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História A realeza está oculta - Capítulo 6


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Notas do Autor


Meu amado, desculpa por qualquer erro, espero que goste e se for possível, exponha sua opinião ;3

Capítulo 6 - Massagem


Fanfic / Fanfiction A realeza está oculta - Capítulo 6 - Massagem

    Aquele calor, misturado com aquele cheiro forte de hormônio masculino, ou aquele conforto. Em um suspiro acordei, olhei em volta e as imagens da noite anterior passou como estalo na minha mente. Fechei os olhos e me xinguei internamente. Como pude ter feito uma coisa daquelas? Logo com aquele garoto? 

    Tentei me virar para trás, porém, seu imenso braço abraçava minha cinturas e logo, seu rosto foi de encontro ao meu pescoço. Fiz cara de desgosto, mas pensei de novo nos motivos de querer sair dali, estava cedo ainda, então me virei e me enfiei em seu peito.

     Como deveria agir com ele agora? Ele não possuía mais aquele rostinho de criança, principalmente aquela estrutura corporal infantil. E a Karen? Como é que ela ficava agora em relação a tudo isso? Suspirei fechando meus olhos, sendo ciente que ele já estava acordado.

    — Garoto? — ele murmurou — está acordado?

     Nada em resposta. Por fim, não me importei se ele estava ou não acordado, e novamente voltei a dormir, no entanto, depois de alguns segundos ele se levanta e se afasta. Ignoro. E quando menos espero, sinto seu peso próximo aos meus pés, fazendo com que meu corpo se arrepiasse. O que aquele lobo iria fazer? 

    Ele tira os lençóis das minhas pernas, as olhando com toda atenção que podia, de repente ele se sente mais próximo, colocando minha perna esquerda sobre seu ombro.

     — O que está fazendo? — perguntei curiosa, porém, seu riso é a resposta.

    Quando menos esperei, pude sentir suas mãos passearem pela parte interna da minha coxa, de uma forma tão lenta que me fez tentar fechar minhas pernas, soltando um baixo suspiro. Ele continuo com os olhos presos ali, até seus dedos se encontrarem com a parte mais sensível do meu corpo. Ele colocou dois dedos dentro de sua boca, os retirando rapidamente dali. Estavam molhados pela sua saliva e quando finalmente me tocou, mordi os lábios virando meu rosto para o lado. Seu toque era calmo e preciso, parecia estar desenhando. E quando mais ele tocava mais os meus olhos se reviraram, até um momento que seus dedos se aceleraram fazendo que meus quadris se arquiassem. Apertei meus dedos entre si, sentindo o meu exceto surgir, porém, ele afastou sua mão de mim, abrindo mais ainda as minhas pernas e aproximando seu rosto. Agora, pude novamente sentir aquelas sensações, mais firmes e cuidadosas.   

    Passei minhas mãos pelos meus cabelos, fechando os olhos e mantendo os lábios semi abertos. Quando o vi se levantar e se posicionar em minha frente para finalmente entrar. Não esperei e o puxei para mais perto. 

     Minhas unhas se tornaram garras, que adentraram nas costas daquele lobo que soltou um baixo grunido. O joguei contra a cama, estando ainda presa a ele, e apertando seu pescoço ordenando que fosse mais rápido. Seus dedos pareciam arrancar a pele do meu quadril e quando finalmente estávamos lá, alguém bate na porta. Claro, ignoramos e continuamos o que estávamos fazendo, até que chega a um ponto que não dava mais para ignorar. Levantei-me e fui ao encontro da porta a abrindo, era Ezarel, que assim que me olhou, seu sorriso aumentou.

     — Você está com cheiro de copulo — reclamou.

    Encostei contra a porta, não me dando atenção a minha nudez, afinal, estava irritada.

     — Seria com você, se não fosse tão chato — zombei.

     Ele soltou uma gargalhada, e voltando a me olhar, pude ver que tentava ler minha mente.

    — Bem que você disse, seria, se não quisesse ter me trocado pelo "loiro" — ele sabia que eu estava acompanhada em meu quarto, então preferiu se manter discreto.

    Arqueei minhas sobrancelhas e quando ia revida, lembrei-me de algo.

    — Pare de ler minha mente — comentei, vendo seu olhar de desdém.

     — De qualquer modo, vim para avisar que hoje a noite partiremos.

    Olhei rapidamente para o quarto, percebendo que Chrome tentava vestir sua pequena roupa, que agora não o servia-o mais.

    — Ah, ok então — disse ríspida e fechando a porta.

    — Como que eu vou sair agora? — o lobo perguntou, me vendo sentar sobre a cama.

