História A Quinta geração de Harry Potter (Interativa) - Capítulo 100


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Hugo Weasley, Lílian L. Potter, Personagens Originais, Rose Weasley, Scorpius Malfoy, Tiago S. Potter
Tags Harry Potter
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Palavras 2.026
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 100 - De volta à Beauxbatons


O céu ainda estava escuro quando Luke ouviu alguém bater na porta do quarto. Sonolento, o garoto levantou da cama e foi atender. Rafael e Hugo também foram despertados pelas batidas. Ao abrir a porta, Luke viu que era um dos aurores.

– Algum problema, senhor? – o garoto perguntou, esfregando os olhos.

– Tenho que dar um recado para vocês – o auror disse, entrando no quarto. – Vai ser rápido.

– Recado? – Luke repetiu, bocejando.

– Hora de levantar! – o homem avisou, batendo palmas. – Vamos, acordem!

– O que tá acontecendo? – Bella resmungou, ainda de olhos fechados.

– Cara, são quatro e dez ainda – John reclamou, se sentando na cama e consultando o relógio na mesa de cabeceira.

– Levaremos vocês de volta para Beauxbatons em uma hora – o auror anunciou, com uma expressão séria. – É melhor darem uma passada no restaurante e comerem alguma coisa antes de partirmos.

Todos permaneceram parados, encarando o auror.

– Vocês não escutaram?! Mexam-se! – ele ordenou, com firmeza.

Apesar da enorme vontade de continuarem em suas camas, os alunos foram forçados a abandoná-las, enquanto o auror ia saindo do quarto.

Antes de também deixarem o aposento, Lian chamou a atenção de Rafael.

– Dragoni, e as maldições que você lançou naqueles seguranças? – ele perguntou ao loiro – Você as removeu?

– Sim – Rafael respondeu, inexpressivo. – Retirei quando os aurores estavam distraídos com as perguntas do Smith e do Sângster.

– Tudo bem, então – Lian falou e o grupo desceu para o restaurante do hotel.

 

– Quando vocês terminarem, voltem aos quartos para apanharem seus pertences e me encontrem na recepção – outro auror os instruiu, durante o café da manhã. – Entendido?

Todos sinalizaram positivamente.

– Ok, vejo vocês daqui a pouco – o homem disse e saiu do restaurante.

– Bom, já que a gente vai embora hoje, vou aproveitar para comer o máximo que eu puder – Luke comentou, examinando o cardápio. – A comida daqui é realmente muito boa!

– Esse fricassé de frango daqui é uma delícia – Catarinha destacou, apontando para o próprio cardápio.

– Esse aí já está na minha lista de melhores pratos, com certeza – Hugo acrescentou, concordando com a amiga.

– Melhor fazer o pedido logo ou vamos nos atrasar – Rafael alertou, fazendo sinal para uma garçonete.

 

Depois de uma refeição bem reforçada, os cinquenta e seis estudantes retornaram aos quartos para pegarem as bagagens e se encaminharam à recepção do hotel, onde a equipe de aurores já os aguardava. Na saída, eles viram alguns funcionários do Setor de Relações com os Trouxas conversando com um dos recepcionistas.

– Provavelmente estão acertando os últimos detalhes – Lian falou, ao ver que Bella olhava na direção deles.

A loira fez cara de que tinha entendido.

– A propósito... – John se dirigiu a um dos aurores que os acompanhavam – Quem eram aquelas pessoas que entraram nos quartos quando estávamos saindo?

O homem olhou discretamente para os lados, antes de responder em voz baixa:

– Obliviadores. O pessoal da limpeza. Depois do que aconteceu, vieram para apagar qualquer prova de que estivemos aqui.

O sol já iluminava o céu azul e com poucas nuvens. Os alunos entraram nos carros do Ministério que estavam estacionados em frente ao hotel, tomando o caminho de volta à escola. Porém, após uma hora de estrada, os carros deixaram a via principal e estacionaram em um local sem tráfego. Os alunos foram instruídos a saírem dos carros.

– Por que paramos aqui? – um dos terceiranistas indagou, segurando uma mochila grande e olhando em volta.

Não havia nada além de uma densa vegetação ali.

– Vocês precisam chegar em Beauxbatons a tempo de se prepararem para a primeira aula – um dos aurores explicou. – E a melhor forma de garantir isso é com uma Chave de Portal.

– Você disse Chave de Portal?! – Luke se espantou, colocando a mão inconscientemente sobre a barriga.

– Qual é o problema, Luke? – John questionou, sarcástico – Até parece que nunca usou uma...

– O problema é que eu comi demais antes de sair do hotel – Luke replicou, apreensivo. – Não tenho muita certeza de que seja uma boa ideia usar uma Chave de Portal nas minhas condições... – ele cochichou a última parte.

