História A Redenção - Capítulo 36


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Categorias Lily Collins, Shawn Mendes
Personagens Lily Collins, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Drama, Lily Collins, Romance, Shawn Mendes
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Palavras 1.791
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


To de voltaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Capítulo 36 - Meses depois


                                                                                                           4 MESES DEPOIS

 

Luciana

Eu tinha acabado de tomar banho e ido ao quarto, colocar uma calcinha, quando senti o chute. Parei e encostei na parede, olhos arregalados, uma das mãos sobre os seios cheios, a outra imóvel sobre a minha barriga. E então veio de novo. O segundo chute do meu filho. Ri sozinha, os olhos se enchendo de lágrimas. Desde que tinha completado cinco meses de gravidez, eu sentia como se o bebê fizesse cosquinhas por dentro, como asinhas de borboletas batendo. Às vezes era mais intenso. E agora foi o primeiro movimento realmente brusco e real.

— Oi, filho... Tá ouvindo a mamãe? Dá um chute para dizer que sim, dá...

E quando senti um movimento brusco do lado direito, comecei a rir como uma boba. Continuei lá, só aproveitando, até que se cansou e ficou quietinho. Só então, ainda toda feliz, fui colocar meu vestido comprido e me preparar. Era dia de fazer a ultrassonografia e eu estava ansiosa, pois nas anteriores não houve jeito de ver o sexo do bebê. Ele estava forte, saudável, mas não abria as perninhas por nada. Eu tinha esperanças que agora conseguisse saber.

Já pronta, me dirigi à sala do apartamento de dois quartos no Recreio dos Bandeirantes, pegando a minha bolsa. Meu celular começou a tocar e o atendi, sentando no sofá cor de café.

— E aí, já saiu? — era Virgínia.

— Não, amiga, estou esperando o Rique.

— Ah, eu queria tanto ir! Mas o salão está um inferno hoje, temos duas noivas para atender.

— Não se preocupe, ele vai comigo. E se tiver novidades, te ligo avisando — eu sorri, animada.

— Aposto que é menina e vou ganhar a aposta que fiz com o Rodrigo. Tá bom, Nana, depois a gente se fala. Mas não esquece de me ligar mesmo!

— Pode deixar. Beijos.

— Beijos.

Desliguei e me recostei, esperando Rique chegar.

Acariciei a barriga, pensando que poderia mexer só mais um pouquinho para meu deleite, mas acho que ele tirava um cochilo. Meus olhos passaram em volta e me dei conta de como as coisas tinham mudado em quatro meses. Agora eu não morava mais naquele bairro em uma casinha vazia. Eu tinha conseguido comprar aquele apartamento no centro. Eu estava feliz.

Tudo graças à campanha publicitária dos cosméticos Bella. Desde que foi lançada, foi um sucesso absoluto. Meu rosto se estampou em todas as revistas, em propagandas na internet, outdoors espalhados pela cidade, comerciais de tevê. Fui convidada a fazer outras campanhas, depois que descobriram que eu estava grávida. Na semana seguinte ia tirar umas fotos para uma revista de gestantes e bebês.

Não acreditei em como o dinheiro entrou rápido. Pude guardar uma boa parte, comprar o apartamento, mobiliar, montar aos poucos o quartinho do meu filho. E continuava entrando, pois eu tinha me tornado exclusiva daquela linha de cosméticos. Devia muito a Leon Aguiar, que virou um amigo. Era tratada com todo cuidado, minhas necessidades prontamente atendidas. E fechou comigo um contrato por mais dois anos, o que me garantia conforto, estabilidade e mais dinheiro guardado, além de novas oportunidades.

Conheci a esposa dele e também gostei muito dela. Eu e Rique já tínhamos saído com eles mais de uma vez para jantar. Naquela noite mesmo haveria uma festinha na casa deles para comemorar o aniversário de Leon e nós iríamos.

Tudo seguia bem. Ou quase tudo. Eu nunca mais tinha visto o Shawn. Como havia prometido aquele dia no shopping, não me procurou mais. É claro que ele sabia da minha vida, havia fotos minhas nas revistas dele. E Virgínia me dissera que uma vez a procurara em sua casa só para saber se estava tudo bem comigo e o bebê, há uns três meses atrás.

Ela o tratou friamente, mas contou que ficou com pena, pois parecia abatido e realmente preocupado. E falou que estava tudo bem, inclusive que os exames todos deram certinho, não havia com que se preocupar. Cerca de um mês e meio atrás, ele ligara para ela em busca de novas informações e recebeu a mesma resposta: tudo ok. Perguntara também se já sabia o sexo do bebê, no que ela disse não.

Depois disso, há um mês atrás, eu e Henrique conversamos sobre Shawn. Estávamos jantando juntos e ele disse que o tinha encontrado. E que tinha ficado um pouco preocupado, pois o achou muito diferente.

Tentei esquecê-lo e pensei em Henrique. Ele tinha sido a melhor coisa que aconteceu em minha vida depois da gravidez. Um amigo para toda hora, um companheiro maravilhoso, uma pessoa presente, para quem podia correr, com quem contava sem limites. Muitas vezes temia estar usando-o, sendo egoísta. Sentia que gostava verdadeiramente de mim, embora nunca tenho me feito alguma proposta ou dado em cima. Mas às vezes me olhava de um jeito!

Acariciava meu cabelo ou simplesmente segurava a minha mão ou a passava em minha barriga, com tantos sentimentos profundos e guardados que me deixava sem ar. Vez ou outra o pegava me admirando ou fitando minha boca como se só pensasse em me beijar. Eu disfarçava e fingia não notar.

