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História A Revolução das Fujoshis - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Entãooo..!
Esse dia chegou!
Aqui está o primeiro capítulo dessa história! 💕

Capa da minha autoria ❤

(AVISO: NADA! Deve ser levado a sério, é apenas um entretenimento para vocês se divertirem. Obrigada pela compreensão ❤)

Capítulo 2 - Os Mentirosos


Fanfic / Fanfiction A Revolução das Fujoshis - Capítulo 2 - Os Mentirosos

— Por favor, quero colocar a minha filha aqui nesse hospício, esse vício está prejudicando a sua mentalidade. — disse uma senhora assinando os papéis. — Coisa que ela não tem, não se passa de uma retardada. 

 

— Não se preocupe senhora, sua filha terá os nossos cuidados! — a atendente sorria para mulher e olhou para uma garota. — E você, será tratada como se fosse a nossa filha. — deu uma risada e a mesma se sentiu constrangida. 

 

 

[...] 

 

 

Akaru, uma garota de quartoze anos foi ao hospício de Fujoshis, onde os Otakus reabilitam as meninas — principalmente os meninos. Após a sua mãe descobrir que ela lia livros de casais gays mais dezoito, a mesma recomendou a ir nesse lugar; Mas aquilo parecia ser obrigatório. Ela tinha um distúrbio chamada Shipperle, não é tão grave, porém, tem que prevenir que não ocorre o pior. Tinha que admitir, se sentiu estranha ao shippar esse casais sem sentido, mas, gostou dessa sensação. Sentiu-se emburrada da sua mãe por reclamar de seus shipps, estava confusa e ao mesmo tempo estranha novamente. A mesma estava na clínica e esperando alguma notícia dos médicos, que examinaram essa doença. Escutou a porta se abrir, fazendo sair dos pensamentos.

 

— Então, senhorita Akaru, correto? — perguntou virando a folha.

 

— Sim, sou eu mesma... Doutor, o caso é... Muito grave?

 

— Não, mas terá que ir nesse hospício para não ter muitos perigos em nossa comunidade. Você entende isso..? — sua voz soa a fria e sem piedade. 

 

— ... — nenhuma palavra saiu de sua boca, mas percebeu que qualquer resposta não seria boa. 

 

— Muito bem, veste essas roupas e vamos para o seu quarto. — entregou as suas roupas e o mesmo saiu da sala.

 

Akaru olhou para as roupas e se perguntava se tinha certeza que é melhor ir para lá, não podia mentir, mas estava com medo, medo de ser motivo de chacota. Ouvia-se boatos que as Fujoshis são muitos cruéis e extremamente orgulhosas e podia facilmente te levar ao mau caminho; Engoliu seco e começou a despir-se.

 

— Talvez não deve ser tão ruim assim... Não é? 

 

 

 

 

[...]

 

— Quem eu quero me enganar... — disse sendo puxado com força no braço. — Mentirosos... — lágrimas teimosas caíram em seu rosto e enquanto de repente o médico aperta ainda mais pelo braço. 

 

— Anda logo! 

 

— T-Tá me machucando! — sua voz ficou rouca como se cactos de vidro descesse em sua garganta. 

 

 

Akaru estava passando pelas celas e vendo muitas garotas gritando e xingando o médico, tinha os meninos também, mas ficavam isolados. Muitas gritavam que queriam ler fanfics, ver fanarts ou até mesmo ver suruba dos médicos; que ironia. Os "quartos" tinham uma barreira de lasers azuis os impedindo de entrar ou sair, principalmente tinha câmeras por todos os lados; só tinha uma luz em sua janela acima delas. Usava-se um vestido branco com uma numeração de 1508, obviamente é para indicar as suas “pacientes”. O médico abriu umas das celas e pediu para que entrasse, e sem ao menos explicar como funciona o lugar. Ela viu três meninas deitadas ou sentadas em suas beliches.

 

— Escutem bem, não quero que começam a influenciar com as suas besteiras de gays ou algo do tipo. — a mesma se assusta e olha diretamente para o médico. — a única regra que tem seguir é: Nada de shipps!

 

— Vai pra merda ô' coroa'! — um  garoto reclamou, e ignorou o comentário e a mesma olhou para cama vazia e foi na direção para se aconchegar.

