História A Redenção - Nian - Capítulo 18


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Categorias Ian Somerhalder, Nina Dobrev, Paul Wesley, Phoebe Tonkin
Personagens Ian Somerhalder, Nina Dobrev, Personagens Originais
Tags Nina Dobrev
Visualizações 55
Palavras 3.045
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Amando tudo isso
Amuuu o comentário de cada um
Pretendo postar mais um até domingo
Please favoritem é importante
Nina sendo Nina....

Capítulo 18 - Explicações...resgate


Fanfic / Fanfiction A Redenção - Nian - Capítulo 18 - Explicações...resgate

Nina Dobrev 

Eu tentei controlar meus dentes, para que não batessem.

- Mal consigo acreditar que você está aqui.

- É claro que estou aqui. Sempre que você precisar, ele apertou os olhos para o buraco no teto, onde um dos homens da manutenção segurava uma lanterna para nos ajudar a enxergar. - “Manuel”, Ian disse, vocês têm uma bomba de poço aqui?

- “Não”, foi a resposta pesarosa. Este prédio é velho. Só os novos têm bombas.

A mão de Ian subiu e desceu pelas minhas costas trêmulas.

- Acho que isso não ia fazer muita diferença, mesmo. Alguém pode ir desligar o disjuntor principal? Eu não quero que esta coisa comece a se mexer enquanto nós estivermos tirando ela daqui.

- “Não precisa. Está desligado.”

- “Como você sabe?”, Ian perguntou.

- Tem um mecanismo de desarme automático.

- Ian meneou a cabeça.

- Eu quero que alguém vá até a sala de máquinas e verifique se essa coisa está mesmo desligada.

- “Tudo bem, chefe”, Manuel usou um rádio portátil para falar com o supervisor na sala de segurança. O supervisor disse que enviaria o único guarda disponível até a sala de máquinas para desligar a chave geral dos elevadores, e avisaria quando estivesse feito. - Ele disse que não consegue falar com a polícia, Manuel nos contou. - A emergência está arrebentada. Ligações demais. Mas a empresa do elevador vai mandar um técnico.

- A água está subindo, eu falei para Ian, meus braços presos com firmeza em sua nuca e minhas pernas enroladas em sua cintura. - “Vamos sair agora.”

Ian sorriu e afastou o cabelo que estava caído no meu rosto.

- Só vai demorar um instante para eles encontrarem a chave geral. Finja que nós estamos em uma banheira de hidromassagem.

- Minha imaginação não é tão boa, eu disse.

- É óbvio que você nunca morou em uma plataforma de perfuração, Ele passou a mão pelos meus ombros. - Você se machucou? Algum corte ou hematoma?

- Não, só fiquei com um pouco de medo.

Ele soltou uma exclamação de compaixão e me apertou ainda mais.

- Você não está com medo agora, está?

- “Não”, era verdade. Parecia impossível que qualquer coisa ruim pudesse acontecer enquanto eu me segurava naqueles ombros tão firmes.

 - Só estou c-com frio. Não entendo de onde essa água está vindo.

- O Manuel disse que caiu uma parede entre a garagem e a galeria de águas pluviais. Nós estamos sendo invadidos por um monte de água.

- Como você me encontrou tão depressa?

- Eu estava indo para casa quando você ligou. Eu corri para cá e encontrei Manuel e o colega dele. Nós pegamos o elevador de serviço até o andar acima deste, e abri as portas com uma chave de fenda torta. Ele alisava meu cabelo enquanto falava. O alçapão do elevador foi um pouco mais difícil... eu tive que arrancar uns parafusos com o martelo.

Nós ouvimos um pouco de estática e uma voz metálica no rádio de comunicação acima de nós.

- “Tudo bem, chefe”, Manuel gritou. “A chave foi desligada.”

- “Ótimo”, Ian apertou os olhos para Manuel. Eu vou erguê-la até vocês. Não a deixem cair na lateral — ela está escorregadia. Ele puxou minha cabeça para trás até me olhar nos olhos. - Nina, eu vou te empurrar para cima, então você vai se apoiar nos meus ombros e vai deixar que a puxem. Entendeu?

