História A Redenção - Nian - Capítulo 13


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Categorias Ian Somerhalder, Nina Dobrev, Paul Wesley, Phoebe Tonkin
Personagens Ian Somerhalder, Nina Dobrev, Personagens Originais
Tags Nina Dobrev
Visualizações 77
Palavras 2.414
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Essa Vanessa... eu se fosse Nina a mandava pastar...rsrs
Ian sendo fofo...presente inesperado...
Essa semana tem mais....

Capítulo 13 - Surpresa....


Fanfic / Fanfiction A Redenção - Nian - Capítulo 13 - Surpresa....

Nina Dobrev 

Repreende Todd..

- Todd, cale a boca, eu murmurei e ele abafou uma risada.

Nós dois fingimos estar olhando o livro de amostras quando Ian voltou para a sala.

....

Mais alguns minutos de discussão e então Ian olhou para o relógio.

- Eu sinto muito ter que pedir isto... mas vocês se importam se nós terminarmos alguns minutos antes?

- “Claro que não”, Todd disse. - Eu já tenho mais que o suficiente para começar.

- Obrigado. Agradeço a compreensão, Ian afrouxou a gravata e desabotoou o colarinho da camisa. - Hora de tirar a fantasia. Nós estamos com problema de perfuração em um poço secundário, e eu preciso ir até o local ver o que está acontecendo, ele pegou a pasta e um chaveiro e sorriu para mim. - Até aqui o buraco está seco. Mas eu estou com a sensação de que logo vai esguichar.

Não me arrisquei a olhar para o Todd.

- “Boa sorte”, eu disse. - A propósito, tudo bem se eu e Todd ficarmos mais alguns minutos?

- “Claro.”

- Eu tranco quando formos embora.

- “Obrigado”, Ian passou por mim, roçando os dedos levemente na minha mão que descansava sobre o balcão. O toque ligeiro provocou sensações que subiram pelo meu braço. O olhar dele conectou-se com o meu em um piscar de azul profano. - “Tchau.”

A porta se fechou atrás dele. Eu me apoiei no balcão, tentando pensar direito, mas meu cérebro tinha me abandonado.

Passaram-se pelo menos trinta segundos antes de eu olhar para o Todd. Os olhos dele estavam ligeiramente nebulosos, como se estivesse acordando — de má vontade — de um sonho molhado.

- Eu não sabia que ainda faziam homens desse jeito, ele suspirou.

- “Que jeito?”

- Descolado, durão, com uma masculinidade antiquada. Do tipo que só chora se alguém atropelar o cachorro dele. Um cara de peito largo em que podemos saciar nossos patéticos complexos paternos.

- Eu não tenho um complexo paterno patético.

- “Ah, não? Diga-me que você não se imaginou sentada no colo dele”, Todd sorriu quando eu corei. - Você sabe o que é o cheiro dele, Ian? Testosterona, transbordando pelos poros.

Eu cobri as orelhas com as mãos e ele soltou uma gargalhada. Todd esperou até eu tirar as mãos das orelhas antes de continuar.

- Você precisa tomar cuidado com ele, querida, ele disse em tom mais sério.

- “Cuidado? Por quê?”

- Eu tenho a sensação de que por baixo do exterior de olhos azuis e moço trabalhador, ele é um pouco conturbado.

Senti meus olhos arregalando.

- “Conturbado do tipo doente?”

- Não. Conturbado tipo conturbado, ardiloso, que gosta de desafiar regras, fazer intrigas.

- Não concordo. Ele é igual ao Jack. Um homem direto, franco.

- Não, isso é o que ele quer que você pense. Mas não acredite nisso nem por um minuto. É uma fachada, esse papel de caipira simplório que ele interpreta. Ele faz isso para envolver as pessoas. E então ele dá o bote.

- Você está dizendo que Ian é algum tipo de mestre da manipulação?, eu perguntei, cética. - Ele veio de um estacionamento de trailers, Todd.

- A única pessoa que eu conheço que é quase tão boa nesse tipo de dissimulação calculada... quase tão boa... é o seu pai.

