História A Regra do Jogo - Capítulo 18


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Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Inojin Yamanaka, Naruto Uzumaki, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
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Palavras 5.923
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - Aquela com a confissão do preso em Curitiba


 

— O Inojin tem seis anos, então quanto será que dá seis anos de pensão? — Ino está do lado da cama do chamequinho desmaiado, o cara ainda não acordou e eu estou morrendo de medo do Gasparzinho ter morrido. Maria Ino realmente sabe como dar uma notícia bombástica.

— Não sei prima, acho que dá pra comprar muito leite ninho. Mas tipo, se ele morreu, como que vai fazer o exame do DNA no Ratinho? Pode fazer DNA de defunto?

Ino mordeu os lábios preocupada, vejo o desespero no rosto dela. Eu responderia, se eu soubesse. — Caramba, é mesmo. Ele não pode morrer, Inojin é herdeiro. Ai meu pai! Acorda Sai! Sai!

— Entra! Foi mal. — Ten diz brincando.  

O tal do mordomo chamado Yamato entrou no quarto trazendo uma vasilha muito bonita com água. Me imagino o que esse homem está pensando das três faveladas velando a vela desmaiada.

— Moço, acorda ele. O Sai não pode morrer. — Ino balança o braço do homem e Tenten correu para segurar a jarra. — Ele é o pai do meu filho.

— Calma, meu patrão não morreu.  — o homem é sensato.

— Valeu nossa senhora. E por que ele está dormindo? — Ino perguntou. A vida é bem irônica, é só o que eu penso. Enquanto Inojin comia uma salsicha em um pão dormido, o pai podia comprar a fábrica da Sadia.

— Parece vela derretida. — Tenten acrescenta. — Foi um choque para ele saber dessa notícia.

— Eu jogo é na lata mesmo, esse macho sumiu por seis anos, vai se lá saber quando eu ia encontra-lo por ai. — Ino fala.

Meu celular volta a vibrar, tiro e vejo que é uma mensagem do Deidara.

POC desgraçada, onde que tu estás bandida?  Foragida!

Sério, o poliça gato grisalho está aqui revirando até as tuas calcinhas. ( Achou até uma com furo bem no meio, vergonha Sakura... fiquei imaginando a tua ppk com o grelo de fora dando língua com o furo.) Vem prá cá!

Merda!

 

Estou indo... Diz a eles que estou chegando rapidinho… A calcinha é da Ino.  — Minto.

 

Envio a mensagem.

Eu estou mais perdida que cego em tiroteio; Eu não sei se deixo Ino aqui com esse tal de Sai, não que eu tema por ela, longe disso… eu temo por esse cara. É bem capaz da Ino estrupa-lo só pra fazer outro filho pra ganhar mais pensão.

— Acorda Saizinho. — Ino fala fofinha, se eu fosse eu cara continuava assim. Essa diaba está me assustando.

Eu faço um sinal com a mão para o tal do Yamato, um calor desgraçado e o cara está parecendo um pinguim.

— Pois não senhorita?

— Eu vou precisar sair, resolver umas paradas. Não é drogas, tá? É que eu gosto de falar paradas.

— Tudo bem, eu entendi as paradas. — ele tenta parecer descolado da vibe, mas não conseguiu.

 — Olha, posso te pedir um favor? Desculpa, sabe...Mas eu preciso.

— Qualquer um. Seu pedido é uma ordem.

— Eita que eu me senti o Aladim, mas assim, fica de olho nessas duas, sério, pelo o bem do teu patrão. A loira não tem juízo e a morena segue pelo o mesmo caminho, te digo, se colocar o cérebro das duas em uma galinha, a galinha ainda irá cacarejar no mato.

Yamato sorri discretamente, coitado, está achando que é mentira.

— Vá com a mente despreocupada, eu cuidarei do meu patrão e delas. Nenhum mal acontecerá ao meu patrão.

— Tranca bem a porta do quarto dele.

 

[...]

 

O pinguim do Sai me emprestou um carro com motorista — motorista mulher e a bicha não é barbeira —  e tudo, um mercedes preto lacrador, como diria Deidara. Me senti até estranha andando numas coisas dessa, nem pum soltei, vai que esse carro tem detector de alguma coisa dessas.

Me aproximo do bairro e aqui está parecendo dia de feriado, tem muita gente na rua, (bando de curiosos que estão merecendo uma pia de prato para lavar) Tem carro de televisão e claro, a polícia federal. Esses diabos não descansam.  O carro vai andando devagar e vejo que o foco é perto da minha casa, — casa é um modo muito positivo de se dizer, barraco é o nome.

 Minha casa está toda aberta e os policiais entrando e saindo, parecendo desfile da parada Gay.

 Eu não sei o que fazer, mordo minha unha agoniada.  É aquele famoso ditado: Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. Minha vida até conhecer o Sasuke era normal, agora virou do avesso e eu não sei como lidar com isso.

