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História A Roceira (Min Yoongi) - Capítulo 6


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Notas do Autor


Boa leitura! ❣️

Capítulo 6 - Cinco


Fanfic / Fanfiction A Roceira (Min Yoongi) - Capítulo 6 - Cinco

Min Yoongi

Meus pais sempre mantiveram um relacionamento errado.  Meu pai um soldado do exército da Coréia do Norte um dia veio a pisar na região Sul, ele estava infiltrado em uma missão de espionagem, não era certo, não era correto, mas mesmo assim minha mãe chegou a se apaixonar por ele. Ela era apenas uma faxineira em um hospital, e ele após ser flagrado estava ali internado. Como o amor é algo que não decidimos por nós mesmo, eles se apaixonaram, e foi ali que por um descuido eu nasci.

Depois de uma semana, meu pai foi levado de volta para o norte, está claro que hoje ele já não é mais um homem vivo e que minha mãe não é uma mulher com um grande psicológico. Ela sofre de depressão, trabalhava como cozinheira em uma escola, mas infelizmente o custo de vida em Seul é caro e seu salário era baixo. 

Com o decorrer dos anos fui crescendo vendo minha mãe triste, amargurada, chorando pelos cômodos de nossa pequena casa  e nem tanto acolhedora. Eu sabia que eu era sua maior dor, o ponto de lembrança de seu amor, o que era para ser esquecido todos  os dias era lembrado.

Havia dias em que ela se trancava no quarto, outros em que ela não me dizia uma única palavra e aqueles onde ela se esforçava para me fazer feliz, mas como uma criança esperta eu sabia que ela não estava nada contente. Isso foi até meus onze anos quando ela tentou se suicidar mas falhou, acionando os cuidados maiores, fui levado a morar na casa de minha tia. 

Sem uma boa educação, sem cuidados, amor, carinho e a quem desabafar eu me tornei rebelde, conheci um garoto com uma história como a minha, com dificuldades e uma vida difícil. Hoje eu tenho a quatro companheiros, um tem muito dinheiro mas pouco amor sob seu teto, outro tem pais comuns, o terceiro deles uma mãe prostituta mas que lhe da muito amor, não a do que ele reclamar, e o último mas o primeiro que me acolheu, é órfão e mora com sua avó, a qual é muito doce e gentil. Não somos pessoas ruins, apenas com mágoas e que se divertem juntos tentando esquecer de todos os problemas. Rebeldes, vândalos, ladrões, nós realmente não nos importamos para esses tipos de nomes a qual nos dão. 

O problema foi quando ela chegou, seu olhar misterioso me intrigou, ela parecia triste e amargurada mas no final das contas eu não poderia me aproximar.

─ Ei Yoongi, você viu aquela garota? ─ Jungkook apontou para a loira com trajes rurais.

─ Hum, vi. ─ Dei de ombros fingindo desinteresse.

─ Qual é cara, olha como ela é linda. Está certo que suas roupas são… Esquisitinhas, mas…

─ Jeon Jungkook, cala a boca, por favor! ─ Repreendi meu amigo que não parava de falar um minuto sequer na garota, o que já estava me causando certo ódio.

─ Olha… Eu sei que é difícil acreditar no amor depois de seus pais e… 

─ Dá para você calar a porra da sua boca?!! ─ Esbravejei vendo algumas pessoas no corredor se afastarem com receio de uma briga ali.

─ Ei se acalme. ─ Namjoon chegou circulando meu pescoço com seus braços. ─ Jeon, Yoongi está cansado, você sabe, ele trabalha pesado todos os dias para se manter vivo. ─ Piscou para o garoto que logo abaixou sua cabeça assentindo levemente.

─ É eu sei. ─ Murmurou caminhando até a sala conosco. 

(…)

Já estava quase no final da aula e eu não aguentava mais olhar para aquela garota, seu jeito me intrigava, mas algo me fazia querer odiá-la, eu precisava descontar aquele aperto, fazê-la se sentir mal, agir como se eu nunca fosse a querer. Aqueles olhos escuros, o cabelo loiro o modo de como se concentrava na matéria em que o professor passava, eu precisava odiá-la antes que eu errasse como meus progenitores. Sofrendo como minha mãe, internada, a dor da última vez que a vi, ela não sabia quem eu era. 

Esperei com que todos saíssem da sala, e funcionou, ela estava ali colocando a mochila em suas costas logo que sua amiga saiu. Eu teria que ser rápido, aquela admiração teria que acabar ali, ela iria chorar e chorar para seus pais, e depois trocaria de sala pois sofreu uma grande ofensa em sua sala de aula. 

Direcionei um olhar amedrontador enquanto me aproximava de seu corpo, ela estava parada, insegura e com medo. 

─ Então você é uma novata roceira? ─ Sorri de lado com desdém vendo seu rosto entristecido.

─ É-é. ─ Gaguejou fazendo seus lábios se formarem em apenas uma linha.

─ Bong Hana? ─ Gargalhei. ─ Até o seu nome é pobre e desprezível. 

Vi seus olhos marejaram e senti que aquilo já pudesse ter sido o suficiente, até receber uma resposta de sua parte.

─ É fácil falar quando estou em desvantagem. Aposto que está falando isso por vergonha de seu próprio nome.

Eu estremeci, ela havia me afrontado tocando em uma ferida, meu corpo foi consumido pela raiva e tudo que eu queria fazer agora era pegar minha moto e correr em alta velocidade. 

─ É isso que você é. Um animal sem modos! ─ Alterei minha voz, já fora de mim decidi encerrar aquilo tudo de uma vez por todas, esse seria o fim. ─ Fique longe dos meus amigos! 

"Fique longe de mim" 

─ Está me ameaçando?! Quem disse que eu queria me aproximar deles, seu retardado! ─ Me empurrou se retirando da sala. 

Me encostei sobre a mesa segurando todas as minhas lágrimas, eu tinha saudades da minha mãe, mesmo que fosse para ver seu olhar triste de todas as noites. Eu precisava de alguém, mas eu tinha medo desse alguém. 

Ela poderia ter sido uma chance, chance tão grande que eu a perdi.

─ Droga! ─ Esbravejei socando a parede da sala enquanto deixava que algumas lágrimas fossem derramadas. ─ Me desculpe mamãe, mas seu filho é uma vergonha. 


Notas Finais


Se alguém descobri qual foi a aposta entre o Jungkook e a Hana eu posto mais um capítulo ainda hoje, haha. ❤️
Dica:1950

Da para entender o Yoongi, história de vida bem pesada,fora que ele não teve ninguém para ajudá-lo com tudo isso até hoje, o que so piora.


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