História A Redenção - Capítulo 33


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Categorias Lily Collins, Shawn Mendes
Personagens Lily Collins, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Drama, Lily Collins, Romance, Shawn Mendes
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Palavras 2.138
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Volteeeeeiiiiiiiiiiiiiiii

Capítulo 33 - Você não manda em mim


Shawn

— Você fez o que, vó? — indaguei, alterado, parando de andar na sala do meu apartamento.

— Eu vim da casa daquela sonsa agora. Fui ter uma conversa definitiva com ela. Que garota insolente! Mas quero que saiba uma coisa, já acionei os advogados da família. Vamos pedir o teste de DNA assim que o bebê nascer. Enquanto isso, mandarei um investigador guardar tudo que puder para usarmos contra ela daqui a oito meses. Com nosso poder e as besteiras que com certeza vai fazer, teremos a posse do seu filho.

— Mas do que diabo está falando? Como foi falar com Luciana sem me dizer nada? O que foi que...

— Fui saber o quanto queria para deixar você em paz. Estava disposta a dar tudo! Não suportei ver como estava abatido, sabendo que está jogando com você e...

— Não era para você se meter! — perdi a paciência, segurando o telefone com força — Desde o início está se metendo nesse história, me falando coisas que só me fizeram cometer mais burradas, repetindo e repetindo a história que tive com Fiorella. Falei para parar com isso! E agora vai atrás dela oferecer dinheiro? Agora é que Luciana vai me odiar ainda mais e nem me deixar chegar perto dela!

— Mas é um jogo dessa mulher! — sua voz sempre tão modulada estava também alterada ao telefone — E você não tem que se rastejar para essa... essa dissimulada! É o que estou dizendo. Com o detetive e os advogados, quando o bebê nascer...

— Não quero detetives nem advogado, vó! Isso é assunto meu! Não se meta mais nisso! — estava possesso.

— Não acredito que está falando assim comigo.

— A senhora não tinha que ter se metido!

— Mas você é meu neto! Estou fazendo o mesmo que fiz com você quando Fiorella te deixou!

— É, e adiantou grande coisa!

— Ao menos eu tentei. E tudo que fiz, foi para salvar você. E agora estou tentando pela segunda vez. Está vivendo em função dessa mulher, será que não percebeu isso?

— Estou vivendo em função de uma burrada que fiz. Luciana não tem culpa de nada. Entendo seus motivos, vó. Mas estou dizendo e repetindo: eu resolvo isso. Não quero que se meta.

— Se é assim. Depois não diga que não avisei.

Desligou. Suspirei, guardando o celular no bolso e correndo os dedos entre os cabelos. Sabia que estava magoada comigo, mas precisava de uma trava. Aquela história era minha. Eu meti os pés pelas mãos, eu que tinha que resolver. E aquela agora.

Luciana devia estar furiosa. Ou arrasada. Não bastasse tudo que fiz, minha avó ia lá completar o serviço. Sabendo que não conseguiria ficar ali, peguei minha carteira, as chaves do carro e saí. Já era pouco mais de meio-dia quando virei em frente a rua que Lucy morava, ansioso para vê-la. Falar com ela, tentar explicar o que parecia não ter explicação, mas ao menos mostrar que não estava de acordo com o que minha vó fez.

No entanto, vi a Ranger de Henrique estacionada mais à frente e ele com Luciana na calçada, segurando a porta para ela, espalmando as mãos em suas costas para ajudá-la a subir. Na hora eu fui invadido por uma onda de raiva e ciúme violento. Mas o que me desequilibrou de vez foi ver o modo como sorriu para ele antes de entrar no carro. Do mesmo modo com que costumava sorrir para mim quando ainda éramos amantes.

Henrique bateu a porta, deu a volta e se acomodou do seu lado. Seu carro se pôs em movimento no exato momento em que o meu se aproximava. Enraivecido, fora de mim, eu acelerei e o segui de perto, o motor do Porsche roncando. Quase encostei em seu para choque traseiro. Vi seu olhar sério e irritado pelo espelho retrovisor, com certeza reconhecendo meu carro. Não parou. Acelerou mais e eu também. Minha vontade era dar uma porrada nele. Se Maiana não estivesse lá dentro, era o que eu faria.

Um véu vermelho parecia ter descido sobre meus olhos e eu tremia de raiva, de vontade de fazer o carro dele rodar, ir lá, pegar Luciana e jogá-la dentro do meu carro. E sumir com ela. Desgraçado! Traidor! Estava se aproveitando de nossa briga para se aproximar, dar o bote como sempre quis. Nem o fato dela estar grávida de mim o impediu. Aquele amigo da onça filho da puta! O ódio me consumia e cegava. O ciúme me deixava doente. Cortei a ranger e emparelhei ao lado dele, descendo o vidro, fitando-o muito puto.

