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História A quarta Black - Capítulo 28


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Notas do Autor


Gente, estamos chegando na reta final da ficcc

Boa leitura!

Capítulo 28 - O bruxo, a estrela e o voto perpétuo


— Por favor, Sra.Riddle, sente-se.

Hydra se acomodou na poltrona que tinha em frente a mesa do bruxo.

— Confesso que fiquei impressionado quando recebi a sua resposta.- Dumbledore tinha um sorriso sereno no rosto.

— Aceita uma bebida?- perguntou Minerva se sentando ao lado de Hydra.- Sem álcool, claro.

— Não, obrigada.

"Eles sabiam..."

— Gostaria de...?- começou Albus.

Gostaria que fosse direto ao assunto.- respondeu Hydra interrompendo Dumbledore.- Se for possível.. 

— Sempre direta, não?

— Na maioria das vezes.

O bruxo deu mais um sorriso simpático, se levantou de sua poltrona e caminhou até a grande janela de sua sala.

— Uma bela noite, concordam?- Dumbledore tinha os olhos fixos no céu.- Pena que mais cedo os Black's sofreram mais uma perda, uma pena...

Hydra se mexeu na poltrona desconfortável.

— Como imagina o mundo bruxo se seu marido conseguir o que deseja, Sra. Riddle?- perguntou Albus ainda de costas para a mulher.- Como imagina Altair e Vega crescendo no "mundo perfeito de Voldemort" ?

— Albus, por favor, não coloque meus filhos no meio disso...

— A senhora ainda não respondeu minha pergunta.- Dumbledore se virando para Hydra e Minerva.- Como imagina?

— Imagino um mundo bruxo limpo.

— Qual é a sua definição de "limpo", Sra. Riddle?- Minerva tinha um olhar severo.

— Limpo de pessoas indignas da magia, pessoas de sangue sujo.- respondeu Hydra encarando sua antiga professora de Transfiguração.

Minerva arfou.

— "indignas de magia" ? "sangue sujo" ?! Sra.Riddle, isso é...

— Minerva, por favor.- pediu Dumbledore impedindo a bruxa de terminar.- Irei lhe dar algo para pensar agora, Sra.Riddle.

Hydra cruzou as pernas e encarou o diretor de Hogwarts.

— Quanto de pureza a senhora acha que Altair e Vega têm em seu sangue? Porque, com toda certeza, não é cem por cento.

Hydra não teve resposta, suas sobrancelhas se juntaram e seus olhos começaram a vagar pela enorme sala do diretor. Ela sabia que ele rinha razão, mas por que era tão difícil admitir? 

— Quero lhe propor uma aliança, Sra. Riddle.

Hydra levantou os olhos e encarou o velho bruxo com as sobrancelhas juntas.

— Uma aliança comigo?

— Eu sei o quanto a senhora ama os seus filhos e tenho certeza que daria a vida por eles se preciso fosse.- Dumbledore deu alguns passos em direção a mulher.- Quero que se alie a Ordem da Fênix, Hydra.

— Eu não...

— Realmente deseja que seus filhos sobrevivam no meio de trevas? Pense em Altair, Vega e nesta pequena criança que logo vai nascer.- Dumbledore parou em frente a jovem bruxa.

Hydra lembrou da promessa que fez a Altair...

Finas correntes de fogo saíam da varinha de Minerva e rodeavam Albus e Hydra.

— Jura honrar a confiança que estou lhe dando?

— Eu juro.

— Obedecerá minhas ordens sempre que ditas?

— Obdecerei.

As correntes tomaram a cor de vermelho brilhante e em seguida se apagaram, elas deixaram marcas nas mãos dos dois bruxos.

 O voto foi selado.

— Bem vinda a Ordem da Fênix, Sra. Riddle.

 

Dia 25 de Setembro de 1981.

— Um bebê?- perguntou Vega tombando a cabeça para o lado com uma expressão confusa.

— Sim, um bebê, o irmãozinho de vocês dois.- respondeu Hydra encarando os dois filhos sorrindo.

Altair e Vega estavam no quarto da mãe, Hydra estava deitada na cama e as crianças sentadas no chão.

— Onde ele tá, mamãe?- perguntou Altair subindo na cama e deitando ao lado de Hydra.

— Aqui.- Hydra deitou de barriga para cima e colocando as mãos sobre ela.

Altair aproximou a rosto da barriga da mãe com uma expressão confusa.

— Ele não machuca?- perguntou o menino.

— Não.- respondeu Hydra rindo.

— Posso falar com o bebê?- perguntou Vega subindo na cama.

— Querida, ele não...

— Oi, bebê!

Hydra foi interrompida por Altair.

— Tá tudo bem aí?

— Sai, é a minha vez agora.- Vega empurrou o irmão para o lado e aproximou o seu rosto da barriga da mãe.- Oi, meu nome é Vega, a mamãe disse que é o nome de uma estrela e o seu nome também vai ser de uma estrela... eu acho...

Hydra estava se segurando para não gargalhar. 

Três batidas foram ouvidas na porta do quarto, a mesma foi aberta.

— Senhora?

— Sim, Kiara?- Hydra levantou o tronco para encarar a garota.- Entre.

— Chegou está carta para a senhora.- Kiara se aproximou de sua senhora e lhe entregou o envelope.

Hydra suspirou quando leu o remetente, ela já tinha a sua primeira tarefa.

 

Dia 01 de Outubro de 1981

— McKinnon, Marlene McKinnon, ela é casada com Sirius Black

— Mas senhora, se ela é casada com Sr.Black, seu primo, ela não seria Marlene Black?- perguntou Kiara.

Hydra revirou os olhos e fez um gesto displicente com a mão.

— Claro, Marlene Black.... eu não quero nem imaginar o que a minha madrinha fez quando soube que Sirius realmente se casou com a Mckinnon.- Hydra suspirou.- Ela será a ‘’minha protegida’’.

Kiara sorrio e se virou, pegou o bule e serviu chá em uma xícara.

— A senhora não deveria fazer tanto esforço, pode machucar o bebê.- comentou Kiara.- Aqui...- Kiara entregou a xícara para Hydra.

— Obrigada, querida. Eu ão irei fazer esforço.- Hydra levou a xícara até os lábios.- Mas se for preciso, você vai estar comigo.

— Não tenha dúvidas disso, senhora.- respondeu a mestiça se sentando ao lado de Hydra.

— Não dúvido da sua lealdade Kiara.- respondeu Hydra, ele se aproximou mais um pouco de Kiara.- Mas lembre-se: Tom nunca vai poder saber disso.

Os olhos negros da mestiça estavam fixos nos acinzentados da sua senhora.

— Pode confiar em mim.

 


Notas Finais


;)


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