História A rainha e o rei do Colégio Kabuki - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Espero que gostem 💞

Capítulo 6 - Trégua


Fanfic / Fanfiction A rainha e o rei do Colégio Kabuki - Capítulo 6 - Trégua

Era muito bom sair com alguém apenas para conversar, ela não era mais nenhuma menininha como Gintoki achava. Ela já tinha 14 anos, já era hora de se interessar por algum garoto. Kagura recebia algumas cartinhas e convites para ir atrás da escola, mas nunca aceitava. Talvez andar tanto com Soyo a tivesse feito esperar por um príncipe no cavalo branco, a amiga amava romances. Kagura estava decidida que também queria ser uma garota normal, com amores e desejos. Claramente, ela não pensou que seus devaneios a levassem direto para o seu destino. 

A semana passou voando, ficar com Sadaharu, o filhotinho, foi de grande ajuda para as mudanças em sua vida, seu colega de aluguel não gostou nada de ver aquela monstruosidade na casa, sempre falava que era ruim para seus negócios, mas logo mudou de ideia, o cãozinho atraía mais clientes e ele passou a amar Sadaharu. Estava chegando o dia de devolvê-lo para seu dono real, mas Kagura não queria isso, tinha apegado-se ao animal.

"Hata Prince, um homem que ama os animais", Katsura havia-lhe dito que Sadaharu era uma encomenda desse homem, e ele viria buscá-lo com sua comitiva em breve. Kagura não podia acreditar no que via, o homem era estranho demais, e o que mais chamava atenção era aquela verruga bizarra na testa dele.

– Ficar olhando é falta de educação!– ele comentou irritado. – Pois bem, Sakamoto-san disse-me que minha encomenda estaria com você. Kagura, certo?– ele perguntou com ar de desgosto.

Kagura odiou aquele cara, não iria deixar Sadaharu ficar com esse cara estúpido. Sua irritação aumentava ainda mais com as atitudes arrogantes dele, o mataria sem dúvidas.

– Olhe, me entregue logo o bicho, eu tenho outros compromissos, não posso perder tempo aqui com você!– aquele homem era com certeza mais um charlatão que fingia ser o que não é, um hipócrita de primeira.

Naquele momento aconteceu tudo muito rápido. Sadaharu prevendo o seu destino, se ficasse com aquele homem, puxou Kagura pelas roupas e saiu dali com a garota, fugindo para as ruas da cidade. Deixando um príncipe idiota pisoteado na soleira da porta.

– Sadaharu, vamos nessa!– Kagura parou para se arrumar nas costas do cachorro gigante, montando-o como um cavalo. 

Os dois saíram das ruas e procuraram se esconder, o que não era fácil, visto que Sadaharu era um cão gigante branco e fofo. Não tinha sinal do boboca ou de gente os seguindo, mas ela sabia que deveria sair dali o quanto antes. Colocou uma grande caixa papelão sobre Sadaharu e seguiram andando disfarçados.

Já fazia bastante tempo que tinham fugido, os homens do Hata estavam por todo lugar. Estava andando por uma viela quando parou ao perceber aquele olhar sanguinolento que a observava, não teve tempo de fazer nada, viu os homens do Hata dobrarem a esquina e o idiota chegando perto dela, escondeu Sadaharu nas costas e fez algo que pegou de surpresa os dois protagonistas daquela cena

Notou quando os capangas deram de ombro e continuaram procurando por ela e pelo cachorro. Seus lábios soltaram os de Sougo que estava vermelho e muito surpreso. Tinha que sair dali logo, nem sabia o motivo por ter puxado Sougo e o beijado, na hora parecia sua melhor saída para proteger Sadaharu, mas agora ela estava confusa, seu corpo aquecia.

– O que foi isso?– ele perguntou num sussurro, ainda muito corado e com os olhos arregalados de espanto.

– Não foi nada.– a ruiva disse rápido como se tivesse medo das palavras chamarem atenção dos homens.

– O que está aprontando?– ele quis saber após perceber a caixa monstruosa atrás da garota.

– Não te devo explicações da minha vida.– Ela se virou fazendo a caixa se mexer e causando mais surpresa em Sougo.

– Você acabou de me roubar um beijo e agora diz que não me deve explicações? Assim você me machuca!– ela corou, ele apenas deu aquele sorriso de canto da boca que o deixava extremamente fantástico.– O que está escondendo aí?

Seu corpo não respondia seus comandos, ela estava totalmente a mercê daquele loiro maldito, quando deu por si, ela já tinha contado tudo o que acontecera nas últimas horas, a fulga com Sadaharu, da falta de um plano, inclusive do impulso de ter puxado ele. O garoto apenas ouvia tudo e assentia concordando com a cabeça. Apesar de serem rivais, por algum motivo que ela não lembrava agora, ele se dispôs a dar uma trégua e ajudá-la a esconder Sadaharu.

– Podemos ir para a minha casa!– ele apontou para a residência do outro lado da rua, no fim da ruela.

– Pode ser, mas temos que tomar cuidado, esses caras podem voltar a qualquer momento!– ela estava um pouco corada.

Foram para a casa do garoto, não era uma casa grande como a de Hijikata e Katsura, mas era ampla. Ao chegarem lá, foram recepcionados por Mitsuba, que estava molhando algumas plantas. Não tiveram problemas no caminho até ali.