— Está maluco, porra?

— Pare o carro! — ordenei.

— Sai daqui, Shawn! Vai provocar um acidente! Está na mão contrária!

— Foda-se! Pare o carro!

Um outro automóvel, vindo na minha direção, buzinou fortemente. Por um milésimo de segundo, quase permaneci ali, pouco me importando se bateria de frente no outro. Talvez fosse até um alívio. Mas no último segundo eu reduzi a velocidade e joguei para trás da Ranger e o outro carro passou com o motorista gritando e xingando. Cego, acelerei de novo e emparelhei.

— Maluco filho da puta! — Rosnou Henrique, vendo que eu não desistiria.

Havia um estacionamento de um restaurante na calçada à sua esquerda e ele parou o carro ali. Na mesma hora pulei do meu, que larguei de qualquer jeito atrás do dele. Henrique saiu furioso. Luciana também desceu do seu lado, pálida, fitando-me com raiva. Mas eu mal a vi.

Estava além de qualquer raciocínio lógico. Investi contra meu amigo há mais de vinte anos e dei um soco tão violento no seu rosto, que ele caiu sobre o capô do carro.

— Não! Pare! — gritou Luciana, correndo para nós.

Na mesma hora Henrique voltou como um touro enraivecido e me pegou desprevenido, distraído por Lucy. Acertou um direto no queixo e boca, partindo o lábio e jorrando sangue. Vociferei e avancei. Íamos nos engalfinhar como dois moleques de briga, mas ela se meteu perigosamente no meio.

— Parem com isso! Shawn!

Eu parei, o punho já preparado para o próximo soco. Atrás dela, Henrique estava do mesmo jeito, respirando irregularmente, pronto para a briga. O clima era pesado e violento. Seu rosto inchava do lado esquerdo e o sangue pingava da minha boca, que esfreguei com as costas das mãos.

— Você está maluco? — gritou para mim, fora de si, pálida e com tanta raiva que parecia chagar em mim jorrando — Suma da minha vida! Desapareça! Eu odeio você! Odeio!

— Você não tinha que estar com ele! — acusei, apontando para meu ex-amigo.

— Eu fico e saio com quem eu quiser!

— Está esperando um filho meu!

— Dane-se! Você não manda em mim!

Henrique segurou o ombro dela, como que para acalmá-la, e isso bastou para que eu perdesse a cabeça de vez. Me aproximei e dei uma porrada no braço dele.

— Tire as mãos dela!

— Ahhhhhhhhhhh... — Lucy gritou e empurrou meu peito para trás com as duas mãos, começando a me socar, furiosa — Desgraçado! Nojento! Eu te odeio! Me deixa em paz! Sai daqui!

— Não vou sair! — deixei que me batesse, acertando meu peito, meu ombro, minha boca machucada, de onde jorrou mais sangue. Ela estava fora de si, mas ao menos me tocava, reagia — Não posso te deixar, Luciana. Você é minha!

— Não sou! Odeio você! Saia!

— Não vou — socou meu queixo e doeu. Eu a olhava fixamente, meus braços ao lado do corpo, deixando que me golpeasse com toda sua raiva — Eu te amo.

— Mentiroso! Falso! — berrou fora de si e avançou mais.

Henrique a agarrou pela cintura por trás, puxando-a, tentando acalmá-la. Eu já partia para afastá-la dele.

— Luciana, se acalme. Pense no bebê. Isso a fez se conter e eu também.

Parei, me dando conta de como perdi a cabeça e esqueci por um momento que estava grávida. Ela respirou pesadamente, encostada nele. Encontrei os olhos furiosos de Henrique, mas que nem chegavam perto da minha raiva por estar com Luciana nos braços.

— Solte-a.

— Ele não vai me soltar — Luciana ergueu o queixo, seu desprezo doendo mais do que sua raiva. Respirava irregularmente e nos encaramos. Senti o sangue pingar na camisa — Por que não tenho nada com você e saio com quem eu quiser.

— Está transando com ele? — perguntei entredentes.

— Isso é problema meu.

— Você se entregou a mim depois de se guardar por anos. Disse que me amava. E agora, mesmo grávida de mim, está trepando com ele?

O ódio me consumia, me fazia sentir dor por dentro.

— Faço o que quiser da minha vida. Agora saia daqui. E nunca mais apareça!

