História A Residente - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Girls' Generation
Personagens Jessica, Taeyeon, Tiffany, Yuri
Tags Girls' Generation, Snsd, Taeny, Yulsic
Visualizações 885
Palavras 5.138
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Orange, Romance e Novela, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ooooi baby's, cheguei com mais um cap.
Primeiramente queria desejar feliz aniversário (novamente) pra quenga da Sarah, pq ela merece toda felicidade do mundo. *PALMAS.

Segundamente queria que vocês dessem uma escutada nessa música porque será importante para que vocês sintam o clima do ambiente.PS: LINK DO VÍDEO NAS NOTAS FINAIS.

Terceiramente, sem mais delongas UAHSUASH qq dúvida sobre alguma palavra, vcs podem me perguntar.
Booa leituraa -v-

Capítulo 5 - Capítulo 5


[P.O.V Tiffany]

A manhã seguinte despertei com uma forte pontada na parte de trás da cabeça, em consequência da noite de bebedeira exabundante. Depois da visita inusitada da única pessoa que desejei ter vindo – e que por ironia foi a única pessoa a qual eu não convidei – fiquei mais animada e com motivo de sobra para comemorar, principalmente com o seu convite inesperado. Ainda assim, ao arrumar toda a bagunça que ficou de ontem, não lamentei a ressaca. O meu problema não foi o excesso e sim ter misturado duas bebidas distintas a favor do meu aprazimento.

Sorvi a minha xícara de café lentamente e repousei o objeto em cima do balcão da cozinha, até me dar conta de que todo o ambiente já havia sido arrumado e organizado do meu agrado. Era o meu dia de folga, eu poderia muito bem ficar em casa submersa em pensamentos, navegando na noite anterior enquanto tinha uma sessão atordoante de orgasmos com o meu vibrador, mas achei que seria mais animado sair e explorar as ruas de LA afim de esquecer por um instante que, daqui há algumas horas, eu estaria na presença da mulher mais instigante e avassaladora que havia conhecido nessa vida.

Não demorei muito a vestir um short jeans, uma blusa branca simples e uma sapatilha vermelha, com os fios presos e desgrenhados no alto da cabeça. Era mais um dia quente na cidade e estranhamente eu me sentia disposta a andar nesse calor abrasador. Ao me afastar da fachada cinzenta de mármore do meu prédio, atravessei a rua ao perceber os carros parados no sinal vermelho e caminhei em direção ao amontoado de lojas umas próximas às outras, dispersas na avenida que corta toda a cidade, na Sunset Boulevard. Muitas pessoas circulavam por ali entre as variadas lojas de roupas, cafeterias, minimercados e restaurantes. Esse foi um dos motivos pelo qual eu e Yu decidimos residir por esse lado da cidade, apesar de ficar um pouco longe do hospital. Porém, sobraria tempo para as compras sem precisar enfrentar o trânsito caótico de LA.

Após comprar algumas coisas e me deliciar com um risoto de shitake e um refresco de limão no restaurante ao lado, relaxei na cadeira ao sentir aquela letargia insuportável sempre que me dava depois do almoço, ainda mais com esse sol que deixava qualquer um em estado de prostração. Contemplei todo o ambiente do restaurante em estilo italiano, minimamente detalhado em cores azuis e brancas, e retirei o celular da minha bolsa. No instante em que destravei a tela do aparelho, recebi uma mensagem de texto e era de um número local.

“Espero que esteja aproveitando o seu risoto. Anseio em vê-la logo mais. ”

Levei um susto ao saber quem era o remetente, ou melhor, a remetente. Olhei para todos os lados possíveis para ver se a via e nada. Até cheguei a levantar da cadeira para ampliar o meu campo de visão, mas sem sucesso. Como ela sabia onde eu estava e o que havia acabado de comer? Senti as borboletinhas do meu estômago se revirarem de felicidade só de imaginar que ela poderia estar próxima a mim. Respirei profundamente e mordisquei o lábio inferior, numa tentativa súbita de suprimir o meu nervosismo.

"Onde você está?"

