História A Rainha e o Bobo da Corte - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 15
Palavras 2.898
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Demorou, mas saiu capítulo novo :3
Me desculpem pela demora, aconteceram uns imprevistos.
Boa leitura! ^-^

Capítulo 2 - Jogada de mestre


Fanfic / Fanfiction A Rainha e o Bobo da Corte - Capítulo 2 - Jogada de mestre

                                         Dois anos depois.

Rainha Victória on

Estáva quase amanhecendo quando eu e meu marido Charles saímos de Kalagar, nosso reino, e fomos para Leifer, reino regido pelo rei Robert Kingsmill, estávamos indo fazer mais um acordo de paz, já que muitos reinos estavam travando guerras.

Quando estávamos quase chegando ao nosso destino eu comecei a ter um mau pressentimento logo que olhei para aquele lugar, a minha intuição já havia me salvado de várias situações, então eu não podia simplesmente ignorar ela.

Não demorou muito para que abrissem o grande portão de ferro e permitissem a nossa passagem. Assim que descemos da carruagem pude perceber que haviam muitos guardas fazendo a segurança do local, observei Charles e ele parecia animado em ver seu "velho amigo" novamente, a grande porta daquele castelo foi aberta e nós entramos.

Assim que entramos admirei a beleza do local, que era muito bem decorado e arrumado, os belos quadros e o grande lustre no centro do salão mostravam o bom gosto de Robert. Logo fomos recebidos por um dos serventes do castelo.

- O rei Robert está a sua espera no escritório vossa alteza. – disse o servente para Charles.

Odiava o jeito que as pessoas ignoravam minha presença quando estava com meu marido, só porque eu sou mulher e “quando ele estava presente eu não fazia diferença”.

- Irei guiá-los até o local. – concluiu, apressado e com um nervosismo aparente.

E assim seguimos o servente até chegar a sala do escritório, onde Robert estava a nossa espera. O servente abriu a porta para entrarmos, ele fez uma reverência ao seu rei e logo saiu fechando a porta.

- Sejam bem vindos a Leifer! – disse Robert sorridente, levantando da cadeira atrás da mesa e estendendo a mão para cumprimentar Charles.

- Como é bom ver você novamente! – diz Charles indo ao encontro de Robert para retribuir o cumprimento do outro.

Logo após se cumprimentarem, Robert veio em minha direção e eu estendo a minha mão.

- Rainha Victória... - diz beijando suavemente minha mão e olhando fixamente nos meus olhos.

- Rei Robert... – disse retribuindo seu olhar.

- Então... Vamos falar de negócios? – digo impaciente.

Charles me olha desaprovando o que disse e por um momento nos confrontamos por olhares, até que Robert se pronúncia nos interrompendo e acabando com aquele maldito silêncio.

- Mas é claro! Mas primeiro vamos beber um pouco, pra relaxar. – disse Robert indo em direção a uma pequena mesa no canto da sala.

Onde havia garrafas de vinho, um tabuleiro de xadrez e três cálices, um de bronze, outro de prata e um de ouro. Ele pegou uma das garrafas de vinho que ali estava e encheu os cálices, entregou o de prata a mim e o de bronze para Charles, assim ficando com o de ouro para si.

- Espero que gostem desse vinho, ele foi escolhido especialmente para essa ocasião.

Apesar de não parecer haver nada de errado naquele ato de Robert, como um alarme algo dentro de mim grita para não beber o líquido que aquele cálice continha. Aproximei o cálice ao meu rosto e senti o cheiro da bebida, tinha algo a mais naquele vinho, o cheiro estava diferente, percebi, como uma boa apreciadora de vinho que sou. Como num flash as memórias de mais cedo vinheram e se encaixaram em minha mente como um quebra cabeça, o aumento na segurança, o nervosismo do servente, os cálices tão diferentes, as atitudes de Robert...

Olhei para Charles querendo avisar ele, mas ele já tinha dado o primeiro gole na bebida. Droga!

- Este vinho está maravilhoso! – diz Charles contente.

- Que bom que gostou, esse vinho foi feito especialmente para você. – diz Robert com um olhar satisfeito exalando um ar vitorioso.

Assim que acabou sua fala seu olhar se direcionou para mim e ele percebeu que eu ainda não tinha bebido, com o semblante sério e encando o mesmo, coloco o cálice em cima da mesa.

- Não vai beber? – diz Robert receoso.

- Beba querida, está muito bom! – diz Charles já terminando sua bebida e dando o último gole.

