História A Redenção - Capítulo 27


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Categorias Lily Collins, Shawn Mendes
Personagens Lily Collins, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Drama, Lily Collins, Romance, Shawn Mendes
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Palavras 2.174
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Chegueeeeeeeeiiiiiiiiiiiii meninas kkkkk

Capítulo 27 - A verdade sempre aparece


Fanfic / Fanfiction A Redenção - Capítulo 27 - A verdade sempre aparece

Luciana

Não sei como cheguei em casa. Tudo foi automático. Os ônibus que peguei, o caminho que fiz. Parecia que não era mais eu. Que outra pessoa me empurrava para o canto e se estabelecia em meu lugar.

Entrei e vi Catherine na sala com minha mãe, as duas agitadas. Minha irmã levantou de um pulo, olhando-me atrevidamente. Eu a fitei, vendo-a pela primeira vez. Suja e nojenta como ela era. Minha mãe se meteu entre nós.

— Já sei mais ou menos o que aconteceu. Olha, Luciana, vocês são irmãs. Vivem na mesma casa. Precisam arrumar um jeito de se entenderem. Ainda mais agora... — fitou-me com olhos brilhantes — Ela ouviu a conversa de vocês e me contou, filha. Você está grávida do Shawn! Não vê o que isso significa? Nem precisa mais dele! Vai ter uma pensão de trinta por cento do que ele ganha! Vai ter um apartamento, carro e meu neto vai ser o grande herdeiro dele! Meu Deus, será que não vê? Como foi esperta! Eu achando que era boba.

— AAAAAAAAAhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh...

Comecei a gritar, fora de mim. Minha mãe pulou para trás, assustada. Avancei para a televisão, que ela tanto gostava e a peguei no colo. Joguei no chão com o tubo de imagem para baixo, quebrando-o. O som velho e o DVD tiveram o mesmo destino.

— Pare com isso! Meu Deus! — ela berrou.

— É isso que você quer? É para isso que dá valor? — eu gritava, sem perceber que chorava, jogando tudo da estante no chão — Coisas materiais, dinheiro... Faça bom proveito! Engula!

— Luciana... — minha mãe arregalou os olhos quando avancei para ela — Ai, meu Deus!

Eu a empurrei no sofá, tirando-a do meu caminho. E fui cega em Catherine.

— O que...

Agarrei seu cabelo e a derrubei no sofá, enquanto se debatia e tentava escapar. Praticamente ajoelhei em cima dela, com tanto ódio que poderia matá-la. Dei um tapa violento em sua cara.

— Isso é pelas vezes que me preocupei com você! — dei outro tapa e outro, com toda minha força, fora de mim — Por ter me enganado e traído, quando só fiz amar você! Por ter me vendido! Por ter sido uma puta! Sua desgraçada!

— Ai, me larga! Mãe! Mãe, me ajuda! — Berrava, sem conseguir fugir, tentando se proteger.

— Luciana! — minha mãe me agarrou pela cintura, me puxando desesperadamente — Pare com isso! Olha o bebê!

Eu empurrei Catherine com nojo e me soltei da minha mãe, olhando-a com raiva.

— Até parece que se preocupa com o bebê! Quer saber o lucro que vai ter com ele, não é? Pois deixa eu avisar uma coisa a vocês. Não vão pôr os olhos nem as garras no meu filho. Ele vai crescer longe do veneno de vocês! Cansei! Cansei !!!! Estou saindo daqui! Se querem comer, que trabalhem! Ou que Catherine sustente a casa sendo a puta que é!

— Minha filha, se acalme...

— Chega! — gritei, tremendo — Acabou. Eu nunca mais quero ver vocês. Nunca mais!

— Luciana...

Corri para o meu quarto. Em meio às lágrimas, comecei a soluçar e a tirar minhas coisas do guarda-roupa. Nem via o que fazia. Enfiei em bolsas e sacos. Peguei roupas, sapatos, objetos, coisas da faculdade, notebook, tudo o que vi pela frente. O resto eu pegaria despois. Saí de lá cheia de coisas, o rosto inchado, o coração sangrando.

Catherine reclamava alto na sala, histérica, enquanto Ângela chorava, ajoelhada, tentando salvar o resto da televisão

— Luciana, pelo amor de Deus, não faz isso...

— Adeus — foi tudo o que falei.

Eu ia dar meu jeito. Mas longe de tudo que me fez mal. No dia seguinte pensaria com calma, procuraria um lugar para morar. Mas por enquanto, segui para um lugar onde eu tinha certeza que era amada e receberia acolhida e um abraço para chorar tudo o que eu precisava, a casa de Virgínia.

Shawn

Dirigi meu carro para Manhattan e o deixei em frente ao prédio em que Henrique morava. Subi direto, os porteiros me conheciam, já que frequentava ali há muitos anos. Toquei a campainha e quando ele abriu, sonolento, entrei empurrando-o do caminho, tremendo.