– Ora, Sougo, por que não falou que iria trazer sua amiga?– Mitsuba cumprimentou Kagura, fraternalmente, abraçando a pequena garota que corava com aquele ato.

– Desculpe, mana.– ele explicou o que estava acontecendo, mostrou Sadaharu para a irmã, que gostou bastante da moça e a deixava acariciá-lo no pescoço.

Kagura apenas observava com os braços cruzados, sorrindo e concordando vez ou outra. Sua mente estava a mil, que diabos estava pensando? Está certo que queria salvar Sadaharu das garras daquele ogro, mas beijar seu inimigo mortal e ir para a casa dele era algo surreal, sentia-se tonta. Passou o dia na casa do garoto. 

Ligou para Katsura que estava preocupado, mas que entendia perfeitamente o motivo dela fazer isso, e que ele faria o mesmo se fosse ele no lugar dela. Fez vídeo chamada com Gintoki, ele estava furioso com ela por ter saído daquele jeito e deixado aquele cara na porta da casa dele, ele também entendia a razão dela e em nenhum momento a culpou por nada, só estava irritado por ela não ter avisado-o antes.

– Então agora você quer conversar?– Sougo sentava-se ao lado dela no sofá da sala.

– Sobre o que?– perguntou muito interessada em olhar os porta-retratos do que seguir uma conversa com ele.

– Você sabe...– ele estava envergonhado.

Sougo não era nenhum principiante no quesito garotas, apesar de nunca ter namorado com uma, ele sabia agradar, beijar, e a satisfazer com pequenos toques os desejos mais luxuriantes, ele de fato sabia o que fazia. Isso tudo era graças a Mitsuba, que o criou para ser um cavalheiro. Kagura tinha lhe roubado um beijo, aquilo ia contra suas regras, estava envergonhado pois não sabia como reagir com aquilo, sempre ele tomava as rédeas da situação, e agora aquela garota, de novo e sempre ela, fazia sua mente explodir, ela era totalmente diferente das outras garotas.

– Vi em um filme isso e, como não tinha nenhum plano, resolvi arriscar.– ela voltou sua atenção para o garoto que a olhava incrédulo. – Não me diga que era o seu primeiro beijo!?– ela exclamou se levantando do sofá e cruzando os braços.

– O que?! Claro que não! Só estou abismado, pensei que você fosse um monstro.– ele se deitou no sofá, bocejou olhando para a garota.

– E você um metido insolente!– olhou irritada para o garoto.

– Olha, se você quer tanto me beijar, é só pedir, não precisa me xingar pra ter a minha atenção.– ele piscou para ela que estava vermelha como se tentasse se fundir com o cabelo, ele sorriu.

– Seu maldito!!!– ela avançou para bater nele até a morte. – Como se atrev...– ela esqueceu de tudo.

Sougo a abraçou e a beijou suavemente , o beijo era como se dois tornados se unissem, aniquilador, a sensação que tinham era que vulcões adormecidos entravam em erupções gigantescas com o contato que seus lábios tinham um do outro.

Era calmo, como a brisa nos campos floridos em que borboletas voavam tranquilamente ao pôr do sol da primavera. Ficando voraz, estavam dispostos a se jogar no mar de lava que era os sentimentos ocultos que, finalmente, saíam daquelas pobres almas condenadas que insistiam em esconder a natureza dos seus destinos. 

Avassalador, os dois lutavam para tomar o controle da situação, ele era experimente e ela era uma ótima aluna. Talvez milhares de milênios tivessem passado, décadas chegavam ao fim e ao começo, mas nada impediria o tempo de ter parado para aquelas almas ligadas. 

Naquele momento, Kagura teve seu coração roubado, mas ela não poderia exigí-lo de volta, pois ela também era uma ladra, e aquilo não era um roubo e sim uma troca. Sougo sentia que estava completo, sua sensação de vazio dava lugar para sentimentos diversos. Poderiam permanecer naquele único beijo pelo resto das vidas deles, mas eles precisavam viver.

– Me desculpe!– falaram juntos, os dois respiravam com dificuldade, como se os seus pulmões não tivessem oxigênio suficiente, estavam corados. Sougo estava embaixo e Kagura em cima dele, ambos deitados no sofá.

Hata tinha desistido de Sadaharu, pois os compromissos que ele tinha eram mais importantes que ficar correndo atrás de uma garotinha insolente. Kagura ficou feliz ao saber disso por Katsura, agora teria Sadaharu para sempre, estava feliz. 

Era domingo e ela não tinha conseguido se levantar, pensava em como seriam as coisas a partir de agora. Depois do beijo, os dois ficaram muito envergonhados e se afastaram. Quando ela foi embora da casa do garoto, não se despediu dele. Ela morreria negando, mas nunca deixaria ele saber que o seu maior inimigo era dono do seu primeiro beijo.


Notas Finais


Esse capítulo foi bem quente, né!?
Admito que gostaria de deixar isso mais pra frente, só que eu realmente gosto de como esses dois se completam!
Espero que tenham gostado, me diverti escrevendo, juro que nem morri de amores por esses dois 😭💞💕


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...