História A Rainha - Capítulo 3


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Categorias Inuyasha
Personagens Bankotsu, Inu no Taishou, Inuyasha, Kagome Higurashi, Miroku, Rin, Sango, Sara Asano, Sesshoumaru, Youkai Satori
Tags A Rainha, Fic De Niver, Sesshyxrin
Visualizações 110
Palavras 4.872
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Hentai, Luta, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Não queria te deixar curiosa, então está aqui o capitulo 3!
Boa leitura.

Capítulo 3 - O general


Fanfic / Fanfiction A Rainha - Capítulo 3 - O general

3


ESSA ERA A PIOR PROPOSTA QUE TINHA OUVIDO EM SÉCULOS. Por que raios ela estaria sugerindo lhe dar sua inocência? Ele é um assassino, e não  seria por conta de um pedido qualquer que ele desistiria da sua profissão. Não! Com certeza aquilo estava fora de cogitação.

— Exatamente isso que você ouviu! — Reforçou a ideia. — Estou sugerindo que seja perdoado por todos os seus crimes e inclusive se torne rei. — Disse ela.

Ela é louca! pensou Sesshoumaru totalmente descrente com a proposta.

— Por que você me daria seu trono? — Perguntou o Taisho desconfiado.— Não acredito que alguém que sempre viveu no luxo estaria disposto a abrir mão de tudo para um desconhecido.

— Já disse que vou vingar o meu pai a qualquer custo! — Suspirou. — Mas também quero que seja algo digno.

Será que era certo acreditar nela? Ele nem mesmo tinha confirmação de que ela era mesmo da realeza, talvez aquilo fosse algum tipo de brincadeira, mas se esse era o caso, ele seria obrigado a matá-la.

— Antes de tudo… — Ele suspirou. — Quero uma confirmação. Uma confirmação  de que você realmente é quem diz ser.

— Ainda está desconfiado de que eu seja a Rainha? — Ela revirou os olhos. — Achei que já estava completamente informado sobre a situação, achei que já tinha tirado a verdadeira prova me conhecendo.

— Te conhecer não prova nada. — Ele em um movimento rápido se aproximou dela, segurou seu queixo fazendo ela lhe encarar. — Como não vou saber se você não é uma farsante que só quer brincar com a própria vida? — Ele pressionou seus dedos a forçando a fazer uma careta com o incômodo.

— Se apenas suspeitasse que eu sou uma farsante… — Ela reuniu o máximo de forças e tirou a mão  dele de seu rosto. — Já teria me matado. Isso prova que acredita no meu álibi, sabe que eu estou falando a verdade sobre quem eu sou.

— Acha que esse é o verdadeiro motivo de eu não ter cortado seu pescoço? — Ele riu. — Te deixei viva apenas porque fiquei curioso em saber como descobriu meu nome.

— Mas você…— Ela foi calada por um movimento da sua mão, ele não estava como antes, já tinha seu olhar assassino no rosto a deixando completamente confusas sobre as ações.

— Você sabe quais são as condições que eu imponho para quem deseja meus serviços?  — Ela ficou muda diante da pergunta. É claro que ela não sabia! — Para alguém que está bem informada sobre os criminosos de seu reino, você está péssima! — Ele zombou de seu silêncio.

— Quais são as condições?

— A primeira condição é: Você nunca mais poderá contratar meus serviços novamente, ou seja, só matarei para você uma única vez. — Ela acenou concordando com a primeira condição, aliás, ele estava realmente certo. Se se tornasse um assassino fixo, poderia ser muito bem localizado e morto, apesar que ela suspeita que ele poderia muito bem se virar contra uma emboscada, já que ele era o melhor no que fazia.

— Certo! Qual é a próxima condição? — Ela disse com a voz temerosa.

— A segunda condição é: O pagamento deve ser apenas dinheiro, não preciso de mercadorias, comidas e objetos de alto valor comigo. Isso chamaria muita atenção, além disso, seria um fardo carregar muitas coisas. — Ela acenou com a cabeça, mas ainda estava disposta a lhe entregar o seu reino.

— São só apenas essas condições?

— Não. Essa é a última e a mais importante… — Ele suspirou e olhou seriamente em seus olhos. — A última condição se trata do seu sigilo.

— Meu sigilo? — Ela bufou e revirou os olhos. Ele não estaria preocupado de que ela contasse para alguém? Como se ela realmente fosse sair contando que queria cometer assassinatos.

