História A Quinta geração de Harry Potter (Interativa) - Capítulo 89


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Hugo Weasley, Lílian L. Potter, Personagens Originais, Rose Weasley, Scorpius Malfoy, Tiago S. Potter
Tags Harry Potter
Visualizações 38
Palavras 1.973
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 89 - A dica


Nem mesmo essa novidade impediu que Sofia pegasse no sono depressa; o cansaço que sentia era tão grande que, quando ela percebeu, já era segunda e os raios de sol invadiam o dormitório feminino da Perséverer. Ela e as amigas desceram para a sala comunal conversando baixinho sobre o presente misterioso que a garota recebera.

– O que é que vocês tanto cochicham aí, hein? – uma voz com leve sotaque soou às costas delas.

Sofia e Bella saltaram com o susto; Sorcha sacou a varinha e a apontou para o dono da voz. Era Rafael Dragoni.

– O que é que vocês estão aprontando? – ele as encarou, com os olhos semicerrados.

– Isso não é jeito de aparecer, Rafa! – Bella ralhou, pondo a mão no peito e puxando o ar com força – Quer nos matar de susto?!

– É isso mesmo! – Sorcha apoiou a amiga, abaixando e guardando a varinha – Somente eu é que posso fazer isso!

– Vão dizer o que estão fazendo ou não? – o loiro tornou a perguntar, colocando as mãos nos bolsos da calça.

Sofia ficou apreensiva.

– A gente pode contar para ele – Bella disse, encorajando a outra loira. – É nosso amigo, podemos confiar.

– Certo... – Sofia concordou, insegura.

O loiro arqueou uma sobrancelha. Sofia tirou o livro da mochila e o entregou ao garoto ali parado.

– Uma coruja trouxe para ela, ontem à noite – Bella explicou para o amigo, sua voz um pouco mais alta que um sussurro.

– E daí? – o rapaz perguntou, examinando o livro.

– Daí que não sabemos quem mandou – Sorcha falou, séria como sempre. – Não tinha nada que mostrasse quem enviou. Nós procuramos e procuramos e não achamos nada...

O garoto ficou em silêncio por alguns segundos, ainda com os olhos no livro.

– E então, o que você acha? – Bella indagou, com ansiedade.

– O que é que você acha? – ele perguntou, encarando Sofia.

– Eu? Eh... Não sei... – ela pareceu surpresa com a pergunta do amigo – Eu já pensei em tantas coisas... Mas...

Uma turma de alunos saiu do dormitório e passou por eles, conversando sobre as aulas que teriam naquele dia. O grupo se dirigiu à porta da sala comunal e desapareceu logo em seguida.

– Você estava dizendo que... – Rafael recomeçou o diálogo, devolvendo o livro.

– É que, mesmo pensando em vários motivos, tem uma coisa que não me sai da cabeça – Sofia continuou, enfiando o livro na mochila novamente. – Eu sinto que isso tem ligação com o Tribruxo. Acho que quem me enviou este livro foi a mesma pessoa que me colocou na competição.

– É bem provável – o loiro concordou, pensativo.

– Mas qual seria a intenção dessa pessoa? – Sorcha se perguntou.

– Será que se arrependeu de ter te colocado no Torneio e agora está tentando se desculpar? – Bella sugeriu, olhando para Sofia.

– Não seja ingênua, Bella – Rafael sorriu, discordando da hipótese da amiga.

– Eu não sou ingênua! – a loira protestou, batendo o pé.

– Você só não é ingênua para outras coisas – ele brincou. – Aquelas coisas...

– Ah, vamos deixar de papo furado e voltar ao que realmente interessa?! – Sorcha cortou os amigos, com uma voz monótona.

– Hum, ainda não dá para saber se isso te ajuda ou te prejudica, mas uma coisa é quase óbvia: o livro em si ou alguma informação que ele contenha é uma grande pista para a primeira tarefa do Torneio – Rafael opinou, retomando sua expressão séria. – Seja qual for a primeira tarefa, a resposta está aí.

– Isso pode me prejudicar? – Sofia olhou para o amigo, preocupada – Como assim?

– Ora, Malfoy, ponha os miolos para funcionar – Rafael rolou os olhos. – Se os outros campeões descobrirem que você está recebendo ajuda de seja lá quem for, o que você acha que vai acontecer?

– Ah... É mesmo, né? – ela concordou, com um sorriso amarelo.

Naquele instante, Miguel saiu do dormitório masculino e veio ao encontro deles. Todos ficaram em silêncio.