Avisto de longe o Deidara, a bicha está de óculos escuros parecendo o Michael Jackson dando entrevista. Toda no close.

— Moça, abre a porta do carro, eu vou descer. — não tenho muita coragem e certeza disso. Alguns vão dizer que é burrice.

— Espero a senhorita?

— Eu não tenho certeza, acho que irei em outro carro. — no da polícia e bem atrás. Te odeio Sasuke.

— Aqui meu número, qualquer coisa é só ligar.

— Obrigada Kim Possible, mas acho que nem o Batman me ajuda agora.  

Peguei o cartão dela e coloquei no sutiã. — Me deseja sorte ai freguesia.

— Toda sorte moça. — diz Kim toda formal.

Abri a porta do carro com certo nervosismo, sabe aquela expressão com o orifício anal na mão, prazer, estou vivendo essa agora. A pernas estão tremendo, a barriga doendo e eu não posso ter uma dor de barriga aqui agora.  Contraí esse cu Sakura.

— Sim, eu conhecia o Clemilson Rauldney, pra mim não importa, sempre vai ser o Cley e convenhamos, ele tem uma cara de bicha desgraçada. Se eu soubesse que ele era senador, eu tinha feito questão de ter mamado nele. Eita, não podia falar isso nas câmeras. Ah, fodeu. Eita isso também não.  Genty. —Deidara está dando uma entrevista para o jornal. — Sakura foragida é tu bandida! — Deidara corre para perto de mim toda escandalosa. Se eu queria ser discreta, já era.  — Sai de perto dela, credo, é a Rede Tv. Sakura demônia o que que tu fez?

— É ela, é ela! — a jornalista vem em minha direção e outros se aproximam. Fico sem reação. Os flashes das câmeras são disparados no meu rosto. Eu tento andar para frente, mas estou parecendo uma cobra cega, não enxergo nada.  Deidara me puxa, eu estou parecendo uma marionete fugindo dos jornalistas.

 — Você é a cúmplice do senador Uchiha! Você tem um caso com ele? Qual a relação de vocês dois? É verdade que você vendia danone para o senador?

— Hã? — paro para olhar a jornalista.

— É Rede Tv Sakura, sai Sônia Abrãao, Sakura ainda está viva.

— Você é a laranja do senador?

— Senhorita, qual é a sua relação com o senador?

Escuto as sirenes ao longe. Isso está virando um caos sem limites. Mas nem na 25 de Março  quando tinha o rapá eu vivi algo assim.

— Olha ai a Dalila! Jezabel pecadora! Essa dai enganou o meu irmão por um senador, olha ai, o castigo chegou! O apocalipse te espera!— Temari aponta pra mim.

— Fecha o teu rabo Temari. Apocalipse é euzinho ter que olhar a tua cara, sua besta.

— Essa adúltera deixou o meu irmão em casa chorando ouvindo Marília Mendonça.

— Corno é pra chorar mesmo. Se não fosse para não chorar, não se chamaria corno. — Deidara rebate. — Bora sair da frente! Como diz Joelma: Acceleration, acceleration!

Alguns policiais aparecem na minha frente e fazem um cordão de isolamento.

— Senhorita Sakura Haruno da Silva. — eu olho e vejo o policial coroa de cabelos grisalhos.

— Foi esse ai que estava querendo te ver Sakura. — ele apontou — Macho bonito da porra. —claro que essa última frase ele sussurrou no meu ouvido.

— Pode me acompanhar? Precisamos conversar.

—  Certo.

— Menina, que buceta de mel é essa que tu tem hein? Teu sabonete íntimo é o qual? Fico indignada, eu aqui não pego nem Ebola e tu cheia de macho.  Primeiro o corno do Gaara, depois o senador e agora o xugar daddy coroa da PF.

— Me deixa Deidara!

Eu entro na minha casa, céus! Está revirada de cabeça para baixo. Parece que aqueles furacões dos Estados Unidos passaram por aqui.  

— O que aconteceu aqui? — pergunto assustada e com um aperto no coração. Até o meu poster do Corinthians campeão da Libertadores está no chão. Blasfêmia!

— Procurando provas. Dinheiros, extratos bancários, malas. É um procedimento padrão. — o tal do Kakashi fala.

— Nessa casa só tem extrato de tomate. — falo e pego o meu quadro. Que desrespeito.

— Será tudo organizado depois. Não se preocupe.

— Qualquer coisa processa Sakura, — Dei fala. — Bota pra foder no Temer. Mas que coisa, aqui é casa de gente decente. A Ino não conta.

— Pode sentar aqui. A senhorita tem um advogado? — ele mostra a minha mesa de plástico branca e eu me sento. Deidara atrevida senta perto de mim.

Eu ia falar, mas Dei tomou a frente: — Eu, eu mesma, Deidara dos Santos Rodoanel Abravanel. Advogado de Sakura.