— Sim! O seu sigilo! — Enfatizou ele.  — Sabe o por que que não quero meu nome na boca de qualquer um? Por que quem ousar contar sobre mim morre. O preço por abrir a boca e a sua vida, estou impressionado que você tenha descoberto sobre a minha existência.

Ela estremeceu de medo. Reinos e impérios foram exterminadas por esse homem, mas a condição para que ninguém saiba quem foi o responsável é a pelo ato, e ser morto caso abra a boca.

— O que aconteceu com as pessoas que contrataram os seus serviços? — Perguntou temerosa.

— Estão mortos. — Ele disse frio. — Todos foram mortos por mim, nenhum deles entendeu as minhas condições, quiseram outra vez meus serviços, não quiseram me pagar e principalmente não quiseram ficar de boca calada, o preço pela sua tolice foi a própria vida.

Ela estaria disposta a contratar ele? A viver sua vida na mão de um homem que a qualquer momento poderia matá-la. Poderia simplesmente sumir com ela e ninguém saberia quem era o responsável.

— Então? — Ele chamou sua atenção — Você ainda quer contratar os meus serviços?

Ela abaixou a cabeça e ficou pensativa. Mas ela se lembrou que já estava disposta a qualquer coisa para vingar seu pai. Com um olhar determinado no rosto ela respondeu:

— Estou disposta a lidar com qualquer tipo de consequência. — Ele arregalou os olhos surpreso. — Se te contratar pode custar a minha vida, estou disposta a dar tudo e até a minha vida para ver aqueles malditos mortos.

— Estou surpreso pela sua coragem princesa… — Ele riu. — Agora prove quem você é!  — Ordenou.

— Sou Rin Nakamura Rainha do Reino de Shikon no tama!

— Como já disse… — Ele suspirou. — Dizer apenas seu nome não prova que você é a Rainha.

Ela abriu um sorriso de orelha a orelha. Se ele queria ver o quão poderosa ela era, ela mostraria com todo gosto para vê-lo com o queixo caído.

— Então me siga… — Ordenou ela.

— Para onde?

— Para meu castelo. — Ela sorriu vitoriosa.




Ele não estava nada impressionado. Apenas entrou no castelo junto dela, mas claro que não pela portão principal, graças a kagome que havia deixado a entrada dos criados aberta, ela não teria empecilhos no seu caminho.

Ainda bem que ele tinha dinheiro com sigo, já que ela não poderia naquele momento pagar aquele suíte de luxo do prostíbulo.

— Por aqui — Ela indicou o caminho.

Ele olhava para cada canto, tentava a todo custo achar alguém escondido. Se aquilo também fosse uma emboscada para ele, ele teria que estar preparado.

Ele percebeu que ela o levará para um quarto, muito luxuoso, digno de um Rei, mas como ele já sabia que aquele quarto pertencia sim a uma rainha.

— Esse é o meu quarto! — Ela se virou e olhou seriamente para ele. — Não tente nenhuma gracinha como a que tentou comigo naquele bordel!

Estava claro que aquilo era um aviso.Mas o que diabos ela faria com ele? Era como ouvir ameaças de um ratinho amedrontado, ou talvez audacioso para o seu tamanho.

— Não toco em mulheres sem o seu consentimento. — Ele fala com cara de tédio. — Não me agrada ouvir uma mulher chorando em um ato que deve ser prazeroso.

— Prazeroso? — Ela riu. — Só se for para vocês homens! Mulheres apenas sofrem por causa desse “ato prazeroso”

Aquilo era algum tipo de mágoa? Ela parecia falar em nome de todas mulheres de seu reino, mas parecia que ela defendia algo ainda mais importante.

— Já compartilhou da companhia de algum homem? — Estava claro que ele se referia de outra forma dessa tal “companhia”

— Não! — Ela balançou a cabeça para os lados — Como ousa questionar minha honra?

Ele sorriu. Estava claro que ela nunca havia sequer tido nenhum tipo de intimidade com um homem. Ele notou isso a muito tempo, toda vez que ele chegava perto dela, fazia algum sinal com a mão ou olhava para ela, via a insegurança dela perto de um homem é a inocência que ainda possuía em seus olhos.

— Parecia falar disso pela sua própria experiência. Estou enganado? — Ele falou e logo em seguida colocou um sorriso desafiador. Ele queria ouvir da boca dela o motivo pelo seu desgosto com os homens.