– Certo, vamos nos dividir em grupos – o auror voltou a se manifestar, consultando uma espécie de mapa. – O pessoal do sétimo ano vai com Fontaine, por ali.

O homem apontou para a direita.

– Os alunos do sexto ano também vão na mesma direção – o auror avisou, ainda olhando o mapa. – A Chave de vocês fica uns oito metros depois da Chave deles. Le Blanc vai acompanhá-los.

– Vamos andando, pessoal! – um homem corpulento de cabelos grisalhos e bigode frondoso fez sinal para que os setimanistas lhe acompanhassem.

– Alunos do sexto ano também! – outro homem, alto, de rosto fino e cabelo ralo, exclamou – Vamos indo!

As duas turmas seguiram Fontaine e Le Blanc, indo na direção indicada pelo auror que segurava o mapa e ainda passava instruções para os colegas.

– Os alunos do quinto ano vão com Aubert para lá e os do quarto ano vão com Guyot para o outro lado – a voz dele foi ficando mais e mais distante. – Berger vai levar o pessoal do terceiro ano para o sul e...

 

O grupo caminhava em silêncio, somente os dois aurores que iam adiante é que conversavam sobre coisas que só eles entendiam. Vários minutos se passaram, até que encontraram uma pá velha, cravada na terra.

– Ok, chegamos – Fontaine avisou, parando diante da pá. – Nos vemos daqui a pouco, Le Blanc!

Le Blanc e os alunos do sexto ano seguiram em frente. Fontaine se adiantou e tirou a pá do chão.

– Isso só vai levar alguns segundos – ele murmurou, apontando a varinha para o objeto. – Portus!

A pá cintilou e vibrou, logo parando.

– Muito bem, todos prontos? – o auror perguntou, ordenando que os garotos e garotas se aproximassem. – Preparem-se... Três... Dois... Um!

Todos se apertaram para conseguirem tocar o objeto. Eles tiveram a sensação de que um gancho os puxava pelo umbigo e tudo desapareceu. Mergulharam num redemoinho de cores e sons, até que seus pés tocaram o chão novamente. Viram-se diante dos portões de Beauxbatons.

– Se alguém estava com o nariz entupido, tenho certeza que desentupiu depois dessa – Fontaine comentou, jocoso.

– Cara, você está bem? – Lian perguntou ao ver a cara de Luke.

O garoto da Justé estava muito pálido e tinha o rosto suado. Ele saiu correndo para trás de uma rocha grande e começou a vomitar. Retornou para junto dos amigos depois de alguns segundos, ofegante.

– Desculpem, mas eu realmente não estava esperando por uma Chave de Portal...

Os portões da escola se abriram. Ao longe, puderam ver que havia duas pessoas nas grandes portas do palácio. Chegando mais perto, perceberam quem eram: Pietro e Lana Malfoy.

– Bom dia, ministro, professora – Fontaine cumprimentou, quando o grupo atingiu as grandes portas do Saguão de Entrada.

– Dia, Fontaine – o ministro retribuiu a saudação. – Tudo conforme o previsto?

– Sim senhor – o auror confirmou. – E os outros devem chegar a qualquer instante.

– Perfeito – Pietro disse, satisfeito. – Pode ir descansar, mas antes, dê uma passada em Maguille. Marion quer falar com você e com os outros aurores.

Fontaine assentiu e, se despedindo, tomou o caminho de volta aos portões de ferro.

– Merlin! Ainda bem que vocês chegaram! – exclamou o ministro, aliviado – Estão todos bem, não estão?

– Estamos sim, Sr. Ministro – Lian respondeu, tranquilo.

– Certo, certo... Bom, eu gostaria de conversar um pouco com vocês, antes das aulas começarem – o homem falou, olhando o grupo com certa curiosidade. – Pode ser? Coisa rápida, garanto que não vai demorar...

Os estudantes se entreolharam, ligeiramente apreensivos, mas rapidamente concordaram.

– Posso usar o seu escritório? – ele perguntou para a irmã.

– Claro – Lana consentiu. – Fiquem a vontade. Eu ficarei aqui para recepcionar os outros alunos.

– Bom, então me sigam – o ministro fez sinal para que o acompanhassem.

Eles passaram pelas portas e entraram no Saguão de Entrada, no mesmo instante em que a turma do sexto ano acabava de chegar à escola. Subiram as escadas e seguiram por alguns corredores até alcançarem a sala da diretora. O ministro abriu a porta e entrou, os jovens alunos entrando logo após. Hugo foi o último a entrar e fechou a porta.

