História A quiet place -Klance - Capítulo 5


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Categorias Voltron: O Defensor Lendário
Personagens Allura, Coran, Hunk, Keith, Lance, Pidge Gunderson, Takashi "Shiro" Shirogane
Tags Klance
Visualizações 28
Palavras 1.772
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oii!
Esse capítulo é especial, pois vai ser Pvo Keith! Gosto de fazer história do ponto de vista dos personagens, mas antes eu tinha que explicar direito tudo que estava acontecendo, e é um pouquinho difícil fazer isso em ponto de vista de um só personagem. Vou passar a fazer mais capítulos assim de agora em diante.

Era só esse aviso mesmo.
Boa leitura ❤

Capítulo 5 - Um upgrade em nossa vida


Keith 

Abro os meus olhos, aos poucos. Minha visão está embaçada, mas já está se normalizando. Estou em uma superfície macia, coberto com algo confortável também. Olhando mais ao meu redor, percebo que estou em um quarto. Mas, não é o meu. O que houve? Sinto uma forte pontada de dor na cabeça. Toco levemente no local, percebendo a faixa. Prestando mais atenção, vejo que o local no qual me encontro está coberto de abafadores. E são profissionais. Daqueles que se usam em estúdio de gravação. Não dá para ouvir nada do lado de fora. Ouço um barulho vindo da porta, e me apresso em me deitar novamente. Ouço  (não sei como! ) passos em minha direção. 

-Eu sei que está acordado. -diz uma voz masculina, com um timbre grave. Abro os olhos, e me deparo com um garoto de cabelo castanho e pele morena. Ele dá um pequeno sorriso. -Sou Lance McLain. Você é o Keith, certo? -arqueio as sobrancelhas. Como ele sabe o meu nome? -Vi na sua carteira de identificação. -agora eu me assustei. Dei um impulso para trás, e ele me olhou confuso. -Que foi? -eu fico em silêncio. Ele me encara por alguns segundos, e dá um suspiro. -Quer que eu te mostre a casa? Deve estar cansado de ficar parado. -diz se levantando, estendendo a mão para mim. Eu hesito, mas pego. Ele abre a porta, e dou de cara com uma grande casa. Provavelmente, tem dois andares. As paredes também estão cobertas de abafadores, indicando que é seguro fazer barulho em qualquer lugar da casa. -Romelle! -diz ele um pouco alto, me fazendo levar um pequeno susto. Logo, uma jovem de longos cabelos loiros, se aproxima. 

-Oi, Lance. Ah, esse é o garoto que encontraram no rio? -pergunta ela. 

-Sim. Keith, Romelle. Romelle, Keith. -eu dou um pequeno aceno, e ela dá um sorriso. -Bom, você deve estar confuso, mas a gente vai te explicar tudo. Primeiramente, você vai comer alguma coisa. Vem. Romelle, você vem também! -dito isso, ele nos guia até uma porta, que pelo visto, dá na cozinha. Ao entrar, me deparo com um homem cheinho, com uma faixa laranja na cabeça, preparando algo no fogão. No balcão, está uma garota de cabelos loiros estilo desfiados ,que vão até a cintura, e olhos azuis, balançando os pés que não alcançam o chão. Do outro lado, há um cara de longos cabelos brancos compridos, conversando com um outro ruivo que tinha uma caneca em mãos. -Ei, pessoal! -Lance chama, e logo todos os olhares pousam em mim. -Esse é o Keith! -dou um pequeno aceno. Então, Lance sai de perto de mim. -Esse aqui é o Hunk. O nosso querido cozinheiro! 

-Eu sou engenheiro também! -diz Hunk, aparentemente, lembrando Lance.

-Tá, tanto faz. Agora, essa baixinha aqui é a Rachel, ou Ray. -aponta para a garota no balcão, que olha feio para ele. 

-Baixinha é o cara...-Lance tampa a boca dela antes de terminar a frase. 

-Não se engane com o tamanho ou a fofura. Ela é um animal. -a menina morde a mão dele. -Ai! Viu? Isso é a prova de que estou certo. Enfim, esse bigodudo é o Coran! E esse mal - humorado é o Lotor! -diz apontando para os dois que faltavam. 