Respondi a mensagem e aguardei ansiosa pela sua resposta. Varri os olhos novamente pelo local e não conseguia acalmar minhas pequenas borboletas, pareciam até que estavam descendo em uma montanha russa sem o cinto de segurança, sendo levadas pela adrenalina. Foram quase 15 minutos de espera por sua resposta e então decidi pagar a conta e ir para casa. Mas assim que passei pela Starbucks, salivei por um caramelo frappuccino a base de café bastante gelado para combater esse calor e doce o suficiente para acalmar a formiguinha que habitava em meu estômago.

“Apenas vá para casa e descanse. A noite será longa.”

Saí da loja dando goladas em minha bebida enquanto lia a sua mensagem com um sorriso esperto nos lábios, ao imaginar a sua voz enfática decretando essa ordem. Senti um misto de ansiedade e excitação me invadir e decidi relaxar o resto do dia para estar bastante descansada para a nossa noitada longa – segundo a mensagem da minha chefa.

***

A noite se fez presente e por causa do tempo quente que fez durante o dia, veio com ventos agradáveis e com uma boa umidade. Abri os olhos lentamente assim que o despertador do celular começou a tocar, indicando que já eram às 7 da noite, e olhei diretamente para o meu vestido que estava repousado em uma poltrona, no outro lado do cômodo e sorri animada. Era um vestido preto curto sem alças. Seu modelo era drapeado na frente e atrás, com orla de silicone no decote para melhor aderência nos seios, acentuando perfeitamente cada curva do meu corpo.

Tomei um banho não muito demorado e comecei a me preparar sem pressa, já que haviam 40 minutos restantes. Cada peça íntima que adornava minhas curvas, foi escolhida a dedo hoje, em uma loja de lingerie. Uma calcinha preta fio dental, uma meia calça na mesma cor com fios finos e uma cinta liga, prendendo levemente em minha calcinha. Fitei meu corpo magro pelo grande espelho do meu guarda-roupa e sorri com a imagem que via. Há tanto tempo não me sentia sexy, muito menos desejada por uma pessoa. Seja lá o que havia despertado na minha chefa da noite para o dia, me deixou contente em demasia.

Terminei o processo com uma maquiagem generosa para uma noitada, ressaltando os meus olhos com um delineador, rímel e uma sombra escura, um blush rosinha claro para acentuar as maçãs do meu rosto e finalizei os lábios com um vermelho paixão. Coloquei todo o meu cabelo partido no meio para um lado e espirrei o perfume em algumas partes estratégicas do meu corpo, principalmente atrás da orelha. Cada vez que o ponteiro do relógio de cima do meu criado mudo avançava na direção, meu coração começava a palpitar e não conseguia conter a transpiração nas palmas das minhas mãos.

- Cheguei babyTi. – Yu despertou-me de um transe, enfiando a cara na porta do meu quarto. – Uau você está absurdamente gostosa. – Ela se aproximava a passos lentos e se posicionou atrás da cadeira, abraçando-me levemente pelo pescoço.

Sorri para ela, fitando o seu rosto de cansaço através do espelho e fui me levantando da cadeira, envolvendo-a em um abraço apertado. – Como foi o seu dia? Deixei seu jantar no micro-ondas.

- Definitivamente hoje eu estou só os restos mortais. – Respirou fundo e desvencilhou-se do meu abraço, se jogando em minha cama de barriga para cima. – O pessoal vai lá para o Irish Pub. Sabia que ele fica a 5 minutos do hospital? Eles frequentam muito lá, sempre que terminam um plantão.

- Sério? - Fingi interesse enquanto pegava meu celular em cima da escrivaninha, ao escutar ele apitar. – “Desça”. – Olhei rapidamente o conteúdo da mensagem e mordi o lábio, enfiando o celular na minha bolsinha de mão. – Desculpe, eu preciso ir agora BabyYu. – Sorri e me aproximei, dando um beijo de leve em sua testa para não borrar os meus lábios. – Descanse.

- Pelo visto então nem irei te esperar para dormir não é? - Sentou-se na cama e me observava sair do quarto às pressas.