— Você transou com ela?

— Tá maluco, porra? — ele voltou para mim, furioso — Fora daqui, Shawn.

Eu me virei, com tanto ódio que, se encostasse nele, o mataria de tanta porrada.

— Luciana passou a noite aqui no domingo?

Henrique encarou-me friamente.

— Você devia saber a resposta.

— Não brinque comigo. Eu estou por um fio!

— Foda-se!

— Ela dormiu aqui ou não?

— A namorada é sua e ainda não a conhece? Eu que a vi poucas vezes já saquei que não é o tipo que namora um e dorme com outro. Está cego e burro?

— Ela saiu com você.

— Eu a deixei em casa.

— Mentira. Fui lá e não estava.

— Eu a deixei em casa — Henrique repetiu — Eu a esperei entrar e só então fui embora.

— Eu fui lá. A mãe dela disse que Luciana não estava.

— Devia estar dormindo e não sabia.

Eu o olhei, tentando ver se mentia. Matheus sempre foi péssimo mentiroso. Mas me encarava de volta, irritado. E Luciana havia dito a mesma coisa. Então me dei conta do que já sabia o tempo todo. É claro que ela não tinha dormido com Henrique e mais ninguém. Só comigo.

Senti a culpa me rasgar por dentro ao lembrar do que fiz, do modo que a tratei, como ficou quando desprezei a gravidez, a acusei de dar um golpe e ainda pior, quando viu a irmã no quarto e soube de tudo. A única coisa ali da qual eu era inocente era a acusação de ter transado com Catherine. Passei a mão pelo rosto e sentei no sofá, nervoso. Suas lágrimas, o modo arrasado como saiu do meu apartamento, seu olhar... Não saíam da minha cabeça. Eu não conseguia mais pensar ou ver nada na frente. Estava agoniado, nervoso, culpado.

— Que merda você fez agora? Além de levar a menina no clube?

Henrique foi até o bar e preparou duas doses de uísque. Me entregou uma. Eu precisava mesmo. Tomei de um gole. Ele sentou em outro sofá, me observando.

— Fui um babaca.

— Até aí, novidade nenhuma.

— Fiquei com ciúme dela com você. Meti na cabeça que é uma interesseira, mesmo nunca me dando motivos de pensar nisso.

— Você está confundindo ela com essas putas que vive pegando.

— É, foi isso mesmo. Mas o negócio é mais complicado.

— Vá atrás dela e peça desculpas.

— Não dá. A cagada foi grande demais — encarei-o — Na madrugada de domingo fui para uma orgia e ela descobriu tudo. Viu fotos.

— Que merda...

— Hoje pegou a irmã no meu quarto. E descobriu que fiz um acordo com ela, pra chegar perto de Luciana com mais facilidade, pois estava fazendo jogo duro. Eu queria tirar a virgindade dela.

— Ela era virgem e você ainda achou que estava dormindo comigo?

— Sei lá, fiquei cego.

— Não Shawn, você vê os outros pela maneira que você mesmo age. Tá acostumado a ser um piranha, a viver em orgias e esperou o mesmo dela.

— Porra, eu só fiz burrada — esfreguei o rosto.

— Agora aguenta. Eu não sei, mas Luciana me pareceu uma moça centrada, séria, honesta. Se não viu isso, não pode acusá-la de nada.

— Já acusei de tudo.

— Fica difícil perdoar tanta coisa — deu de ombros.

— Mas está esperando um filho meu.

Henrique ficou imóvel, me olhando.

— Ela está grávida?

— Está. Acabei de saber.

— E o que fez?

Eu me levantei, tenso.

— O que eu fiz? Eu disse que foi um golpe porque sou rico. Depois mandei fazer um aborto e então perguntei se o filho era seu.

— Meu? Puta merda, você é incrível! De onde sai essas ideias? Só pode ser de uma cabeça suja — falou, irritado — Merece que ela nunca mais olhe na sua cara, grávida ou não.

— O jeito que ficou... — sacudi a cabeça, nervoso, não aguentando nem lembrar dela de pé no quarto, pálida, as lágrimas pingando nas fotos. E como me olhou.

— Eu sou seu amigo e estou com vontade de te dar uma surra. Imagino ela.

— Eu vou reverter isso — olhei-o, decidido — Sei que errei feio, mas estava confuso, me deixei levar pelo ciúme. Porra, nem tava a fim de transar com outras mulheres!

— E por que transou?

— Fiquei com medo de me envolver demais com ela. Nem eu mesmo me entendo.

— Não me leva a mal, Shawn, mas você não merece essa mulher.

Apesar de saber que era verdade, eu o olhei com raiva.

— E quem é que merece? Você?

— Se eu a tivesse visto primeiro, nem deixaria você chegar perto dela — levantou-se, sua expressão fechada — E com certeza não a faria sofrer desse jeito.

— Só falta me dizer que está apaixonado.