Direciono meu olhar para Charles e quando ele percebe infelizmente já é tarde de mais, só se ouve o barulho do cálice caindo e logo após ele cai estirado no carpete.

Escapa uma risada de Robert e eu me viro para o mesmo, logo direcionando o olhar novamente para a figura de Charles.

- Esse idiota, como foi cair em um truque tão velho desses? – digo com a voz irritadiça, sinto um aperto em meu peito, mas disfarço minhas emoções voltando meu olhar indiferente para Robert.

- Velho, mas eficiente, não acha? – diz Robert logo revidando meu comentário.

- Não muito, ainda estou aqui. – digo esperando seu próximo movimento.

- Tem razão, mas não estará mais. – disse com um olhar afiado e desafiador.

Continuo a fitar ele com o semblante sério, preciso achar um jeito de virar o jogo, preciso de tempo.

- A quanto tempo planeja isso Robert? – digo descontraída passando a mão pela mesa.

Ele olhou para mim com um olhar curioso e logo respondeu a minha pergunta.

- A muito tempo quero vingança e com a vinda dos dois aqui justamente em busca de um “acordo de paz”, não poderia ter melhor situação para executa-la. Eu pensei em cada detalhe e além de conseguir a minha vingança também poderei ampliar Leifer, quando dominar Kalagar, sem vocês será fácil, mato dois coelhos com uma cajadada só. Até reforcei a segurança para não ter a mínima chance que nenhum dos dois saia daqui vivo, uma verdadeira jogada de mestre, não acha? – Robert se aproximou do tabuleiro de xadrez e moveu o rei, de modo que ele ficasse de frente para a rainha.

Já que é assim, vamos jogar e que vença o melhor!

- Então... Essa sua tal “vingança” é por que escolhi ficar com Charles ao invés de você? – digo e ele me lança um olhar raivoso.

- Além de meu irmão ele era meu melhor amigo sabia? – diz já perdendo a postura.

- Claro, mas você sabia que vale tudo na guerra e no amor? – digo dando um passo pra frente em sua direção.

A expressão em seu rosto mostra claramente a indignação pelo que digo, apenas contínuo o fitando enquanto dou mais um passo em sua direção e finalmente ele se pronúncia.

-Já vi que essa conversa não vai nos levar a lugar nenhum, a única coisa que eu quero é a minha vingança, então vamos ao que interessa. – diz Robert tirando uma adaga que estava escondida em meio as suas vestes.

Devo admitir que não esperava essa atitude de Robert logo agora, meu tempo tinha acabado, agora era a hora de fazer a minha jogada e virar esse jogo.

Disfarçando a minha surpresa com seu ato com um leve sorriso, digo calmamente.

-Me concede um último desejo?

-Hmm... Talvez, o que você quer?

-Quero um único momento de prazer com você, quero sentir seus toques em minha pele novamente, pela última vez. – digo dando mais um passo em sua direção.

Robert me observa claramente surpreso com o que acabei de dizer, mas não demora em me dar uma resposta ao meu pedido.

-Por que eu faria isso? Ainda não percebeu que a única coisa que sinto por você é desprezo? – diz Robert com um sorriso ladino enquanto balançava a adaga em sua mão de um lado para o outro, se divertindo com aquela situação.

-Sei que quer isso mais do que eu Robert, vamos admita que me deseja, afinal o amor e o ódio são dois lados da mesma moeda. – digo mantendo meu olhar fixo no seu.

-Você não me engana mais Victória, seus encantos não funcionam mais em mim. – diz Robert dando um passo em minha direção, assim acabando com o espaço que nos separava.

Sinto minha respiração ficar pesada, ele só precisava de um pequeno movimento para acabar com tudo aquilo. Junto toda a coragem que me restava e me aproximo de seu ouvido.

-Por favor Robert, esse é meu último pedido. – digo com a voz falhando um pouco.

Em um movimento rápido ele me puxa pela cintura, colando nossos corpos, sinto sua respiração em meu pescoço e um arrepio percorre todo meu corpo.

-Com... Você... Assim tão perto de mim, não consigo me conter. – diz Robert pausadamente.

-Não resista mais Robert, apenas me ame. – digo novamente em seu ouvido.

Em seguida sinto sua mão que estava em minha cintura apertar me mais contra seu corpo, logo sinto seus lábios tocarem os meus, assim começando um beijo ardente.