Eu dei uma risada incrédula, mas senti um arrepio percorrer minha coluna.

- Você acha que ele é um homem mau?

- Não. Mas tem muita coisa borbulhando por baixo da superfície. Mesmo quando interpreta o sujeito comum, ele está analisando e aprendendo o tempo todo.

- Você captou tudo isso só de conversar sobre sofás com ele?

Todd sorriu.

- As pessoas revelam demais quando falam de seus gostos pessoais. E eu captei muita coisa enquanto o observava observando você. Acho que você ainda vai passar muito tempo com ele, querida.

- Você acha que eu devo ficar longe dele?, perguntei, com a voz esganiçada.

Todd demorou um bom tempo para responder.

- Meu conselho é: se você está disposta a ir nessa direção, vá de olhos abertos. Pode ser legal deixar que alguém manipule você, Nina, desde que saiba o que está acontecendo.

- “Eu não quero ser manipulada.”

- “Ah, eu não sei”, um sorriso tocou os lábios dele. - Com um homem desses... isso pode ser divertido.

....

Quando terminou meu horário de almoço, eu voltei para o meu cubículo e a voz suave e clara de Vanessa soou no intercomunicador.

Nina, venha ao meu escritório, por favor.

Eu pensei no mesmo instante que não tinha feito nada errado, portanto não poderia ser nenhum problema, mas cada uma das palavras dela me atingiu como se eu tivesse sido alvejada no coração com uma arma de pregos.

Eu tinha certeza de que o fim de semana romântico da Vanessa não tinha ido bem, porque ela voltou com um humor do cão. Ela usava a mesma máscara de serenidade de sempre, mas quando estávamos só nós duas no escritório, ela derrubava “por acidente” o porta-lápis e me pedia para recolher tudo do chão. Eu não podia acusá-la de fazer essas coisas de propósito.

Afinal, todo mundo tem momentos atrapalhados. Ela parecia quase jovial quando eu terminava de reunir os papéis. Eu percebi que, em um curto período de tempo, tinha aparecido outra pessoa na minha vida para eu temer.

....

- “Ela faz o mesmo tipo de manipulação egoísta, pomposa, que o Nick fazia”, eu contei para Candice durante nossa última sessão. - Só que ela é mais dissimulada. Ela é uma narcisista furtiva. Deus, quantos desses babacas existem por aí?

- Mais do que deveriam existir, ela constatou, pesarosa. - Eu já vi diversas estatísticas, mas dá para dizer que de 3 a 5% da população ou tem fortes tendências ou já tem o transtorno instalado. E embora eu tenha lido que três  quartos dos narcisistas são homens, minha experiência pessoal diz que a divisão é meio a meio.

- Bem, o que eu faço para parar de atrair esse tipo de gente? Eu quis saber e...

Candice sorriu.

- Você não atrai narcisistas, Nina. Nenhum de nós pode se furtar a ter que lidar com um narcisista de vez em quando. Mas eu diria que você está melhor equipada do que a maioria para lidar com isso.

Sim... eu sabia como lidar com narcisistas. Nossa e como. Você nunca pode discordar deles. Você tem que parecer espantada com tudo que eles fazem, e não perder nenhuma oportunidade de adulá-los ou elogiá-los. Basicamente, você tem que se vender de todas as formas possíveis, até que não reste nada da sua dignidade, autoestima ou alma. Eu ri de mim mesma.

....

Vanessa não se preocupou em erguer os olhos da mesa quando entrei pela porta aberta em seu escritório.

- Eu gostaria que você batesse na porta antes de entrar, ela disse, ainda concentrada na tela do computador.

- “Oh. Claro”, eu voltei para o corredor, bati no batente da porta e esperei por uma resposta. Vanessa não disse nada, continuou digitando. Eu fiquei na entrada, onde esperei dois minutos inteiros até ela finalmente parar e olhar para mim. 

- “Pode entrar.”

- “Obrigada”, eu disse com extrema educação.

- “Sente-se.”

Eu sentei na cadeira em frente à sua mesa e olhei para ela, esperando. Era injusto que alguém tão podre por dentro pudesse ser tão bonita. Os olhos dela eram redondos e leves em um rosto oval, e seu cabelo caía em uma perfeita onda clara sobre os ombros.

