História A Redenção - Capítulo 26


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Categorias Lily Collins, Shawn Mendes
Personagens Lily Collins, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Drama, Lily Collins, Romance, Shawn Mendes
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Palavras 2.301
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


To de voltas meninas!!!
Queria mandar um beijo pra todas vocês e pra @Samy_Mendes que me pediu pra mandar um beijinho em um dos capítulos anteriores kkkk Beijão sua lindaaaa!!!

Capítulo 26 - Acabou


Shawn

Eu tinha acabado de chegar em casa. Tomei banho, vesti um jeans confortável, uma blusa de malha e fui pôr meu jantar no micro-ondas. A senhora que cuidava da minha casa deixava refeições prontas para a noite. Foi quando o interfone tocou.

— Senhor Mendes, há uma moça aqui que deseja falar com o senhor.

A imagem de Luciana veio em minha mente. Senti um misto de saudade e dor. Estava sendo uma luta, um inferno ficar longe dela. E todo dia tinha que me policiar para não procura-la. Tinha imaginado que acabaria vindo atrás de mim.

— Quem é?

— O nome dela é Catherine.

Foi como tomar um banho de água fria. Fiquei irritado e quase disse para mandá-la embora. Sabia por que estava ali, para cobrar a maldita capa. Mas então pensei que poderia ter notícias de Luciana. E resolveria logo aquele assunto.

— Pode mandar subir.

Quando a campainha tocou, me deparei com ela sorrindo, toda arrumada e maquiada em um curto vestido rajado de preto e branco como uma zebra.

— Oi, querido. Que bom que pôde me receber.

— Entre — disse frio, abrindo a porta.

Passou por mim toda sensual. Paramos no meio da sala e fui direto.

— O que você quer?

— Nossa! Nem me convida para sentar ou me oferece um drinque.

— Estou sem paciência, Catherine.

— Calma! Só vim aqui saber se nosso acordo continua de pé.

— Continua.

— Para quando? Meu dinheiro está acabando e... Bem, agora que não está mais com Luciana, não vejo por que temos que adiar — sorriu.

— Quem disse que não estou mais com ela?

O sorriso sumiu. Olhou-me, desconfiada.

— Não apareceu mais. E ela anda toda pelos cantos. Pensei...

— Toda pelos cantos como?

— Esquisita, triste, quase não fala.

Aquilo mexeu comigo. E percebi o quanto sentia falta do seu sorriso. Irritei-me.

— Então quando, Shawn?

— Preciso ver. Tem umas meninas com contrato fechado para as próximas edições. Vou mandar o diretor da MACHO separar uma data para você.

— Estou sendo enrolada aqui! —reclamou, com raiva — Você me prometeu!

— Chega dessa conversa, Catherine. Era só isso?

Respirou fundo e vi o ódio se espelhar em seu olhar. Abriu a bolsa, pegou um envelope e me deu.

— O que é isso?

— Se não estiver mais com a minha irmã, isso não é nada. Mas se estiver, pode fazer a diferença. Talvez o anime a ter mais boa vontade comigo.

Abri o envelope. Eram várias fotos minha na orgia na casa de Alberto, fodendo várias mulheres, em diversos orifícios e posições diferentes. Senti certo asco de mim mesmo em ver aquilo. E soube que não queria que Luciana tivesse acesso àquele material. Mas sorri friamente e entreguei o envelope a ela.

— Acha que tenho medo dessa chantagem de puta iniciante? Pegue suas fotos e use como quiser. Eu digo e repito: Vou chamar você para fazer a capa quando puder, quando eu estipular a data, não você.

Estava lívida e ia retrucar, mas o interfone tocou naquele momento, logo seguido pela campainha. Fiquei surpreso por ter alguém em minha porta. Atendi o interfone:

— Senhor Mendes, o Camargo aqui deixou sua namorada subir sem interfonar antes. Mas eu...

— Que namorada?

— A loira bonita, com todo respeito. Ela...

Desliguei e olhei para Catherine, um alerta disparando dentro de mim.

