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História A Quinta Folha - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Yuno


“...Parecia que a humanidade pereceria nas mãos de um demônio que surgiu no horizonte do reino Clover. Porém, havia um mago cujo os poderes eram além da compreensão, seu nome era Lumire Silvamilion Clover que com seu grimório e rara magia de atributo da luz foi capaz de derrotar o ameaçador demônio com um único golpe, salvando o reino de um terrível fim e se tornando o primeiro rei mago”.

– Oh, ele era mesmo tão forte assim Julius-sama? – um garotinho por volta dos oito, cabelos negros bagunçados de forma charmosa, pele alva e orbitas que se assemelhavam com o pôr-do-sol indagou em sua forma inocente e brilhante ao homem que contava-lhe a história.

– Sim. Ele lutou bravamente contra o monstro e se tornou um grande herói. – o homem loiro que aparentava quase meia idade retribuiu o sorriso para o jovem que repousava em seu colo, ouvindo atentamente suas palavras há um bom tempo.

O garoto se chamava Yuno, apenas Yuno. O pequeno fora abandonado na porta do castelo Clover ainda recém nascido e acolhido pela rainha Agnes, cujo esta o destino lhe impôs a infelicidade de não conceber herdeiros, além de ter levado seu marido pouco tempo depois de casar, em uma luta contra Diamond. A mulher de meia idade deu a Yuno todo o carinho e amor de uma mãe, mesmo sendo fortemente reprovada por sua família, principalmente por Augustus, seu irmão mais novo e próximo na linha de sucessão ao trono.

Para infortúnio do pequeno Yuno, Agnes partiu pouco tempo depois, quando este tinha apenas três anos. Assim que Augustus assumiu, não podendo se livrar do fardo que a irmã havia colocado dentro do palácio, o rei trancou Yuno em uma torre de onde não poderia jamais sair, espalhando mentiras sobre o garoto estar amaldiçoado.

Obviamente Julius, o atual rei mago, sabendo das falcatruas de Augustus e a inveja que o homem nutria pelo garoto, não acreditou em tais acusações e sempre em seu tempo livre fazia visitas ao pequeno. Cinco anos se passaram e agora com oito, Yuno apresentava seus primeiros resquícios de magia e Julius não poderia perder tempo em verifica-lo

O jovem exibia um aspecto saudável, sinal de que estava sendo bem cuidado, não por Augustus, mas pelas criadas que ainda nutriam respeito e honravam o nome da rainha anterior Agnes.

De soslaio, Julius encarou a ampulheta que derramava seu último grão de areia em sua parte inferior. Suspirou, pois sabia que tinha chegado a hora de deixar Yuno e voltar para a papelada que lhe aguardava em sua mesa. Todos os seus horários eram sempre bem cronometrados por Marx, seu conselheiro fiel, mas nem sempre seguidos por Julius.

– Rei mago! – falando no diabo, era Marx que acabara de aparecer usando sua magia de transmissão.

– Yo, Marx. Como está? – Julius exibiu um sorriso travesso, sempre que era pego no flagra descumprindo suas responsabilidades.

– Não me venha com essa conversa! O senhor está atrasado para a reunião com os capitães. – avisou o azulado que esnobava um corte esquisito, assemelhando-se a um champingnon, porém Julius não queria comentar em respeito ao amigo.

– Ora vamos Marx, não estou atrasado...

– Se não está aqui é porque está atrasado. – o homem irritado cortou a justificativa de Julius.

– Bem, parece que não tenho escolha. – coçou a nuca com um sorriso torto.

Enquanto isso, Yuno observava de forma inocente a interação de ambos homens mais velhos, seus olhos já se enchendo de lágrimas pois Julius era o único com quem conversava além das criadas, que apenas interagiam levemente com um bom dia ou quando lhe serviam as refeições.

– Julius-sama, você já vai embora? – indagou choroso.

– Infelizmente preciso trabalhar para garantir a segurança do reino, Yuno-kun. – respondeu-lhe com um sorriso.

– Quem nem o primeiro rei mago?

– Sim, que nem o primeiro rei mago.

Os olhos do pequeno instantaneamente brilharam com a lembrança da história enquanto seus olhos refletiam a aparência de Julius, como dois espelhos alaranjados e redondos.

– Waaah, entendi. Então você vai proteger o reino do demônio mau, não é? – antes triste, agora a voz mostrava seu novo estado de espírito, expectante.

Julius sorriu ao testemunhar tamanha inocência, não querendo quebrar todas as expectativas do garoto naquele momento.