 

Deitou-se nela e esperou por algum milagre de algumas delas. As duas garotas e um garoto pareciam misteriosos e um pouco egocêntricos na sua visão, será que eles vão bater nela por não shippar um casal sem sentido e julgá-la? Cruzando dedos para esperar pelo pior, vendo com aquele olhos hipnotizantes prontos para matar alguém se algum ser contrair-lós. O rapaz se aproximou e fechou os olhos com medo de saber o que ia acontecer.

 

— OIÊ'!! — disse animado mudando aquela expressão que estava agora pouco. — Qual é o seu nome? — perguntou, a morena se levantou ainda sentada na cama.

 

— A-A-Akaru... — gaguejou pela forma que o mesmo se aproximava. 

 

— A-A-Akaru! — brincou com gaguejo e ficou ainda mais sem graça. — Meu nome é Miit-kun, minha numeração é 1707, e não se incomoda muito pois eu troco muito de nome. — deu uma risada de leve no final. 

 

— Prazer Byakya, numeração 1412 — a outra garota que estava na parte de cima da beliche, tinha uma personalidade meio fria.

 

— Olá, meu nome é Nemi-kun, numeração 0304! — explicou o que estava na parte de cima da beliche em que ela estava.

 

A morena se sentia meio estranho perto deles e ficou se duvidando se é uma boa ideia ficar batendo papo, aliás, nem Otaku era. Era apenas iniciante, nunca assistiu uma temporada inteira de um anime em menos de um dia, já que poderia ser apanhada por sua mãe por não concentrar-se em seus estudos; Nada a haver. Akaru analisava cada detalhe e postura que eles tinham para ver se realmente deve confiar-los. Tinha tanto "se" em seus pensamentos que automaticamente viraria um professor de filosofia, só falta ter barba e ser rabugento. E olhava para aquele garoto e pensou: "Ele tem cara de gay" 

 

— Bem, como você é novata, te explicaremos o que vai acontecer durante o seu "tratamento". Na verdade, o que aquele médico falou não é apenas uma regra, você tem seguir as três delas. 

 

— O-Ok, mas, podemos falar disso amanhã, ainda estou um pouco assustada com isso tudo e bastante cansada. 

 

— Relaxa, é normal ficar assustada com toda essa situação, mas eu garanto que vai ficar tudo bem. — ela põem a mão no meu ombro e abriu um sorriso preocupado. — Eu acho... 

 

— C-Como? — ela recebeu um tapa da garota que estava na beliche em que Akaru iria dormir. 

 

— Nada não querida, ele gosta de brincar com as pessoas, digamos que... Ele é um pouco... Sadista. — explicou a Nemi.

 

— Eu duvido muito que ela consiga sobreviver aqui, esse lugar é um verdadeiro inferno. — disse a Byakya. 

 

— TODOS VOCÊS, VÃO DORMIR! — de repente, as luzes se apagaram e não escutou mais os gritos. 

 

Apenas roncos ou pessoas resmungando por não querer dormir, as colegas de quarto também foram direto dormir e dizendo "Boa noite, novata". Aquilo deixou estranha, só que ainda mais nervosa; Sacudiu a sua cabeça e tirou os óculos dourados e colocou em algum canto da cama, e deitou-se. 

 

E permaneceu lá, olhando pro teto da cama e sem ao menos imaginar que estaria aqui, e teria que se virar sozinha no mundo dos Fujoshis "doentia" como a sua mãe dizia. Soltou os pulmões e cedeu a sono. 

 

 

[...] 

 

 

      1° Regra: Não pense em shipps 

 

— Em qualquer hipótese alguma, não pense em shipps gays ou lésbicas, exceto heterossexual; Parece meio homofóbico? Sim! Mas os Otakus não permitem que "estraguem" um personagem. — disse Byakya. 

 

... 

 

Akaru foi levada até em uma sala de terapia, em que uma mulher levou-a até em uma cadeira e prendendo os pulsos e os pés, e colocando um tipo de aparelho redondo que é do tamanho de uma cabeça de algum indivíduo. Em sua frente, tinha um televisão e a mesma mulher que tinha levado, pegou o controle e ligou-a, depois colocou em anime aleatório. 

