História A Redenção - Nian - Capítulo 1


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Categorias Ian Somerhalder, Nina Dobrev, Paul Wesley, Phoebe Tonkin
Personagens Ian Somerhalder, Nina Dobrev, Personagens Originais
Tags Nina Dobrev
Visualizações 181
Palavras 1.809
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Essa é minha primeira fic
Comecei com uma adaptação pra servir de inspiração pra uma próxima história de minha autoria....
Espero que curtam.... e não deixem de favoritar é também muito importante saber o que estão achando da história.... Comentem
Postagem sempre nos fins de semana...

Capítulo 1 - Quando nossos olhos se encontraram


Fanfic / Fanfiction A Redenção - Nian - Capítulo 1 - Quando nossos olhos se encontraram

Nina Dobrev

A primeira vez que eu o vi foi no casamento do meu irmão, nos fundos da tenda da recepção. Ele estava parado com um ar largado e insolente de alguém que preferiria estar passando seu tempo em salão de sinuca. Embora estivesse bem vestido, era óbvio que ele não ganhava a vida sentado atrás de uma escrivaninha. Nenhum terno Armani conseguiria suavizar aquele corpo grande e calejado, que devia ser de um petroleiro ou vaqueiro. Os dedos longos, fechados com delicadeza ao redor de uma taça de champanhe, poderia ter quebrado a haste de cristal com facilidade. 

Eu soube, a primeira vista que ele era um garotão dos bons, capaz de caçar, jogar futebol e pôquer, beber sem vexame. Não era o meu tipo. Eu estava interessada em algo mais. 

Mesmo assim, era uma figura atraente. Ele tinha boa aparência - era bonito até, se você ignorasse o nariz levemente torto, que um dia deve ter sido quebrado. O cabelo castanho-escuro, longos fios e brilhantes, estava cortado em camadas. Mas foram os olhos que prenderam minha atenção, azuis, mesmo a distância, uma cor volátil que não dava pra esquecer depois de ter visto pela primeira vez. Eu senti um arrepio quando ele virou e olhou diretamente para mim.

Eu virei o rosto para o outro lado no mesmo instante, constrangida por ter sido flagrada encarando-o daquele modo. Mas a consequência da atenção dele continuou a se espelhar pela minha pele, um calor tão insistente que eu sabia que ele continuava olhando. Eu bebi meu champanhe em goles rápidos, deixando que a efervescência frisante acalmasse meus nervos. Só então arrisquei outro olhar.

Aqueles olhos azuis cintilaram grosseiramente sugestivos. Um sorriso quase imperceptível marcava um dos cantos daquela boca linda. Com certeza eu não iria querer ficar sozinha numa sala com esse cara, pensei. O olhar dele me percorreu de cima a baixo em um exame preguiçoso, então voltou para o meu rosto e ele me deu um daqueles acenos de cabeça respeitosos que os homens texanos tinham, elevado a uma forma de arte.

Eu me virei para o lado, ostensivamente, voltando toda a minha atenção para Chris, meu namorado. Nós assistimos aos recém-casados dançando de rostos colados. Eu fiquei na ponta dos pés para sussurrar na orelha dele: 

- Nós somos os próximos.

- Vamos ver o que seu pai tem a dizer sobre isso - ele disse enquanto passava meu braço ao meu redor. 

Chris queria pedir ao meu pai permissão para casar comigo, uma tradição que eu achava antiquada e desnecessária. Mas meu namorado era teimoso. 

- O que acontece se ele não permitir? - eu perguntei. Dado meu histórico familiar, de raramente fazer algo que recebia aprovação paterna, essa era uma possibilidade real.

- Nós vamos nos casar assim mesmo. Afastando-se um pouco, Chris sorriu pra mim. 

- Mas eu ainda gostaria de convecê-lo de que não sou um mau negócio.

- Você é  a melhor coisa que ja aconteceu comigo. Eu me aninhei no abraço apertado de Chris. Eu achava que era um milagre alguém  me amar como ele. Nenhum outro homem, por mais lindo que fosse, tinha me interessado.