—Esta! — Gritou — Segundo meu pai minha mãe sofreu com a gravidez, e quando eu nasci ela pouco tempo depois morreu.

Ela havia botado tudo para fora. Era de fato que ela tinha certa raiva de homens. Além de usar as mulheres para seu prazer, a usavam para que lhe desse um filho. Ela já sabia que a mulher sofria na sua primeira vez e que depois consequentemente viria os filhos e as dores do parto, para depois que ele tiver seus filho, ir se deleitar com outras mulheres, já que a sua esposa não estava mais ao seu agrado. Mulheres eram vistas como objetos, seu pai até tinha imposto uma lei para que as mulheres pudessem trabalhar é ter sua independência dos homens e claro mais uma vez, vários foram contra a decisão, mas graças a isso ela pudera ocupar seu lugar como Rainha.

— Sua mãe sofreu por causa do seu pai? — Ele perguntou.

— Não, mas as mulheres sofrem por causa dos homens. — Ela levantou o semblante sério. — Meu pai disse que fez a lei de independência das mulheres por minha causa, já que ele disse que queria que eu o sucedesse, mas todos dizem que ele fez isso pela minha mãe. Minha mãe tinha um espírito forte e guerreiro, mas ela ficou muito doente quando estava grávida de mim e veio a falecer. Eu nunca a conheci, mas ouvi o suficiente para amá-la.

Ele pela primeira vez ficou admirado por uma mulher. Nunca havia visto uma mulher tão forte em sua frente. Ela está determinada e confiante, nunca tinha visto uma mulher de tal forma, odiava que elas fossem submissas e obedecessem caladas, mas aquela garota era completamente diferente das mulheres que estava acostumado a ver. Ele deu um sorriso de canto com tal pensamento. Ele estava pensando nela de uma outra forma que não fosse apenas mais uma contratante? Aquilo era o cúmulo. Ele se recompôs, talvez devesse parar de falar sobre ela e começar a focar no seu próximo trabalho.

— Se você nunca se deitou com um homem, não devia tirar esse tipo de conclusão. — Ele se aproximou dela e chegou bem perto do seu ouvido. — Não sei os outros homens, mas comigo qualquer mulher chegaria aos céus. — sussurrou.

Ela ficou estática. Esta vermelha dos pés a cabeça, só por causa dessa frase começou a imaginar cenas que eram proibidas para uma jovem rainha pura. Ela desde o começo havia reparado na beleza do homem, mas teria que lutar contra qualquer investida dele. O perigo ali não era ele, mas sim ela, que estava prestes a ceder.

— Pare de falar besteiras! — Ela se afastou. — Esse ato serve apenas para continuar a linhagem, e quando eu me casar só farei isso uma única vez!

Ela é teimosa e isso atiçava cada vez mais ele para que a provocasse. Ele já estava amando todas as caras e bocas que ela fazia assim que ele fazia  um comentário maldoso.

— Estou esperando pelo dia em que você virá atrás de mim. — Ele provocou.

— Isso nunca irá acontecer!




Após aquela conversa ela dispensou todas as criadas que vinham acordá-la pela manhã, com exceção de Kagome, como desculpa usou o luto como pretexto para passar o dia inteiro no quarto. É claro que ela se sentia triste pelo seu pai não estar mais ao seu lado, mas seu ódio e raiva eram maior do qualquer outros sentimentos. Ela passaria cada segundo do seu tempo planejamento a morte quem ousará tirar a vida de seu amado pai.

Ela olhava incansavelmente fresta da porta, aguardando Kagome que sempre se mostrava eficiente, mas que simplesmente não dava sinal de vida quando ela lhe ordenara trazer um soldado em específico. Um soldado em quem ela podia confiar. Por que diabos essa era a única tarefa que  ela não poderia completar rapidamente?

— Então princesa? — Ele chamou sua atenção para si. — Vamos passar o dia inteiro trancados aqui nos seus aposentos?Se bem que não é uma má ideia. — Falou com um sorriso no canto dos lábios.

— Calado aproveitador!— Esbravejou colocando o dedo indicador sobre os  seus lábios delineados. Esses mesmo lábios em que Sesshoumaru não tirava da cabeça.

Sua vontade era em prová-los de uma forma bem provocativa, causando mais umas das caras irritadas dela que ele tanto sentia prazer em ver. O jeito que ela se irritava fácil era motivo de graça na mente dele, certamente ela  não era o tipo de moça prendada, mas sim uma espécie de menina moleque. Uma fedelha, como ele ousara chamá-la assim que se viram pela primeira vez.