- Nãoooo, eu peguei minha chave. Boa noite – Gritei já passando pela sala e saindo do apartamento.

Saí do elevador me equilibrando em um delicado scarpin boneca na cor preta. Ao passar pela portaria e descer alguns degraus, a avistei encostada casualmente na porta do seu carro com a perna cruzada. Usava uma calça risca cinza, uma blusa de manga ¾ branca enfiada por dentro da calça e um salto dourado. Seus cabelos estavam parcialmente umedecidos, como se estivesse acabado de sair do banho com um ar despreocupado. Ao me aproximar dela, fui envolvida pela sua mão possessiva puxando-me pela cintura e anulando o espaço entre os nossos corpos.

- Garota doce. – Escutei seu sussurro suave, seguido de uma roçada com o seu nariz no pé da minha orelha, deixando todos os pelos do meu corpo em estado de alerta.

Fechei os olhos e inalei profundamente o seu perfume, de fragrância amadeirada. – Boa noite Dra Kim. – Assim que me afastei um pouco do seu rosto, pude contemplar o mesmo apenas marcado com um rímel preto, uma sombra levemente dourada e um batom bege perolado em seus lábios. – Onde vamos? - Alarguei o meu sorriso.

Recebi um singelo sorriso de volta e ela me guiou para o outro lado do carro, abrindo a porta para mim. – Fora do ambiente hospitalar, você pode me chamar de Taeyeon. – Assim que me acomodei no assento, ela bateu a porta e retornou para o seu lado, acomodando-se em seu banco. – E logo você verá aonde iremos. – Ela me fitava atentamente passando o cinto de segurança em volta do seu corpo e aproveitei para fazer o mesmo. Seus olhos passearam pelas curvas do meu corpo e não pude resistir a uma cruzada de pernas, revelando as fivelas da minha cinta liga - Vamos te exibir, menina. – Seu sorriso lascivo demonstrou toda a sua intenção por de trás daquele encontro. Ela não deixou claro o que iríamos fazer e eu muito menos me importava, só queria perder a minha sanidade mental por um momento e ser fodida de todas as formas por aquela mulher que tanto habitava os meus pensamentos mais obscuros, nesses últimos dias.

Ela posicionou sua mão no câmbio automático, deslizando lentamente a costa da mesma pela lateral da minha coxa e saiu arrancando o carro dali, com uma certa pressa. As ruas de LA estavam tranquilas e o tráfego fluiu rapidamente. A cada trocada de marcha, sua mão esbarrava propositalmente em minha coxa e ela me direcionava uma olhada furtiva, como se fosse me devorar a qualquer instante por ali. Ficamos nessa conversa muda, nessa troca de olhares carregados de luxúria e nada mais precisava ser dito, ambas partilhávamos os mesmos desejos e anseios. Ao virar em uma curva, diminuiu a velocidade e foi estacionando o carro no que me parecia ser um fundo de algum estabelecimento. A rua estava parcialmente escura, exceto por um poste com o refletor virado para uma porta, iluminando dois homens.

- Boa noite Senhora Kim. – Um dos homens de estatura baixa e cabelos grisalhos, na casa dos seus 50 anos, aproximou-se assim que a viu descer do veículo.

- Boa noite Mark. Sua filha já melhorou? - Jogou a chave do veículo para o homem enquanto eu dava a volta e parava ao seu lado, ajeitando o meu vestido nas coxas.

- Sim Senhora, muito obrigado pelo conselho. – Ele segurou na ponta do seu chapéu, fazendo um cumprimento singelo para a mesma. – Tenha uma boa noite senhora Kim.

- Eu sempre tenho. – Seu rosto assumiu uma expressão séria e senti seu toque firme na parte superior das minhas costas, guiando-me para dentro do estabelecimento.

Cumprimentamos o segundo cara, que era um segurança perfeitamente engravatado parecendo ter uns 2 metros de altura e o mesmo abriu a porta do local, revelando um som estrondoso e ritimado em batidas eletrônicas. Era uma boate. O ambiente era bastante espaçoso e não estava lotado, provavelmente por ainda nem ser 9 horas. Haviam alguns grupinhos separados na pista de dança e no lounge que estava levemente iluminado com as cores azuis e roxas, ao lado de um barzinho. No segundo andar ficava o DJ no alto e o que me parecia ser um camarote privativo.