Olho pra bicha incrédula.

É agora que me lasquei de vez.

— Pode falar, o que tem contra a minha cliente? — ele fala cruzandos as pernas, até a voz ficou mais grossa.

— Irei pegar aqui a papelada. Um minuto.

Danou-se tem papelada, isso não parece ser bom. Assim que ele saiu, eu dou uns tapas no braço do Deidara.

— Que que tu está fazendo viada? Cadê teu juízo? Advogado?

— Sim. Lembra não, que fiquei na fila do PROUNI para faculdade de Direito.

— E o que aconteceu?

— Eu cai na nota de corte no primeiro dia, abafa. Mas por um dia eu tive a minha vaga de Direito na USP. Tenho prints. — ela alisa o cabelo.

— Misericórdia.

— Relaxe, eu tenho as seis temporadas de Suits completa, com mais dezoito temporadas de Lei e Ordem e tem o advogado da novela dos oito, aquele que defende a Clara. Tu acha que eu faço o que nas horas vagas?

— Quer mesmo que eu diga?

— Eu sei de tudo. Confie em mim.

— Puta que pariu, eu estou muito lascada.  — passo a mão no rosto prevendo eu no presídio ao lado da Suzane Von Richthofen tomando banho de sol. Sorte que meus pais já morreram. Vai que Suzane queira alguma coisa.

— Chega está faltando ar. Tu vai me matar.

— Se precisar de médico eu estou aqui também, tenho as treze temporadas de Grey’s Anatomy. Eu mesma, Maria edite Grey.

Eu não sei se choro ou me jogo na linha do metrô.

— Pronto. Aqui a papelada, a senhora está acusada de auxiliar o esconderijo de um procurado da justiça. — ele sentou-se novamente, bem pose de macho durão.

— Deixe-me ver. — Deidara pegou os papéis. — Segunda temporada, capítulo seis. Hm…

— O quê? — Kakashi pergunta.

— Minha cliente não irá falar nada sem a presença de um delegado, que eu saiba o senhor é apenas um agente.

— O senhor está certo.

Ok, eu estou muito surpresa. Muuuito surpresa. A bicha fez algo certo.

 — Estou? — Deidara também pelo o jeito. — Claro, eu estou certa, sempre.  

— Me desculpe. Claro que a senhorita Sakura irá falar com o delegado.

— Bom, onde que ele está? —pergunto desconfiada.

— Em Curitiba.

Olho para Deidara e percebo que a bicha está mais perdida que eu. Provavelmente não sabe onde é Curitiba.

— Claro, Curitiba. Curitiba, claro. — eu disse que ele não sabia.

— E de que horas sai o Ônibus para Curitiba? —  pergunto.

 

[...]

 

O carro da PF nos trouxe até a sede da Polícia Federal em São Paulo. Foi uma zona daquelas, o nosso carro saiu na frente com a sirene ligada e outros carros atrás, tinha até helicóptero da Globo seguindo o carro. Eu me senti o Lula. Mas assim como o Lula, o pior também estava por vir: Tem um avião esperando por nós. Um avião! Que voa!

— Sakura condenada, sai desse banheiro! Isso é lá hora de ter caganeira. — Deidara bate na porta do banheiro. Antes de chegarmos aqui, passamos na funerária do tio do Deidara, ele precisava de um terno para representar um advogado, já que com a camisa baby look da Joelma cavalgando no Unicórnio  com os dizeres “This is Pará” não parecia ser um traje de um advogado, então como não tinha como alugar, o jeito foi pegar o de um defunto por lá mesmo. Coube certinho na bicha. Se o avião cair, ele já está de terno de morto.

— Eu estou nervosa. Eu tenho medo de avião.

— Tu nunca andou, como que tu tem medo?!

— Por isso mesmo, vai que cai! — seguro o papel higiênico. Se o avião cair, pelo ao menos não vão encontrar o meu corpo cagado.

— Sai dai condenada. Vamos andar de avião e de graça! Eu sabia que o meu dia iria chegar! Eu sabia!

Dou a descarga e abro a porta.

— Bicha, tu cagou um gambá? — ele diz se abanando. — Lacrimejou meus olhos.

— Para de frescura. O grisalho já veio avisar que vai decolar. Olhe, perto daquele homem, sei que não é Natal, mas meu cu pisca igual um pisca-pisca.  

— Eu estou com medo, muito medo e tu ai pensando no homem. Eu não quero morrer assim.

— Olha não vai cair, e se cair, é melhor morrer de queda de avião do que ser atropelada na marginal. Vem. Joga esse papel fora demônia.

Saímos do banheiro e o Kakashi já está nos esperando no corredor. — Só falta vocês. — ele diz e me encara. Fico com as bochechas queimando.

— Ela estava retocando a maquiagem. — meu advogado mais falso que nota de três fala. — Bora para o avião. Acceleration, acceleration.

