História A Redenção - Capítulo 32


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Categorias Lily Collins, Shawn Mendes
Personagens Lily Collins, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Drama, Lily Collins, Romance, Shawn Mendes
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Palavras 2.386
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Volteeeeeeeeeiiiiiiiiii kkkk

Capítulo 32 - Tomando as dores do neto


Shawn

Eu fiquei mal de quarta até sexta-feira. Pela primeira vez na minha vida sentia que não tinha chão. Saí do trabalho e não tinha vontade de fazer nada. Nem sair, conversar ou me divertir. Ir para casa também não era opção, tudo me lembrava Luciana. Parecia até que ainda sentia o cheiro dela em cada canto. Assim, saí do trabalho e fui para o único lugar que era uma referência para mim, a casa onde fui criado, com minha avó.

Liguei avisando e ela me esperou para jantar. Quando cheguei, com a gravata do terno solta, desanimado e cabisbaixo, ela me fitou horrorizada.

— O que é isso? Que aparência é essa?

— Estou cansado — aproximei-me de onde estava, de pé entre as portas abertas dos fundos, observando o jardim. Beijei o alto de sua cabeça.

Minha avó segurou meu rosto entre as mãos e passeou os olhos por meu rosto. Por fim, disse com raiva.

— Diga que é mentira!

— O que, vó?

— Olhe para si mesmo! Você está... Está igual antigamente! Meu Deus, eu fiz de tudo para que isso não acontecesse! Não posso acreditar.

Suspirei. Terminei de me desfazer da gravata e segui até as cadeiras no jardim, olhando para a bela noite. Ela veio ao meu lado, ainda muito irritada e inconformada.

— Eu sabia que essa garota traria problemas. Desde o início ficou obcecado por ela!

— Vó...

— Ela é como Fiorella, igualzinha! Mas que sina a minha! Duas vezes sofrendo por mulher... Assim é demais!

— Luciana não é como Fiorella. E não quero falar sobre isso. Vim aqui passar uma noite em paz.

— Olhe para você — virou meu rosto para si, balançando a cabeça agoniada — Está triste!

— Vó, é impossível ser feliz o tempo todo. Ninguém consegue.

— Você conseguia!

— Não, eu nunca soube o que era felicidade, até encontrar Lucy — falei baixo — Nunca vivi de verdade. Fui o reizinho, lembra? Olhava tudo do alto.

— Você é um rei, meu querido! Não é como esses seres sem mente, manipulados, que só obedecem. E essa mulher armou para te desestabilizar. Ela deu o golpe perfeito, vai fazer jogo duro por que quer mais. Tem o trunfo da gravidez, agora vai te tentar até conseguir o maior: um pedido de casamento.

— A senhora não sabe o que está dizendo. Não conhece ela. Acho que se pudesse ela me mataria.

— Mataria nada! Isso é teatro, para causar culpa, fazer você se sentir mal até comer na mão dela — estava furiosa.

Eu a entendia. Temia que eu tentasse fazer a mesma besteira de antigamente, daí seu desespero. Mas eu estava cansado daquelas comparações, de toda hora ouvir a mesma história, como um disco quebrado. Eu não era o homem de antigamente e nem Luciana era Fiorella. Queria ter minha própria história.

— Vó, podemos mudar de assunto? Hoje quero ficar em paz e me distrair, só isso.

— E por que não saiu com alguns amigos ou algumas mulheres? Precisa disso, se desligar de tudo e curtir sua vida.

— Tudo bem. Mas realmente só quero ficar em paz aqui, jantar, falar de outras coisas. Podemos fazer isso?

— Claro, reizinho — veio mais para perto de mim, pequena e magrinha, abraçando-me. Fechei os olhos por um momento, carente de afeto — Vamos passar uma noite agradável.