 

— Er... Senhora, eu nunca assistir esse anime. — explicou e a mesma sorriu, mas aquele sorriso não parecia amigável. 

 

— Isso é um bom começo, assim, não precisa ficar shippando casais estranhos. — direcionou ao lado dela. — Esse anime é shounen de Vôlei, onde um garoto passa três anos buscando jogadores para competir com o rival e no final o time acabam perdendo. Por fim, um ou dois anos se passaram, eu acho, ele e o seu rival se reencontram e o mais importante, eles estão na mesma equipe. Isso é apenas um resumo. 

 

— Nunca ouvir falar. 

 

— Veja o lado bom, não vai ter uma vontade de shippar. — alisou o meu queixo que parecia meio que um assédio. — Vamos começar com o primeiro episódio. 

 

Ela colocou o episódio e ficou assistindo por um tempo, parecia muito legal, até divertido ver as reações. Aquele anime ficaria na sua lista para poder assistir depois e as vezes até ria em certas situações. 

 

— Olha só, aqueles dois rapazes fariam um belo casal, é como dizem, os oposto se atrae- — levou um choque em seu corpo e se assustou. — P-Por que eu levei choque?! A cadeira quebrou?! 

 

Aquele choque não foi normal, e sentiu leves dores em seu corpo. A médica foi agarrou o queixo da morena e apertando e forçando a olhar-lá. Os olhos da médica não tinham vida, e era bem assustado na visão dela. Ficou claro que o seu semblante não tinha nada de bom. 

 

— Não, esse é o seu tratamento, cadeira elétrica "passiva". — cruzou os braços e franziu a testa. — Até comecei a gostar de você, quem eu quero me enganar... Vocês são todas iguais!

 

Akaru ficou abismada e a médica tirou a mão do queixo. Sua mãe lhe dizia que apenas iria analisar psicologicamente, agora, teria que sofrer fisicamente? Como a sua mãe era uma mentirosa... 

 

Quando a médica ia continuar com episódio e enquanto levava pequenos choques por pensar em casais, o episódio deu erro; Parece que ficou sem Internet. Frustrada, desligou o eletrônico e tirou os ferros de seus pulsos que deixou uma marca bem feita. 

 

— Sorte a sua que a Internet não está pegando hoje, mas na próxima é bom está preparada. — disse severa, e a mesma engoliu seco olhando pro chão.  

 

 

[...] 

 

 

      2° Regra: Nunca escreve fanfics

 

— As fanfics são a maior força da Fujoshis, antigamente a gente podia lê-las a vontade, e caso for pega lendo isso, vai parar na solitária. — disse Nemi-kun. 

 

... 

 

No refeitório a fila estava enorme, e nem dava pra enxergar o final dela. Não estava com muita vontade de comer, já que não seria uma boa vinda entrar em seu estômago. Todos estavam com os seus pratos e finalmente tinha chegado a vez dela. 

 

— Olha o almoço! — disse a cozinheira jorrando gororoba em seu prato que espirrou em seu rosto. 

 

— Eca... — fez uma cara de nojo, e por incrível que pareça, a comida formou uma bolha e estourou soltando um fedor horroroso. — Essa comida vai matar a gente... 

 

 

— Não! Por favor! 

 

 

Akaru olhou para trás e ver uma menina sendo segurada pelo braço e chorando de dor. Um dos funcionários tinha em mãos uma livro pornográfico gay, que tinha um garoto com cabelos verde e o outro de cabelos loiros que parecia ser bem zangado. 

 

— E-Eu prometo que eu irei me comportar, por favor, me solte! — a menina foi levada a força e ambos saíram do refeitório. 

 

— Pobre Little, ela vai sofrer de novo... 

 

— Me pergunto como a nossa líder consegue viver naquele lugar tão... Vazio... 

 

Muitas garotas cochichando umas pras outras e apenas ficou parada, observando ao seu redor. Ela nunca assistiu esse anime, mas já viu várias vezes no site proibido ou em outras palavras, aplicativo de ideias e parecia ser bem famoso no "tráfico". Akaru se questionava quem era a líder que algumas falavam, parecia ser bem importante para elas. Ignorou o assunto e foi direto para a mesa para "tentar" comer o seu almoço. 

 

 

[...] 

 

 

      3° Regra: Não influenciem outros Otakus. 