Chegamos no hangar e a primeira coisa que vejo é o avião estacionado, avião não, um jato. Pronto agora eu morro de vez.

— Iremos de jato. Será um vôo de uma hora.

— Você vai pilotar? — pergunto.

— Não, o piloto. Irei acompanhar com outros agentes. Podem entrar.

— Com certeza, o advogado primeiro para inspecionar. — ele jogou o rabo de cavalo na minha cara. Kakashi não entende e eu muito menos.

Minhas pernas bambas sobem com dificuldade. Minha barriga volta a apertar.

— Quer ajuda para subir? — o agente Hatake me pergunta.

— Está bem, está bem. — digo com um sorriso forçado. O dia está ensolarado e cheio de nuvens, um belo dia para viver e morrer, depende da intensidade e do azar do dia.

Entrei no jatinho e procuro logo um lugar para me sentar. Deidara já está na janela e tirando fotos. É inevitável não pensar na Ino e no que aquela maluca está fazendo agora. Vou morrer sem saber o que aconteceu com o Inojin e a Tenten, vou perder a evolução da Medicina, vai que ela evolua e consiga transplantar um cérebro. Tenten teria chances de se livrar da burrice.

 E tem ele, ai. Me recuso a pensar nele. Me recuso a lembrar do Sasuke, é por culpa dele que estou aqui.

— Senhores passageiros, coloquem os cintos; o avião já vai decolar. Em caso de problemas técnicos, temos duas saídas de emergência na parte dianteira, duas na parte traseira e uma à sua direita. No caso de falta de ar, máscaras de oxigênio cairão sobre vossas cabeças.

— Como assim saída de emergência? Duas saídas? É tipo “ o avião está caindo, ah, deixa abrir a saída de emergência” que história é essa?  Vamos sair andando no meio do céu? Eu lá sou Jesus pra andar nas nuvens.

— Senhorita é um procedimento padrão.

— Eu vou morrer.

— Não vai, o jato assim como o avião é seguro. — Kakashi tenta me acalmar.

 — Bicha, tu pare, está queimando o filme. — Deidara colocou o cabelo na frente do rosto.

— Pode decolar. — Kakashi passa as ordens. — É trânquilo. Esse foi o mesmo jato que levou o Senador Uchiha.

— Nem me fale o nome desse traste. — eu aponto para ele. — Por culpa dele eu estou aqui. Não me mencione esse infeliz. Se eu morrer eu vou assombrar aquela praga, irei enfiar uma vassoura no rabo dele. Coisa que eu deveria ter feito antes.

— Também temos coletes salva-vidas, senhora.

— Claro, quando cair vamos nadar nas nuvens. Se aqui tem coletes salva-vidas, nos barcos tem o quê? Paraquedas?

— Sakura demônia, tu para!
— Eu estou com medo caralho, me deixa!

O troço começou a se mexer. Eu apertei o cinto, mas que diferença faz não é? Se cair todo mundo vai para o ar, literalmente.  

— É seguro Sakura. Completamente seguro. — o agente segura a minha mão.

— Viado, quem inventou isso foi brasileiro, tu já viu brasileiro fazendo algo que preste?

Kakashi não falou nada.

 Eu olho para a janela e vejo que as coisas estão se movendo, parece um carro esse negócio, Tá tremendo.

— Eu não consigo.

— Tu não consegue o que Sakura?

— Me lembrar de nenhuma música do padre Fábio de Melo, também, esse padre só faz twittar.  Merda e nem da Aline Barros.

— Vamos voar Sakura. — Deidara está animado.

— Eu não sou passarinho e que eu saiba viado não voa. — eu nervosa. Muito nervosa.

— Pensamentos positivos. — o agente está sendo gentil comigo, aposto que ele está fazendo isso pra entrar no céu primeiro que eu.

— Se cair, vamos morrer tudo junto. Então não será apenas eu que vou virar defunta, já fico feliz. — esse é o meu pensamento positivo. Olho pela janela e percebo que não estamos mais no solo. As casinhas estão ficando pequenas e eu tô vendo muitas nuvens. Eu estou voando, eu não. O avião.

— Viu? — O grisalho fala.

— Não fala, não chegamos ainda.

— Entendo. Queria dizer que foi uma surpresa saber que você era cúmplice do Senador.  Você parece ser uma pessoa simples, honesta.

— Não sou cúmplice dele e eu sou honesta. Tudo bem que uma vez eu roubei uma esfirra do Habib’s, mas eu estava com muita fome. Só foi aquela vez.

— Sakura, não fala nada. — meu advogado me aconselha. Meu advogado…

 

[...]

 

Terra firme! Foi isso que o Cabral sentiu quando pisou nas terras do Brasil pela primeira vez. É isso o que eu estou sentindo. Nunca me senti tão feliz em sentir o chão. Mesmo que maior parte da minha vida eu esteja no chão.

