanto se servia de Whisky de Fogo.

— Você não me mostrou o medalhão porquê ele é bonito, Tom Riddle.- disse Hydra se levantando da poltrona com um pouco de dificuldade por causa da barriga, ela ainda segura o medalhão.- Você quer que eu faça algo, o que você quer?

Tom se virou para a esposa, ele tinha um sorriso afiado nos lábios.

— Essa é uma das cosyas que eu mais admiro em você, Hay.- Tom deu um golo em sua bebida.- Você não é burra, você percebe as coisas com uma facilidade que chega me impressionar. 

Hydra deu alguns passos em direção ao marido.

— Ainda não respondeu a minha pergunta, marido.

— ah, claro, sua pergunta!- outro gole.- Nós iremos fazer um pequeno passeio, Hay, nas não precisa se preocupar, nada que os prejudique.- acrescentou Tom encarando a barriga da esposa.

— Passeio? Pra onde?

Tom colocou o copo vazio na mesa e se aproximou da esposa.

— Você vai descobrir agora.

Os dois aparataram.

 Hydra agarrou o braço do marido assim que sentiu os seus pés baterem no chão, e ela automaticamente colocou a mão na barriga. Um vento gélido cortou o rosto da mulher e bagunçou seus cabelos. Assim que controlou sua respiração abriu os olhos e levantou a cabeça.

Hydra e Tom estavam no pico de uma alta pedra, eles estavam cercados por um mar agitado e a alguns metros deles tinha uma... caverna?

— Poderia ter perguntado com eu gostaria de vir para o seu ‘’passeio’’.- comentou Hydra soltando o braço do marido e observando o lugar.

Ele riu.

— Minha cara esposa, eu não lhe perguntei se queria se casar, por que acha que eu perguntaria como você gostaria de chegar aqui?- perguntou Tom sorrindo maliciosamente.- Agora, se puder fazer o favor...- O bruxo indicou o mar a frente deles.

Hydra revirou os olhos, a bruxa elementar levantou a mão e fez um gesto com mesma, no mesmo momento o mar se dividiu dando passagem para o casal. Hydra e Tom caminharam por entre as águas até a entrada da caverna. 

Tom guiou Hydra por dentro da caverna até uma câmara interna, a câmara levava a um grande lago negro, o lago era tão vasto que suas margens se perdiam de vista. A caverna era incrivelmente alta e isso fazia o teto parecer inalcansável, do outro lado do lago tinha uma bacia de pedra apoiada sobre um pedestal. Tom sacou a varinha e fez um gesto com ela fazendo um barco emergir do lago, ele segurou a mão de Hydra, ajudando-a a subir no barco, e logo em seguida ele entrou. O barco levou os dois para o outro lado do lago, assim que ele parou os dois desceram e caminharam até o pedestal.

— Eu não vou perguntar para que você me trouxe aqui.

— Não vai ser necessário perguntar isso.- respondeu o homem.- Me entregue o medalhão.

Hydra estendeu a mão e entregou a joia ao marido, ele a pegou e a colocou, cuidadosamente, dentro da bacia, em seguida fez um gesto com a varinha um líquido verde - esmeralda surgiu dentro do recipiente. 

Hydra observava tudo atentamente... 

Tom se virou para o lago e abriu os braços murmurando algumas palavras inaudíveis, logo a água do lago começou a borbulhar e a câmara começou a tomar uma coloração avermelhada, o barulho de várias vozes gritando ao mesmo tempo ecoou por todo o local, corpos emergiram no lago, Hydra arregalou os olhos e abraçou a sua barriga. 

Tom abaixou os braços e os gritos cessaram, os corpos voltaram as águas e a câmara deixou de ter a coloração avermelhada.

— Inferis...-sussurrou Hydra, pasma, encarando o lago.- como você...?

— Isso não chega nem perto do que eu posso fazer, esposa.- respondeu Tom.- Agora venha, você também vai me ajudar em outras coisas.

Tom tomou a mão da mulher e a levou de volta ao barco, e durante a viajem de volta Hydra não tirou os olhos do lago. 

— Os Inferis são para proteger a Horcrux, estou certa?- perguntou Hydra caminhando ao lado do marido.

— Sim, você está certa, Hay.- respondeu Tom.- Mas os Inferis não são proteção o suficiente, eu preciso de mais segurança para o medalhão...

— Então é por isso que estou aqui? Você precisa de mais segurança para o medalhão, mas que não consegue fazer isso sozinho...- disse Hydra parando de andar.

— E mais uma vez a minha doce bonequinha está certa.- disse Tom se virando para mulher e sorrindo.- Agora venha.- ele estendeu a mão e ela segurou.

Os dois seguiram até a entrada da caverna. 

Complexas magias de segurança, algumas colocadas por Tom e outras por Hydra, sua magia elementar foi fundamental para isso, foram feitas. Eles já estavam indo embora quando Tom parou.

— O que houve?- perguntou Day.

— Acho... acho que falta algo...

Tom caminhou até pórtico que dava acesso a câmara e o encarou por um tempo.

— Venha até aqui, Hay.

Hydra caminhou em passos lentos até o marido.

— Sim?

— Me dê a sua mão.

Hydra juntou as sobrancelhas, mas estendeu a sua mão para o marido. Tom segurou a mão de Day e lhe depositou um beijo.

 Hydra apertou os olhos e soltou um gemido, Tom pegou a mão da mulher e a passou no pórtico, sangue ficou marcado no local, e com um aceno de varinha ele fez o pórtico se fechar.

— Vocês estão fazendo parte de algo grande.- disse Tom pondo a sua mão sobre a barriga da esposa.

 

Noite do Dia 15 de agosto de 1979.

— Aquele Auror de merda me paga!- exclamou Tom, mas o barulho do chuveiro abafava os seus gritos.

Hydra não disse nada, ela terminou de escovar os dentes e abriu a torneira da pia para lavar a escova, jogou um pouco de água no rosto, pegou a toalha e começou a secar o seu rosto.

Hydra gelou quando um líquido quente começou a escorrer por sua perna.

— ...mas ele vai ver, eu...- Tom saia de dentro do box com uma toalha amarrada em sua cintura.

— To- tom..

— O que foi?- perguntou ele parando de se secar e encarando a esposa, pálida, com as sobrancelhas juntas.- Hydra...

— Me ajuda... 

— HYDRA!

Um grito alto da mulher fez Tom correr e a segurar pela cintura, ela estava gelada.

— O bebê... o bebê vai nascer...- Day apertou os olhos e agarrou o braço do marido fazendo suas unhas cravarem em sua pele.- agora...

Ninguém dormiu aquela noite, Kiara e Narcisa, que veio assim que foi chamada por Zamb, ficaram ao lado de Hydra o tempo inteiro. 

Os gritos da mulher ecoavam por toda a mansão, aquele foi um parto difícil, Hydra sangrava muito e, por ser uma bruxa elementar, a todo momento magias involuntárias eram causadas por ela.

Tom, que estava no andar de baixo sentado em uma poltrona, tinha os olhos cravados na escada. Os gritos de sua esposa não o deixava preocupado, 

"Enquanto ela gritar ela está bem, não está?" 

Os gritos cessaram.

Choros gudos foram ouvidos.

Kiara apareceu no topo da escada, ela tinha sangue em suas mãos e em suas vestes, com um sorriso no rosto.

— Os bebês nasceram, Milord!- Tom juntou as sobrancelhas.

 ‘’Bebês?’’

— Um menino e uma menina.


 


Notas Finais


Espero que tenham gostado ;)


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