História A Reserva - Capítulo 33


Escrita por:

Postado
Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Christophe Giacometti, Otabek Altin, Phichit Chulanont, Victor Nikiforov, Yuri Katsuki, Yuri Plisetsky
Visualizações 178
Palavras 2.058
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Estupro, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 33 - Champery


Yuuri não lembrava em que momento tinha concordado com aquela sugestão de irem para o apartamento do suíço na charmosa estação de esqui de Champery, mas tinha que admitir o lugar era lindo e por não estarem na época mais fria do ano, as ruas ainda não estavam cobertas de neve e poderiam aproveitar todas as suas opções de lazer. 

Viu o filho no colo do russo quase dormindo e se lembrou porque aceitou o convite. Foram duas horas de muita choradeira, promessas do mais vários presentes, negociações e muitas chantagens, no final estava cansado demais para argumentar com o menino e com os dois homens a sua frente. Os dois adultos conseguiam ser piores que as crianças presentes e com mais artimanhas, por isso e outro móvito foi mais fácil aceitar e evitar uma dor de cabeça com a viagem curta. Bom, como disse o platinado “o meu presente de aniversário”. 

Haviam acabado de chegar e seu braço doía um pouco devido ao esforço que fez em dirigir. Ainda não tinha pego um carro desde que tirou o gesso, mas quando concordou em acompanhá-los resolveu que não iria no mesmo carro que o Victor e agora se encontrava nessa situação. 

O apartamento era um reflexo do dono exótico, Chris conseguia combinar em um mesmo ambiente peças e cores das mais diferentes épocas e estilos. E quer saber? Funcionava e tornava o local único, mas o que o japonês não contava era que o imóvel tivesse apenas três quartos e eles precisariam de no mínimo quatro da forma como se encontravam. 

Yuuri ficou parado no corredor e trincou os dentes com força, não deixaria uma mulher, ainda mais a Maria, dormindo no sofá da sala. Quando se virou para questionar, todos pareciam ter tomado consciência disso, por isso Chris se adiantou.

- Vou dormir no escritório. Não se preocupem com isso. - Disse apontando para as portas. - Yuuri fica em um quarto, a Maria no outro e o Victor no meu. - Olhou para as crianças. - E vocês pequenos durmam onde vcs quiserem. - Terminou sorrindo. 

Anna apenas assentiu e pegou na mão da Maria que se dirigia para o quarto indicado, mas Noah ficou parado e virou para o Victor. 

- Tio Victor por que você não quer ficar com o meu papai? Não gosta mais? - O japonês tropeçou, o russo engasgou, a mulher parou com a menina e o suíço ria nervoso. 

Victor e Yuuri olhavam para a criança sem saber o que responder. O menino encarou o russo e depois virou-se para o pai, na sua carinha todo o desentendimento possível para a sua pouca idade. 

- Filho...

- Por que pai? Você não gosta mais dele? - Olhou para a irmã que sacudia a mão sem parar. - A Anna disse que você estava triste, é por causa do tio? 

O japonês estava a ponto de explodir em lágrimas ou quem sabe descontar toda a sua frustração em alguém que não fosse o próprio filho, mas no fundo tinha pleno entendimento que estava nessa enrascada somente porque se deixou levar pelo coração. 

Levantou o rosto corado para encontrar os olhos do Victor em si. Respirou fundo e voltou para o filho que ainda esperava uma resposta que fosse dos adultos. 

- Noah esse assunto é de gente grande, mas não estou mais triste e o tio Victor... - Buscou os olhos azuis mais uma vez. - Depois vou conversar com ele. 

- Mas o tio disse que gostava de você e...

- Já chega filho. - O moreno chegou no limite e conhecia o seu pequeno o suficiente para saber que o assunto não teria fim até o filho escutar o que queria. 

Os olhinhos se encheram de lágrimas e se voltaram para o platinado mais uma vez. - Tio? O mais velho fitou o moreno com se pedisse permissão e depois se abaixou na frente do menino. 

- Nada mudou daquela conversa que tivemos. Tá bom? 