– Bom dia, gente – o herdeiro cumprimentou o quarteto.

– Bom dia – os quatro responderam.

O silêncio voltou a dominar o ambiente. Perspicaz, Miguel notou que os outros estavam se comportando de forma estranha.

– Tô atrapalhando alguma coisa? – ele inquiriu, olhando de um para o outro.

– Não, claro que não, é que... Que... – Sofia gaguejou.

– Que...? – Miguel olhou para ela, franzindo a testa.

– A gente estava perguntando para a Malfoy se o Lestrange planejou alguma reunião do Clube de duelos para essa semana, não foi? – Rafael mentiu, dando a deixa para a loira.

– É, foi isso, isso mesmo, isso aí – Sofia confirmou a história, com mais urgência que o necessário. – Mas ele não me falou nada sobre...

– É, faz tempo que a gente não se reúne para praticar – Miguel comentou, reflexivo.

– Hum hum – os outros concordaram com o comentário.

– Bom, vamos para o Salão? – Miguel chamou os amigos.

Sorcha e Bella assentiram imediatamente.

– Vão na frente – Rafael disse. – A Malfoy e eu temos um assunto para resolver, a gente encontra vocês daqui a pouco.

– Tudo bem – Miguel assentiu e saiu, acompanhado por Sorcha e Bella. – A gente se vê lá no Salão.

Rafael esperou até que os dois estivessem sozinhos para recomeçar:

– Não é boa ideia ficar dando mole, carregando esse livro por aí – ele recomendou, abaixando a voz. – Se eu fosse você, deixava ele no malão.

– É, é melhor mesmo... – a garota concordou.

– E, caso a pista sobre a primeira tarefa não seja o próprio livro, mas alguma coisa que esteja nele, é bom você achar logo – o rapaz aconselhou, mantendo a voz baixa. – Sabe que tem apenas seis dias até que...

– Eu não me importo com essa tarefa idiota – Sofia reclamou, dando de ombros. – Tô até pensando em fracassar e vazar do Torneio. Não gosto muito da ideia de fracasso, mas é preciso, porque também não quero participar. Afinal, nem fui eu que coloquei meu nome no Cálice, o que eu quero mesmo é pegar quem me botou nessa roubada!

– Então esqueça essa ideia – o loiro argumentou. – Se você quer botar as mãos em quem está fazendo tudo isso, deve permanecer na competição. É a única forma de chegar até a pessoa que está por trás disso tudo.

– Mas eu não quero competir nessa droga de Torneio – ela tentou rebater.

– Vai ter que querer – o garoto retorquiu, seco. – Não vê que, se estiver dentro do evento, será mais fácil alcançar o seu objetivo?

Sofia ficou calada, parecia brigar consigo mesma, tentando aceitar o fato. Sabia que Rafael tinha razão.

– Tudo bem, eu vou continuar no Torneio – a loira murmurou, de cara fechada.

– É a melhor escolha, mesmo que não pareça – ele deu um leve sorriso. – Agora vamos andando. Os outros podem estranhar a nossa demora e eu já estou com muita fome.

– Ah, claro – a garota assentiu. – E obrigada, pelas dicas.

– Disponha – ele se encaminhou para a porta da sala comunal. – Mas ande logo, que eu já estou ficando sem energias!


No restante da semana, Sofia dedicou todo o tempo livre que tinha para ler aquele livro e procurar qualquer pista sobre a pessoa que o enviou ou sobre a primeira tarefa do Torneio. Entretanto, com o passar dos dias, ela se sentiu desanimada, pois não havia encontrado nada que valesse a pena, em sua opinião. Embora ela tivesse que admitir que o autor (cuja foto acenava, sorria e piscava para ela, da capa) era um homem bonito, charmoso e atraente, a leitura da obra nem sempre era algo prazeroso de se fazer. Extremamente egocêntrico, Lockhart, inúmeras vezes, falava mais sobre detalhes irrelevantes de sua vida do que sobre a aventura proposta pelo título.

A proximidade da primeira prova do Torneio Tribruxo causou na escola um alvoroço tão ou mais intenso quanto o que fora provocado pelo Campeonato de quadribol. E essa histeria coletiva aumentou quando a tão esperada edição da Gazeta Voadora, com as entrevistas dos campeões, foi publicada na quinta.

A partir daí, não se falou em mais nada, a não ser na tarefa que os campeões teriam que cumprir. Os outros estudantes passavam a maior parte do tempo brincando de adivinhar o que os competidores teriam que fazer. Até mesmo os professores relaxaram um pouco, naquela semana, e não passaram trabalhos.