— É a Luciana.

— Droga! — então algo ocorreu e ela sorriu, fria — Talvez seja bom. Assim a gente resolve tudo de uma vez.

— Escute o que vou te dizer — fui até ela furioso, ameaçador — Não brinque comigo. Não sou um garotinho que pode manipular. Posso fechar todas as portas pra você, tornar a sua vida um inferno. Agarre a porra da capa, que ainda penso em te dar, ou vai se foder. Entendeu bem?

A campainha tocou de novo. Mesmo com raiva, Catherine concordou com a cabeça.

— Vá para o quarto e fique lá, quietinha. Só saia quando eu mandar. Você ouviu, Catherine?

— Ouvi.

Deu-me as costas e se afastou. Quando vi que estava tudo certo, sem nada da presença dela, fui até porta. Parei com a mão da maçaneta, percebendo que tremia. Estava nervoso, cheio de saudade. Um nó se formava dentro de mim. E me enfureci por Luciana ter todo aquele poder, mesmo com minha luta diária para esquecê-la.

Luciana

Fitei os olhos negros de Shawn e fui invadida pelo amor supremo e uma saudade aterrorizante. Meu coração disparou, a garganta ficou seca. Todo meu ser se concentrou em sua presença, no desejo absurdo de abraçá-lo e beijá-lo, de implorar que ficasse comigo e nunca mais me deixasse. Eu gritava por dentro. Mas tudo que consegui fazer foi fitá-lo e dizer baixinho.

— Oi.

— Oi, Luciana — sua voz grossa abalou minhas estruturas. Engoli em seco, trêmula, nervosa.

— Posso entrar?

— Entre.

Passei ao seu lado e fechou a porta. Andei até o meio da sala, tudo me lembrando nós dois, as vezes que nos amamos ali, a paixão ardente, o desejo avassalador. Respirei fundo, lembrando o motivo de estar ali, sabendo que teria que ser forte. Esperei Shawn se aproximar e parar a certa distância. Era impossível dizer o que pensava. Estava sério, olhando-me fixamente.

— Precisamos conversar. Sei que as coisas não terminaram bem entre a gente — ele não disse nada e continuei — Eu sei ao certo o que deu errado. Mas... Mas...

Respirei fundo de novo. Tentava manter o controle, mas estava difícil. Abri a bolsa e peguei o envelope. Shawn observava, atento. Ergui o olhar, fui mais firme.

— Eu ia procurar você de qualquer jeito. E por isso fui ao laboratório e fiz o exame de gravidez, só para descartar qualquer possibilidade.

Vi que ficou mais alerta. Estendi o envelope a ele.

— Deu negativo? — sua voz saiu baixa e grossa.

— Veja — sussurrei.

— Diga de uma vez, Luciana! — seu tom irritado me surpreendeu.

— Positivo.

Shawn empalideceu. Agarrou o envelope, quase rasgando-o.

— Só pode estar de brincadeira!

Na mesma hora, amassou o papel entre os dedos e me olhou acusadoramente, seus olhos piscando de raiva.

— Parabéns! Seguiu direitinho os ensinamentos da mamãe! Conseguiu a sua mina de ouro com o babaca aqui!

Foi como tomar um soco. Esperei que ficasse desconfiado, mas não aquele ódio todo, aquelas palavras agressivas.

— Não fale assim comigo. Nunca quis dar golpe nenhum. E se estou grávida é porque fomos dois irresponsáveis, eu e VOCÊ!

— Não, Luciana — aproximou-se até parar bem na minha frente, cheio de ódio, irreconhecível — Se está grávida é por que se aproveitou que eu estava bêbado e deixou acontecer sem camisinha. Você planejou tudo!

— Está maluco! — perdi a cabeça, furiosa, magoada — Não planejei nada e sabe disso! Eu só tenho 21 anos, não quero essa gravidez!

— Então faça um aborto!

— NÃOOOOOOOO! — olhei-o, abismada — Como pode dizer isso? É seu filho!