A campainha tocou e me tirou dos meus devaneios. Levantei com um pouco de dificuldade e peguei minha bolsa. Era sábado de manhã e eu sempre marcava as consultas e os exames para aquele dia porque ainda estava trabalhando no escritório de advocacia e fazendo faculdade. Ficava cada vez mais difícil manter o ritmo, mas no mês seguinte eu trancaria a faculdade e faltaria só um período para terminar. E Já tinha conversado com José Paulo Camargo e pedido minha demissão. Estava preparando outra moça para ficar em meu lugar.

 Precisaria de tempo logo após a gravidez e agora tinha a campanha. Se no futuro mão desse certo, eu teria um dinheiro guardado e procuraria outro trabalho com calma.

— Oi — Rique sorriu, quando abri a porta — Preparada para saber o sexo do bebê? Aposto que é um menino.

— Será? Quer entrar um pouco?

— Não, senão vamos nos atrasar.

Saímos juntos conversando. Sempre tínhamos assuntos para falar e dificilmente discordávamos de alguma coisa. Em geral nossas conversas eram longas e agradáveis. Era um homem inteligente, fácil de conviver.

Entrou comigo na hora do exame e segurou a minha mão enquanto o médico espalhava gel em minha barriga e começava o ultrassom. Ficamos os dois olhando para a tela. Era a primeira vez que vinha comigo, das outras Virgínia me acompanhou.

— Está um bebê grande para a idade gestacional — disse o médico.

— É verdade, minha médica disse isso — concordei.

— Talvez tenha que fazer uma cesariana, se continuar crescendo assim. Mas está saudável, forte. Estão ouvindo o coração?

— Sim — eu e Henrique dissemos juntos e sorrimos como bobos.

Apertei mais a mão dele.

— Dá pra ver o sexo?

— Dá, sim.

— E é o quê?

— Vocês tem preferência?

— Não — balancei a cabeça.

— É uma menina.

Meus olhos se encheram de lágrimas. Uma menina! Uma garotinha para ser minha companheira e estar comigo, para crescer e ser feliz. Fiquei emocionada e sorri para Henrique.

— Perdi a aposta.

— Geralmente é assim — disse o médico, simpático — A mãe quer uma menina e o pai um menino.

Não falamos que ele não era o pai. Mas na hora pensei em Shawn. O que ele ia preferir? Afastei o pensamento, com força de vontade. Aquilo não me interessava.

— Agora vou pensar em um nome bem bonito — murmurei.

Ao sairmos do consultório, fiz questão de parar e comprar algumas roupinhas e enfeites rosas. Rique comprou dois vestidinhos lindos e fomos almoçar juntos. Depois me deixou em casa, prometendo que me buscaria à noite para a festa de Leon em sua mansão ali perto, em TriBeCa.

Liguei para Virgínia e comemoramos juntas, enquanto ela dizia um monte de nome. Estava almoçando e tinha mais tempo de falar.

— Vai avisar a sua mãe, Nana?

— Não.

Desde que saí de casa, eu não via nem minha mãe nem Catherine. O que sabia era através de Virgínia. Mas quando comecei a aparecer nas revistas e propagandas, minha mãe ligou para mim cheia de conversa fora, elogiando meu sucesso, querendo me ver, dizendo estar cheia de saudade. Mas eu sabia que era só interesse. E não estava preparada para me magoar mais com aquilo.

Não conseguia entender como alguém podia ser assim, o que levava uma mãe a ser tão relapsa com as filhas, tão ligadas em bens materiais. Ela tinha passado muitas dificuldades na vida, até fome. Mas não era motivo para ser tão fria. Só me cabia crer que era seu jeito mesmo, seu caráter. Simplesmente não sabia ser diferente. Falou que minha irmã estava namorando um milionário e tinha ficado noiva. E que ele as tiraria daquele barraco, pois já as enchia de presentes, até mesmo um carro para minha irmã. Mas isso eu já sabia, Virgínia me contara que ela estava toda metida com seu carro novo e que minha mãe não cabia em si de orgulho.

O noivo era um senhor de 71 anos milionário ou bilionário. Mas eu não queria saber delas, só seguir minha vida em frente. E foi o que fiz. Depois que desliguei o telefone, acariciei minha barriga.

— Vou ser a melhor mãe do mundo, filha. Muito diferente do que minha mãe foi para mim. E era verdade. Minha filha seria criada com amor e eu faria de tudo para que se tornasse um ser humano decente, com valores.

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A festa de Leon na verdade era uma reunião para os amigos, feita nos jardins da mansão. Circulei entre alguns conhecidos e acabei parando em grupinho com Henrique, a esposa de Leon, Agnes e mais dois casais que conhecemos naquela noite. Eu estava animada falando com uma das moças sobre a gravidez, quando um movimento na entrada chamou a minha atenção. Meu coração disparou como um louco em meu peito ao encontrar os olhos negros e penetrantes de Shawn em mim.

Minha primeira reação não foi racional. Depois de meses sem olhar para ele, senti um misto de dor e saudade, tão premente, tão forte, que parecia algo físico. Engoli em seco e, como se soubesse como eu estava abalada ou como se sentisse a presença do pai, minha filha deu um salto forte dentro da barriga.

Ele estava lindo como sempre. Mas magro, o rosto mais fino, o olhar mais fundo. Lembrei de Henrique e Virgínia dizendo que o acharam abatido e isso ficou claro só em bater os olhos nele. Fui envolvida por uma preocupação, um sentimento estranho de dor, de emoção. Mas então lembrei daquelas fotos, do acordo com a minha irmã, dele penetrando todas aquelas mulheres e a revolta veio com força redobrada. Tive raiva de mim mesma por ter vacilado um momento e tentei me acalmar, me recuperar. Foi quando Shawn veio em minha direção.

 


Notas Finais


Essa festa vai ser babado kkk
Quem ainda n entrou no grupo, entra lá..


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