Eu anuí, relutante, sem querer deixá-lo. - Quando estiver em cima do elevador, ele continuou, não toque em nenhum dos fios ou cabos ou em qualquer coisa. Tem uma escada na lateral do poço de elevador. Tenha cuidado enquanto estiver subindo. Você está escorregadia como um peixe engraxado.

- “E você?”

- Eu vou ficar bem. Ponha seu pé na minha mão.

- “Mas como v-você v-vai...”

- “Nina", pare de falar e me dê seu pé.

Fiquei espantada com a facilidade com que ele me levantou, uma manzorra embaixo do meu traseiro para me empurrar até os dois funcionários da manutenção. Eles me pegaram por baixo dos braços e me puxaram para o alto do elevador, segurando-me como se temessem que eu pudesse escorregar para o lado. E provavelmente escorregaria, pois estava coberta de lodo.

Normalmente, eu conseguiria subir a escada com facilidade, mas meus pés e minhas mãos ficavam escorregando. Foram necessários esforço e concentração para eu conseguir chegar ao patamar em que Ian tinha aberto a porta do hall.

Lá estavam mais algumas pessoas para me ajudar; alguns funcionários dos escritórios, o supervisor de segurança e o guarda, o recém-chegado técnico do elevador e até Kelly Reinhart, que não parava de repetir, horrorizada, que “eu  estava com ela meia hora atrás... não consigo acreditar... acabei de vê-la...”

Eu ignorei todo mundo, não por indelicadeza, mas por puro medo. Fiquei esperando ao lado da porta aberta e me recusei a sair dali, onde gritei, ansiosa, o nome de Ian. Ouvi sons de coisas caindo na água e alguns grunhidos, além de alguns dos palavrões mais feios que escutei na vida.

Manuel foi o primeiro a aparecer, e seu colega veio atrás. Ian, afinal, emergiu pela porta, pingando e coberto pelo mesmo lodo escuro que eu, com o terno colado ao corpo. Eu sabia que ele não estava cheirando melhor que eu, seu cabelo estava de pé em alguns pontos. Ainda assim, era o homem mais lindo que já vi na minha vida.

Eu me joguei nele, envolvi sua cintura com meus braços e enfiei minha cabeça em seu peito. O coração dele batia forte sob a minha orelha.

- “Como você saiu?”

- Eu apoiei um pé no corrimão, me segurei na estrutura do teto e me puxei para cima. Eu quase escorreguei e caí para dentro da cabine, mas Manuel e Juan me seguraram.

- “El mono”, Manuel disse, como se para explicar, e eu senti uma risada sacudir o peito de Ian.

- “O que isso significa?”, perguntei.

- “Ele me chamou de macaco.”

Levando a mão ao bolso de trás, Ian pegou uma carteira de onde extraiu algumas notas encharcadas e pediu desculpas pela condição em que o dinheiro estava. Os funcionários da manutenção riram e disseram que o dinheiro valia assim mesmo e depois todos apertaram as mãos.

Eu fiquei com os braços agarrados em Ian enquanto ele conversou com o técnico do elevador e com o supervisor de segurança por alguns minutos.

Embora eu estivesse em segurança, não conseguia me fazer soltá-lo. E ele não parecia se importar que eu ficasse pendurada nele, e de vez em quando passava a mão pelas minhas costas. Um caminhão de bombeiros parou do lado de fora do prédio com as luzes piscando.

- “Escutem”, Ian disse para o supervisor de segurança, entregando-lhe um cartão de visita encharcado, nós precisamos parar de conversar agora. Ela já sofreu bastante. Eu preciso cuidar dela e nós dois precisamos nos limpar. Se  alguém quiser saber de alguma coisa, podem falar comigo amanhã.

- “Certo”, o supervisor disse. Eu entendo. Diga se eu puder ajudar de algum modo. Cuidem-se, vocês dois.