Sorrindo olhei para o lado mais uma vez, curiosa para ver se o seu jeito de olhos azuis continuava lá. Não sei bem por que fiquei tão aliviada ao constatar que ele não estava lá. 

....✴✴✴

A cerimônia foi curta e linda, com uma atmosfera impregnada de um carinho silencioso que dava pra sentir até na sola dos pés. Ela foi oferecida na mansão da família Dovrev, em River Oaks, uma comunidade exclusiva de Houston. Como Alex era o primeiro dos garotos Dobrev a se casar, meu pai aproveitou a oportunidade para impressionar o mundo. Ou pelo menos o Texas, que na opinião dele era uma parte do mundo que mais valia impressionar.

Com sua voz incorpada e sua personalidade gigantesca, papai sempre pareceu grande pra mim. Quando minha mãe Michaela, ainda era viva, ela era diretora adjunta do Festival Literário do Texas, mamãe era glamorosa, tinha as pernas mais belas de River Oaks e oferecia os melhores jantares. Depois de à conhecer todos diziam que meu pai era um vagabundo sortudo. Michaela era mais do que ele merecia, coisa que não cansava de se repetir.

....✴✴✴

Havia esculturas de gelo, garçons de luvas brancas que enchiam copinhos cilíndricos de cristal com vodca trincando de gelada, as mesas do bufê exibiam todos os tipos de frutos do mar e pelo menos trinta outros pratos principais. Já fui a muitos eventos e festas em Houston, mas em toda a minha vida nunca tinha visto tanta comida em um único lugar. 

O meus devaneios me fizeram lembrar de como conheci Chris em Massachusetts em uma festa com o tema "a volta ao mundo" organizada em um casarão em Cambridge. Chris me levou para fora e nos sentamos nos degraus da entrada e conversamos naquele frio congelante, por duas horas.

Nós  nos apaixonamos muito depressa. Eu faria qualquer coisa pelo Chris, iria a qualquer lugar com ele. Eu iria me casar com ele e me tornaria a Sra. Chris Woods. Nina Dobrev Woods. Ninguém poderia me impedir.

....✴✴✴

Chris foi o primeira homem que eu apresentei pra família. O primeiro homem que amei. E o único com quem me deitei. Eu nunca fui namoradeira. Minha mãe morreu de câncer quando eu tinha quinze anos, durante alguns anos eu se quer pensei em ter uma vida amorosa. Depois eu fui pra faculdade só de mulheres, o que foi ótimo para a minha formação, mas não tão ótimo para a minha vida romântica.

Então eu desisti e, como reza o clichê, foi quando aconteceu. Eu conheci Chris e nós nos apaixonamos. Ele era o homem que eu queria. Isso deveria ter sido o suficiente para minha família. Mas ele não foi aceito. E nada que eu disser como "Eu estou feliz", ou "Chris vai se formar em Economia", não adiantaria a falta de interesse por ele, pela nossa história ou pelo futuro do nosso relacionamento me deixava exasperada.

- Foi isso mesmo que você disse que eles iriam fazer, Todd meu amigo de infância comentou, quando lhe contei que minha família estava ignorando meu namorado. 

- Procure apenas se lembrar que este fim de semana não diz respeito à você e ao Chris, mas aos noivos 

- Casamentos nunca dizem respeito aos noivos, eu rebati - Casamentos são palanques públicos para famílias disfuncionais. 

- Mas precisam fingir que são para os noivos. Então colabore, comemore e deixe o assunto Chris para depois do casamento.

- Todd, eu perguntei em um tom pesaroso, você conhece o Chris. Você gosta dele não gosta? 

- Não posso responder isso

- Por que não? 

- Por que se você ainda não percebeu, nada do que eu disser vai fazer você perceber.

- Perceber o quê? O que é que você quer dizer? 

Todd nao respondeu, me senti confusa e irritada, infelizmente o conselho de Todd caiu no esquecimento assim que comecei a dançar foxtrote com meu pai.

