História A quiet place -Klance - Capítulo 6


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Categorias Voltron: O Defensor Lendário
Personagens Allura, Coran, Hunk, Keith, Lance, Pidge Gunderson, Takashi "Shiro" Shirogane
Tags Klance
Visualizações 42
Palavras 1.387
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Keith


Lance 


-Ei, cuidado aí! -digo, mas é tarde demais. Rachel cai de cara no chão, após a falha tentativa de pular o sofá de skate. Já faz três dias desde que Keith chegou. Nesse meio tempo, descobrimos que ele é bom em carpintaria, e Rachel, praticamente, implorou por um skate novo. Por mais incrível que pareça, ele conseguiu fazer um, com alguns materiais e ferramentas que temos aqui. Desde então, a Rachel faz tudo em cima dessa coisa. Como agora. -Cê tá bem? 

-Tô! Só perdi um pouco a prática. Mas, logo eu recupero! -diz se levantando. -Vou pegar uns biscoitos, vai querer? 

-Ah, quero sim. Trás uma bandeja. -ela assente e sai andando até a cozinha. Sinto uma presença do meu lado, e estremeço por inteiro. Quando viro, dou um pulo pra trás ao dar de cara com o Keith. Ele me olha indiferente. -Tu quer me matar? 

-Desculpe. Me acostumei a não fazer barulho. 

-Tudo bem. -só agora, eu noto que ele está usando a minha blusa azul e branca. Nossa, minhas camisetas são como um vestido nele. Ele tem usado as minhas roupas, pois a mochila dele se perdeu no rio. Nós estamos dando um jeito para tentar achá-la. 

-Isso é muito bom. -diz ele de repente. O olho com um olhar confuso. -Poder ouvir esse tipo de coisa outra vez. Na cozinha, quando o Hunk está cozinhando. De quando a Rachel está construindo algo, ou andando de skate pela casa. O som das vozes. -eu não posso nem imaginar os traumas que esse garoto passou. 

-Posso perguntar uma coisa? 

-Claro. 

-O que aconteceu com o seu ouvido? -ele me olha confuso. -Coran fez um exame básico em você, enquanto estava inconsciente. Bem, foi tipo uma pré -consulta. Temos vários equipamentos médicos aqui. E ele examinou seu ouvido. Disse que havia resquícios de uma distorção grave na sua audição, mas que, de alguma forma, havia voltado ao normal com a batida que você recebeu na cabeça. -ele pôs a mão no ouvido, e sorriu. 

-Voltou ao normal? 

-Sim. Mas, essa distorção foi causada por um acidente. Eu queria saber o que aconteceu para o seu ouvido ter ficado assim. -ele desfaz o sorriso. -Se você quiser contar. Se não quiser tá tudo bem. 

-Não, não. Tudo bem. Eu quero contar. 

-Contar o quê? -pergunta Rachel, entrando na sala. Está com um bandeja de biscoitos em uma mão, com um capacete de proteção em baixo do outro braço. Ainda não tirou as joelheiras e cotoveleiras. 

-Bom, básicamente, a minha história. 

-Pera aí! Posso chamar os outros? 

-Que sutil. -digo irônico. 

-Não, Lance. Tudo bem. Ray, pode chamá-los. -diz o mullet. Rachel deixa a bandeja e o capacete em cima da mesa, e sai pelos corredores. Ouvimos batidas nas portas, e logo Rachel aparece com todo o resto do pessoal. Ela se senta em uma cadeira, Lotor e Romelle ficam em posição de lótus no chão, e Coran e Hunk se sentam no sofá de frente ao nosso. Keith dá um suspiro. E começa a contar. 


Keith



Era dia de aventura.

Eu tinha 7 anos. 

É impressionante como o tempo muda as pessoas. 

-Keith, filho. Acorda. -eu só conseguia ver a silhueta da minha mãe, me chamando. -É hoje filho. Arruma suas coisas. -logo, eu lembrei que dia era hoje. Dei um pulo de animação da cama, e me arrumei como um raio. Peguei a mochila que estava pronta desde o dia anterior, e sai de casa, indo em direção ao carro, onde minha mãe e meu pai me esperavam. Ela deu um sorriso, e ele bagunçou meus cabelos. Desde aquela idade já tinha esse penteado. Subimos no carro, e logo estávamos na estrada, com meu pai dirigindo. 

-Ave...ave...

-Aventura. -minha mãe completa minha fala. Estava com dificuldade de ler essa palavra do livro. 

-Isso! Aventura! Eh, mãe, o que é uma aventura? 

-É o que estamos fazendo agora! -diz meu pai. 

-Isso mesmo. Hoje é dia de aventura. -diz minha mãe. Dou um sorriso maravilhado. Eu vou viver minha primeira aventura! 

