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História A Queda do General - Destiel - Capítulo 1


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Notas do Autor


A sinopse tá horrível mas não desistam de mim x.x <br />Enjoyy

Capítulo 1 - One


 

 

 

O homem loiro andava entre as árvores observando os corpos empilhados no chão enquanto sentia o peso de sua espada ao lado esquerdo. Ele sempre sentia suas roupas pesarem mais após uma batalha sangrenta como havia sido esta. A armadura prata com detalhes em vermelho estava imunda. O brasão do exército que comandava estava apagado com o sangue escarlate de algum inimigo que passou pela sua frente. Avistou uma espada cravada em uma árvore, segurou o objeto e puxou do tronco. Pelo reflexo da lâmina, pode ver que havia um corte em sua bochecha e um hematoma na testa. A julgar pelo seu estado, estava bem uma vez que em outras batalhas já havia restado irreconhecível.

- Mais uma vez provou o seu valor Dean e sua lealdade ao império do norte. – a voz fraca do imperador despertou o loiro que rapidamente saudou o mais velho.

- Alteza.

- Esperamos que seja pela última vez. Já estou farto de tanto guerra. – falou o homem de cabelos brancos como a neve de forma cansada. O imperador Donatello já estava na casa de seus 70 anos e sua exaustão era nítida.

- Não sobrou ninguém para lutar Majestade. – afirmou Dean.

- Sempre há inimigos às espreitas aguardando o momento certo para atacar. – alegou Donatello ao caminhar em direção as tendas que estavam instalada há uns quilômetros dali.

- Estamos há dois anos sendo atacados meu senhor, acredito que os inimigos estejam cansados. – Dean sorriu de canto ao seguir o imperador.

O mais velho concordou levemente com a cabeça enquanto divagava em seus pensamentos.

- Como posso recompensar o maior general do norte? – disse o ancião enquanto caminhava apoiando-se na bengala.

- Deixe-me ir pra casa.

O imperador virou-se para o loiro e o encarou com uma expressão de dúvida. O rapaz já havia lhe contado sobre a antiga vida que tinha antes de entrar para seu exército. Dean cuidava de sua mãe que estava doente e também de seu irmão mais novo. Ele precisou deixar os dois quando Donatello lhe requisitou para a guerra que já durava três anos. Nesse meio tempo só viu sua uma família uma vez. Ele mandava dinheiro quando podia através de cavaleiros do império e escrevia cartas mas sentia a necessidade de voltar. Ele já estava cansado de lutar a guerra de outros.

- Casa. – repetiu o idoso. – Você tem sorte de ter uma família Dean, a maioria desses homens não possuem isso.

Eles caminharam por alguns minutos conversando sobre as estratégias usadas na batalha que tinha findado, Donatello evitou falar sobre o pedido de Dean. Ele havia uma última tarefa para o jovem general e esta seria a mais importante de todas.

Chegaram nas tendas onde o exército estava instalado. Alguns soldados organizavam os cavalos, outros já estavam preparando o banquete daquela noite onde celebrariam mais uma vitória. As nuvens carregadas traziam uma garoa calma acompanhado dos ventos do inverno. Ao longe, Donatello avistou dois cavalos descendo o barranco que ficava no morro acima de onde estavam instalados. Os animais seguiam o campo marcado e o barulho da cavalgada ficava mais alto assim que se aproximavam.

Os cavalos foram encilhados pelos soldados que estavam ali e então seus dois filhos desceram. O mais velho veio rapidamente abraçar Donatello.

- Perdi a batalha meu pai? – falou Lucifer.

- Perdeu a guerra. – disse o ancião, fazendo o loiro engolir seco.

- Perdemos porque o senhor nos disse que era perigoso. – falou Castiel ao sorrir timidamente.

- Você e Jack são meus filhos mais novos, não é sua responsabilidade. – advertiu o imperador. – O primogênito é quem deveria estar a frente de meu exército.

Lucifer respirou fundo e lançou um olhar assustador a Dean. Ele invejava o loiro por ter o posto de general do exército de seu pai. Sabia que Donatello considerava o plebeu com um filho.

- Parabéns pai, sacrificarei 50 touros em sua honra. – disse Lucifer tentando se redimir.

- Poupe os animais. – falou o ancião desviando o olhar de seu filho mais velho. Não gostava da postura de Lucifer, a mania de grandeza de seu primogênito era algo que repudiava. – Aliás, quem merece congratulações é meu general.

Castiel encarou o Dean pela primeira vez mas notou que o mesmo estava lhe evitando. Por outro lado, seu irmão mais velho foi em direção do loiro e lhe deu um abraço.

- General.

- Vossa alteza. – reverenciou Dean de forma apática.

- O norte o saúda e eu o abraço como irmão. – disse Lucifer com um sorriso amarelo.

Dean assentiu ao homem e em seguida olhou para Castiel que estava se aproximando.

- Receba meus cumprimentos, general. – disse Cas dando a mão para o loiro, que deu um leve aperto.

- Apenas cumpri meu juramento com o império do norte vossa alteza. – falou Dean fitando os olhos azuis do filho do imperador. O moreno estava com os cabelos desgrenhados pelo vento mas de forma alguma tiravam a beleza exótica que possuía.