- Eu gostaria que você arrumasse a área do café e limpasse a máquina, Vanessa disse.

- Eu limpei a máquina ontem”, afirmei.

- Receio que você tenha que limpar de novo. O gosto do café não está bom. Ela ergueu as sobrancelhas. - A menos que você acredite que isso é muito humilde para você? Eu não quero que você faça nada que a deixe constrangida, Nina.”

- “Não, tudo bem”, eu lhe dei um sorriso vazio, inócuo. - Não tem problema.  Algo mais?

- Sim. A respeito de suas atividades no horário de almoço.

Eu não respondi, só fiquei olhando, inocente, para ela.

- Você estava fazendo alguma coisa com o novo morador no apartamento dele, esta tarde.

- Eu o apresentei a um decorador de interiores. Ele me pediu.

- “Você não pediu minha autorização.”

- Eu não me dei conta de que era preciso, eu disse com cautela. - Foi mais um favor pessoal.

- Bem, eu tenho uma regra que deveria ter explicado antes, Nina. Não é possível ‘ficar pessoal’ com nenhum dos moradores deste prédio. Isso pode gerar confusão e impedi-la de fazer seu trabalho com eficiência.

- Pode acreditar, eu não..., eu me interrompi. Ela tinha me pegado desprevenida. - Não existe nada acontecendo entre mim e o Sr. Somerhalder.

- Fico feliz em saber disso. Porque alguém com seu histórico de relacionamentos fracassados podia arrumar uma confusão enorme com o morador.

- “Eu...”

Meu histórico de relacionamentos fracassados? Eu só tive um. Um casamento fracassado. Eu ardi de vontade de lembrar Vanessa que ela também tinha passado por um divórcio, e não podia ser a primeira a atirar pedras. Mas consegui manter minha boca fechada enquanto meu rosto ficava vermelho.

- “Então”, Vanessa disse com um sorriso gentil, “nada de encontros particulares com o Sr. Somerhalder, certo?”

Eu olhei para aqueles olhos claros, para aquele rosto tranquilo, impassível.

- “Certo”, eu meio que sussurrei. - Mais alguma coisa?

- Na verdade... eu reparei que uma das máquinas de lanche perto da sala de reuniões não está funcionando. Eu gostaria que você pegasse o número da assistência técnica na máquina e pedisse que viessem consertá-la.

- Vou fazer isso agora mesmo, forcei meus lábios em um sorriso e me levantei. - Posso ir agora?

- “Pode.”

Eu saí do escritório dela e limpei a máquina de café, pensando sombriamente que eu podia aguentar qualquer coisa que Vanessa Flint inventasse.

....

O aviso de Vanessa para eu ficar longe dos moradores foi desnecessário. Eu já tinha me decidido a aceitar a avaliação que Todd fez de Ian. Eu não iria chegar nem perto dele. Meu cara para tirar o atraso, se e quando eu arrumasse um, não seria manipulador nem conturbado. Ele seria alguém com quem eu saberia lidar, alguém que não me oprimisse. E, embora Ian fosse apenas  cerca de sete ou oito anos mais velho que eu, ele tinha muito mais experiência que eu em todos os sentidos. Com relação a sexo, ele tinha “atacado o pote de doces” vezes demais, como Tia Jenna gostava de dizer.

Mas no dia seguinte à mudança de Ian para o Place 1800 Main, eu encontrei um pacote embrulhado sobre a minha mesa, amarrado por uma bela fita vermelha.

Como não era meu aniversário nem qualquer feriado em que se dá presentes, eu fiquei perplexa.

Kimmie estava parada na entrada do meu cubículo.

- Deixaram aí há alguns minutos, ela informou. - Foi um dos caras mais bonitos que eu já vi. Olhos azuis e músculos bronzeados.

- Deve ser o novo morador, eu disse, aproximando-me do pacote como se pudesse conter uma bomba. - O Sr. Somerhalder.