Jantamos juntos e conversamos banalidades. Eu não consegui esquecer Luciana por um minuto sequer, sua raiva, o momento em que jogou as flores na rua. Mas tentei. O tempo todo minha avó me observava, como se soubesse que eu não estava ali por inteiro. E por fim, desisti. Achei melhor ir embora.

Mas enquanto eu me despedia dela e depois saía para pegar meu carro, minha vó ficou imóvel na sala, sabendo que tinha chegado a hora de intervir. Com algumas informações que eu tinha dado, pediu que uma pessoa de confiança descobrisse onde exatamente Lucy trabalhava e morava. Guardava as informações para si, para quando fosse necessário agir.

E foi o que decidiu fazer no dia seguinte.

Luciana

A primeira coisa que vi ao chegar perto foi um belíssimo e importado sedã negro, onde um motorista uniformizado se mantinha ao lado da janela da parte de trás. Ele me encarou e na hora pensei que aquilo era coisa do Shawn. Abriu a porta de trás e esperei que ele saísse lá de dentro, já preparada para ignorá-lo e entrar em casa. Mas o motorista deixou a porta aberta e disse para mim.

— Senhorita Luciana?

— Quem quer saber? — indaguei desconfiada, parando a alguns passos.

— A senhora Mendes gostaria de falar com a senhorita, se não se importa — disse o homem de meia-idade, pomposo.

O sobrenome Mendes me fez pensar na avó de Shawn. Eu não queria nada com ele nem com a família dele. Mas então uma senhora idosa inclinou a cabeça para fora e me fitou. Tinha olhos negros e, apesar da idade, não eram nublados ou foscos. Eram diretos e penetrantes, como os do neto.

— Podemos conversar — indagou em um tom sério, sem nem ao menos piscar.

Quis dizer que não. Mas então me dei conta que a senhora não tinha culpa pelos erros do neto. Mesmo contra a vontade, me aproximei do carro. Ela chegou para o lado, dizendo.

— Sente-se aqui.

Depois que entrei e sentei, o motorista bateu a porta e ficou do lado de fora. Parecíamos isoladas do mundo ali, naquele ambiente fechado e luxuoso, com o ar condicionado ligado. Nos encaramos em silêncio. Era elegante, apesar de idosa e pequena. Usava uma blusa se seda perolada, cordão e brincos de ouro, saia azul marinho reta. E estava maquiada, com blush e batom rosado. Mas enquanto sua aparência era de uma pessoa frágil, seu olhar era duro, analítico. Senti-me estranhamente observada.

— Você é realmente muito bonita. Mais do que imaginei.

Não agradeci, pois algo no tom dela parecia depreciativo, como se minha beleza a incomodasse. Aguardei, calada.

— Estou sabendo de tudo, meu neto me contou. Vim aqui negociar com você.

— Negociar? — eu franzi o cenho, encarando-a.

— No início pensei que o filho que você espera poderia não ser de Shawn. Mas então percebi que não seria tão burra, ainda mais hoje em dia, com tantos exames para provar. É claro que faremos o exame de DNA, mas acredito que vai dar positivo.

Senti o sangue subir. Mas antes que pudesse me manifestar, continuou:

— Sou uma mulher vivida, Luciana. Encontrei alguém assim como você pelo caminho uma vez.

— Assim, como?

— Esperta, sagaz, paciente. Aposto que foi tudo de caso pensado, não? Bem, isso não importa mais. Meu neto não casará com você, mesmo estando grávida. Mas não penso em deixar meu bisneto na lama. Pagaremos uma boa pensão, ele terá de tudo. Diga o seu preço. O quanto quer para desistir de Shawn e o deixar em paz?

Eu tremia, quando ela terminou de falar. Olhei para ela, aquele carro luxuoso, lembrei do Porsche e do apartamento de Shawn. Tudo banhado a muito dinheiro e da melhor qualidade. Então pensei na casa pobre em que cresci e na casa que eu vivia agora, quase vazia. Apesar da raiva que me consumiu naquele momento.