— Curitiba baby.

— Tira teu cavalo da chuva, que não estamos aqui para turistar. Deidara, eu não quero nem ver o que vai acontecer quando descobrirem que tu não é advogado de verdade.

— Até provarem, estamos no Brasil bb. Não estou preocupado.

— Vamos os dois para a cadeia e tu vai para a masculina. Sabe o que rola por lá, não é?

— Sei sim,  vai Rolar,  vou virar lanchinho. Eu estou na seca Sakura.

— Prefiro não comentar. — após sairmos do aeroporto, entramos em um carro preto da PF e o Kakashi nos informou que iríamos a sede da polícia.  Vou observando pela janela, Curitiba parece ser uma cidade de outro mundo, nem lembra São Paulo, parece outro país.

Uma hora atrás eu estava em São Paulo, na noite passada eu estava com o Sasuke, dois meses atrás eu estava igual ao Jorge e Mateus, bem sossegada na minha vida vendendo minhas capinhas e agora, tudo virou de pernas para o ar. Sasuke causou isso.

Toda vez que penso naquele descarado, eu lembro de uma música romântica. Minha Daily Mix do Spotify tá mais sofrida que o sutiã da Jojo Toddynho.

— O seu depoimento está agendado para ás 18 horas.

— Excelente. Irei falar com a minha  cliente. Prepara-la.

— Vai precisar de algo?

— Uma sala. Uma bolsa de pão, Integral, sei que é o Temer que pagar. Queijo, não daqueles do mercado, dos chiques e água sem gás.

— Verei o que posso fazer.

 

[...]

 

Veio pão com mortadela, eu não estou reclamando, mas Dei disse que já vai abrir o processo contra a federação. Eu estou com muita fome, então estou colocando tudo para dentro e bebendo o Dolly guaraná quente.

— Tu fala que conheceu ele na rua. A mortadela de Curitiba é boa.

— Mas eu o conheci  na rua.

 — Para de ser chata. Não fale nada que pode te prejudicar e principal, não fale que Sasuke falou com você essas coisas que roubou.

— Mas ele roubou.

— Mas não fale desgramada. Tu não pode falar nenhuma besteira lá, porque vai ser usada como prova contra o Sasuke. Não diga nada que pode incrimina-lo.

— Entendi, eu não posso falar nada que o incrimine. Entendi. — mais ou menos.

— Mas vem cá, como sua sou advogada, me diga.

— Tu está convencida mesmo disso, não é? O que você quer?

— O Senador passou a vara em ti?

— Não sei do que está falando. —dou uma mordida no meu pão.

— Não seja falsa. Gaara pegou na hora. O que tu estava fazendo?

— Nada. — ele me olha e tem a certeza de que estou mentindo. — Umas coisas lá.

— Sabia. Bicha safada. Que arraso viu e  me diz, o pau dele é bonito?

— Ain, para.

— Rosado?

— Para.

A porta foi aberta novamente e o agente Kakashi apareceu, ele parecia tão sério. Deidara logo colocou uma compostura de macho, mas a quem ele estava enganando?

— É agora. O delegado quer falar com a senhorita, pegar o seu depoimento.

— Minha cliente está preparada.

 

[...]

 

— Assédio moral, assédio verbal, negligência em prestar socorro, crime doloso sem a intenção e falsidade ideológica. Bicha, eu te disse para tu ficar calada, não foi?

— Ele me perguntou as coisas, ué? O que eu ia falar?

— Ficasse calada desgraçada. — Dei colocou a mão na cabeça. — Tu aumentou mais crimes ao senador. Agora que ele mofa de vez na cadeia.

— Foi sem querer. Eu não tenho culpa se ele me perguntou como eu o conheci.

— Tinha que dizer que foi te atropelando e duas vezes? — Dei colocou a mão na cintura e faz pose, parece até gente importante.

— Ops. Foi sem querer. —mordo meu lábio inferior nervosa.  

— Bicha, tu não tem jeito mesmo Sakura. Tinha que dizer que ele te ofereceu dinheiro para te comer?

— Mas ele ofereceu. Ele me perguntou e eu tenho culpa? — me sento na cadeira. — E eu lá sabia que isso era crime.

— Já basta a outra mulher lá tendo que te mostrar o catálogo de uma sorveteria para descobrir o que era “Sandy”.

— Pelo eu menos não disse que era do Sandy & Jr.

— Como que eu ia saber que sundae desgraça. Tem uma diferença enorme  de Sundae para Sandy. Tava vendo a hora de eles incriminarem a Sandy do Sandy & Jr. Tu sabe como polícia é. Tu deveria ter mentido oferenda negada de Iemanjá.

— Aaaah, por que tu não me disse antes? — a bicha sentou-se ao meu lado indignado(a). — E agora, o que vai acontecer?