- “Ele foi legal”, eu disse enquanto Ian me levava para fora do edifício, passando pelo caminhão de bombeiro e pela van de uma equipe de televisão.

- Ele quer muito que você não o processe, Ian respondeu, levando-me para o carro dele, que estava parado em fila dupla. Era um sedã prateado Mercedes, com um estofamento bege-creme imaculado.

- “Não”, eu disse, desanimada. Não posso entrar nesse carro assim, toda suja  e nojenta.

Ian abriu a porta e me fez entrar.

- Entre, querida. Nós não vamos andar até em casa.

Eu fiquei tensa durante todo o curto percurso até o Place 1800 Main, sabendo que estávamos arruinando o interior do carro dele.

E o pior ainda estava para acontecer. Depois que Ian estacionou o carro na garagem do nosso prédio, nós nos aproximamos do elevador que levava à recepção. Eu parei como se tivesse levado um tiro e olhei do elevador para a escada. Ian parou ao meu lado.

Definitivamente, a última coisa que eu queria naquele momento era estar dentro de outro elevador. Era demais. Eu senti todos os meus músculos ficarem tensos e rejeitarem essa ideia.

Ian ficou em silêncio, deixando que eu lutasse com as minhas opções.

- “Droga”, resmunguei. Não posso evitar elevadores pelo resto da minha vida, posso?

- “Não em Houston.” A expressão de Ian era bondosa. Logo, logo, eu pensei, a bondade vai se transformar em pena. Isso foi o bastante para me colocar em movimento.

- “Coragem, Nina”, murmurei para mim mesma e apertei o botão de subir.

Minha mão ficou tremendo. Enquanto o elevador descia até a garagem, eu esperei como se estivesse diante dos portões do inferno.

- “Não sei bem se eu cheguei a lhe agradecer pelo que você fez”, eu disse, meio brusca. - Então... obrigada. E eu quero que você saiba que eu... normalmente não sou de criar problemas. Quero dizer, não sou dessas mulheres que precisam ser salvas o tempo todo.

- Você pode me salvar da próxima vez.

Isso conseguiu me fazer sorrir, apesar de toda minha ansiedade. Era a coisa certa a ser dita.

As portas se abriram e eu simplesmente me obriguei a entrar na caixa de metal. Eu fiquei encolhida em um canto e Ian me seguiu. Antes que as portas se fechassem, Ian me puxou para um abraço de corpo inteiro e nossas bocas se juntaram, e pareceu que tudo que eu tinha sentido naquele dia, angústia, raiva, desespero e alívio, tudo se juntou em uma explosão de puro calor.

Eu respondi com beijos frenéticos e puxei a língua dele para dentro da minha boca, querendo o gosto e o toque dele em todo meu ser. Ian soltou uma exclamação curta e forte, como se pego de surpresa pela minha reação. Ele segurou minha cabeça com a mão e sua boca possuiu a minha, faminta e doce.

Em questão de segundos nós chegamos à recepção. As portas se abriram com um bipe irritante. Ian se afastou e me puxou para fora do elevador, para a recepção de mármore preto brilhante. Eu acredito que nós parecíamos um par de criaturas do pântano ao passar pela mesa do recepcionista a caminho do  principal elevador residencial.

David, o recepcionista, ficou de boca aberta quando nos viu.

- Srta. Dobrev? Meu Deus, o que aconteceu?

- Eu tive um pequeno... bem, um tipo de... acidente na Torre Buffalo, eu disse, tímida. - O Sr. Somerhalder me ajudou a escapar.

- Eu posso ajudar em alguma coisa?, David ofereceu.

- Não, nós estamos bem. Eu dei um olhar significativo para David. E não existe nenhuma necessidade de mencionar isso para qualquer pessoa da minha família.

- “Claro, Srta. Dobrev”, ele disse, um pouco rápido demais. E enquanto nos dirigíamos ao elevador residencial, eu o vi pegar o telefone e começar a discar.

- “Ele vai ligar para o meu irmão Jack”, eu disse, entrando no elevador. 

- Eu não estou com vontade de falar com ninguém, especialmente com meu irmão intrometido...