- Promete? - As primeiras lágrimas da criança desciam e Victor só queria pega-lo no colo e ninar como se fosse o seu bebê. 

- Prometo. - Noah enxugou o rosto e virou para o pai que mesmo embargo pelo momento o pegou nos braços e o apertou forte cheirando seus cabelos. Por cima dos cachos encarou todos que estavam parados no corredor  e entrou no quarto onde iria proteger seu menino, seu filho, seu porto seguro... o seu lugar mais certo nesse mundo louco em que vivia. Fechou a porta com demasiada força. 

 

Anna viu pela janela que no condomínio tinha um parquinho e convenceu o pai de que desceriam para brincar mesmo com o frio que fazia. O japonês estava recluso e acabou concordando em sair do apartamento para ver se seu estado de espírito melhorava. 

Passado alguns minutos que estavam ao ar livre, apareceu uma menina acompanhada de uma babá e um cachorro da raça atika chamado Zeus. A diversão estava garantida, os três mais o enorme bicho se tornaram amigos em segundos e resolveram explorar as dependências do condomínio causando pequenas confusões, tudo sob o olhar do moreno e da mulher que lhe sorria muito simpática. 

Victor que se aproximava do local viu a cena e teve que morder a língua para não fazer uma besteira de novo. A mulher estava trabalhando e eles tinham algo em comum as crianças. 

O japonês sentiu a presença do outro mesmo sem vê-lo, sabia que a hora de conversarem tinha chegado e por esse motivo se voltou para o receber. 

- Sente-se aqui Vitya. - O russo claramente se incomodava com a presença da mulher, mas obedeceu e foi até simpático, mas o clima ficou estranho mais uma vez até que a babá Anastácia deu uma desculpa qualquer e saiu, os deixando sozinhos. Yuuri se sentou de frente para o parque e observou os filhos correndo atrás do cão. 

- Você está com raiva de mim ainda por tudo que aconteceu na sua casa? - Victor começou direto e podia ver o perfil do japonês que se alterava com suas palavras. 

- Por que você acha que sempre estou com raiva de você??? Não existe outro sentimento que possa ser sentido em relação a você? Só isso, raiva e ódio... Nikiforov? - Terminou de falar de frente para o russo. 

- Eu tenho a impressão que só te faço sofrer cada vez que chego perto... e isso está me consumindo por dentro, porque tenho a certeza que uma hora você vai deixar de me amar... - Disse pousando a mão no rosto do Yuuri que apoiou em sua palma para prolongar o contato. Estava de olhos fechados.

- Bom... você deve ter algum fetiche em me fazer sofrer, só pode? - Beijou a palma da mão russa. - Eu aguento, mas... - Olhou para os filhos que brincavam, suspirou. - Mas, acabo com você se fizer meus filhos sofrerem... - Victor pousou os dedos sobre os lábios do japonês. 

- Eles... você são importantes pra mim e mesmo sabendo que não mereço... desejo muito todo esse amor e fazer por onde merecer. - Viu as crianças correndo em sua direção, precisava ser o mais rápido e direto possível. - Me perdoe por perder a cabeça, por sair correndo no primeiro grande obstáculo que tive que enfrentar, mas... - Baixou os olhos. - Tenho medo de acordar de um sonho bonito e descobrir que ainda vivo em um pesadelo sem você. 

Yuuri estava parado olhando para o platinado quando seus filhos chegaram fazendo algazarra, junto deles a menina e o Zeus que se jogou em cima do Victor e o levando ao chão  com o impacto, todos caíram na gargalhada. 

O japonês se levantou e tirou o cachorro de cima do russo e o ajudou a sair do chão, o clima está mais descontraído e Victor tentou a sorte.

- Janta comigo nessa noite? Só nos dois. 

 

Christopher fez a reserva em um dos melhores restaurante da região que por sinal ficava dentro de um luxuoso hotel, o maior da pequena Champery. O suíço foi um pouco além e avisou para o russo do quarto que estava em seu nome e que deveria ser bem usado e aproveitado pelo casal, completou que não os queria ver no apartamento antes do horário de almoço do dia seguinte. 