— Eu não sei. Eu não sou advogado. — eu passo a mão no meu rosto. E qual encrenca eu me meti? Puta que pariu.

— Senhorita Haruno? — o Kakashi apareceu ao nosso lado. Esse cara parece um fantasma.

— Oi. — digo já morgado querendo cortar o papo. Eu não queria ter ferrado com a vida do Sasuke, — mais do que ela já está.

— Hoje é quarta-feira.

— E amanhã quinta, eu sei tá, eu fui á escola.

— Bicha, tu para de ser cavala. — Dei bateu na minha perna.  — Diga o que quer, querido senhor policial.

— Bicha e tu para de ser viado. — agora eu bato na perna dele. — O que houve? Vou presa?

— Nada disso. Hoje é o dia de visitas e quando o Senador soube que a senhorita estava aqui ele pediu para lhe ver? — meu coração disparou, quase parou. Dei um pulo da cadeira. — Queria saber se a senhorita vai querer ir vê-lo?

Olho para Deidara e ele assente com a cabeça.

— Quero. Eu quero ver o Sasuke. — nem quero imaginar quando ele souber que eu o lasquei ainda mais.

 

[...]

 

Eu estou numa salinha ao lado do Deidara. Está um frio desgraçado. Meu irmão, ninguém me avisou que Curitiba era do lado do pólo Norte, que frio do cacete!

 Deidara está no chão tentando carregar o celular e com a bunda congelada. Nem o terno do defunto o está esquentando. O meu celular morreu. Preciso saber de notícias da minha irmã e o que aconteceu da história dela com o tal do Chamequinho. Será que o tal do Sai ainda está vivo? Ino o estuprou?

— Toda semana eu venho aqui ver o safado do Naruto,  eu já te disse que eu não eu coloco o celular na minha piriquita.  — uma mulher diz em voz alta.

— Senhora, procedimento padrão.

— Tu quer ver a minha perseguida de novo que eu sei. Não caio nessa mais não, se quiser ver a minha xota meu filho, compre a minha Playboy, a mais vendida do país. E eu sei onde é o caminho tá bom.

A mulher entrou na sala. Morta, falecida que é a Hinata Hyuuga Paes. Diva das novelas da Globo.

— Eita miséria, é a Hinata! — Dei gritou. — Viado é a Hinata!

A minha boca está aberta.

— É Hinata Paes!

— Olá. Tudo bem?

— Nossa senhora, me segura Sakura! É uma celebridade.

— Tá lotado isso aqui hoje. — ela sentou-se ao meu lado, logo sou empurrada por Deidara. — Eu estava fazendo um comercial e esqueci que hoje é o dia de visitar o macho safado. Olha, homem é um atraso na vida viu. Ain, eu não sei que macumba o desgraçado do Naruto fez para mim para me amarrar a ele. E agora, vou ficar mais amarrada ainda. Ele que espere a bomba que vou jogar em cima dele. — eu via essa mulher na televisão, achava que ela era bem fofinha, meiga,  mas aquele ditado: Atores vemos, costumes não sabemos. — E você, está visitando o teu macho também?

— Eu? Eu não. É o macho dela ali.  — Dei fala apontando para mim.

— Ele não é o meu macho. — me defendo.

— Mulher, eu sou tua fã desde que tu fez aquela novela que tu ia no baile funk e que tinha uns quinze negão se esfregando em tu, desde aquele dia eu tenho esse fetiche.Acho que foi ali que eu me descobri viado. E quando tu fez Caminho das Índias, are baba. Eu estou muito falecida.

— Que gracinha. — ela apertou a bochecha do Dei. —  E  ai, quem você está visitando aqui? Aqui é prisão federal e só vem político, qual o que tu está querendo ver — ela me perguntou com aquele sotaque forte de carioca.

— O Senador Uchiha. — Deidara fala.

— Sasuke? Outro cachorro, os amigos do Naruto estão tudo vindo para cá, está parecendo festa, mas quem manda se ajuntar com o Naruto, aquela alma sebosa. Tu é o que dele?

— Apenas amiga.

— Amizade colorida. P.A, Pau amigo. — a bicha agora é a minha porta-voz. — Você conhece o Sasuke?

— Sim viada, amiguissimo do Naruto, aquele atraso de vida. Ia todo final de semana na casa do Naruto jogar vídeo game e falar das priquitas que nunca comeu. Dois machos jogando vídeo game, um dia expulsei ele do apartamento do Naruto em Copacabana, eu querendo trepar e o encosto lá atrapalhando.

Essa é a minha oportunidade para perguntar sobre o Sasuke, eu não posso mentir para mim mesma que estou gostando daquele traste. Eu preciso saber se o que ele quer comigo é apenas putaria ou é algo sério.

— Ele é muito mulherengo? — pergunto envergonhada.