De todo modo, aquela edição do jornaleco dos colegas da Justé foi uma luz no fim do túnel para a filha da diretora. A garota já tinha perdido as esperanças de encontrar algo que lhe revelasse quem a presenteou. Já com relação ao Torneio, a única serventia do livro de Lockhart foi indicar que ela teria problemas com um Iéti em pouco tempo – enfrentar um, provavelmente. Contudo, isso já era um tanto óbvio e ela precisava de mais detalhes sobre o que teria de encarar.

Porém, foi ao ver o nome de Stars Scamander naquela edição da Gazeta, que tudo mudou. Aquilo clareou sua mente instantaneamente e, naquele momento, ela soube com quem precisava falar.

Na manhã de sexta, véspera da primeira tarefa, a loira aprontou-se rapidamente e, praticamente, correu para o Salão Principal. Chegando lá, olhou para a mesa da Justé e avistou Stars, concentrada em um pudim de limão. Sofia andou apressadamente até ela e a chamou.

– Scamander, preciso falar com você. Pode ser?

– Certo – Stars respondeu, sem tirar os olhos do pudim. – Você pode esperar só um instantinho, enquanto eu acerto as contas com essa maravilha aqui?

– Hum hum, claro... – Sofia sibilou, cruzando os braços, sua voz carregada de sarcasmo.

Stars deu umas duas garfadas no pudim, levantou a cabeça, olhou para frente e perguntou:

– Ela ainda está aí, não está?

Michael se virou, olhou para Sofia e confirmou.

– E está olhando para mim, não é? – Stars voltou a perguntar.

– Hum, tá sim – agora era Luke Shaw que confirmava.

Stars bufou.

– Tudo bem, o que você quer, Malfoy?

– É particular – Sofia disse, indicando as portas do Salão.

As duas garotas foram para o Saguão de Entrada.

– Desembucha, Malfoy – Stars colocou as mãos na cintura.

– Você vem de uma família de magizoologistas, não é? – a loira inquiriu.

– Sim – Stars respondeu, sem entender o motivo da pergunta. – Por quê?

– Preciso saber mais sobre uma criatura do mundo mágico e...

– Sinto muito, mas não posso te ajudar nisso – Stars falou, séria.

– Como?! – Sofia arqueou uma sobrancelha – O que quer dizer com "não pode me ajudar"?

– É que sou a única da família que não tem muito talento para o estudo das criaturas mágicas – a outra explicou, um pouco envergonhada. – Minha área é o jornalismo. Até conheço um pouco do assunto, mas não tanto quanto minha família gostaria...

Sofia baixou os olhos, decepcionada.

– Mas eu sei quem pode te ajudar – Stars falou, animada. – Espera só um pouquinho...

Ela voltou para dentro do Salão e retornou trazendo Hanna.

– A Malfoy precisa de uma informação sobre uma das criaturas do mundo mágico – Stars contou para Hanna. – Você pode ajudá-la?

– Tudo bem, sobre qual criatura você quer saber? – Hanna questionou.

– Quero saber sobre o Iéti – a loira respondeu, ansiosa.

– Iéti... Ele também é conhecido como Abominável homem das neves – Hanna começou a explicar. – Pode alcançar até quatro metros e meio de altura e dizem que tem parentesco com o Trasgo, mas isso não é confirmado, porque ele costuma devorar tudo o que vê...

Sofia sentiu um frio na barriga. Não tinha parado para pensar no perigo que era enfrentar um Iéti. Ela nunca teve muita curiosidade por criaturas mágicas, exceto dragões – pelos quais era fascinada. No entanto, ao escutar aquilo, ficou receosa.

– O Ministério classifica o Iéti como Criatura de periculosidade Nível quatro, dos cinco Níveis existentes, mas ele pode ser repelido por bruxos experientes – Hanna finalizou a explicação. – Além disso, ele tem medo de fogo.

– Pera aí, você disse fogo? – Sofia indagou, segurando a colega da Noble pelos ombros.

– É, foi isso o que eu disse... – Hanna confirmou, espantada.

– É isso! – Sofia exclamou, animada, abraçando Hanna e Stars – Fogo é a resposta! Obrigada, garotas, vocês não têm ideia do quanto ajudaram!

A loira se despediu delas e entrou no Salão, cantarolando.

– O que é que deu nela? – Hanna perguntou, olhando para as portas do Salão.

– Vai saber – Stars respondeu, dando de ombros. – A minha teoria é que ela é doidona de pedra.




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