História Destinos Entrelaçados - Capítulo 20


Escrita por: e danielms97

Postado
Categorias A Guarda do Leão, Rei Leão
Personagens Beshte, Bunga, Fuli, Janja, Kiara, Kion, Kovu, Mufasa, Nala, Ono, Personagens Originais, Pumba, Rafiki, Sarabi, Sarafina, Scar, Simba, Timão, Vitani, Zazu, Zira
Tags Kiuli, Kopani, Kovara
Visualizações 66
Palavras 2.096
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura! ❤️

Capítulo 20 - Capítulo 20


4 anos atrás...

Kion:

O jantar foi simplesmente maravilhoso - tirando o pequeno inconveniente de mais cedo - e eu mal conseguia me lembrar da última vez que me sentei ao ar livre para comer, sem que meus fantasmas do passado me perseguissem e me fizessem perder o apetite. Fuli trazia leveza ao ambiente, e também conseguia me trazer um pouco de felicidade somente com sua presença. E uma calmaria inexplicável, como se um tornado se acalmasse dentro de mim somente por perceber a presença da garota. Sim, Fuli é com certeza uma pessoa repleta de boas energias.

A loira se ofereceu para lavar a louça, mas eu imediatamente disse que não precisava, afinal, ela era minha convidada. O relógio de parede branco, simples e completamente sem graça já marcava quase onze da noite quando Fuli resolveu que era hora de ir embora.

- Me diverti muito - a garota disse com um sorriso sereno em seu rosto - obrigada pelo jantar!

A acompanhei até a porta e respondi:

- Também me diverti - sorri - eu que agradeço por sua companhia, Fuli - a loira deixa transparecer um leve rubor em suas bochechas - agradeço também por você ter evitado que eu botasse fogo na casa. É alugada, me daria um belo prejuízo - aumento meu sorriso.

- Talvez eu me inscreva para o corpo de bombeiros - fala ela brincalhona, me dando um leve cutucão no braço.

Minha mente traiçoeira a imaginou em um pequeno traje de bombeiro. Ela não ficaria nada mal em um mini uniforme vermelho e... Pelo amor de Deus, o que eu estou pensando? Fuli e eu somos apenas amigos! Jamais seremos mais que isso. Desejo é algo nunca pode haver entre amigos, muito menos entre Fuli e eu.

Enrubesço imediatamente com tal pensamento depravado e afim de contornar a situação, dou uma gargalhada nervosa como resposta para a garota parada à minha frente, que parecia confusa por meu rosto estar parecendo um pimentão. Não que eu não gostasse de flertar com as garotas, mas com Fuli era diferente. Sua inocência e ingenuidade eram um obstáculo e tanto, e eu me sentiria um pervertido caso a desrespeitasse por um segundo que fosse. Céus... Eu já tinha feito isso ao pensar tamanha vulgaridade. O que está acontecendo comigo?

- Bom, eu vou indo. Obrigada novamente, Kion - diz Fuli - e boa noite.

Com um sorriso gentil e doce em seus lábios a loira se afasta aos poucos, caminhando lentamente até sua casa. Observo até ter certeza de que ela estaria segura. Não que alguém a raptaria em uma cidade tão tranquila, mas é algo quase fraternal querer que o amigo chegue em segurança à sua casa... Mesmo que a mesma seja ao lado da sua e...

Ok, eu preciso de uma taça de vinho. Ou talvez duas. 

***

- Kion, não faça isso!

Ouço uma voz um tanto familiar e desafinada ecoando por um vazio engolido pela escuridão. Sinto cheiro de fumaça e gasolina, que fica mais forte conforme caminho sem rumo, completamente imerso no grande breu ao meu redor.

- Por favor! - a voz suplica novamente.

Totalmente perdido, continuo seguindo a voz chorosa que chamava por meu nome.

Bato em alguma coisa e na minha frente aparece um enorme hospital. Não um qualquer, mas a unidade de emergência de Nova Iorque, a mesma que... Oh, meu Deus! 

Mesmo sabendo agora que estou no meio de um sonho - ou melhor, pesadelo que me tortura há mais ou menos seis meses - continuo seguindo em frente, já sabendo o que estava me esperando. Só queria que terminasse logo.

Percorro os corredores frios do local, sentido a camisola hospitalar que usava se movimentando com o forte vento que entrava pelas janelas abertas. Cortinas azuis claras dançavam conforme a chuva forte caía sem piedade do lado de fora e os clarões dos raios iluminavam meu caminho, seguidos pelo ribombar de um trovão.

- Por favor... Por favor! - dizia a voz chorosa.