Olhei-a fixamente. Vi como se encostava nele, como a segurava protetoramente contra si. Lembrei de seu olhar e seu sorriso para Henrique ao entrarem no carro, vindos da casa dela. Talvez depois de transarem.

A dor que me engolfou foi violenta. Preferia desmaiar de tanto apanhar do que sentir aquilo, o desespero latente, a sensação horrível de perda, o ciúme aterrador. Fiquei um momento imóvel, sem poder crer que Luciana não era mais minha. Que talvez eu a tenha entregado de bandeja a outro homem. E então o ódio veio maior que tudo, mascarando a dor e a decepção, escondendo o ciúme. Protegendo-me de um sofrimento que estava além de minha resistência. Reagi como eu sabia, com meu orgulho.

— Eu vim me desculpar pelas coisas que minha avó disse, mas agora vejo que ela tinha razão. Você não é como eu pensei, Luciana.

— Que bom. Por que você também não — disse fria.

— Aproveite. Não venho mais atrapalhar o casal. Mas não estou desistindo do meu filho — avisei, também com frieza.

Ela não disse mais nada. Dei um último olhar a eles e voltei ao meu carro. Saí dirigindo como um louco.

Limpei o sangue dos lábios com um lenço. Apenas uma parte de mim funcionava, enquanto me afastava sem nem saber para onde seguia. A decepção por saber que Luciana se jogara nos braços de Henrique tão rápido era pior que tudo. Mesmo magoada e sem querer me ver pela frente, se tivesse me amado de verdade, se fosse como eu pensei, teria se guardado, pelo menos mais um tempo.

Eu era mesmo um idiota. Duas semanas me sentindo culpado, lamentando, não vivendo, apenas sobrevivendo sem ela, para quê? Para ela se jogar, grávida de mim, na cama de outro? Eu, que nunca consegui viver sem sexo, estava todo aquele tempo sem olhar para mulher nenhuma.

Sim, eu tinha errado. Tinha sido um traidor, um safado, um animal. Mas estava arrependido.

E ela me amava tanto que já estava com outro homem. Com meu amigo. Meu ex amigo.

— Chega! — disse a mim mesmo, cansado daquele sofrimento, cansado de tentar mudar quem eu tinha sido a vida inteira.

Era um cafajeste? Que fosse, então. Era assim que eu ia viver. Segui para o Clube Catana, que no sábado abria desde cedo. Deixei o carro no estacionamento e entrei sem me importar com o lábio machucado ou o sangue na frente da camisa. Estava com poucos frequentadores.

Fui direto ao bar e pedi uísque com gelo. Tomei a dose de uma vez, pus a pedra de gelo em um guardanapo e encostei na boca. Doeu, mas aguentei e pedi outra dose. O barman me conhecia, mas vendo meu estado não disse nada. Tomei quatro doses seguidas, até me sentir anestesiado, um pouco menos estressado. Larguei tudo no bar, paguei e me levantei.

Em um dos sofás tinha três escravas da casa, conversando, prontas a espera de clientes. Sorriram ao me ver.

— Quer se sentar com a gente, querido?

— Claro.

Abriram espaço e me sentei entre duas delas. A do meu lado direito passou a mão por meu queixo.

— Temos um brigão aqui? O outro ficou pior?

Pensei em Henrique, com Luciana nos braços. Recostei a cabeça no encosto do sofá e fechei os olhos. Não, o outro não tinha ficado pior.

Um tristeza horrível se espalhou dentro de mim. Senti a raiva ceder, mas o que ficou era pior. Era um desânimo, uma sensação de desistência, de finalidade. Uma delas passou me acariciar sobre a calça. A outra abriu dois botões da camisa, enfiando a mão em meu peito. Não senti nada. Desejo, raiva, ódio, nada. Só aquele vazio. Como se eu não fosse mais eu, não soubesse mais que rumo tomar, parado em frente a um caminho bifurcado, sem saber para onde seguir.

Abri os olhos. Não tive ereção. Nem um pingo de vontade de continuar com aquilo. Afastei a mão dela do meu pau. A outra do meu peito.

— Desculpe. Preciso ir embora.

— Fique, querido. Cuidaremos direitinho de você.

Apenas balancei a cabeça. Saí de lá e entrei em meu carro. Ainda era cedo e percebi que nem havia comido nada ainda naquele dia. Meu estômago queimava com as doses de uísque. Meus olhos ardiam e eu não conseguia controlar.

Dirigi, mal, só querendo voltar para casa. Para o vazio que Luciana deixara lá.


Notas Finais


Barraco kkkk adoro barraco


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