-Escuta aqui, meu bigode é muito fashion! -diz o ruivo. 

-Se lembra das palavras que não pegariam bem para você, Coran? -pergunta Rachel.

-Sim.

-Coloca essa na lista. -completa Lotor. -E Lance, eu não sou mal - humorado. Essa é uma reação natural do meu corpo, quando você está presente. 

-Uh, eu tô elétrico com essa treta! -diz Coran. 

-Coloca essas na lista também! -diz Rachel, descendo do balcão. -Então, Keith, de onde você veio? 

-Eu...vim de Detroit. -finalmente, consegui dizer algo desde que acordei. 

-Wow! Isso é uma viajem e tanto. -diz Romelle. Estranhei. Será que fui muito longe? 

-E onde eu estou? -pergunto. 

-No que restou de Nova York. -diz Lotor. O quê?

-O quê? -pergunto, deixando transparecer um pouco do meu desespero. -Não, não! Eu tenho que voltar! 

-Tá querendo se matar? -diz Hunk. -Cara, sair lá fora sozinho agora, é suicídio! 

-Não importa! Eu tenho que voltar! 

-Espera, Keith. Se acalma um pouco, e explica a situação pra gente. Tá? -eu me acalmo um pouco com as palavras de Lance. Começo a contar tudo sem parar. Eles pareciam apavorados com as coisas que aconteceram com a minha família. E não esconderam a surpresa quando contei sobre Allura. 

-Meu Deus! Cara que vida complicada! -diz Lotor. 

-Nossa, é tanta coisa. Fica até difícil de raciocinar. -diz Rachel, com a mão na cabeça. 

-Por isso eu preciso voltar. Eu não posso ficar aqui. Eu nem sei se eles estão bem. Não sei se o Shiro conseguiu chegar à tempo. Não sei se Allura está viva. Se o bebê nasceu. Se Pidge está em segurança. Não sei se estão vivos! 

-Ei, calma! -diz Lance, colocando a mão em meu ombro. -Keith, nós vamos lhe ajudar. Alguém sabe me dizer quanto tempo demoraríamos para chegar em Detroit à pé, contando com as paradas? 

-Ah, eu creio que com mochilas e suprimentos, levaríamos uns...vai um...sobe o dois...vezes quatro...-diz Coran, fazendo uma conta nos dedos. -27 anos! 

-COMO É? -todos gritam. Juro que vi a alma do Lance sair e voltar ao corpo. 

-Coran, acho que sua conta está meio precipitada. Levaríamos uns vinte dias. No máximo dos máximos, um mês. -diz Rachei,calma, com uma calculadora em mãos. Todos suspiram aliviados. 

-Ai ,que bom. -diz Lotor com a mão no peito. -Mas, será que é uma boa idéia? Quer dizer, nunca passamos tanto tempo fora de casa. É perigoso para todo mundo, pois temos mais chances de fazer barulho. 

-Mas, nós temos o Keith! -diz Lance. 

-Como assim? -pergunta Romelle. 

-Ele viveu mais de um ano sem as mordomias que temos aqui. Ele pode nos ensinar! Não é? -continua animado. Eu não sei se consigo ensinar. Não sem o Shiro aqui. Mas, eu tenho que voltar para casa, e não vou conseguir isso sozinho. Nasci e fui criado em Detroit. Nunca saí de lá, fora as excursões escolares. Mas, eu nunca estive em Nova York. Se eu sair andando sozinho, eu me perco na primeira esquina. Eu tenho que tentar. 

-Ok. Vou tentar. -disse com uma voz firme. Todos dão um sorriso. 

-Muito bem. Nos ensine professor! -diz Lance. 

-Ok, primeiramente, vocês tem sacos de areia? -pergunto, fazendo com que eles façam faces confusas. 

-Areia? Acho que pode ter na garagem. -responde Lotor. -Porque? 

-Acredite. Se tivermos que passar por pedras ou cascalhos, vamos precisar. Bom, e vocês sabem...falar em libras? -olho para Rachel, que faz um sinal para mim. 

"Só o básico. "

Diz ela. 