Quando dei por mim, eu estava virando de cabeça pra baixo, ouvindo os gritos, vendo um cervo correr de volta para a mata, e as minhas coisas indo parar no teto do carro. 

Pisquei, e estava na frente do carro, sozinho, abraçando a minha mochila. Chorando vendo os dois corpos à minha frente. Eu não estava conseguindo ouvir quase nada. Sentia uma quantidade enorme de sangue saindo pelo meu ouvido. Eu vi luzes piscando. Vermelho e azul. Alguém me puxando para trás. Eu não queria sair dali, mas estava sem forças para continuar. Me deixei ser levado por um homem grande, com uma única mecha de cabelo branco pendendo sobre o rosto. 

Eu ouvia vozes afastadas. Luzes brancas, e a sensação de estar sendo locomovido em uma maca se fizeram presentes. 

-Você vai ficar bem. -quando abri os olhos, vi uma mulher de cabelos brancos, amarrados em um coque, de pele escura e olhos azuis, colocando uma máscara cirúrgica. -Você vai ficar bem. 


Mais tarde, descobri o nome dos meus salvadores. Allura Althea e Takashi Shirogane. Shiro me tirou de uma vala enorme em que o carro tinha caído, e Allura fez uma cirurgia que impediu que uma quantidade enorme de sangue fosse para o meu cérebro, mas que não conseguiu salvar completamente a minha audição. 

Eles não tinham nenhum filho, mas tinham uma filha adotiva. Katie Holt. Era extremamente pequena quando a conheci. Eles me adotaram. Mas, Shiro e eu sempre nos vimos como irmãos. Allura e eu também. Eu e Pidge criamos um vínculo incrível. Nos tornamos melhores amigos. Tanto que ela me contou a história dela. A mãe morreu no parto, o pai de tuberculose, e o irmão mais velho, simplesmente, sumiu. Ficou desaparecido, e ninguém soube dele. 

Os anos se passaram. Aos catorze, eu e Pidge tínhamos apenas um ao outro na escola. Éramos anti-sociais. Éramos os órfãos com passados misteriosos para todos, menos para nós mesmos. Todos aprenderam a falar em libras por minha causa. 

Um dia, eu e Pidge voltamos da escola, e ouvimos o choro de uma criança. Subimos as escadas correndo, e Pidge quase caiu no meio do caminho. Quando paramos em frente à porta do quarto, Shiro estava com metade do uniforme de bombeiro amarrado na cintura, sujo de fuligem, enquanto Allura estava com uma criança no colo, enrolada em uma coberta roxa. 

Havia tido um enorme incêndio em um prédio. Quando Shiro entrou no segundo andar, viu uma mulher chorando, juntamente com o filho em seus braços. Shiro pegou ambos, e saltou do prédio. Quando as vítimas do incêndio chegaram ao hospital, Allura cuidou daquela mulher. Ela estava em estado grave, pois usou o corpo como escudo para proteger o filho. Quando ela entrou na sala, Allura já viu que ela não iria ter chance. Mas, Allura tinha que tentar. E o fez. Foi em vão. A mulher começou a ter espasmos, e indícios de parada respiratória. Mandaram Allura sair. Mas, antes disso, aquela mulher pegou o pulso de Allura com força. Segundo Allura, as últimas palavras que ela disse foram :

"Cuidem dele. "

Foi assim que Said Granger entrou na nossa vida. 



Lance 


-O resto, vocês já sabem. -ele termina de contar. Está sério, mas posso ver em seus olhos que está fazendo força para não chorar. 

-Nossa, eu sinto muito Keith. -agora que eu percebi. A Rachel tá chorando. Nossa, eu também tô chorando. Caramba, essa história acabou com a gente. Isso é impressionante, e triste. Em um impulso, eu o abracei. 

-O que você tá fazendo? -pergunta ele confuso. 

-Não liga. Só...chora. Só chora. 

-Mas eu não...eu não quero...-começo a sentir as pequenas lágrimas molhando a minha camiseta. A última palavra sai trêmula e quase inaudível. -...chorar. 


Esse é o garoto que molhou a minha camiseta em lágrimas. 

Esse é o garoto que reuniu todos em um apertado abraço. 

Esse é o garoto que fez a menina mais durona da casa, se derramar em lágrimas. 

Esse é o garoto que fez até Lotor se juntar ao abraço. 

Esse é o garoto que foi um guerreiro ainda tão jovem. 

Perdeu os pais e parte da audição.

Ganhou quatro irmãos e uma incrível sabedoria. 

Esse é o garoto que eu vou proteger com a minha vida. 














Esse é Keith Kogane. 


Notas Finais


Desculpem a demora.

ESCOLA MALDITA DOS INFERNOS!

Enfim, espero que tenham gostado, e até os próximos capítulos.

Deixe seu comentário. 😙


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