— Sasuke? — ela ri. — Conta muita vantagem, gosta muito de aparecer, certo que pega umas  vez ou outra, quando vai nas baladas quer ser o centro, mas no fim sempre acaba com o Naruto bêbado e eu tendo que aturar. É um relacionamento quase a três. Quando saiu a história dele ser viado, eu vim aqui e quase matei o Naruto, vai que eles estavam brincando de carregar a pistola por trás. Quase que pedi exame do furico do Naruto.

— Ele não é gay, não que pareça. — digo.

— Naruto me disse, mas não boto a mão no fogo.

— Senhoritas, as visitas estão autorizadas. Podem vir. — um outro agente nos informa. Sigo Hinata, Deidara ficou lá na salinha esperando por mim.

Entro numa sala comprida, tem umas janelas de vidro separando do outro lado. Eu só tinha visto isso na televisão.

— Escolhe uma cadeira e senta. — Hinata me diz. — O telefone é para você falar com o preso. — balanço a cabeça positiva.

Meu coração está acelerado só de pensar que o Sasuke está vindo. Enquanto estive esperando na salinha, eu fiz um teste online da Capricho para saber se estou apaixonada e deu que estou. Fiz 20 pontos de 20. TÔ fodida.

Não demora muito para Sasuke aparecer na minha frente. Eu queria xinga-lo, dizer o quanto ele ferrou com a minha vida, o quanto eu quero enfiar aquele cabo de vassoura no rabo dele, mas tudo o que eu digo é: — Você está bem?

—  Companheira Sakura, — ele sorri para mim, ain. Merda! Ele está desgraçadamente lindo, mesmo com a roupa laranja de prisioneiro.  — Foi mal, é o contato com o Lula, ele vive falando companheiro e companheira, fica na cabeça.  Que bom te ver. Eu estou levando e você, como está?

Reage Sakura, reage. Não fique com esse sorrisão de rosto bobo sua lerda. Essa é a minha consciência /Inner falando comigo.

— Seu imbecil — melhore isso Sakura. — Desgraçado, olha o que você fez comigo! Tudo está uma loucura, até de avião eu andei.

— Fala sério Naruto, com ciúmes de mim? Vai para puta que o pariu, se eu quiser arrumar um outro macho, eu falo na tua cara. — Hinata excedeu a voz.

— Me desculpa. — volto a olhar para Sasuke. — Não foi a minha intenção. Como estão as coisas, como vai a Ino, o Inojin e a Ten? Foram na casa do amigo que falei?

— Aham. — digo. — Como posso dizer, fomos lá e descobri que ele é pai do Inojin.

— Não brinca! — ele falou assombrado.

— Sim, comeu a Ino, na verdade, a Grace Kelly.

— Quem é Grace Kelly?

— A Ino. —  a cara dele é confusa. — Eu também fiquei confusa no início, mas conhecendo a minha irmã, eu não deveria.

— Que mundo pequeno. — ele passou a mão nos cabelos ainda surpreso. — Como ele reagiu?

— Caiu duro no chão.

— Coitado, o Sai é sensível. Tem que ir com cuidado com certos assuntos.

— E aqui, como é que é?

— Hm… É parado, muito parado. O Lula  vive falando de cachaça com o Naruto, está quase um curso de cachaça artesanal. Sem falar que fica o povo lá fora gritando Lula guerreiro do povo brasileiro do povo brasileiro, o tempo todo. Mas não é tão ruim, o Naruto fez uma pegadinha com o Lula, enquanto ele dormia, gritou no ouvido dele: Olha a Federal. O Lula acordou assustado e o Naruto disse: Mas já te pegaram! — Sasuke riu. — O Lula falou: Companheiro, isso não se faz. — Sasuke imitou o Lula. — E assim passa o tempo.

— Hm...Tendi. Não recebeu mais nenhuma outra visita? Seus colegas de partido não vieram te visitar?

— Não.

— Por que? deveriam ter ajudar.

— Eles têm medo de ficar preso também, dai passam longe daqui. Não se preocupa com isso, meu advogados irão resolver. Por falar, você tem um?

— Sim, o Deidara.

Sasuke piscou o olho incrédulo.

— Como? O Dei?

— É uma longa história, nem queira entrar nisso.  Eu dei o meu depoimento.

— E ai?

— Você ganhou mais uns sete anos de condenação, eu acho. Sem querer eu disse que você me atropelou e quis me dar dinheiro para me comer.

— Não mentiu, eu te atropelei e quis te comer em troca de dinheiro, fui errado,  mas ainda quero te comer.

— Sasuke!

— Que foi? Para não perder o costume. Gosto de ver suas bochechas vermelhas. Gosto de te ver. Sinto falta da casa, do Inojin e até das duas desajuizadas. Sente a minha falta?

Eu tiro o olhar dele e abaixei a cabeça.

— Não sente a minha falta Sakura?

Suspiro pesado.

— Sinto, sinto muita a sua falta. Mesmo sabendo que você é o errado da história, me machuca você está aqui. Me acostumei a ter você por perto.