Lucifer encarou os dois com um olhar de fúria e tratou de se retirar dali, entrando rapidamente dentro de uma das tendas. Ele amava seu irmão, amava tanto que chegava a doer. Só de imaginar que Castiel e Dean tinham um vínculo profundo, seu estômago revirava. Descobriu o envolvimento dos dois em uma noite em que flagrou seu irmão e o general aos beijos próximos em um córrego que ficava alguns quilômetros longe do castelo. Aquela cena quebrou seu coração.

Além de não ter o respeito que desejava de seu pai, também não tinha o amor recíproco de seu irmão. Cada vez que pensava nisso, a ira crescia dentro de si. O amor que sentia por seu irmão era doentio e possessivo.

 

(...)

 

Após anoitecer, os soldados partilhavam o banquete e o burburinho de conversar e risadas de alguns que já estavam “altos” pelo vinho preenchiam as tendas. Cas observava de longe o loiro de olhos verdes que sorria ao conversar com os soldados, provavelmente contando sobre a batalha mais cedo. O moreno conseguia imaginar os braços musculosos do general por baixo da camisa branca solta que o mesmo usava. Cas desejava rasgar aquela blusa, arranhar o peitoral de Dean, os bíceps e bagunçar o cabelo loiro de todas as formas. A atração que tinha pelo plebeu era insana.

Lucifer estava conversando com um dos conselheiros de seu pai, e ao avistar Dean, fez questão de chamar a atenção do loiro.

- General, este é Crowley. – disse o herdeiro do imperador apresentando o conselheiros político.

- É um prazer. – falou o homem moreno com um sotaque diferente ao apertar a mão de Dean.

- Crowley sabe muito sobre política. Se der ouvidos a ele, irá dizer que vosso império precisa virar uma república. – disse Lucifer debochando do mais velho.

- Não sei sobre política alteza, mas sei como é olhar diretamente ao inimigo. – respondeu Dean visivelmente desconfortável com a pressão do filho do imperador. Falar com Lucifer era como pisar em ovos.

- Acredito que o poder não deva se concentrar apenas em uma pessoa alteza. – falou Crowley e em seguida deu um gole na sua bebida.

Dean nada disse e Lucifer sorriu seco com a frase do conselheiro.

- Não iremos tomar seu tempo Crowley. – falou Lucifer ao colocar a mão no ombro de Dean e conduzi-lo ao seu lado.

Dean não gostava de como o filho mais velho do imperador forçava intimidade consigo, ele sabia que Lucifer não estava sendo verdadeiro. Além disso, não conseguia evitar sentir ciúmes de Castiel. A proximidade do moreno com o irmão mas velho era algo que irritava Dean.

- Vou precisar de homens como você. – disse o primogênito de Donatello.

- Eu sirvo ao império do norte vossa alteza.

- Eu sei. Você possui um espírito de liderança e sabe comandar, dá ordens ao exército e vence as batalhas. – explicou Lucifer. – Esse conselheiros de meu pai conspiram, enganam...

Dean olhou de canto o loiro tentando entender as intenções do homem.

- Temos a missão de salvar o império de Donatello desses políticos. Tenho sua lealdade quando chegar a hora? – perguntou Lucifer ao encarar seu pai que estava apoiando-se a bengala e posteriormente voltar a fitar Dean.

- Eu jurei minha espada ao imperador. Mas assim que ele me libertar eu vou voltar pra casa Alteza. – disse Dean.

- Claro. – disse Lucifer ao sorrir de canto. – Mas saiba que posso requisitá-lo... e interromper suas férias merecidas.

Dean apenas assentiu sem mostrar os dentes.

- E quanto ao Cas? Sei que você tem muito afeto ao meu irmão. – Lucifer falou de forma insinuativa.

- Alteza.

O loiro saiu de perto de Lucifer sem dar qualquer resposta ao mais velho. O filho do imperador deu uma gargalhada enquanto pensava na conversa que tivera e foi procurar mais vinho. Sabia que a hora de assumir o comando do império estava chegando.

 

O imperador Donatello aproximou-se de Cas e apoiou-se no braço do filho mais novo que estava mais afastado do banquete.

- Se você fosse meu primogênito, seria um excelente imperador. - sussurrou o ancião.

- O senhor sabe que não tenho talento para tanto. – disse o rapaz de olhos azuis.

- Você é justo, ajuda os que mais precisam em nosso império. – argumentou o mais velho.

- Sou apenas o que o senhor me ensinou a ser.

O imperador apertou a mão de seu filho e encarou o rosto de Cas com uma expressão séria.

- Preciso de sua ajuda meu filho, tomei uma decisão sobre ao futuro de nosso império.

Cas arqueou as sobrancelhas surpreso com o que ouvira.

- Ajuda com o quê meu pai?

- Seu irmão. Ele precisará de você mais do que nunca.

Castiel respirou fundo e beijou a mão de seu pai demonstrando seu afeto ao mais velho. Donatello afagou os cabelos morenos do rapaz tentando tranquiliza-lo.

- Não tenha medo Castiel. Minha decisão irá salvar nosso império.


Notas Finais


Então gente, continua ou é bomba? kkkk


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