História A rainha da floresta - Capítulo 4


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Categorias Rafael "kamaitachi" Gonçalves
Tags Salve A Mãe, Salve A Rainha
Visualizações 3
Palavras 709
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Saga, Suspense
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - A feira das batatas


Não sabia o que era a feira das babatas, ou onde costumava a ser celebrada, ou o dia, mas sabia que eu iria para lá com o senhor corujão (um ótimo ouvinte), ele disse que me protegeria se as raposas chegassem perto demais e tentassem algo.

Quando chegamos percebi que tudo era iluminado e vívido como um campo de flores na primavera, as barracas eram completamente abertas cobrindo somente a parte de cima. A única coisa que vendia ali era batatas, havia uma barraca (talvez a única que não se vende batatas) no fundo da feira, que vendia melado de caramelo e chocolate dentro de um vidro cheio de diabetes.

-Podemos ver a barraca de melado? – perguntei com um sorriso meio sem graça.

-É claro que não! – disse ele com uma voz mais grossa e alto chamando atenção de todos ao redor – aquela barraca não é visitada a anos, desde o acidente que ocorreu com uma garotinha...

-Espera!... Uma garotinha morreu perto dali... – pensei

-Desapareceu! Não morreu. – completou – mesmo assim, me prometa que não chegará perto daquela barraca! – disse ele com uma voz menos grossa e mais preocupada.

-Eu prometo!

Comecei a explorar aquele lugar, não via nenhuma raposa me observando, pelo contrario só havia alguns animais vestidos como humanos e comprando batatas como humanos e pagando em dinheiro animal, assim como os humanos. Era estranho, muito estranho como estes animais não sentiam medo de outros animais que na vida real devorariam eles. Olhei de leve para barraca fechada por todos os lados deixando descoberta somente a entrada. Logo senti uma mão penosa pesar em meu ombro, era corujão.

-Não olhei diretamente para a barraca ou se hipnotizará.

-tudo bem!

Eu tentava, mas era puxada para em sua direção toda vez que pensava em coisas relacionadas a barracas, coisas grudentas, melado, por exemplo.

Nunca gostei muito de melado, para falar a verdade, eu odeio melado, acho que tem gosto de merda. O melado não me atraia o que me atraia de verdade era a barraca e os supostos mistérios que ela cobria. Estava naquela viagem em busca de aventuras, não para ficar em feiras de batatas chatas pra caralho.

Olhei mais uma vez para ver se algo tinha mudado, havia uma abertura que não estava lá antes, aquilo era provocador, era como um ímã que me atraia a barraca, eu havia prometido, mas teria que quebrar a promessa para ver o que havia dentro daquela barraca além de melado, e velhos que comem melado. Desobedecer ao Velho Corujão que me abrigou quando estava perdida, e me alimentou quando faminta. Pensei que me tornaria uma pessoa ruim quebrando minha promessa.

Olhei para todos os lados e não avistei o Velho corujão em lugar nenhum, olhava para os lados e não o via somente um monte de “pessoas” andando e comprando batatas e distribuindo suas moedas que incrivelmente eram feitas de ouro ou prata. Olhei e olhei, mas não encontrava aquele senhor de idade que provavelmente tinha se perdido. Eu nem me importava que ele fosse uma coruja do tamanho de um homem, eu me sentia mais segura com ele.

Caminhei ate a barraca de melado e abri as laterais da barraca para que eu pudesse adentrar aquele lugar esquisito. Olhei em volta e não via melado nenhum, tudo que via era ossos de animais, mandíbulas, unhas “gigantes”, presas e garras. Aquilo era uma loja de artes das trevas, ou, uma loja gótica.

Uma raposa de pelo pálido com um arranhão no olho esquerdo, com metade da cauda amputada, olhos verdes como a mata, um sorriso simpático demais para falar a verdade, um dente falso de prata, e um anel preto com uma cobra preta como figura principal, tinha também um rubi na boca da cobra.

-Olá, garotinha.

-Garotinha? Ah seu filho da...

-Cuidado com a língua, você pode acabar perdendo-a!

-isto é uma ameaça?

-Talvez – disse a raposa abrindo um sorriso de triunfo – me fale, do que precisa?

-Melado!

-Acho que posso...

-FIQUE LONGE DELA! – Corujão entra gritando, logo em seguida acerta um soco na cara da raposa que em seguida levanta furioso lentamente.

Corujão me agarra pela barriga e saímos da barraca e da feira correndo para não sermos pegos pelas outras raposas que sairão correndo atrás da gente.



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