Sasuke me olhou nos olhos, seu olhar é penetrante e parece ser sincero. Ele colocou a mão esquerda no vidro e eu coloco, nossas mãos estão separadas pelo o vidro, mas juntas de alguma forma.

 — Você vai sair daqui?

— Eu não sei, eu tenho que ver se a turma do Supremo vai liberar um habeas corpus. Esperando o Gilmar Mendes pegar o meu caso, ele é conhecido como o ministro laxante, pegou, soltou! — Nossas mãos ainda estão juntas. — Eu queria beijar os teus lábios rosados.

— É impossível.

— Não é não, fiquei sabendo que tem visita íntima aqui, mas é de quinze em quinze dias. Dá para matar a saudade do danone.

— Vai para o inferno Uchiha Sasuke. Acha mesmo que eu vou andar de avião apenas para você lamber o meu danone? Você está louco?

— Naruto gosta das visitas íntimas, o Lula não, já que a Marisa morreu.

— Você não presta. Não vale nada.

— Mas eu gosto de você. É o que importa.

— É Naruto, eu estou grávida e você é o pai! — o outro Senador fala algo, mas eu não escuto. Sasuke está olhando sem entender. — DNA? Claro que o filho é teu seu ordinário, está achando o quê? — Hinata bate no vidro. — Para com esse complexo de corno! Sabe de uma coisa? Eu não vou estar me passando para isso, já basta o meu filho que quando crescer vai sofrer bullying “ teu pai é um ladrão”. Desculpas? Enfia essas desculpas no meio do teu cu Naruto, eu não estou afim. — Hinata levantou-se furiosa, Sasuke deu um tchau, mas ela mostrou o dedo do meio.

— O que aconteceu? — Sasuke me pergunta.

— Ele vai ser pai, mas acho que acredita que o filho não é dele. — digo, o tal  Naruto apareceu no vidro do Sasuke chorando.

— Eu sou corno de novo. — consigo ouvi-lo, já que está próximo do telefone. — A Hinata me deixou, Sasuke. Eu vou morrer, a Hinata me deixou. Me diz o que eu faço?

— Pergunta para o Lula, não está vendo que estou ocupado?

— Mas o Lula não sabe de nada. A Hinata me deixou. Hey, — ele me olha. — Você é a corintiana do Sasuke!

Dou um aceno.

— Se você ver a Hinata, diz que eu estava brincando, sabe. Claro que o filho é meu. — ele está chorando compulsivamente. — Pede para ela voltar pra mim.  Eu não posso viver sem ela.

— Verei o que eu posso fazer. — digo.

— Obrigado. Sasuke, ela é bonita mesmo, é por isso que você está apaixonado nela.

— Cai fora Naruto! Vai aperriar o Lula.

— Será que o Lula já foi corno? Deve ter sido, não é? Para beber daquele jeito. Vou perguntar. Tchau corintiana e antes de ir, Flamengo maior que o Corinthians.

— Teu rabo, só se for no número de presidiário. Tchau para ti também!

Um policial se aproxima de mim. —Senhorita, o tempo acabou.

— Já?

— Sim. Se despeça. Outras pessoas querem falar com o Uchiha.

— Ok. — olho para Sasuke. — Eu tenho que ir. Eu não sei quando vou te ver, porque eu não sei o que vai acontecer comigo lá na frente.

— Vai ficar tudo bem, não esquece de mim. — não guento.

— Não esquecerei.

— Dia trinta tem visita íntima.

— Aham, vou trazer a vassoura com lubrificante para enfiar bem no meio do teu rabo.

Ele ri.

— Você é única Sakura. — ele ri descontraído. — É por isso que eu te amo.

— O quê?

— Senhorita. — o agente me leva. — É hora de ir.

— Não, ele falou comigo, ele disse que me ama. Espera.. — o agente me puxa pelo os meu braços — Deixa eu falar com ele, deixa eu dizer que eu também amo aquele filho da puta.

Volto a salinha que estava antes. Deidara está conversando com duas pessoas, um homem de cabelos pretos amarrado em um rabo de cavalo e uma mulher de cabelos negros. Os dois me olham estranhamente.

— Então é essa a barraqueira da 25 de Março com quem o meu filho está se agarrando? — a mulher me pergunta com um olhar soberbo. Já não gostei dela.

— Eu mesma,  Maria Sakura e você é? — já pergunto quem é, pois não gosto de brigar com desconhecido.

— Uchiha Mikoto, mãe de Sasuke Uchiha.

 


Notas Finais


O sasuke declarou-se logo na cadeia.
Mikoto, hm...prevendo os barracos entre sogra e nora.
Espero que não tenha nenhum petista por aqui, não levem a sério, porque eu também não me levo. Tenho altos graus de pertubação. Tirando isso, obrigada por lerem até aqui <3


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