- Oi pai 

- Minha gatinha. Ele tinha a voz áspera, temperada pela impaciência. - Você está bonita esta noite. Lembra a sua mãe. 

- Obrigada. Elogios do meu pai eram raros. Eu estava usando um vestido tubinho de cetim verde-claro, bem colado ao corpo, com as alças dos ombros presas por duas fivelas de cristal. Meus pés calçavam delicadas sandálias prateadas com salto de nove centímetros. Liberty minha cunhada tinha insistido em fazer meu penteado, em apenas quinze minutos, torceu e prendeu minhas madeixas longas em um penteado simples que eu jamais conseguiria reproduzir. Era muito difícil não gostar dela.

Enquanto eu dançava com meu pai, um dos fotógrafos se aproximou. Nós fizemos pose e sorrimos para um flash branco ofuscante, e então retornando ao nosso ritmo. 

- Chris e eu vamos voltar para Massachusetts amanhã, eu falei. Comprei nossas passagens com meu cartão de crédito. Como era meu pai que pagava, ele já sabia que tinha comprado as passagens. Papai não tinha dito nada a respeito ainda. Ainda. 

- Antes de nós irmos, eu continuei, - O Chris quer conversar com você.

- Aguardarei ansiosamente por esse bate-papo.

- Eu gostaria que você fosse legal com ele, pedi.

- As vezes eu não sou legal por um motivo. É um jeito de ver do que a pessoa é feita. 

- Você não precisa testar o Chris. Só precisa respeitar as minhas escolhas.

- Ele quer se casar com você, papai disse. 

- Sim

- Então ele acha que vai ter uma passagem de primeira classe para a vida. Isso é tudo que você representa pra ele, Nina. 

- Você já pensou, eu perguntei, - que alguém pode me amar pelo o que eu sou, não pelo seu dinheiro? 

- Ele não é esse alguém.

- Sou eu quem dessidi isso, eu devolvi. - Não você.

- Você já tomou a sua decisão, papai disse, e embora não fosse exatamente uma pergunta, eu respondi que sim, que já tinha me decidido. 

- Então não peça minha permissão, ele continuou. - Faça sua escolha e aceite suas consequências. Seu irmão não veio me perguntar o que eu achava de ele se casar com Liberty. 

- É claro que não. Você fez tudo que podia para juntar os dois. Todo mundo sabe que você é louco pela Liberty. Assustada com meus ciúmes, continuei sem perder tempo. - Nós não podemos fazer isso de um jeito normal, pai? Eu trago meu namorado para casa, você finge que gosta dele, eu continuo com minha vida, e nós nos falamos por telefone nos feriados. Tentei forçar um sorriso. - Não me atrapalhe papai. Me deixe ser feliz. 

- Você não vai ser feliz com ele. Chris é um encostado.

- Como e que você sabe? Você nunca passou mais de uma hora na companhia dele. 

- Eu tenho experiência o bastante para reconhecer um sujeito encostado quando vejo um.

Esforcei-me para manter a calma e mantive os pés em movimento, em um tipo de dança sem ritmo, mas esforçada.

- Qualquer homem que eu quiser vai ser um encostado para você. A menos que você o escolha. 

- Eu vou lhe dar um casamento, mas você vai ter que arrumar outra pessoa para te levar ao altar. E não venha me procurar mais tarde quando precisar de dinheiro para o divórcio. Se você casar com ele, eu vou te cortar da minha vida e do meu testamento. Nenhum dos dois vai receber um centavo de mim, entendeu?, disse num tom rude. Se ele tiver colhões para falar comigo amanhã, vou dizer isso a ele.

- Obrigada papai. Eu me afastei dele assim que a música acabou. Enquanto saia da pista de dança, passei por Carrington, que corria para o meu pai de braços abertos.  Ela era irmã de Liberty. 

- Minha vez, ela exclamou, como se dançar com Kamem Dobrev fosse a melhor coisa do mundo. Quando eu tinha nove anos, pensei com amargura, eu também me sentia assim a respeito dele. 

Continua....


Notas Finais


Bom este foi o primeiro capítulo...
Espero que gostem....😉


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