    — Como? Disso eu já não sei, mas só sei que vai terminar oque começamos.

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    Eu não entendia ao certo a vergonha daquele garoto.

    — O que você acha? — ele perguntou se sentando ao meu lado enquanto olhava ao seu redor. Franzi os lábios e tentei ver o que ele tanto tentava enxergar.

    — Hmm, depende de você agora. Você sabe, Karenn vai aparecer por aqui a qualquer momento — comentei olhando o jardim.

    Ele procurou uma posição mais confortável, estando confuso sobre sua decisão.

     — Não vai dizer nada? Nem um conselho? — Chrome realmente não queria mais aquilo. Suspirei irritada. 

    — Olha, não tem lógica você mudar apenas por uma pessoa. Se ela nunca se interessou por quem você realmente é, não faz sentido você ficar com ela agora, apenas por estar todo bonitão. 

    Ele suspirou, como se tivesse se livrado de todo peso que o prendia.

     — Eu não sei o que houve, eu estava tão louco para tê-la ontem, que quando — seu tom de voz abaixou — fizemos aquilo, parecia que eu finalmente consegui  me entender.

    Mordi os lábios e apertei meus dedos contra o banco. E a culpa ianda não me perturbou.

    — Se perguntarem, diga que acordou assim, não cite meu nome.

    Toquei em seu ombro, sorrindo para ele, até que então, finalmente podemos ouvir a voz de Karenn acompanhada com a melodiosa voz de Alajéa.

    — Você é jovem demais, tem muito pela frente, — levantei — mas jamais se enlouqueça por amor, não vale a pena.

    Ele ia me acompanhar, porém, permaneceu ali, pensando em minhas palavras. Me aproximei e beijei sua bochecha, me afastando e percebendo os olhos de Karenn se prenderem sobre Chrome, com aquilo me lembrei de algo, uma velha lembrança dos meus doze anos:

    — Mamãe, eu não sou menino — me aproximei dela, a vendo arregalar os olhos e se aproximar de mim. 

    Estavamos em seu quarto, sozinhas, numa tarde nublada. Ela sempre ficava ali, observando o jardim pela janela.

    — Quem disse isso? 

     Limpei meus olhos e me lembrei do que havia visto. Tinha ido ao rio e visto os meninos se banharem, não era minha intenção ter os encontrado.

     — Os meninos tem outro negócio entre as pernas — sussurrei como se fosse um segredo.

    Naquele dia, se eu já entendesse todos os motivos, teria guardado aquilo apenas para mim. Teria fingindo nada ver.

    — A mamãe precisa te contar algo.

    Olhei em volta e permaneci com os passos firmes, indo até o refeitório e me sentando de frente a Ezarel.

    — Sei que isso tem dedo seu no meio — a voz de Ezarel me chamou atenção, fazendo com que eu pudesse rir.

    — Se refere do Chrome? — ele me lançou um olhar de deboche — Por quê acha isso?

    — Te conheço há décadas — bebi de sua bebida, percebendo o quanto aquele garoto estava popular —, mas sempre tivemos um relacionamento de comércio e agora mudamos nossa intimidade, chego a achar estranho.

   — Não acho, gosto de como estão as coisas agora. — comentei, voltando a olha-lo.

     — Me diga, porque detesta tanto esse lugar? — sua pergunta era direta, o que me fez sorrir de lado.

    — O mesmo que você, afinal, também odeia aqui — ele bufou aborrecido, parecendo estar livre de correntes.

    — Nem me fale, as pessoas desse lugar me enojam.

    Não podia discordar, talvez ele fosse alguém da realeza.

     — Sabe, a grande parte deles são nobres ou pessoas que fugiram, ou foram rejeitadas pela sua família, ou até mesmo por vilarejos, ou reino, — comentou olhando com nojo seu copo em minha mão. — pode ficar — referiu-se a sua bebida 

     — E o que isso tem a ver? — ele ri.

    — Você é realmente idiota, o que eu quero dizer é, esse quartel-general não é o você ou o povo pensa — franzi o cenho, e quando já abria minha boca para começar as minhas perguntas, fui interrompida.

    — Sério Ezarel, por que? — a voz de Valkyon brandou, roubando nossa atenção.

    O elfo por sua vez começou a rir. Me virei, percebendo como estava o estado daquele pobre coitado. Valkyon estava coberto por uma gosma.

     — Ficou bom, não? — perguntou ele para mim, enquanto ria com gosto.

     Valkyon revirou os olhos, e se sentou ao nosso lado. Logo sendo acompanhado por Nevra. Pequei um guardanapo e me aproximei de Valkyon, ajudando-o a se limpar.