Caminhamos até o outro lado do ambiente e havia outro segurança por ali. Ao reconhece-la, saiu de frente da porta e na mesma havia uma placa pendurada “somente para associados”. Ele cumprimentou a Dra e assim que abriu a porta fechando à mesma atrás da gente, não se podia mais ouvir o som estridente da boate, provavelmente eram aquelas portas acústicas.

- Tem certeza de que posso estar aqui? Eu não sou associada – Indaguei confusa no modo em que admirava o ambiente. Era um corredor não tão grande, mas perfeitamente adornado com um tapete vermelho e um estofado na mesma cor nas paredes e candelabros dourados com velas aromatizadas pendurados na mesma.

- Eu sou a dona do clube – Respondeu sucinta, me direcionando um sorriso orgulhoso. – Quero que você mantenha a sua mente aberta.

Dito isso, apenas concordei em silêncio e seguimos até o final do corredor onde dava para uma sala enorme, em formato redondo. O tapete vermelho continuava revestindo o chão, mas a única parede que seguia o formado redondo era preta e continham 3 quadros enormes: O primeiro era uma pintura de uma boca vermelha com o batom borrado, o do meio continha somente a perna pálida de uma mulher adornada com uma cinta liga e outro da ponta era a imagem do que me parecia ser um homem em estilo blasé, fumando um cigarro casualmente enquanto segurava um chicote. O som era ambiente, baixo e calmo, nem dava para identificar que música tocava.

Havia um minibar e ao lado havia outra porta revestida com som acústico, ela era preta e grande, estilo portas de cinema. As poltronas eram de cores mistas, mas sempre no tom de preto e vermelho e com os estofados de couro. Haviam dois homens acomodados em duas poltronas ao canto, conversando animadamente quando uma mulher se aproximou, trajando um colam preto de couro e um par de botas de couro na mesma cor, que cobriam perfeitamente suas coxas bronzeadas. Seus cabelos loiros estavam presos em um rabo de cavalo bem no alto da cabeça, esticando todo o seu rosto delicado e marcado com uma maquiagem pesada.

- Venha, sente-se aqui. – Taeyeon despertou-me de uma utopia, guiando-me para duas poltronas no outro lado do ambiente.

- Lugar interessante. Sua boate tem dois ambientes? - Acomodei-me em uma das poltronas vermelhas de couro e cruzei as pernas, percebendo os dois homens me encarando. Um dos deles levantou a bebida em minha direção e alargou um sorriso.

Fiz um leve cumprimento, retribuindo o sorriso e Taeyeon acompanhou o meu olhar, logo fechando o seu semblante. Seu corpo estava perfeitamente alinhado na poltrona e seus cotovelos repousados nos braços da mesma – Tiffany ... – Fez uma breve pausa até que eu a encarasse. – Aqui não é uma boate normal, quer dizer, a primeira parte que você viu sim. Mas é apenas um disfarce. – Ergui a sobrancelha num misto de confusão e a vi sorri, mostrando toda a sua arcaria dentária perfeita. – The night hunters é um clube extremamente seletivo que abriga pessoas com gostos peculiares. – Fez outra pausa, desviando o seu olhar para a garçonete que se aproximava e nos interrompia.

- Minha senhora .... – A loirona curvou-se de joelhos no chão, aos seus pés.

Taeyeon apenas repousou seu salto no ombro da mulher emanando autoridade e olhando-a de cima. – Hoje não Allegra. Apenas me traga o de sempre e um vinho para você? - Olhou para mim enquanto a mulher recobrava a sua postura de submissa.

- Ah, sim, vinho branco seria ótimo. – Engoli o bolo de cuspe que havia se formado em minha garganta e cruzei a perna para o outro lado, ao perceber do que se tratava aquele ambiente.