– Bem, vou ser direto – o ministro avisou, sério. – Eu gostaria de agradecer pela ajuda que vocês deram aos aurores, no ataque à casa noturna. O relatório dos aurores diz que a intervenção de vocês facilitou bastante o trabalho deles lá...

No entanto, algo dizia que esse não era o único motivo de estarem ali.

– Porém... – eles se prepararam para a bronca – confrontar os criminosos na praia foi muita imprudência da parte de vocês. Deveriam ter obedecido ao auror e voltado ao hotel... Bom, pelo menos o Sr. Smith voltou e guiou os reforços até lá...

John tentou disfarçar o contentamento pela aprovação do ministro.

– Por favor, senhor... – Catarinha chamou a atenção de Pietro, tímida – Não foi culpa deles, eu que convenci meus amigos a enfrentarem os capangas da McCarthy...

O ministro a observou, curioso.

– É que os reforços estavam demorando muito – a garota continuou – e nós éramos os únicos ali que podiam fazer alguma coisa...

– Sua intenção é louvável e eu entendo que queira defender seus amigos, Srta. Marcheski, mas não se pode negar que vocês correram um risco muito grande – o ministro replicou, refletindo. – E se acontecesse o pior? O que eu diria para as suas famílias?

Ele soltou um longo suspiro, antes de prosseguir:

– De qualquer jeito, isso felizmente não aconteceu, então não vou falar mais nisso... Como vocês participaram efetivamente da captura dos criminosos, suas famílias já receberam os valores de recompensa.

– Recompensa?! – Hanna admirou-se.

– Sim, as recompensas pela prisão dos fugitivos – o ministro repetiu, sorrindo.

Os alunos se entreolharam novamente, surpresos.

– Ok, antes de liberá-los, eu tenho um pedido para lhes fazer – o homem recomeçou.

A turma estranhou ao ouvir aquilo.

– Gostaria que vocês evitassem comentar sobre o que houve, se possível – o homem pediu, olhando para cada um deles.

Os amigos se entreolharam pela terceira vez e demoraram um pouco para responder. Contudo, acabaram assentindo. Pietro Malfoy agradeceu. A porta se abriu e Lana Malfoy entrou no escritório.

– Tudo bem, creio que era só isso que eu tinha para falar – o ministro despediu-se da turma. – Tenham um bom dia e concentrem-se nas aulas!

A turma se despediu do ministro e da diretora e deixaram o escritório.

– O meu plano era conceder esses passeios anualmente, mas vejo que o primeiro teste não foi tão bem sucedido... – Pietro lamentou-se, sentando de frente para a escrivaninha da diretora – Melhor esquecer isso, pelo menos enquanto McCarthy e os outros ainda estiverem livres...

– E ainda não conseguiram nenhuma dica de onde ela esteja? – Lana inquiriu, dando a volta na escrivaninha e sentando-se em sua cadeira.

– Ainda não – Pietro contou, desanimado. – Nenhum deles fala nada sobre a localização do esconderijo...

– Nem o motivo do ataque? – a loira insistiu.

– Ah, isso sim – Pietro mostrou-se um pouco mais animado. – Um deles contou que a McCarthy mandou que eles raptassem trouxas para transformá-los em escravos.

Lana ficou pensativa por alguns segundos.

– E a repercussão no mundo trouxa? – ela continuou perguntando.

– Nenhuma, felizmente – o irmão respondeu, aliviado. – Conseguimos abafar o caso, os obliviadores realmente fizeram um ótimo trabalho...

– Ótimo mesmo – Lana concordou. – A última coisa de que precisamos é de uma tensão com os trouxas.

– Hum, tenho que voltar ao Ministério – Pietro informou, conferindo a hora. – Qualquer novidade no caso, eu te aviso.

– Tudo bem – a diretora assentiu.

O ministro se despediu da irmã e saiu da sala, deixando Lana prosseguir com seu trabalho.

 

Joseph Beacourt chegou muito atrasado à aula de Poções. O seu cabelo ruivo estava levemente despenteado e seu uniforme estava amarrotado. Ele pediu desculpas ao professor e sentou ao lado da irmã, Clarisse. Antes de tirar o material da mochila, cochichou algo no ouvido da irmã:

– Acabei de vir da Ala hospitalar. A Adeline acordou e quer falar com você.

Clarisse se levantou e foi até o professor, conversou com ele por alguns segundos e retornou para a sua mesa, juntando seu material e saindo da sala, ligeira.

"Espero que a Clari consiga animar a Adeline e a ajude a melhorar..." o ruivo pensou, organizando os materiais sobre a mesa.

– Pensando melhor, acho que esperar que a Clari anime alguém já é querer demais... – ele disse para si mesmo, risonho.

 


Notas Finais


Esse capítulo possivelmente sofrerá alterações no futuro.


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