— Já estou começando te ver implorando pela minha companhia. — Provocou. — Você mandou aquela sua criada sair de propósito não foi?

— Vá para o raio que o parta!— Ela disse fazendo uma careta desgostosa pela insinuação dele.

Será que kagome não poderia voltar logo? Era torturante ser os centro das provocações dele. Até que seu ego feminino gritava quando ele falava que seria ótimo caso eles desfrutarem dos prazeres da carne, mas com certeza Rin não se considerava alguém com a carne fraca e muito menos confessaria em voz alta que gostava de quando ele lhe olhava com desejo e lhe provocava. Seria degradante para alguém que se diz odiar os homens e sua existência no planeta.

Ele cada vez mais se divertia enquanto ela não se sentia confortável com a situação. Logo ela suspirou aliviada quando kagome apareceu no seu campo de visão, até um pouco descabelada e vermelha, mas resolveu ignorar suas suspeitas. Ela tinha que tirar o foco de coisas fúteis e sem valor algum para sua vingança. Ela estava disposta a dar sua vida por aquilo, deveria parar de se importar tanto com os assuntos alheios. Kagome entrou meio destorneada no quarto trancando a porta atrás de si sem tirar os olhos de Rin, que já lhe olhava com um olhar acusador.

— Peço perdão minha Rainha pela demora.— Ela reverenciou. — Apenas tive alguns imprevistos no caminho.

— Não precisa usar formalidades na frente dele Kagome. — Repreendeu. — Não creio que ele lhe fará algo caso falte com o respeito. — Ela olhou para Sesshoumaru que apenas observava o tratamento entre as amigas.

— Tudo bem Rin. — disse já deixando sua máscara de criada exemplar cair. Rin às vezes se perguntava em como ainda confiava em alguém com dupla personalidade. — Expliquei a situação e “ele” nos aguarda no campo de treino.

— Tudo bem. — Ela se virou e encarou Sesshoumaru seriamente. — Antes de confiar nos boatos que ouvi ao seu respeito, preciso realmente tirar a prova de suas habilidades.

— Quer que eu mate alguém? Só para um teste? — Ele perguntou com um sorriso sádico no rosto.

— Não! — Advertiu. — Quero que enfrente um dos meus melhores soldados e o vença. Só assim poderei confiar na sua capacidade.

— Será uma honra.




O campo de treino era um lugar muito bem localizado, no olhar de Sesshoumaru. Um campo vasto, bem espaçoso para lutas em grande escala. Ali era muito parecido com um campo de batalha, mas uma coisa lhe incomodava seriamente. Por que aquele lugar tinha muros? Seria muito melhor se deixassem que todos lutassem mais livremente, talvez os muros fossem até um tipo de estratégia.

E se Rin o tivesse atraindo para uma emboscada? Em um daqueles muros poderia ter vários soldados lhe esperando para dar um ataque surpresa. Como um cavalo de Tróia, ele teria que lidar com ataques surpresas de soldados.

— Está desconfiado Sesshoumaru? — Rin perguntou com um sorriso divertido nos lábios.

— Deveria aprender a guardar seus comentários para si. — Ele disse o mais friamente possível. Não queria deixar transparecer seu incômodo com aquele lugar.

— Seu olho não para no lugar… — Ela ignorou o comentário feito pelo mesmo. — E você está muito calado. Está com medo?

Ela estava brincando com o perigo. Ela queria atiçar a fera. Queria ver se ele tinha tanto poder como sua fama dizia ter.

— Não diga tolices. — Advertiu ele com o olhar assassino.

Eles pararam no centro do campo, ela e sua criada se distanciaram um pouco. Aquela situação era estranha demais ao seu olhar. Ele ouviu um barulho nos muro atrás de si, se virou rapidamente e viu algo passar como fio de cabelo pelo seu rosto.

Sentiu uma leve ardência na sua bochecha e um leve feixe de sangue se fez presente. Seus olhos olharam atentamente para a direção para qual olhava antes e pode comprovar o que causara o pequeno corte em seu rosto.

Ali Perto jazia uma flecha que possivelmente tinha o objetivo de lhe acertar em cheio. A flecha estava cravada no chão e ela provavelmente teria sido disparada por alguém atrás de si. Alguém que estava escondido naqueles muros altos ao redor do campo.