A loira curvou-se brevemente para Taeyeon e saiu dali, dando uma bela visão do seu rebolado. Taeyeon olhou-a com indiferença, como se não fosse novidade alguma e voltou a fitar-me – Você comeu alguma coisa? - Seu tom de voz foi mais suave, evidenciando uma certa preocupação.

- Jantei sim – Menti, não iria dizer que passei o dia todo nervosa por conta do encontro que nem consegui comer depois de me deliciar com um estupendo frappuccino. – Não se preocupe.

- Ótimo, e como eu estava dizendo ... – Hesitou por um tempo, estudando a minha expressão facial como se estivesse tentando decifrar alguma coisa, mas mantive-me imparcial. – Aqui é um clube de sadomasoquismo. – Foi direta. – Quer dizer que pessoas sádicas e masoquistas frequentam o clube. Você entende o que isso quer dizer? - Seus olhos eram impenetráveis não transparecendo qualquer emoção, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo e que todo mundo era adepto àquela prática.

- Entendo que você é sádica e não quis me comer ontem porque prefere me ferir e ter um orgasmo enquanto me contorço de dor?! – Ajeitei-me novamente na poltrona, começando a me sentir desconfortável com o curso que aquela conversa estava tomando.

Meu comentário pareceu ter surtido um efeito revigorante nela, pois a gargalhada estrondosa que ela deixou escapar por causa do meu comentário, despertou curiosidade nas poucas pessoas que ali estavam. – Menina, não se trata de sadismo ou masoquismo que buscam sofrimento próprio ou do outro. Na realidade, a busca por alguns apetrechos e objetos diferente, digamos assim ... – A loira boazuda voltava equilibrando uma bandeja com as nossas bebidas. – Trata de aumentar o prazer sexual sem machucar. Obrigada Allegra. – Pegou seu copo de whisky e a minha taça de vinho, entregando-me – É um consenso, um jogo negociado por duas ou mais pessoas e que pode ser interrompido a qualquer momento por um dos participantes.  

Agradeci pela bebida e sorvi um grande gole sem me importar que estava de estômago vazio. O vinho foi uma válvula de escape momentânea que encontrei, para desviar o meu olhar daquele rosto desejoso. – Você quer que eu seja sua submissa? – Repousei a taça na mesinha que se encontrava no meio de nossas poltronas e voltei a encará-la.

- Nada me daria mais prazer Tiffany. – Sorveu um gole do seu whisky puro, encarando-me descaradamente.

- Mas eu não quero sentir dor. – Falei quase num sussurro.

- A dor e o prazer estão juntos e habitam o mesmo lado do nosso cérebro. A pessoa que está sentindo prazer, não consegue senti dor.

Balancei levemente a cabeça fazendo que havia entendido, mas me sentia ridícula por ligar os pontos. Ela não me queria para um relacionamento normal, e francamente, nem sei porque cogitei uma ideia dessa já que ela estava saindo de um casamento. Virei o rosto para o outro lado e vi os dois homens caminhando em direção a porta acolchoada que havia visto ao lado do bar, de mãos dadas. Eles pareciam confortáveis e deveriam ser associados do clube. – Preciso virar sócia do clube também? - Indaguei no modo em que encarava o barman se aproximando, evitando um contato direto com os olhos dela.

- Automaticamente você vira associada do clube, mas quem paga é o seu dono. - “Seu dono”. Essas últimas palavras martelavam minha cabeça e retumbavam em meu sistema nervoso, fazendo-me sentir ligeiramente enjoada.

- Boa noite Sra Kim, está do vosso agrado? – Um jovem de mais ou menos 20 anos, parou em frente a poltrona da Taeyeon, com um largo sorriso nos lábios.

- Sempre está Martin, como estamos de movimento? - Revirou levemente o líquido em seu copo e sorveu mais um gole.

- Como a senhora já sabe, não estamos muito bem. Tivemos outro cancelamento hoje e ... – direcionou um olhar para mim, não muito convicto do que falaria, mas obteve um aceno de cabeça da Taeyeon para que continuasse – Uma pessoa famosa e bastante importante para o clube.