 

— Se você disser algum assunto sobre anime, porém, se tiver homossexual no meio, tu se fode. — disse o Mitt. 

 

 

... 

 

 

 

Akaru permanecia em sua cama com uma expressão de partir no coração, seus olhos estavam inchados e vermelhos; Ela descumpriu umas das regras que o Mitt falou e recebeu várias diálogos que mexeram com a sua mente. Nunca se sentiu tão cabisbaixa. 

 

— Não deve ter sido fácil né? 

 

— Não... — fungou e as vezes tossia, e o mesmo foi acariciar. 

 

— Vai ficar tudo bem... Não fique assim, tá'? — Akaru aceitou o carinho e apenas deixou levar. 

 

Não tinha percebido como tantas pessoas sofriam nesse lugar, eram tantos desprezos e maus tratos que parecia uma prisão; Que literalmente era! Nunca foi tão humilhada, além de sua mãe que reclamava tanto. Os Otakus não eram como dizem nos comerciais, são maldosos e preconceituosos. As Fujoshis são o contrário do que disseram, elas sempre estão pra' te apoiar e ajudar com uma situação. Os meninos são mais maltrados do que as meninas, os choques são mais violentos e os diálogos são ainda piores que nem aceitaria que próprio inimigo ouvia-se. Só que ela não entendia uma coisa, se os Otakus reclamam dos shipps, por que diabos existe animes LGBT+? Ah, claro, não é um filme de ação que mostra o desenvolvimento do protagonista. Se perguntava o que aconteceria se algum personagem de shounen que ninguém esperava fosse gay? Seria incrível ver a reação dos médicos. Alegrou-se por pelo ao menos não está sozinha naquele momento e queria que parasse com essa estupidez e deixarmos ser livre pra' shippar a vontade, até mesmo suruba que não faz sentido. 

 

Rumores diziam que esse hospício não é aprovado no governo, então fazem comerciais escondidos dos olhos de águia. Dizem que o governo não tinha aprovado por conta dos preconceitos do hospício, e que seria uma grande má influência para todos. Por agora, eles não podem fazer nada. 

 

— Aí, quer ver algo que sempre me alegra todas as noites? — indagou Nemi. Confirmou-se. — Ótimo! 

 

Saiu da cama e levantou o colchão tirando vários livros e revistas de shipps e mostrou quaisquer tipo de categoria. 

 

— Cuidado, já perdemos três fanfics e ainda não terminei de ler aquelas fanfics! nunca mais vou lê-los! — avisou Byakya quase chorando. — Me questiono se aquele cara usou o chicote, ai que delícia!!

 

— Vamos só mostrar algumas fotos, para que ela se sinta melhor, afinal, uma mão lava outra!

 

— Tudo bem, mais cuidado! — abriu o livro e mostrou as fotos. 

 

Animou-se e pegou as fotos rapidamente, se levantou da cama e começou a saborear em sua mente como seria a cena dos dois. Era um ruivo com um moreno que estavam quase pelados e trocando carícias, limpou as lágrimas com as costas da mão. 

 

— Esse não é aquele anime onde um garoto perde a família por causa de um rei demônio e se torna um caçador?!

 

— Exato~ — começou a suar, entrou em combustão depois de virar a página, aquilo lhe fascinava. 

 

— Tem mais? 

 

— Só esses por enquanto, depois busco mais com a Little. 

 

— Espera, não é a mesma garota que foi levada? 

 

— Sim... Mais sabemos que ela faz isso de propósito. — deu uma risada de leve enquanto ela não entendia nada. — Depois eu lhe explico. 

 

— Ah... Okay! 

 

Todas se divertiram com as fotos ou fanfics que elas liam, aquilo deixava estática. De uma coisa ela sabia, provavelmente ela iria se dar muito bem com eles e com as outras Fujoshis. Pelo visto, apesar de ser iniciante, não impede de começar a virar uma delas. 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Eu sei, foi pouco, mas eu vou melhorar!
Enfim, quero ver quem consegue adivinhar quais animes eu coloquei nesse capítulo. 😄

Participações: @Nemi-kun @MiitKun @Byakya e @LittleOtome-San 💕

Então, gostaram? Espero que sim, até o próximo capítulo 😙❤


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