Quando ele não respondeu, eu cerrei os olhos, fitando-o com dureza.

— Você mal a conhece.

— Mas gostei do que vi.

— Que porra é essa, Matheus? Luciana é minha.

— Depois disso tudo? Ela não é sua. E digo mais, gravidez não obriga uma mulher a aturar um cara safado, que a trai com a primeira que aparece. Não fique se garantindo que vai tê-la na mão por que vai ter um filho seu.

— Vamos ver — falei seco — Só um aviso: fique fora do caminho. Essa história não é sua.

— Você não me dá ordens. Respeitei você e Lucy enquanto estavam juntos. Desde o momento que estão separados, não devo nada a ninguém.

Minha vontade era a de cair na porrada com ele. O clima entre nós ficou tenso, pesado. E seu olhar dizia que falava sério. Estava a fim de Luciana.

— Que seja — disse puto — Mas ela me ama e vai ficar comigo.

— Se isso acontecer, espero que deixe de ser esse babaca presunçoso e dê o valor que ela merece.

— Meta-se com a sua vida.

Fui em direção à porta, antes que o clima entre nós piorasse. Saí puto, sem me despedir. Fui parar na mansão da minha avó, sem conseguir parar de pensar em Luciana e me sentir culpado. Minha cabeça girava, meu peito doía. Estava sem rumo, perdido como uma criança, sem saber dar os primeiros passos. Ela já estava em seu quarto, recolhida para dormir. Mas me recebeu preocupada, enquanto nos sentávamos na beira da cama.

— O que houve, Shawn?

— Luciana está grávida.

Ficou muda, empalidecendo.

— O quê?

— Teve um dia que bebi demais e não usei preservativo.

— Shawn!

— Eu sei. Foi uma burrada. Mas agora está feito.

— Não acredito. Eu te falei tanto para tomar cuidado! E tem certeza que o filho é seu?

— Tenho — falei cansado. Não conseguia parar de pensar, sem ter paz, minha consciência pesando.

— Mesmo assim, precisa de um teste de DNA — balançou a cabeça, desolada — Eu não falei que ela estava só esperando para dar um golpe?

Eu a fitei. Percebi sua preocupação, entendia seus motivos. Passou a vida se lamentando por não ter impedido que eu me tornasse homem frio, sabendo que a culpa era de Fiorella. E agora tinha medo que uma mulher tentasse fazer o mesmo de novo. Mas não concordei com ela.

— Não foi um golpe, vó.

— Claro que foi! Ela é esperta. O que você fez quando contou da gravidez?

Estava tão cansado, tão perturbado com tudo aquilo, que caí para trás sobre a cama e fiquei lá. Minha avó, como se soubesse que eu precisava de mais do que críticas, acariciou com carinho o meu cabelo. Cresci mimado, acostumado a ter as coisas a minha maneira. Para mim nada era impossível. Sempre dei meu jeito de conseguir o que eu queria e com Luciana não tinha sido diferente. Eu consegui tudo, para jogar tudo fora.

 

— Está apaixonado por ela? — minha vó perguntou de repente. Eu não queria saber da resposta. Sabia que sim, mas ao mesmo tempo era algo contra o qual sempre lutei. E agora eu não entendia como fui fazer tanta besteira junta.

— Eu gosto dela.

— Gosta ou ama?

Minha garganta estava travada.

— Gosto — não admiti que era mais do que isso.

— O que pretende fazer?

— Tenho que sentar com ela e conversar.

— Vocês ainda estão juntos?

— Não.

— Que surpresa! É que você está parecendo triste. Aconteceu mais alguma coisa?

E então eu desabafei. Contei tudo que tinha acontecido, desde a festa de casamento no sábado até aquela noite. Ela ficou quieta, escutando. Por fim, continuei deitado, um pouco mais aliviado por ter extravasado a minha culpa.

— Você estava se protegendo. Não sabe ao certo como essa menina é.

— Não, eu peguei pesado demais. E sei que ela não merecia — fechei os olhos, com um aperto horrível no peito.

A imagem de Luciana lá no quarto, arrasada, seus olhos desolados e chocados, não saía da minha mente. A culpa era tanta que meu peito doía.

— Ainda acho que engravidou de propósito — minha avó desceu a mão do meu cabelo até meu rosto — Mas não fique assim. Agora não adianta chorar sobre o leite derramado.

Era verdade. Eu não podia voltar atrás em tudo que tinha feito e isso era o pior, o remorso me corroendo, saber que a tinha magoado de propósito. Sentei na cama, suspirando, minha mente trabalhando o tempo todo, buscando uma maneira de diminuir os danos.

 


Notas Finais


Shawn seus pesadelos ainda nem começaram kkkkk to muito má hoje kkk
Sobre o grupo no whats, deixem os números aqui nos comentários ou me chamem no privado kkk
To mega animada pra fazer esse grupo bombar kkk


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