Ele olhou para Rin e Kagome que estavam com as expressões tensas. Aquilo tinha sido planejado por ambas. Queriam não só apenas uma saber como ele lidaria com uma luta é sim com uma emboscada. Queriam comprovar que ele sairia de qualquer saia justa que fosse posto.

Mas por que diabos ele tinha de lidar com uma emboscada?

Os rebeldes é claro!

Rebeldes costumam ataques surpresas. Quanto menos informação melhor.  Esse era o plano de quem lhe atacará, mas aquilo parecia muito bem planejado para alguém que não tinha experiência em lutas. Aquilo não tinha sido planejado por Rin e nem pela sua criada.

Havia um guerreiro entre aqueles muros. Ele poderia muito bem fazer uma das duas de reféns, mas isso era um ato covarde na concepção dele. Seja lá quem for, um guerreiro ou um rebelde, ele teria que reconhecer que não saberia nada da pessoa. Não saberia seu ponto fraco.

Ele retirou sua espada lentamente fazendo o barulho da lâmina sendo retirada se fazer presente. Mais uma flecha foi disparada dessa vez de uma direção diferente e um só pouco distante da qual foi disparada antes. Antes mesmo da flecha lhe acertar ele a retalhou com a espada, fazendo com que ela se partisse e caísse em outro lugar.

Rin  roía as unhas de tanta ansiedade. Ela ao mesmo tempo em queria ver o quanto ele era capaz, estava com medo de que aquilo acabasse em uma tragédia. E claro que ela deixou claro para ele que queria que ele não matasse ninguém, mas não havia ainda falado com o guerreiro que iria lutar contra Sesshoumaru.

Ela olhou para Kagome que parecia ainda mais tensa com a situação do que ela. Ela parecia preocupada com Sesshoumaru mais do que a própria Rin, mas o que diabos era aquilo? Foi ela que havia dito que ele era o melhor, por que toda essa preocupação de repente?

— Esse maldito… — Sussurrou kagome. — O que ele está pensando?

kagome pressionava as mãos em seu peito e ficava cada vez mais preocupada com o final da disputa.

Sesshoumaru viu logo ali perto uma espécie de porta. Sem muita pressa ele foi calmamente em direção a ela. Entrou por ela e viu escadas que provavelmente o levaria para o topo do muro. Era lá que seu oponente o aguardava.

Ele tinha uma sensação estranha. Atirar uma flecha duas vezes em sua direção não soava como um ataque e sim como um convite para que ele viesse ao seu encontro. Era estranhamente familiar.

Ele chegou ao topo e pode ver um homem de armadura elegante bem a sua frente.

A armadura é elegante como a sua. Mas ao contrário da sua aquela armadura não tem marcas de batalha. A armadura dourada esbanja ostentação juntos com o kimono vermelho acompanhado de detalhes e bordados com símbolo da família real. Não era um simples soldado, mas sim de um general. Apenas o general teria esse tipo de regalia.

Por conta da armadura, a pessoa a sua frente não havia mostrado seu rosto. Ele provavelmente teria que fazê-lo tirar aquele elmo de sua cabeça.

— Não acha que é covardia usar um ataque surpresa? — Sesshoumaru falou colocando um sorriso debochado no rosto.

— Não. Achei muito rude da sua parte ter quebrado uma de minhas flechas.  — Falou o guerreiro com a voz abafada devido a armadura. — Você me deve perdão.

— Nunca proferi palavras de gratidão ou perdão. — Sesshoumaru sorriu sádico. — Não vai ser agora que isso vai acontecer.

— Entendo. — Ele respondeu se botando em posição de luta. — Então terei de fazê-lo falar pela primeira e última vez.

Sem mais delongas o guerreiro desembainhou um pouco da espada com o polegar e com a outra mão a puxou. Sesshoumaru sorriu com a pressa do seu adversário.

Ele avançou com ataques precisos, fazendo com que as espadas se colidissem. As lâminas eram cada vez mais forçadas fazendo com o rosto de ambos os guerreiros se aproximassem. Sesshoumaru pode ver o olhar desesperado e angustiado de seu adversário pelo seu elmo. O olhar de Sesshoumaru continuava frio diante dele. Ele sentia algo estranho enquanto lutava com esse guerreiro.

— Está com medo? — Sesshoumaru provocou colocando mais força e pressão em sua espada fazendo com o guerreiro a sua frente quase perdesse o equilíbrio.