Mas Ian estava me beijando de novo, dessa vez apoiando as mãos na parede, uma de cada lado da minha cabeça, como se fosse perigoso demais me tocar. O beijo quente, continuou por um longo tempo, e o prazer que aquilo me proporcionou foi devastador. Eu estiquei as mãos e toquei a curva volumosa dos ombros dele, os músculos contraídos e rígidos.

Eu fiquei vagamente espantada com o efeito que o toque de minhas mãos teve nele, o modo como a boca dele agarrou a minha com ainda mais intensidade, parecendo que ele estava se deliciando com algo que poderia lhe ser tirado. Ele estava excitado, e eu senti vontade de tocá-lo lá, de pôr minha mão no volume crescente. Meus dedos trêmulos deslizaram pela superfície lisa do abdome dele, passando por cima da fivela de metal do cinto. Mas o elevador parou e Ian agarrou meu pulso, puxando-o para trás.

Os olhos dele tinham um tom quente e suave de azul, e ele estava corado como se estivesse febril. Ian sacudiu a cabeça e me puxou do elevador. Nós estávamos no décimo-oitavo andar, indo para o apartamento dele. Eu o acompanhava de boa vontade, e esperei ao lado da porta enquanto ele digitava a senha. Ele errou, o que provocou um bipe irritante. Ele xingou, e eu segurei uma risada. Ele me olhou torto, tentou de novo e a porta abriu.

Levando-me pela mão como se eu fosse uma criancinha, Ian me conduziu até o chuveiro.

- “Fique à vontade”, ele disse. Eu vou usar o outro banheiro. Tem um roupão atrás da porta. Mais tarde eu pego umas roupas no seu apartamento.

Nenhum banho tinha sido tão gostoso como aquele. E duvidava que no futuro algum chegasse perto. Eu deixei a temperatura da água quase escaldante e gemi de prazer quando ela caiu sobre meus membros frios e doloridos. Eu ensaboei e enxaguei meu corpo e meu cabelo três vezes.

O roupão de Ian era grande demais para mim, e ficou pelo menos um palmo arrastando no chão. Eu me enrolei nele, naquele cheiro que estava se  tornando familiar. Amarrei o cinto bem apertado, enrolei as mangas várias vezes e me observei no espelho embaçado pelo vapor. Meu cabelo tinha formado vários cachos. Como eu não tinha nenhuma ferramenta de cabeleireiro que não escova ou pente, vi que não poderia fazer nada.

Eu esperava me sentir esgotada depois de tudo que tinha passado, mas na verdade eu me sentia viva, hiperestimulada, com a trama macia do roupão roçando minha pele sensível. Fui até a sala de estar e vi Ian vestido com jeans e camiseta branca, o cabelo ainda molhado do banho. Ele estava de pé perto da mesa, tirando sanduíches e recipientes de sopa de um saco de papel.

Com o olhar, ele me avaliou da cabeça aos pés.

- Eu pedi que o restaurante nos mandasse comida, ele disse.

- Obrigada. Estou faminta. Acho que nunca senti tanta fome.

- Isso acontece depois de um trauma. Sempre que havia um problema na plataforma — um acidente ou incêndio —, depois nós comíamos como lobos.

- Incêndio numa plataforma deve ser uma coisa assustadora. Como isso acontece?

- “Ah, explosões, vazamentos...”, ele sorriu antes de acrescentar, “soldadores...” Ele terminou de arrumar a comida. - Pode começar a comer. Eu vou até seu apartamento pegar roupas para você, se me disser a senha.

- “Fique, por favor. Eu posso esperar. Este roupão é confortável.”

- “Está bem”, Ian puxou uma cadeira para mim. Quando eu me sentei, espiei a televisão, que exibia o noticiário local. Quase caí da cadeira quando a apresentadora disse, “...e agora, mais sobre a enchente. Nós ficamos sabendo que no começo desta noite uma mulher não identificada foi resgatada de um elevador inundado na Torre Bufalo. De acordo com o pessoal da segurança no local, a água que entrou no andar mais baixo da garagem fez o elevador parar de funcionar. Empregados do edifício disseram que a mulher parecia estar em boas condições depois do resgate e não precisou de cuidados médicos. Vamos contar mais desta história para você conforme ela se desenrolar...”