Nos separamos pela falta de ar, trocamos olhares intensos de pura luxúria. Robert coloca a adaga que estava segurando em cima da mesa do escritório, perto de uns papéis.

-Irei conceder o seu pedido – diz Robert com um sorriso.

Ele vem em minha direção novamente e me beija, enquanto nos beijamos vou guiando ele devagar para perto da mesa onde ele tinha deixado a adaga.

Com uma leve batida o corpo de Robert se encontra com a mesa. Beijo seu pescoço, passando a mão pelo seu abdômen, ele acaba fechando os olhos disfrutando do prazer que lhe era proporcionado, continuo com os beijos e toques, com a mão que estava livre procuro a adaga na mesa, quando finalmente a encontro selo nossos lábios em mais um beijo e com um movimento rápido enfio a adaga em suas costas.

 Robert me olha e posso perceber o misto de emoções em sua face, algo como uma mistura de surpresa, decepção e dor. Me afasto indo em direção mesa no canto da sala, pego a peça de xadrez da rainha e com a mesma derrubo o rei. Agora eu só estava a apenas um movimento para o xeque-mate.

Enquanto eu estava pensando em um jeito de sair daquele lugar viva escuto a voz de Robert preencher meus ouvidos.

- Sua vadia, sabia que não deveria ter confiado em você! – Robert diz cuspindo as palavras.

Com um sorriso no rosto vou em sua direção. Pego o cálice de prata que permanecia em cima da mesa e fico na sua frente, permanecendo em seu campo de visão.

-Não se esqueça que foi você que começou tudo isso.

-Você vai queimar no fogo do inverno, vadia!

Dou risada do que Robert diz e logo respondo ao seu comentário.

-Olha só quem fala, um homem que além de cobiçar a mulher de seu próprio irmão, ainda o mata! – digo e Robert se cala e por alguns segundos o silêncio reina.

-Nesse cálice contém a solução para o seu problema, meu caro Robert. Com apenas um gole desse vinho todo o seu sofrimento vai embora. – digo balançando o cálice em sua direção.

Ele continua em silêncio me observando e eu contínuo a minha fala.

-Mas por ironia do destino a solução para o fim do seu sofrimento está em minhas mãos e como pode perceber eu não tenho nenhum interesse em acabar com o seu sofrimento, até porque você matou uma das poucas pessoas com quem eu realmente me importava e... – sou interrompida pela risada de Robert e logo após de tossir um pouco de sangue ele fala com um sorriso ladino no rosto.

-Pare de fingir que se importava com meu irmão, você nunca se importou e nunca vai se importar com ninguém que não seja si própria. Pobre Charles, até mesmo após sua morte você ainda o chamou de idiota.

-Fazer o que? Ele realmente era um idiota, mas ele era o meu idiota, eu o amava e você tirou ele de mim. – digo quase me deixando levar pela raiva que sentia por Robert.

Me recomponho e contínuo o que interessa.

-Mas como eu sou uma pessoa muito boa e piedosa posso te dar isso. – digo apontando para o cálice em minha mão. – Mas é claro que você terá que me convencer a cometer esse ato de compaixão, um pedido de desculpas talvez? – digo e ele rapidamente me responde.

-Nunca! – diz Robert com a dor que sentia estampada em sua face.

Eu já sabia que essa seria a sua resposta, seu orgulho nunca deixaria ele cometer tal ato. Por mais que eu quisesse ver ele agonizando de dor por intermináveis minutos, eu não tinha tempo para isso, tenho que sair daqui o mais rápido possível, antes que alguém resolva dar as caras por aqui e também não posso sair daqui sem sem ter certeza que Robert Kingsmill está morto.

-Como a boa pessoa que sou, vou fazer esse favor para você. – digo abaixando do seu lado e colocando o cálice em seus lábios.

Enquanto ele bebe um gole farto do vinho eu falo satisfeita.

-Isso Robert, beba do seu próprio veneno.

Ainda abaixada ao seu lado direciono meus lábios para perto de seu ouvido e falo quase em um sussurro.

-Te vejo no inferno, caro Robert.

Tiro a adaga que estava em seu corpo e limpo a mesma nas mangas da blusa de Robert. Me levanto e despejo o resto do líquido que continha no cálice em cima de Robert, assim que não resta mais nada no cálice o deixo cair no chão perto de seu corpo.

Vou em direção ao corpo de Charles, abaixo ao seu lado e fechando seus olhos digo.

-Volto para te buscar meu amor.

Dou um beijo em sua testa e me levanto indo em direção a porta.