Parei em frente a uma porta cinza com a seguinte placa: 

Neurologia, paraplegia

Empurrei a porta e me deparei com um homem, que tinha a mesma idade que eu, que eu conhecia bem, entretanto, o mesmo estava de costas e em uma cadeira de rodas.

Como se estivesse em câmera lenta, o mesmo virou a cadeira lentamente em minha direção, revelando seu rosto pálido e seu cabelo e olhos escuros. Estava mais magro que o normal.

Ono!

Imediatamente vejo sua expressão mudar de tristeza para raiva, da raiva para a fúria... Mas ele não podia se levantar da maldita cadeira de rodas, estava paraplégico.

Seu rosto se contorce em um emaranhado de rugas, revelando o quanto ele estava com raiva e abalado. Senti seu ressentimento arder e se revirar em meu estômago de tão intenso que era aquele olhar, do quão acusatório ele era.

- OLHA SÓ O QUE VOCÊ FEZ COMIGO, SEU DESGRAÇADO! - grita, fazendo com que um vidro explodisse, deixando a chuva entrar e nos molhar completamente.

Presente

Simba:

Mais cinco dias haviam se passado e o meu filho ainda estava naquele maldito lugar! Conversei com o médico para que o liberassem, para que pudéssemos cuidar dele em casa, oferecendo os melhores cuidados que ele poderia ter, ao contrário do que aquela clínica desleixada oferecia. Mas a resposta era sempre a mesma: Kion estava em dívida com a justiça e caso saísse daquele lixo de lugar, iria direto para a cadeia. Meu filho jamais voltaria para a prisão, eu não permitiria!

Não sei dizer qual dos dois é pior: o hospital ou a prisão.

Sentado na cama e encostado na cabeceira, eu não conseguia dormir, por mais que tentasse. Nala acabara de chegar da visita a Kion e estava no banho - muito provavelmente chorando por não poder fazer nada por nosso caçula - Felizmente, Nirmala, a enfermeira que cuida de Kion se ofereceu para ficar ao lado dele durante a noite, visto que estava fazendo hora extra e não se importaria em ajudar, assim eu e Nala poderíamos descansar um pouco - ou ao menos tentar. E falhar miseravelmente.

Me lembro que Kopa mandou uma mensagem para mim mais cedo, dizendo que precisava conversar comigo no dia seguinte, com urgência. Isso também estava contribuindo para minha insônia.

Minha esposa sai do banho com os olhos vermelhos e inchados e deita sobre meu peito, deixando que algumas lágrimas caíssem.

- Já comeu? - perguntei.

Nala não estava se alimentando bem.

Ela assente.

- Mesmo? - a obrigo olhar em meus olhos.

- Não - diz com a voz fraca e embargada.

Afago seus longos e macios cabelos louros.

- Vou pedir para a cozinheira preparar algo para você comer...

- Não estou com fome, Simba. Só quero nosso filho de volta - novamente sua voz fica fraca e ela deixa que mais algumas lágrimas escapem, molhando meu pijama.

- Você tem que ficar forte, querida. Kion precisa de nós dois, ok? - coloco meu polegar em seu queixo e a obrigo olhar para mim - ele vai ficar bem. E você também precisa ficar.

Nala assente.

- Ótimo - lhe dou um sorriso indulgente - vou até a cozinha pedir que lhe preparem algo.

Ao me levantar, minha esposa diz: 

- Zira foi visitar Kion hoje. Ele não reagiu bem - seus olhos azuis brilhavam em reflexão - e ela nos convidou para ir à igreja amanhã. Talvez seja bom para nós... Sabe, pedir ajuda a Deus...

Nunca fomos o tipo de pessoa religiosa, mas não custava nada dar uma chance.

- Talvez - respondo com um pequeno sorriso.

***

Scar e Zira passaram na nossa casa na manhã seguinte e fomos juntos à igreja. Antes de entrar na catedral, meu tio disse para mim e Nala:

- Sei que estão passando por um momento terrível, mas acreditem, não há nada que Deus não possa fazer. Acreditem nele e jamais se arrependerão - disse Scar com um olhar de compaixão.

Zira continuou: 

- Assim que soubemos que Nuka seria especial - ela lança um olhar repleto de amor ao filho - foi muito difícil aceitar... Chorei horrores durante várias noites, mas ganhei o maior presente da minha vida, meu filho, pois entreguei minha gravidez nas mãos de Deus. Logo depois vieram Kovu e Vitani, outra dádiva! Foi uma gravidez complicada, tanto que não pude sair de casa nos últimos cinco meses de gestação... Mas acreditem, toda dor é recompensada se você crer Nele. Não sei o que seria de mim sem meu Nuka.