Ela pareceu engolir em seco. Apoiou seu cotovelo na poltrona e deslizou seus dedos lentamente pelos seus fios loiros que já haviam secado, ficando pensativa por um momento. Aproveitei o seu estado inerte por um momento e terminei de sorver a bebida em um único gole, até sentir meu estômago reclamando da queimação do álcool. O garçom me fitou com um sorriso de lado, como quem estivesse tentando fazer amizade e logo voltou a atenção para a Taeyeon. – Vou lhe servir outra dose senhora. E a senhorita aceita outra taça? - Virou-se gentilmente para mim.

- Sim, por favor. – Entreguei a minha vazia e o mesmo se curvou, saindo dali.

- Martin ... – Taeyeon o chamou e ele parou, obedecendo subitamente. – Me traga o ipad por favor.

- Sim senhora Kim. - Respondeu de imediato e continuou o seu caminho.

- Quero que você seja minha Tiffany. – Virou sua atenção abruptamente para mim e me pegando de surpresa com aquela declaração direta.

- Não temos que decidir um limite? - A uma altura dessa, o álcool já havia sido absorvido pelo meu organismo causando uma intoxicação aguda em meu cérebro, me desinibindo seja lá do que fosse fazer ou falar.

- E iremos. – Estendeu a mão para pegar o Ipad que o garçom acabara de entregar e mexeu na tela do aparelho, enquanto o mesmo depositava nossas bebidas na mesinha e se retirava. – Apenas marque os objetos que você gostaria de usar, assim como todos os itens que gostaria que praticássemos.

Engoli em seco e peguei o aparelho. Deslizei lentamente meu indicador pela tela e analisei todo o conteúdo da página. Algumas coisas já eram do meu conhecimento, mas outras não entendia os termos. Apenas fui marcando tudo o que eu queria e as imagens torturantes faziam minha cabeça rodar – Estou me sentindo em um filme de jogos mortais. – Retruquei baixo e devolvi o Ipad para ela, pegando a minha taça de vinho.

Ela riu para mim, parecendo estar satisfeita com a minha decisão. Pegou o Ipad e verificou atentamente cada item marcado por mim e sorvia sua bebida, pacientemente. – Sexo anal ... você tem certeza? - Seus olhos brilhavam, como se chamas estivessem sido acesas lá dentro. Eu apenas concordei levemente e sorvi minha bebida, sentindo meu corpo esquentando. – Estou surpresa, não é comum uma garota da sua idade, mas é bastante do meu agrado.

- Então nossa relação será apenas assim? - Fui direta e a vi colocar o Ipad sobre a mesinha.

- Estritamente assim. Me apaixonar não é uma prioridade agora, estou no meio de uma separação e creio que também não será saudável para você se apaixonar, enquanto mantivermos essa relação. – Passou uma perna por cima da outra, cruzando-a com naturalidade.

- Então eu sou oficialmente sua e você não é minha? - Perguntei, temendo a resposta que eu já sabia.

- Exato. – Seu sorriso era lascivo e ao mesmo tempo irresistível. Sua sobrancelha estava perfeitamente levantada como se tivesse me desafiando.

- Quando começamos? - Engoli em seco.

Seus olhos brilhavam com uma intensidade inigualável e um sorriso satisfeito apareceu em seus lábios sensuais. Lábios esses que me tiravam o sossego e me faziam imaginar como seria tocá-los, tão macios e ao mesmo tempo me pareciam tão ágeis e experientes. Não demorou muito e ela levantou em um sobressalto pegando-me pela mão e me direcionando pela porta onde os homens haviam entrado, momentos antes.

Apesar de ser uma sala praticamente igual a outra, era um ambiente diferente, com clima diferente e cheiro diferente. Parecia ser cheiro de cera de vela derretida, misturado com alguma essência a qual eu não sabia distinguir. Tinha uma Smart TV enorme, tomando quase toda a parede, onde passava um clipe desconhecido para mim. A voz sensual de uma mulher ecoava pelo ambiente com alguns dizeres pervertidos, e ao olhar para a televisão, me dei conta de que era a Dita Von Teese. Suas palavras sexuais invadiam os meus tímpanos e agitavam as minhas borboletinhas. Caminhei lentamente pelo lugar sendo seguida pela sombra da Taeyeon e assim que o som se tornou estridente aos meus ouvidos, olhei para o outro lado e senti meu corpo retesar.