Em poder dessa informação o platinado, apesar do frio, sentia o suor escorrer pelas costas e tudo por causa do que poderia acontecer ou não durante o jantar e depois. Não queria criar grandes expectativas, pois sabia do caminho que teria que percorrer até derrubar todos os muros que o japonês construía envolta do seu coração, mas falhava miseravelmente nesse ponto, pois nesse exato momento estava encarando a boca do moreno de forma obscena enquanto ele lia o menu da noite e tentava se decidir. 

- Você já escolheu? - Yuuri o encarava tentando adivinhar onde sua cabeça estava. 

- Sim... vou tomar vinho. - Respondeu o que lhe veio na cabeça, não tinha sequer olhado o cardápio. - E acho que vou de carne. E você?

O japonês sorriu de canto de boca e deixou o encarte de lado. - Vou lhe acompanhar na sua escolha. - Virou a cabeça em direção a montanha, estava escuro do lado de fora e não conseguia ver os picos brancos, mas enxergava o céu estrelado, suspirou e deixou seus pensamentos vagarem até que sentiu um toque em sua mão e depois dedos entrelaçando com os seus, estavam hesitantes e frios, mas se juntaram e se fecharam com os seus. 

- Estou feliz que tenha aceitado. - Yuuri apenas sorriu e se deixou envolver na atmosfera do momento. 

A comida era exuberante, o local estava tranquilo o que passava a impressão de ser mais íntimo e aconchegante. O jantar corria bem e já tinham bebido duas garrafas de vinho, os efeitos da bebida refletiam nos dois que estavam mais a vontade a mesa e aos toques um do outro, mas quando o maître do restaurante apareceu para informar que a conta do mesmo foi incorporada à conta da suíte, Victor não sabia como encarar o moreno a sua frente. 

- Então era esse o seu plano? Primeiro um jantar romântico e depois “eu” seria a sobremesa?! - Yuuri estava sério e mordaz ao mesmo tempo, fazia o russo se sentir um idiota completo por achar que tudo se resolveria somente nisso.

- Yuuri... não era isso. O Chris achou que a gente... bem que a gente iria se entender e... - Começou a se enrolar na explicação. 

- Tudo bem, eu topo. - Disse se levantando e caminhando em direção a recepção do hotel. 

O russo ficou parando, piscou várias vezes tentando entender que o ele queria dizer com “tudo bem”. O que estava bem? O quarto? A proposta implícita? Ou eles estavam bem? Escutou a voz do seu moreno o chamando e o seguiu. 

No elevador Yuuri atacou o russo e iniciou um beijo carregado de luxúria e desejo, era o ponto de partida para a noite que teriam, a promessa que tudo voltaria a ser como antes e Victor vibrava por sentir o outro tão entregue ao momento. 

- Quero fazer amor com você a noite inteira. - O platinado sussurrava na sua orelha enquanto abria a porta do quarto, mas percebeu que subitamente Yuuri parou... 

- Temos um problema aqui... então.- Olhos castanhos diretos nos azuis. - Hoje eu só quero trepar gostoso. - Passou a língua pelos lábios do russo largando o óculos na sua mão e se virou entrando no quarto, instantemente começou a tirar suas roupas as jogando pelo chão, ficou somente de cueca boxe. Olhou pra trás e viu o russo ainda parado na porta do lado de fora. - Você não vem? - Soltou o cabelo e se abaixou para tirar a última peça.

Victor admirou o corpo escultural, a tatuagem que tanto lhe fascinava e amava esse jeito lascivo que mexia com o seu íntimo mais profundo. 

Escutou os gemidos do japonês e naquele momento tomou conhecimento que ele estava se tocando. Entrou correndo no quarto e  trancou a porta, quando se virou para tirar o casaco deu de cara com Yuuri que sorria vitorioso ao enlaçar seu pescoço e se esfregar nele fazendo seu corpo ondular. 

- Me fode gostoso, Vitya. 

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...