— Apenas estou me aquecendo. — Ele disse com a voz embargada. — Você nem é tão forte assim.

O Guerreiro colocou mais força em sua espada o que fez com que eles ficassem  até com a mesma força.

Sesshoumaru se desvencilhou daquela briga de resistência entre eles resolveu atacar pra valer. Girou sua espada e tentou acertá-lo, mas seu golpe foi bloqueado pelo mesmo.

A dança das lâminas havia se iniciado, era impossível tentar acompanhar seus movimentos com os olhos. Aquele general era extremamente habilidoso isso Sesshoumaru tinha que concordar, mas de forma alguma ele concordaria, apenas ele era experiente ali, apenas havia passado pelo próprio inferno para lutar com tamanha habilidade, ele estava pegando leve com aquele mero general convencido.

— Desista! — Gritou o general. — Talvez eu poupe sua vida.

Sesshoumaru riu com aquela provocação. Não era possível que ele estivesse falando sério.

— “Poupar minha vida?”... — Sesshoumaru soltou um riso seguido de seu olhar assassino. — Sou eu que estou lhe poupando agora, se fosse em outro caso seu sangue estaria encharcando a minha espada.

— Outro caso? — O general retirou a sua espada e apontou para o que parecia ser uma torre de vigilância daquele muro. — Então vamos terminar isso no campo de batalha.

Sem esperar uma confirmação de Sesshoumaru o general correu até a aquela torre de vigilância e de lá jogou uma corda que o levaria até o chão. Até o campo de batalha.

Ele esperaria que Sesshoumaru o seguisse? E claro que aquele general ama chamar atenção para si, parecia que ele queria impressionar alguém, mas quem? Sesshoumaru por acaso?

Sesshoumaru não iria descer pelas cordas, iria voltar pela escadas. Até passou pela sua cabeça ir lá e cortar a corda por qual o general descia, mas ele ainda queria ver o que aquele guerreiro ainda tinha para lhe mostrar.

Ele chegou aquele campo de batalha novamente e ele estava lá em posição de luta. Ele olhou para o lado e lá viu Rin e sua criada ansiosas, tentavam a todo o custo fixar os olhos nós dois mas era impossível, o que fazia com  que a rainha mirasse insistentemente para os os dois lados, o tempo todo revezando entre Sesshoumaru e seu general.

— Era mais demorado pelas escadas! — O general exibido falou na tentativa de repreendê-lo por não tê-lo seguido.

— Oh… Mas eu prefiro descer pelas escadas. É menos patético! — Falou Sesshoumaru com ironia.

— Keh! Cale a boca miserável — O general soltou um grito escandaloso de guerra e foi em direção a Sesshoumaru com a espada pronto para atacá-lo.

Sesshoumaru sorriu e partiu para seu encontro também e para surpresa do guerreiro Sesshoumaru bloqueou seu ataque e com uma adaga que estava escondida em sua armadura fez um corte no braço do general. O general urrou com aquele ato e Sesshoumaru se aproveitou que sua guarda havia ficado baixa e se aproveitou para fazê-lo largar a espada, ele usou a força de sua espada para pressionar a espada de seu inimigo dando um giro entre as lâminas fazendo a espada do guerreiro voar para longe, assim deixando-o em maus lençóis. Sesshoumaru colocou sua espada sobre o pescoço do general fazendo o ficar imóvel.

— Já chega! — Sesshoumaru mirou para Rin que estava vindo em sua direção quase desesperada. — Eu já vi o suficiente, por favor poupe ele.

O general olhou em direção a Rin e logo em seguida se pôs de joelhos diante dela.

— Peço perdão vossa majestade por não conseguir vencer essa batalha e agradeço pela sua benevolência. — O general falou e logo em seguida mirou Sesshoumaru e abaixou a cabeça meio envergonhado.

— Até quando vai continuar se escondendo InuYasha? — Sesshoumaru perguntou fazendo com que o guerreiro de joelhos o mirasse espantado. Assim como ele Rin também se impressionou.

— Como conhece o nome do meu homem de confiança? — Rin perguntou olhando atentamente para as expressões tensas de Sesshoumaru.

Sesshoumaru nada respondeu, apenas olhou para o general de joelhos e esperou para que ele respondesse.