— Meu? Tem certeza? — sorriu sem vontade, agarrando meu braço com força — Quem sabe não é do coleguinha da faculdade? Ou do Henrique?

— O quê? — arregalei os olhos, sem acreditar.

— Quem garante que não trepa por aí às minhas costas? Sábado mesmo, saiu do clube com Henrique e não voltou para casa. Ficou fazendo o quê? Trocando figurinhas?

Puxei o braço e andei para trás, com a respiração alterada, um ódio cego me consumindo.

— Eu estava em casa! — gritei — Ouvi quando minha mãe falou com você!

— Ela disse que não tinha chegado — rosnou.

— Mas eu tinha! Ela que não sabia! Henrique só me tirou daquele lugar, ele nunca encostou um dedo em mim! Nem ele nem mais ninguém. Só você! — estava tão descontrolada que lágrimas desceram pelo meu rosto sem que eu percebesse.

— Ah, agora vai chorar, para completar o teatro! Chega, Luciana! Não sou a porra de um babaca!

Fiquei imóvel, sem poder acreditar naquele pesadelo. Por fim, minha voz saiu trêmula, magoada.

—Nunca dei motivos para você desconfiar de mim. Se não quer esse filho, diga de uma vez. Não arrume desculpas sujas nem diga mentiras a meu respeito.

— Ah, desculpe. Esqueci que estava falando com a Santa Luciana — sorriu gelidamente, enquanto seus olhos ardiam — A bela virgem que me escolheu como idiota para entregar seu tesouro e ser o cara que vai te sustentar pelo resto da vida com uma pensão gorda. Parabéns! Foi esperta. Conseguiu o que queria. Só fique preparada, pois quero um exame de DNA. Eu tremia muito.

Enxuguei as lágrimas, sem suportar mais aquilo, o ódio dele, suas acusações sem sentido. Estava acabada, no chão, mais arrasada do que pensei que ficaria. Minha vontade era de me encolher no chão e chorar. Mas não o faria na frente dele.

— Pode pegar seu exame de DNA e enfiar naquele lugar! Não quero nada de você. Nada!

— Tá bom, Luciana, acredito — disse cínico.

Antes que eu pudesse dizer algo ou sair dali, ouvi um barulho alto no apartamento. Vinha do corredor de onde ficavam os quartos. Encontrei os olhos de Shawn e notei certo temor nos dele, algo como susto. Meu coração falou uma batida.

— Você está com outra pessoa?

Ele não disse nada, sem piscar. A dor me engolfou, apesar de tudo.

— Nem terminou comigo e já tem outra pessoa, Shawn? — eu lutava contra as lágrimas e o sofrimento — Ou nunca deixou de estar?

— É melhor você ir embora, Lucy — disse baixo, frio.

Eu dei um passo para a frente, arrasada, desesperada. Mas então precisava saber. Virei e andei rápido em direção ao corredor.

— Aonde você vai? Vem aqui, Luciana!

Não sei o que meu deu. Saí correndo e o senti atrás de mim. Entrei no quarto dele como uma bala e parei estupefata ao ver Catherine deitada na cama em um vestido decotado, como se estivesse bem satisfeita. Sentou-se, passando as mãos nos cabelos, estampando um ar triste.

— Ah, querida, desculpe — lamentou.

Eu estava imóvel. E então veio. A dor lancinante, o desespero, a decepção, o horror. Não bastasse ter ouvido todas as acusações infundadas de Shawn, saber agora que transava com minha irmã às minhas costas, talvez o tempo todo, foi o golpe fatal. Pensei que fosse morrer. Quis morrer. Perdi o ar, senti que poderia desmaiar a qualquer momento. Apoiei a mão na parede, pálida, toda dormente.

— Pare de teatro, Cathe. Não tenho nada com ela, Luciana.

— Não mesmo? — ela se levantou e pegou sua bolsa — Ah, querido... E o que estou fazendo aqui no seu apartamento, no seu quarto?

Eu queria reagir, queria dizer alguma coisa, mas não conseguia. Estava como que dopada, além de qualquer reação.