     — Está tudo bem?  — perguntei e ele  — Nenhum ferimento? 

     — Não...   

    — Vocês viram? O Chrome foi engolido pela mocidade — o vampiro comentou, colocando sobre a mesa um prato cheia de comida.

    Um cutucão me fez me virar para olhar Ezarel, que me lançou um olhar de: "sabemos quem fez isso".

     — Ah sim, nesse pouco tempo sua irmã ficou interessada nele — comentou o elfo, com puro veneno na voz.

    — Não só ela — Valkyon comentou.

    — Bom, e a missão de vocês dois? — o vampiro perguntou animado.

    Ignorei e lancei um outro assunto:

    — Está conversando com sua mãe? — ele lançou seus olhos até mim, como se implorasse para que aquele assunto não fosse tocado.

    — Não.

    Um silêncio nasceu ali, como se todos tivessem ficado quietos apenas para ouvir a conversa, porém, ao longe uma gritaria nos chama atenção.

    — Esse sim é um dos meus! — gritou Karuto animado, o que era de se estranhar, aquele homem era um saco que doía.

    Mas assim que foquei mais ainda meus olhos ali, percebi então Leiftan.

    — O que Leiftan faz aqui? — a pergunta que Valkyon fez, era a mesma que todas daquele lugar estavam fazendo.

    — Venha meu jovem, sente-se! — era óbvio que Leiftan não estava ali para comer. Ele olhou ao seu redor, procurando por algo e quando sua mesa se sentava entre diversas mulheres, seus olhos se encontraram com os meus.

     "Merda".

    Ele sorriu e quando se levantou, me despedi dos rapazes:

     — Já está quase anoitecendo, já tenho que ir —  me enfiei por baixo da mesa.

    Leiftan era um amor de pessoa, porém, não estava muito animada para conversar ou fazer qualquer coisa do tipo com ele.

     

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     De costa para a janela, arrumando meus pertences para já partir, amarrei meus cabelos em um alto coque.

     — Então você realmente vai prestar serviços a esse lugar? — aquela voz abafada, já fazia tempo que não a ouvia, o que fez rapidamente um choque correr pela minha espinha. Me virei assutada para trás, me deparando com ele, vestido como todas às vezes, com a mesma armadura do exército de Alev.

     — Olha se não é o mascarado  — ele se reverenciou estando sentado em minha cama.

     — Mudou o nome? Não era o homem da noite?

    Ri baixo, enquanto fechava minha mala.

     — O queres?

     — Não posso mais vim vê-la? 

     — Apenas por isso?

    Ele virou seu rosto, olhando para os lados, como e estivesse pensando no que falaria.

     — Você sabe? Isso está errado — ele murmurou, referindo-se a minha situação. Ele estava certo.

     — O que quer que eu faça? — o olhei, me perguntando como ele era tão bom em servir como minha consciência.

     — Eu não sei — ele ri —, mas, apena se lembre que esse não é o seu lugar, vossa alteza — aquelas palavras foram como facadas, fazendo com abaixasse meu rosto, pegando minha mochila e a colocando em minhas costas

     O ignorando, pulei a janela para sair dali, apenas tendo em mente que não deveria olhar de volta para janela. Corri pela lateral do quartel general, até começar a ouvir alguns sons estranhos. Paralisei ao perceber que eram gemidos, não era bem um, mas sim uma mistura de grito e suspiro. E caminhando lentamente com os olhos arregalados, pude ver Valkyon e Ykhar. Não era que aquela vampira estava certa. E para aqueles que pagavam que Ykhar era uma donzela recatada, mal sabiam quem era o príncipe dela, também, aposto que era do tamanho de uma tora. 

    Me escondi atrás de um arbusto, tentando fazer com que não me percebessem, enquanto tentava sair de fininho dali.

     — Já não disseram que é feio bisbilhotar — mordi a língua para não gritar, assim que Ezarel se aproximou. QUE SUSTO. 

    — Eu acho ela não sabe disso — tentei procurar de quem era aquela segunda voz, me deparando com aquela garotinha invisível, que segurava a mão esquerda de Ezarel. —, mas tio, o que eles estão fazendo?

    Arregalei os olhos já tendo em mente do que aquele tolo iria respondê-la. E antes mesmo dela planejar dizer a real verdade, o interrompo:

    — Ele está massageando as pernas dela  — a cara que Ezarel havia feito era hilária, porém, temi daquela garotinha desconfiasse.

 


Notas Finais


Espero que tenha gostado


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