-Agora vamos fazer uma visitinha ao meu querido sobrinho Michael Kingsmill.

Antes de sair da sala do escritório escondo a adaga em meio as minhas roupas. Fecho a porta atrás de mim e vejo uma servente do castelo, chamo a mesma e com um sorriso no rosto mostrando toda a simpatia possível a pergunto.

-Poderia me dizer onde o príncipe Michael está?

-Senhor Michael está em seus aposentos, mas porque pergunta vossa alteza? – responde a criada desconfiada.

-Robert me pediu para chama-lo, assunto de família.

-Entendo senhora, mas não precisa se incomodar, eu mesma posso fazer isso.

-Não será incômodo nenhum, quero aproveitar para conversar um pouco com meu sobrinho. – digo me distanciando da criada.

-Só mais uma coisa, onde fica os aposentos de Michael?

-É só seguir o corredor, última porta a esquerda.

– Ah! Quase me esqueço, Robert está em meio a uma conversa muito importante com Charles, ele quer que ninguém o atrapalhe. – finalizo minha conversa com a serva e vou a passos rápidos para os aposentos de meu sobrinho.

Chego em frente a porta e percebo que está entreaberta, me aproximo e vejo Michael lendo um livro deitado em sua cama. Bato na porta e pergunto.

-Posso entrar? – digo mostrando meu rosto pela abertura da porta.

-Pode sim – diz se levantando e vindo me cumprimentar.

Entro no local e abro meus braços para recebe-lo com um abraço. Assim que nos abraçamos eu me apreço em tirar a adaga de onde estava escondida em minhas vestes, com movimentos rápidos eu o viro de costas para mim e seguro a adaga contra seu pescoço.

-Me desculpe querido, mas essa é a única maneira de eu conseguir voltar para casa com vida. Não se preocupe, não farei nada contra você, se você colaborar é claro. Se fizer qualquer movimento suspeito eu corto sua garganta sem exitar, entendeu? – digo ofegante.

-Ta bom! Não irei fazer nada. – diz Michael assutado.

-Cadê o meu pai? – diz com certo receio na voz.

-Não vamos falar sobre isso agora, ta bom? Quando chegarmos em Kalagar conversamos. – digo impaciente.

-O que está acontecendo aqui?

-Já disse que depois a gente conversa! Menino chato! – digo guiando Michael para fora de seus aposentos.

Quando finalmente chegamos do lado de fora do castelo vejo os guardas e servos vindo todos em nossa direção.

-Nenhum passo a mais! Ou se não eu rasgo a garganta do sucessor de Leifer! – digo ameaçando a todos ali presentes.

Eles param imediatamente e eu prossigo com a minha fala.

-Se vocês seguirem as minhas ordens, ele fica intacto. Escutem bem o que vocês vão fazer. Vocês irão até o escritório do castelo e pegaram o corpo de Charles e o colocarão dentro da minha carruagem, e para ter certeza que não farão nada contra nós enquanto estivermos saindo irei levar Michael junto comigo. Não se preocupem, ele voltará em breve.

Eles ficam por um tempo em silêncio e Michael se pronúncia.

-Façam o que ela está pedindo! – ordena Michael.

-Mas vossa alteza e se o senhor não voltar? – diz um dos guardas.

-Não se preocupem, ela cumprirá com a sua palavra. – diz Michael respondendo ao seu servo e acalmando um pouco todos os seus súditos.

-Iremos seguir suas ordens. – diz o mesmo guarda de antes.

Olho para Albert, um servente de Kalagar que tinha vindo conduzindo a carruagem e vejo que está assustado e com medo, então eu lhe digo baixinho.

-Calma, vai ficar tudo bem.

Vejo uns dois homens entrando no castelo e logo saem trazendo o corpo de Charles. Eles o colocam dentro da carruagem e eu juntamente com Michael entramos na carruagem. Albert logo da a partida e saímos daquele lugar.

-Então, por que não temos aquela conversa agora? - diz Michael inquieto.

-Disse que quando chegássemos em Kalagar conversariamos. Agora cale a boca! Tenho que pensar em como vou dizer para as minhas filhas que o pai delas está morto! – digo com raiva e tristeza embargando minhas palavras.

Ele se cala e assim ficamos o resto da viagem de volta a Kalagar, em um profundo silêncio.


Notas Finais


Tentarei postar pelo menos um capítulo por mês!.
Me digam o que estão achando nos comentários! Bora interagir XD


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...