– Claro, irei proteger o reino e voltarei para contar histórias para você, Yuno-kun. – o homem sorriu, enquanto depositava um pé para fora da janela e desaparecendo com sua magia logo em seguida.

Yuno admirou no momento em que o homem desapareceu, desejando ser tão legal e forte como o rei mago. Na verdade, ele queria se tornar o rei mago de Clover, mas guardava esse sonho para si por medo que mais uma vez a cólera de Augustus recaísse sobre si e ele recebesse um castigo ainda pior do que ficar trancado na torre.

 

 

Sete anos se passaram desde que decidira se tornar rei mago, agora Yuno estava em sua décima quinta primavera, com magia transbordando pelos poros de seu corpo. Era inegável que o jovem Yuno fora abençoado pela mana. Sua magia era do atributo vento e estranhamente forte antes mesmo de ter um grimório em mãos.

Certa manhã, Yuno estava no parapeito da janela, contemplando o alvorecer. Havia acordado cedo como de costume, pois sempre gostou de contemplar os primeiros raios de sol. Logo abaixo estava a cidade e Yuno podia ver tudo. Naquele dia, todos os adolescentes da sua idade haviam deixado suas casas cedo para receberem seus tão aguardados grimórios, que ampliariam suas magias e os guiariam em seus destinos.

Yuno tinha inveja desses adolescentes e desejava fortemente ter um amigo com quem compartilhar a felicidade de receber um grimório, pois sabia que nem isso tinha direito. Ficou cerca de uma hora e meia contemplando a paisagem da cidade de sua janela até decidir que estava cansado de sentir tanta inveja e fechar as janelas, voltando para sua cama em uma tentativa fútil de dormir e fazer seu dia passar mais rápido já que não havia nada em sua agenda a não ser ficar trancado naquela torre.

Era pôr do sol quando uma perturbação na janela trancada despertou Yuno. Atordoado com o barulho das batidas, o moreno não pensou duas vezes antes de se levantar e marchar para abri-las. Havia uma pessoa entrava e saía pela janela e Yuno o conhecia muito bem.

– Olá Yuno-kun. – cumprimentou o jovem com um sorriso no rosto.

– Julius-sama, o que faz aqui uma hora dessas? – indagou o jovem confuso com a repentina visita.

– Hoje eu vi muitos jovens recebendo seus grimórios e vim ver o seu. – respondeu com seu típico sorriso.

Por mais que Yuno quisesse, não poderia dar boas novas para o rei mago. Era frustrante como seu destino estava limitado àquela torre. Yuno, por mais que quisesse, por mais forte que fosse sua magia, não conseguia abandonar a torre, pois estava selado com uma forte magia.

– Sinto muito Julius-sama, não poderei receber meu grimório... nunca. – disse-lhe com um sorriso triste, já conformado com sua situação atual.

Mesmo ouvindo isso, Julius não parecia abalado, o que chegava a ser um pouco estranho visto a triste situação do jovem Yuno.

– Oh, quanto a isso não se preocupe. Eu conheci alguém com uma magia peculiar hoje. Essa pessoa é capaz de desfazer o mais forte dos selos num piscar de olhos. Ela usa magia de selo! Não é incrível? – divagava com seus olhos brilhantes, toda vez que descobria uma magia nova.

– Isso é sério? – um fio de esperança atravessou Yuno, talvez ele finalmente fosse libertado daquela prisão a qual está confinado desde seus três anos de idade.

– Sim! – respondeu ainda empolgado, com olhos brilhantes – Trouxe ela comigo! Vamos desfazer o selo e ir buscar seu grimório, Yuno-kun.

Naquela tarde o feitiço que mantinha o príncipe Yuno preso fora desfeito por uma misteriosa magia de selo. Naquela tarde Julius levou Yuno em segredo para buscar seu grimório. Naquela tarde, sozinho com o rei mago na grande biblioteca onde eram guardados os grimórios, aconteceu. Yuno fora escolhido pelo grimório de 4 folhas para a surpresa de Julius e do próprio Yuno. Naquele mesmo dia, após retornar para a torre, outra surpresa: Yuno apresentou-se como ômega.

 

 

Em algum lugar embuído em trevas...

– M-mestre, o grimório de quatro folhas... – um servo ajoelhava-se perante o superior que olhava janela à fora, de dentro do seu castelo negro, o céu avermelhado.

– Sim. Eu esperei muito tempo por isso. Finalmente, você apareceu... – o ser que apresentava metade do corpo de um demônio, ergueu seu grimório como se o apresentasse para o mundo à fora esnobando seu trevo de cinco folhas.


Notas Finais


Espero que tenham gostado. É apenas uma short fic que surgiu após eu ter maratonado o anime ^^


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