O telefone tocou e Ian olhou para o identificador de chamadas.

- É o seu irmão Jack. Eu já falei com ele e disse que você está bem, mas ele quer ouvi de você.

Oh, diacho, eu pensei. Jack deve ter ficado animado por saber que eu estou com Ian.

Eu peguei o telefone e apertei o botão de falar.

- “Oi, Jack”, eu disse com a voz alegre.

- “Uma coisa que ninguém quer”, meu irmão começou, “é que a irmã seja a mulher não identificada no noticiário. Coisas ruins acontecem com a mulher não identificada.

- “Eu estou bem”, eu lhe disse, sorrindo. Só fiquei um pouco molhada e suja, só isso.

- Você pode achar que está bem, mas deve estar em choque. Você pode ter ferimentos de que nem se deu conta. Por que diabos o Somerhalder não te levou para o hospital?

Meu sorriso desapareceu.

- Porque eu estou ótima. E não estou em choque.

- Eu vou até aí pegar você. Vai ficar no meu apartamento esta noite.

- “Sem chance". Eu já vi seu apartamento, Jack. É uma fossa. É tão ruim que meu sistema imunológico fica mais resistente toda vez que eu te visito.

Jack não riu.

- Você não vai ficar com o Somerhalder depois de ter passado por algo tão traumático...

- Lembra da nossa conversa sobre limites, Jack?

- Danem-se os limites. Por que você ligou para ele quando tem dois irmãos que trabalham a poucos quarteirões da Torre Buffalo? Alex e eu poderíamos ter cuidado de tudo muito bem.

- Eu não sei por que liguei para ele, eu..., dei um olhar constrangido para Ian. Ele estava me observando com uma expressão insondável e depois foi para a cozinha. - Jack, eu falo com você amanhã. Não venha para cá.

- Eu disse para o Somerhalder que, se ele encostar em você, pode se considerar um homem morto.

- “Jack”, eu murmurei, vou desligar agora.

- "Espere...”, ele fez uma pausa e adotou um tom fofo. - Você é minha irmã caçulinha, Nina, podia me deixar ir até aí pegar v...

- “Não. Boa noite.”

Eu desliguei no momento em que um palavrão soava no telefone. Ian voltou à mesa, trazendo um copo cheio de gelo e um líquido efervescente.

- “Obrigada”, eu disse. “Dr. Pepper?”

- Isso. Com suco de limão e um toque de Jack Daniels. Achei que poderia ajudar com seus nervos.

Eu lhe dei um olhar divertido.

- “Meus nervos estão ótimos.”

- Talvez. Mas você ainda parece um pouco tensa.

Estava delicioso. Eu tomei uns goles grandes, ávidos, até Ian tocar minha mão.

- “Opa", calma aí. Tome devagar, querida.

Demos uma pausa na conversa enquanto tomávamos a sopa de vegetais e comíamos os sanduíches. Eu terminei minha bebida e suspirei devagar, sentindo-me melhor.

- “Você me dá outra?”, perguntei, empurrando meu copo vazio para ele.

- Em alguns minutos. O JackDaniels é meio sorrateiro.

Eu me virei para o lado, para encará-lo, passando meu braço pelo encosto da cadeira.

- Não precisa me tratar como se eu fosse uma adolescente. Sou uma mulher adulta, Ian.

Ian meneou a cabeça lentamente, seu olhar cravado no meu.

- Eu sei disso. Mas de certa forma você continua sendo... inocente.

- “Por que você diz isso?”

A resposta dele foi delicada.

- Por causa do modo como você lida com certas situações.

Eu senti uma onda de calor subir ao meu rosto ao imaginar se ele se referia ao meu comportamento na escadaria do teatro.

- “Ian”, engoli em seco, sobre a noite passada...

Continua....



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