Ele se levantou devagar e retirou o elmo que o impedia de revelar sua identidade. E lá estava ele. Um jovem general de longas madeixas negras e o olhar castanho, seus traços até que lembravam um pouco Sesshoumaru, mas aquele olhar ainda cheio de vida ainda os diferenciava.

— Como tem passado irmão? — InuYasha se pronunciou.

— Muito melhor do que você pelo visto… — Debochou exibindo um sorriso sádico no rosto.

Eles ficaram se encarando fazendo com que Rin notasse que a relação entre os irmãos não era muito amorosa, pareciam dois lobos disputando território. Dois lobos extremamente lindos e perigosos, ambos eram grandes guerreiros, não é atoa que ela precisaria dos dois para seu plano.

O momento foi interrompido quando Kagome gritou e pulou nas costa de Inuyasha o esmurrando no alto da cabeça.

— Seu grande idiota! — Ela resmungava enquanto acertava a sua cabeça. — De onde veio a ideia de atirar uma flecha nele? Está louco? O plano era você apenas batalhar contra o seu irmão.

Ele resmungava enquanto era acertado com força na cabeça, mas talvez ela estivesse certa. O plano não era esse, ele não precisava ter atraído Sesshoumaru até o alto daquele muro, não precisava ter terminado aquela luta com um machucado no braço, mas quando soube que teria que enfrentar Sesshoumaru, uma alegria lhe subiu à cabeça, o que fez com que ele fizesse tudo a moda do clã Taisho. Dar as boas vindas com uma flecha é uma ótima maneira de dizer: “Há quanto tempo irmãozão!” Não é mesmo?

— Calma Senhorita Kagome! Aí! — Resmungou sentindo mais um soco ser desferido na sua cabeça.

— Senhorita é a mãe! — Xingou. — Não venha me tratar com tanta formalidade, por que você fez besteira. Só vai ser perdoado com mais alguns cascudos.

Ela continuou com isso até se sentir satisfeita e descer finalmente da cabeça dele. Ela suspirou e voltou a postura de dama de honra exemplar.

Rin estava totalmente avoada com a situação. Inuyasha e Sesshoumaru eram irmãos apesar de serem totalmente diferente, Kagome parecia saber de tudo e não havia lhe dito nada. Uma grande trairagem na visão de Rin. Uma das coisas que a Rainha mais odiava era ser a última a saber das coisas, principalmente algo tão importante como seu general que possui sangue real do clã Taisho.

— Kagome… — Ela chamou com a voz fria, o que fez Kagome paralisar. — Pode me explicar o que está acontecendo?

O que você está vendo. — Ela respondeu com a voz baixa, falando como se aquilo fosse a resposta mais óbvia para a pergunta feita.

— Como? — Rin voltou a perguntar com certo tom de seriedade.

— Peço perdão Rainha… — Ela disse aumentando um pouco mais o seu tom de voz, totalmente arrependida. — Bem, como você pode ver Inuyasha e Sesshoumaru são irmãos, do mesmo clã e de mesmo pai. Foi através de Inuyasha que eu soube que Sesshoumaru circulava por aí fazendo trabalhos desse tipo.

Então foi a maldita criada linguaruda havia lhe dedurado? Não era atoa que Rin sabia o seu nome, já que InuYasha fizera o favor de até revelar o seu sobrenome. Taisho era o nome do clã que ele queria tirar de sua vida, ele nunca havia se apresentado com o nome completo.

— Parece que nem em você posso confiar? — Rin falou com o olhar frio. — Devia me falar as coisas que andam acontecendo fora dos muros do castelo.

Perdão… Mas esse segredo não era só meu. — A criada sussurrou.

— Esqueça essas discussões e foque no que é importante! — Sesshoumaru falou cortando qualquer diálogo possível entre as duas. — Você quer aniquilar o maior inimigo de seu pai, se quer fazer isso também vai ter que aprender a jogar sujo.

— Quem você pensa que é… — InuYasha protestou querendo começa uma nova luta.

— Cale-se InuYasha! — A Rainha bradou. — Sesshoumaru, já podemos começar.

Sesshoumaru tinha razão, agora não era hora para brigar por coisas triviais, era hora de brigar pelo Reino e pelo seu pai.

— Como quiser… alteza! — Falou ironicamente seguinte de uma reverência.

— Não tenho tempo a perder… — Ela olhou friamente para todos ali. — Vou matá-lo Naraku.


Notas Finais


Uhuuuuuu vilão revelado!!!


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