Demos um breve sorriso aos dois e entramos na igreja. Era simplesmente linda, repleta de imagens de Jesus Cristo e seus anjos. Os vitrais exibiam imagens dos mais diversos Santos, em cores chamativas e vivas. Algumas velas estavam acesas perto da imagem de Maria, mãe de Cristo, que segundo várias pessoas, concedia milagres àqueles que acreditavam com fervor. Alguns pais eram tão devotos, que ao batizarem seus filhos, pediam para a Santa que os protegesse.

- Padre, que bom ver o senhor! - exclamou meu tio, interrompendo minha admiração pelo local - infelizmente tive alguns problemas semana passada e não pude vir às missas. Quero lhe apresentar meu sobrinho Simba e sua esposa Nala.

O homem aperta nossas mãos, exibindo um sorriso que trazia paz ao coração.

- Muito prazer - diz ele - e sejam bem vindos à igreja.

- Ele e Mufasa eram grandes amigos - Scar revela.

Engraçado que meu pai nunca me contara sobre ter amizade com um padre.

- Ele era um homem bom, que Deus o tenha - disse o homem, fazendo o Nome do Pai e olhando brevemente para cima.

- Sim - completou Scar - que Deus o tenha...

***

Após a missa, eu estava me sentindo mais consolado... Como se realmente alguma força sobrenatural tivesse botado a mão sobre mim e Nala afim de nos acalmar. Foi uma boa experiência, graças ao Scar. 

Nala também estava mais calma e otimista.

O celular do meu tio toca e ele pede licença para atender. Enquanto Nala conversa com Zira, resolvo dar uma volta aos arredores da catedral para conhecê-la melhor. Os jardins a sua volta eram realmente deslumbrantes, repletos de flores, como tulipas, margaridas e hortências. Algumas árvores também enfeitavam o local, deixando um tapete amarelo e vermelho de flores pelo pátio.

Ouço alguém murmurando algo furioso. Reconheço a voz: era o Scar!

Então o ouvi dizer ao celular:

- Não me importa como, apenas faça o serviço direito ou então eu mesmo faço!

4 anos atrás...

Abigail:

Tudo o que uma pessoa como eu deseja na vida é a solidão, mais nada. Não sou uma pessoa ambiciosa, muito pelo contrário. Na verdade, já não me importo com mais nada, pois as coisas mais valiosas que já tive nesse mundo, foram arrancadas de mim sem a menor piedade. E tudo que me restou foram meus preciosos gatos, as únicas criaturas capazes de trazer um pouco de alegria para a minha vida - se é que eu posso chamar isso de vida - Costumo pensar que apenas estou viva, como se fosse só uma obrigação até que a morte finalmente me levasse dessa Terra maldita, porém, não estou vivendo. Apenas viva - há uma diferença enorme entre estar viva e viver - Krueger é um grande amigo - e o único que tive em anos - ele me ajuda a lidar com a depressão. Sua sobrinha Rani também é uma boa pessoa, mas não permito que entre em minha vida.

Acabei de voltar da casa do novo vizinho - não, não fiz amizade com ele. Acredito que o tenha declarado como inimigo mortal por mexer com meus bebês - Briguei com ele por ter dado pizza ao meu gato que tem problemas de saúde. Ainda estou com tanta raiva que sinto vontade voltar lá e arremessá-lo da janela mais alta de sua casa. Não sei o nome dele e não me interessa saber. O cara tem jeito de ser playboyzinho pelo sotaque. Deve ter vindo de cidade grande... Pessoas de cidade grande são como ratos de esgoto: só trazem consigo coisas que não prestam. Segredos sujos são uma dessas coisas.

Se ele tocar em meus gatos novamente, juro que arranco as bolas dele.

Abro um sachê de petiscos e distribuo igualmente para cada um de meus preciosos bebês. Deposito a embalagem em cima da mesa de centro da sala e meus olhos se fixam no porta retrato - o único - ao lado de um pequeno vaso de flores murchas. Eu e meu falecido marido em frente à nossa casa há mais de vinte anos atrás. Em meu ventre eu carregava minhas preciosidades: meus filhos.


Notas Finais


Hmmm... O que será que aconteceu entre Ono e Kion? Teorias? Deixem nos comentários!
Scar foi pego no flagra, torçam para que o Simba não seja tão ingênuo e desmascare esse maldito! Kkk
Dona Abigail e seus mistérios...
Deixem nos comentários o que estão achando da história, pessoal. Seus comentários são incríveis e me incentivam demais a continuar!
Até o próximo capítulo! ❤️


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