-Rachel, você é um pequeno gênio. Com alguns equipamentos que temos, não pode criar um dispositivo para podermos nos comunicar? -pergunta Hunk. 

-Talvez. Mas, caso eu não consiga, é melhor o Keith ir se preparando para nos aturar. -diz Rachel. 

-Ou, podemos usar a boa e velha escrita. -diz Coran. 

-Não, obrigado. Sem falar que as letras de algumas pessoas não são muito legíveis. -diz Romelle, olhando diretamente para Hunk. 

-Ah, qual é? Onde você viu a minha letra? -pergunta , tirando do forno uma fornada de biscoitos. Romelle desvia o olhar. -Pera aí. O único lugar onde eu escrevo é...você leu meu diário? 

-Eh, talvez? E eu sei sobre aquilo. 

-Aquilo o quê? 

-A maior vergonha que já passou. -Hunk fica vermelho. Eu imagino o que seja. 

-Olha só,só porque eu escrevi, ou pensei, não significa que eu já fiz ou vou fazer. É que nem o Lance, com as dietas. 

-Oh, cuidado. -diz Lance. Dou uma risada, mas minha face logo se torna preocupada novamente. -Keith, eu entendo que você quer voltar para sua família. Mas, você está machucado, e aqui onde moramos, tem uma certa época do ano, em que as criaturas estão em maior número. E você chegou bem nesse momento. 

-Isso que eu quero saber. Como me acharam? 

-Bom, é uma historinha legal. Senta aí, que a gente te conta! -diz Lance, e eu me sento na bancada da cozinha. 


Flashback 

Lance. 


Já deve ser meio tarde. Nós estávamos instalando as câmeras que a Rachel projetou pelos arredores da nossa região. Eu me separei do grupo sem querer. Saio do meio das árvores, dando de cara com a margem do rio. Tiro os sapatos antes de dar andar mais à frente. A margem do rio é cheia de pedras, então, a sola do sapato poderia fazer muito barulho. Olho para o sol se pondo no horizonte. Meço com a mão. Faltam dois dedos para o sol se pôr. Melhor me apressar. Não é seguro ficar muito tempo fora de casa nessa época. Ainda mais de noite. Resolvo só parar e beber um pouco de água. Quando me abaixo, e vejo a água mais de perto, noto um fiapo de um líquido vermelho sendo levado pela correnteza. Logo, a quantidade se torna abundante. Sigo aquilo pela margem do rio, e ao passar por uma pedra, vejo um garoto inconsciente no chão, com metade do corpo na água. Na cabeça dele, há um grande corte. Checo o pulso. Por favor, esteja vivo. Não sinto o pulso dele. Coloco a minha cabeça no peito dele, tentando obter algo. Ouço fracas batidas. Ele ainda não morreu, mas estava perto disso. Precisa de cuidados. Pego o garoto no colo, e começo a caminhar em direção à casa. Quando chego, uso uma das mãos para puxar uma cordinha. É uma pequena campainha . Se alguém puxa de fora, os outros ouvem lá dentro. Logo Rachel abre a porta, e arregala os olhos vendo o garoto em meus braços. Entro na casa, e ela fecha a porta, nos deixando seguros novamente. 

-Lance, o que significa isso? -me pergunta. 

-Depois eu explico. Onde estão os outros? 

-Ainda não chegaram. Lance me explica! Quem é essa pessoa? 

-Depois! Me ajuda à fazer um curativo. Ele tá quase morrendo. Me passa um pano! 

-Tem que desinfetar o ferimento, passar o remédio, depois fazer as ataduras. Eu andava de skate, acredite, eu sei do que eu estou falando. Agora, sai daí, e me deixa trabalhar.

Rachel foi quem fez todo o curativo. Depois disso, o coloquei no meu quarto. 



Keith



-E foi isso que aconteceu. -Lance termina de contar. -Agora, vamos ter que esperar um mês dentro dessa casa, até as criaturas diminuírem, e você se recuperar, para logo depois passar vinte e tantos dias na estrada para resgatar a sua família. Algo me diz que nossas vidas deram um upgrade e tanto. 

-Concordo. -digo. 









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