— Saia daqui, Catherine. Agora — ordenou seco. Sentia seus olhos sobre mim.

— Está bem, vou confessar, Luciana. Estou aqui por negócios. Eu e Shawn temos um acordo e vim cobrar a minha parte.

— Catherine — disse ameaçador, mas ela continuou.

— Ele me prometeu a capa da revista MACHO, desde que eu colocasse você nas mãos dele. Um acordozinho básico, sabe. Estava tarado para comer você, maninha, ser o primeiro a te foder. E vamos combinar, isso ele faz muito bem, não é querido? Aposto que não foi nenhum sacrifício. No final, estamos todos satisfeitos!

Pisquei, sem acreditar no que tinha ouvido. Olhei horrorizada para Shawn, sem reconhece-lo naquele monstro.

— Não — sacudi a cabeça — É mentira.

Ele ficou apenas me olhando, maxilar cerrado, olhos duros. A culpa em seus olhos. Algo se quebrou dentro de mim. Abracei meu próprio corpo, quase me dobrando em duas, tentando conter as ânsias.

— Desculpe, maninha, mas estava na hora de saber a verdade.

— Cale a boca, sua puta!

Furioso, ele foi até Catherine e agarrou seu braço. Arrastou-a para fora do quarto, mas ela tirou algo da bolsa e jogou aos meus pés.

— Você nunca foi importante! Ele fodia tudo quanto era mulher por aí! Só foi mais uma! — gritou com tanta raiva, que parecia me odiar.

Berrou mais ainda quando Shawn a levou com ele. E eu olhei para as fotos espalhadas aos meus pés. Várias delas. Ele com a roupa com que tinha me levado ao clube no sábado e em vários estados de nudez, transando com mulheres diferentes, fazendo de tudo. Era como uma faca me rasgando por dentro. As lágrimas pingavam nas fotos. A dor atroz me prostrava. Senti que algo dentro de mim de rompia para sempre, sem volta.

Shawn voltou ao quarto e veio até mim, cauteloso. Parou perto. Sua voz, pela primeira vez naquela noite foi sem ódio ou cinismo.

— Não foi assim, como ela falou. No começo... No começo foi, mas depois... Lucy...

Eu ergui os olhos. Fitei aquele homem, que amei mais do que tudo na vida, que me ensinou o que era a verdadeira felicidade, mas que agora eu sabia ter sido uma ilusão só da minha parte... Que seria o pai do meu filho e me acusou de dar um golpe, quando o tempo todo me usava e traía... Que agora me jogava no inferno. E soube que ele acabou com meus sonhos e com o melhor de mim. Ele me destruiu.

Pisei nas fotos. Ajeitei minha bolsa nos ombros e me dirigi à porta, concentrada, um passo de cada vez.

— Lucy...

Veio atrás de mim, passando a mão pelo cabelo. Fez menção de segurar meu braço, mas dei um pulo para o lado e o fitei com ódio mortal.

— Nunca mais toque em mim.

Pareceu chocado com o que viu em meu rosto ou no meu olhar.

— Precisa me ouvir. Não foi daquele jeito. Eu gostei de você. Tudo o que tivemos não foi fingimento.

Eu o ignorei. Não corri. Só andei até a porta. Tudo o que precisava era sair dali, mais do que até respirar.

— Não pode sair assim. Deixe só eu te levar em casa.

Abri a porta e saí para o corredor. Shawn veio atrás, sem saber o que fazer.

— Eu mereço tudo, mas não vá assim.

Entrei no elevador e apertei o botão para descer. Quando fez menção de entrar, eu o olhei cheia de ódio. Parou, surpreso, a culpa espelhada em seu olhar.

— Luciana...

As portas se fecharam.  Permaneci imóvel, quando por dentro me sentia morrer.


Notas Finais


Como diria a música "Aí que meu barraco desabou, nessa que meu barco se perdeu" kkkkkkk O barraco do Shawn desabou kkk
Quem quer grupo no whats? Quem quiser comenta aqui em baixo pra eu saber kkkk
Amo vocês!!!


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