- Se esse é o tipo de morador que estamos atraindo, Kimmie brincou, vou trabalhar aqui para sempre. Sem salário.

- Eu ficaria longe dele, se fosse você, eu me sentei à mesa. - Ele não respeita as mulheres.

- “A gente pode sonhar, não pode?”

- Vanessa o viu trazer o pacote?, eu lhe dei um olhar vago. - Ela o conheceu?

Kimmie sorriu.

- Não só ela o conheceu, como também o cobriu de beijos, assim como Samantha e eu. E ela tentou de tudo para descobrir o que tem nesse pacote, mas ele não contou.

Ótimo, eu pensei e segurei um suspiro. Não precisava ser um gênio para saber que eu iria limpar a máquina de café pelo menos dez vezes naquele dia.

- Bem... você não vai abrir?”, Kimmie perguntou.

- “Depois”, eu disse. Só Deus sabia o que havia dentro daquela caixa. Eu iria esperar até poder abri-la em particular.

- “Nina... você está louca se acha que vai conseguir tirar esse presente do escritório sem deixar Vanessa saber o que é.

Embora Kimmie parecesse gostar da nossa chefe, era do conhecimento de todos que nenhum detalhe do que acontecia dentro do escritório escapava à  atenção de Vanessa.

Eu coloquei o pacote no chão. Era pesado e produziu um clangor metálico.

Seria algum tipo de utensílio? Eu pedi a Deus que não permitisse ser algum brinquedo erótico bizarro. Rsrsrs

- Eu não tenho que deixá-la se meter em assuntos da minha vida particular.

- “Aham”, Kimmie olhou com ceticismo para mim. - Espere até Vanessa  voltar do almoço. Sua privacidade vai durar tanto quanto um cubo de gelo no sol do meio-dia.

Não foi surpresa, é claro, que Vanessa tenha ido diretamente para o meu cubículo quando voltou. Ela vestia um tailleur branco imaculado, com uma blusa rosa-claro que combinava com o esmalte e o brilho labial. Fiquei tensa quando ela meio que se sentou na beirada da minha mesa e me encarou de cima para baixo.

- Nós tivemos um visitante enquanto você estava fora, ela comentou, sorrindo. - Parece que você e o Sr. Somerhalder estão se dando bem.

- Eu procuro me dar bem com todos os moradores, respondi.

Ela pareceu achar graça.

- Com quantos deles você está trocando presentes, Nina?”

Eu a encarei sem piscar. Sério que eu estou ouvindo isso.

- O Sr. Somerhalder e eu não estamos trocando presentes.

- Então o que é isso?, ela apontou para a caixa ao lado da minha mesa.

- Eu acredito que seja um gesto de agradecimento. Porque eu recomendei o decorador de interiores.

- Você acredita?, ela riu baixo. - Bem, vamos parar de acreditar e descobrir logo o que é isso.

Eu lutei para não deixar o desespero tomar conta da minha voz.

- Estou ocupada demais para mexer com isso agora. Eu tenho muitas...

- Oh, sempre há tempo para presentes, Vanessa disse, alegre. - Vamos,  Nina. Abra.

Eu xinguei em pensamento Vanessa, eu mesma e, principalmente, Ian Somerhalder, por me colocar nessa situação. Esticando a mão para a caixa, eu a puxei para o meu colo. Ao primeiro som de papel sendo rasgado, os outros empregados, incluindo Kimmie, Rob e Phil, apareceram na entrada do meu cubículo. Eu tinha uma plateia.

- Ei, Kimmie disse com um sorriso, até que enfim você vai abrir essa coisa.

De cara fechada, eu tirei o papel, fiz uma bola e a joguei no lixo. O presente, fosse o que fosse, estava dentro de uma inócua caixa branca. Se fosse algo constrangedor, pensei, eu iria matar Ian Somerhalder logo em seguida. Segurando a respiração, eu ergui a tampa e descobri uma maleta rosa feito de plástico moldado.

Tinha uma etiqueta presa a um cabo, com poucas palavras: Espero que isso lhe dê uma mãozinha.

IS.

Continua....


Notas Finais


Não me matem....por favorzinhooooo😙


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