Havia uma espécie de box de vidro perfeitamente enfileirados. Eram 4 cubículos com jaulas dentro, cavaletes, acessórios revestidos em couro e algemas que desciam pelo teto. Ao final do cubículo havia uma série de chicotes pregados na parede, de todos os tamanhos e de todos os tipos. E em um dos boxes, estava o casal de homens que havia visto logo mais cedo no outro ambiente. Um deles estava ajoelhado com os braços pendurados nas algemas que desciam pelo teto. Em sua boca havia uma espécie de mordaça com uma bola preta, abafando todos os gemidos que ousassem ecoar e quem sabe até o grito da sua alma. A luz do ambiente era dominada por candelabros contendo velas vermelhas e pretas, tudo nos mínimos detalhes.

Parei em uma das poltronas de couro que ficava de frente para os boxes e segurei firme nela tentando manter o equilíbrio, o clima ali era pesado e assustador para quem não conhecia essa prática. Cada vez mais que a música alcançava uma nota maior, os gritos ecoavam tão forte que parecia que o cara estava gritando no pé do meu ouvido. O outro homem que estava em pé, logo atrás do outro, trajava apenas uma cueca preta jockstrap de couro e botas na mesma cor, deixando seus músculos altamente definidos, visíveis. Sua pele era morena e seus cabelos eram extremamente lisos, de causar inveja. Ele passeava com a ponta de um chicote pela costa do outro e ao se dar conta de que tinha gente os observando, ele desferiu uma chicotada forte na pele branca do seu submisso, mostrando um sorriso lascivo em seus lábios maldosos.

Comprimi meus lábios em uma linha fina e pude sentir aquela lapeada em minhas costas, fazendo o meu corpo se arrepiar só de me imaginar ali. Eu que desejei tanto ver o diabo, que fui parar no próprio inferno. Senti as mãos da Taeyeon envolverem minha cintura e me puxando um pouco para trás, fazendo-me colar em seu corpo. Por um milésimo de segundos, me senti como se estivesse sendo protegida, mas era só o álcool brincando com o meu consciente. Repousei a cabeça em seu ombro e fechei os olhos quando suas mãos foram subindo até os meus seios e os apertando com força.

“Fodi você porque eu te amava. Fodi você por amar isso, também.
Eu não preciso de um motivo para te odiar como eu odeio”

 

As batidas da música eram fortes e estranhamente deixe-me ser levada pela voz macabra. Suas mãos desciam apertando cada parte do meu corpo como se quisesse findar as suas marcas ali, e ao alcançar minhas coxas, foi levantando lentamente meu vestido posicionando seus lábios em meu ouvido. Sua respiração quente e abafada, eriçou todos os pelos do meu ser.

- Uma mulher pode entregar o seu corpo, mas nunca compartilhar o seu coração ou a sua alma. Eu quero a sua mente Tiffany, eu ... – Sua voz estava embargada de sensualidade. Alcançou novamente a minha virilha e parou com a palma da sua mão, em cima da minha buceta. – Eu quero o seu emocional. – Apertou tão gostoso que eu não pude conter um gemido rouco. – E quero a sua alma. – Decretou, enfiando a língua no lóbulo da minha orelha e a penetrando toda quente, fazendo-me deseja-la rodopiar daquele jeito, no meio das minhas pernas.

Me sentia levemente tonta com aquela mistura de sentimentos, novos e velhos, com aquele aroma que instigava ao sem pudor e com a letra da música que só falava em foder. Suas mãos foram soltando lentamente as fivelas da minha cinta liga e ela segurou firme na alça fina da minha calcinha. Em um puxar forte e violento, ela dilacerou o tecido em minha pele, fazendo arder levemente. – Irei te fazer g o z a r Tiffany. Considere isso como um presente de boas-vindas. – Sua voz firme, ponderou a palavra gozar como se fosse um deleite dos deuses.