— A senhora pode pensar o que quiser. Mas deixe-me dizer uma coisa e aproveita e conta para seu neto também: nem eu nem o meu filho estamos à venda. Nada, nenhum bem ou dinheiro, me fará aceitar aquele maldito de novo na minha vida. Então, não precisa se preocupar. Feche a sua carteira, pegue o seu carro com motorista e volte para o lugar de onde veio. Por que mesmo sendo pobre e morando em uma vila de casas, eu tenho muito mais a oferecer ao meu filho do que vocês.

— Belo discurso. Eu sabia que o faria. Mas vamos aos fatos, chega de tanta enrolação: O que você quer, menina?

— Quero a senhora e seu neto longe. Para sempre. Estamos entendidas ou gostaria de falar mais alguma coisa?

— Você é muito impertinente! — olhou-me de cima a baixo com superioridade.

— Ah, sou? Eu estou vindo para casa, em paz, quando sou abordada por uma senhora desconhecida e arrogante, prepotente, que me faz uma proposta ultrajante, como se eu fosse uma prostituta, e eu é que sou impertinente? — pus a mão na maçaneta da porta — Acho que já terminamos a nossa conversa.

— Eu ainda não acabei — vendo que eu ia abrir a porta, agarrou meu braço, sendo bem mais forte do que aparentava. Seus olhos negros ardiam, sem nenhuma preocupação em disfarçar sua raiva — Por que não para de teatro? Vamos, diga, Fiorella, quanto você quer para deixar meu neto em paz? Casas? Fortuna? O quê?

— Eu não me chamo Fiorella. Meu nome é Luciana — corrigi secamente — E já disse, se é para fazer um pedido, fique a senhora e seu neto longe de mim e do meu filho. Garanto que nunca mais me verão pela frente.

Abri a porta e, de imediato o motorista veio segurá-la.

— Se for provado que essa criança é um Mendes, eu vou tirá-lo de você. Mostrarei a boa puta que você é e a criança será criada por pessoas dignas. Não verá nem a cor do meu dinheiro nem do meu reizinho.

Virei para ela antes de sair, tremendo de raiva, mas tentando me controlar.

— Seu reizinho? — ri, sem vontade — Agora entendo por que Shawn é tão arrogante e usa as pessoas, achando que o mundo é dele. Aprendeu com a senhora. Lamento por ele, que perdeu os pais cedo e caiu em suas mãos. E nunca fui puta na minha vida nem vou ser, por isso esqueça de me comprar. Meu filho vai ser criado por mim, pois morro, mas nunca vou deixar que seja como vocês!

Saí do carro.

— Você vai se arrepender, Luciana — falou baixo, ameaçadoramente — Eu me arrependo de muita coisa. De ter conhecido o seu reizinho. E de ter entrado nesse carro, sabendo bem de quem é avó. Nem a idade ensinou a senhora certas coisas. Mas espero que ensine a Shawn.

E me afastei pela calçada, sem olhar para trás. Escutei quando o carro se afastou. Praticamente corri para minha casa e me senti segura só quando cheguei lá dentro e tranquei a casa. Abracei minha barriga e comecei a chorar, de raiva e humilhação, assim como de medo. Eles podiam ser ricos e poderosos, mas nunca tirariam meu filho de mim. Nunca! Que mulher horrível! Como eu poderia esperar algum sentimento humano de Shawn tendo sido criado por aquele monstro? Uma mulher que achava que tudo girava em torno de seu dinheiro e que não tinha escrúpulos em tentar comprar as pessoas, como se não passassem de objetos ou seres inferiores.

Eu estava desesperada, soluçando, furiosa. Minha vontade era a de procurar Shawn, soca-lo, xingá-lo, saber se tinha sido ele que a mandara ali, terminar de fazer seu trabalho sujo. Mas eu nunca o procuraria. Eu tinha ódio dele! E ódio daquela sua avó também, dois arrogantes e prepotentes, metidos a superiores e melhores do que os outros.

Em meio à minha crise de choro, o celular começou a tocar. Pensei em não atender, mas ao mesmo tempo quis falar desesperadamente com alguém, desabafar para não fazer mal ao bebê. Abri a bolsa e peguei o aparelho, nem olhando quem era.

— Alô — minha voz saiu embargada, desestruturada. Respirei fundo, tentando me controlar.

— Luciana? — a voz máscula de Henrique penetrou minha mente — O que aconteceu?

Como ele podia me conhecer tanto, em tão pouco tempo? Ouvir sua voz foi tudo o que eu precisava para desabar de vez. Voltei a chorar, sem conseguir falar.

— Luciana? — havia certo pânico em sua voz — Está passando mal? É algo com o bebê?

— Eu não aguento mais.

— Não aguenta o quê? Diz para mim que não está fazendo uma besteira? Já saí de casa e estou indo aí. Me dê o seu endereço.

— Não, não estou fazendo besteira — funguei, recobrando um pouco do autocontrole, sabendo que se preocupava de verdade. Fechei os olhos — Aquela mulher veio aqui e falou um monte de coisa. Ela é horrível, Rique!

— Que mulher?

— A avó do Shawn.

— Ela foi até aí?

— Sim.

— E o que disse?

— Perguntou quanto eu queria para deixar Shawn em paz. Me chamou de interesseira e puta. Ai, eu me senti um lixo! O tempo todo me olhando como se eu fosse um nada, uma qualquer! Deixar o seu reizinho em paz! Como se o que eu mais quisesse não fosse exatamente isso, nunca mais olhar para ele!

— Calma, não fique assim nervosa, não vai fazer bem para você. Agora me diz onde você mora. Já estou a caminho.

— Não, não precisa. Eu já estou melhor. E daqui a pouco vou sair, tenho um teste fotográfico para fazer às três e meia da tarde. Ia ser de manhã, mas trocaram o horário.

— É aquele do Leon, que me contou na festa?

— Sim.

— Mais um motivo para eu ir aí. Vamos almoçar juntos e depois levo você para o teste.

— Não, Henrique.

— Rique, lembra? — sua voz era sedutora — Você é minha amiga. Eu acabei sorrindo, enxugando os olhos com a ponta da camisa.

— Sim, eu lembro. Mas olha, está tudo bem. E eu... Eu não quero que pense que estou incentivando você. Olha, estou grávida, minha vida está de pernas para o ar.

— Luciana, já falamos sobre isso. Sem pressão. Somos amigos. E já estou a caminho. Agora me dê o endereço.

Mordi os lábios, na dúvida. Gostava mesmo dele. E não queria envolvê-lo na loucura que estava a minha vida.

— Se não der o endereço, vou percorrer cada casa desse bairro, mesmo não conhecendo nada por aí. E então? Era difícil resistir.

Ainda mais quando me sentia tão sozinha e fragilizada. Não queria me aproveitar dele nem que se sentisse enganado depois, quando percebesse que eu realmente não queria mais saber de homem nenhum.

— Estou chegando — brincou.

— Mas não sabe onde é.

— Isso não me impediria. Sou muito mais persistente do que imagina.

— Estou vendo.

— Endereço?

— Ah, tá. Você venceu — e falei onde morava.

— Daqui a pouco chego aí. E não coma nada. Vamos almoçar juntos.

— Está bem. Obrigada. Não sei como agradecer.

— Me chame de Rique.

— Rique.

— Gostei. Até mais, meu bem.

— Até — desliguei bem mais aliviada e tranquila.

Henrique tinha tido o poder de me ajudar. E agradeci intimamente por isso. Depois de uma porrada atrás de outra, eu precisava desesperadamente de um porto seguro, de um amigo. Como Virgínia. Como Rique.


Notas Finais


Avó do Shawn se metendo onde não é chamada kkk como sempre, né!


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