A minha respiração estava ficando cada vez mais pesada e as batidas do meu coração, assemelhavam-se e se confundiam com o ritmo da música. Ela inclinou meu corpo para frente até que eu ajoelhasse em cima da poltrona, ficando de 4 para ela, e puxou meus pulsos para trás, os juntando com maestria. Suas mãos hábeis, amarraram os meus pulsos com a minha própria calcinha tão apertado que eu sentia a tira fina do tecido, roçando fortemente em minha pele.

Meu olhar buscou desesperadamente a figura dos homens à minha frente e percebi que o submisso estava com o pênis bastante duro, fazendo-me perceber de que aquilo poderia ser prazeroso de alguma forma, bastasse eu não me concentrar na dor. Não tardou e eu senti um tapa forte, vibrando todas as células da minha bunda. De fato, não doeu, apenas esquentou aquele local inabitável por anos e que precisava mesmo de atenção. Sua mão abriu caminho pela minha bunda até alcançar minha buceta que, à essa altura já latejava e pulsava de tão excitada que havia ficado.

- Olha só, você está molhadinha e prontinha para mim. – Ela empurrou dois dedos de vez em minha buceta e eu gemi sem pudor.

Meus olhos se fecharam diante da vulnerabilidade de estar de quatro para ela, com a bunda toda empinada e as mãos amarradas em minhas costas. Uma mulher que até alguns minutos atrás era totalmente desconhecida. Mas depois de ser apresentada ao seu gosto pessoal e ao seu estilo de vida, me sentia como se a conhecesse há tempos.

- Porra, você é tão apertada. Tem quanto tempo que ninguém te fode? - Seus dedos eram talentosos, habilidosos e confiantes, entravam e saíam suavemente de mim, me provocando e aumentando o ritmo a cada estocada voraz.

- Alguns anos ... – Mordisquei o lábio inferior, reprimindo os meus sons sexuais.

Senti o assento murchar levemente quando ela apoiou um dos seus joelhos ali e aumentou o ritmo das estocadas, fazendo meus seios balançarem e roçarem no estofamento de couro da poltrona. Não lembro de ter ficado tão excitada na minha vida. Estava dominada pela necessidade de ter um orgasmo e já nem me importava se o casal estava nos vendo. Seus dedos estavam provocando ondas de prazer e eu sentia uma vontade absurda de mover meus pulsos, querendo agarrar a poltrona. Mas cada vez que eu tentava movê-los, sentia o tecido friccionando em minha pele e ardia levemente.

- Goza para mim. – Ela ordenou – Agora. – Retirou rapidamente os dedos da minha buceta e fez uma massagem serpenteando o dedo em meu clitóris enrijecido e pronto para explodir.

Não demorei e cheguei ao orgasmo em um grito abafado, remexendo meu quadril em seus dedos, esquecendo completamente qualquer pudor e timidez. Esquecendo completamente onde eu estava, a música que estava escutando e o cara que estava à minha frente, do outro lado do box, enfiando seu pênis com violência e fodendo a boca do ajoelhado. Um prazer avassalador tomava conta do meu ser com o sangue pulsando ferozmente em minhas veias, sentindo o prazer do meu corpo tremendo violentamente com um orgasmo que nunca havia sentido na minha vida. Foi libertador.

Eu estava me sentindo toda mole quando fui me virando e encarando a figura triunfante à minha frente, enquanto deleitava-se com o meu fluído em seus dedos. – Hmm, garota doce. – Ouvi sua voz rouca e seus olhos brilhavam, dilacerando todo o meu corpo. Naquele instante, ela tinha total poder sobre mim. Eu faria tudo o que ela quisesse, e ela sabia disso. – A noite está apenas começando.


Notas Finais


E aíi, chegaram bem até aqui? UHAUSHAUSHAUH eu não tive muita certeza de como faria essa primeira foda delas, mas tá aí, espero q tenham gostado.
Até o próx baby's x3

LINK DO VÍDEO: https://www.youtube.com/watch?v=lJ6feg3TLoo


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