História A Rosa do Norte - Capítulo 49


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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Albafica de Peixes, Camus de Aquário, Geist de Serpente, Hyoga de Cisne, June de Camaleão, Krest de Koh-í-noor, Lyfia, Marin de Águia, Misty de Lagarto, Personagens Originais, Saori Kido (Athena), Shun de Andrômeda, Sorento de Sirene
Tags Afrodite De Peixes, Afrodite X Shun, Amor Incondicional, Drama, Feminismo, Gravidez, Intrigas, Machismo, Mistério, Patinação, Preconceito, Romance, Traição, Trauma
Visualizações 134
Palavras 4.004
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Fantasia, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus queridos leitores.
Preparem o coração, pois aqui a coisa vai começar a esquentar.
Espero que gostem e tenham uma boa leitura.

Capítulo 49 - Simpatia e hostilidade


Na manhã do dia seguinte as coisas iam bem em Lanayru, depois do café da manhã os quatro foram realizar os seus devidos trabalhos. Giovanni e Misty já preparavam várias armadilhas e conheciam melhor o campo onde seria realizada a emboscada.
Erick estava acompanhado por Frodi e cercava a área com um jardim de rosas e vinhas que iriam agarrar vários rebeldes impedindo que eles saíssem daquela armadilha.

Já em um campo aberto perto do palácio, Akemi estava tendo bastante trabalho em seu treino com Krest. Precisava usar tudo que sabia e ser cautelosa, pois se cometesse um erro era certo que iria ao chão.
Naquele momento a castanha entendia ainda melhor o motivo de Camus o considerar mais forte que si, Krest era realmente muito poderoso e habilidoso, não era à toa que a armadura de aquário tinha escolhido ele como seu primeiro portador.

Akemi já estava começando a sentir os primeiros sinais do cansaço, mas continuava dando tudo de si, apesar de ser um treino bastante puxado, estava gostando muito de treinar com Krest.
Já o aquariano estava impressionado com as habilidades e o grande poder da castanha, era incrível que uma dotada tivesse um cosmo tão poderoso e ainda por cima fosse capaz de executar uma técnica lendária. Não era a toa que Camus a elogiava tanto e tinha um enorme orgulho dela, aquela moça era realmente muito especial.

Alguns minutos depois, Akemi acaba baixando a guarda e é atingida em cheio por um ataque de Krest que a faz cair no chão. Quando a castanha ia se levantar, viu o aquariano lhe estender uma mão para lhe ajudar a se levantar, então aceitou prontamente a ajuda dele.

- Você é realmente muito forte, faz muito tempo que não tenho um treino tão intenso.
- Agradeço pelo elogio majestade, sempre dei tudo de mim no meu treinamento.
- Eu percebi e você está quase no nível do Camus. Mas por favor, esqueça essas formalidades por agora, me chame de você.
- Está bem.
- Vamos dar uma volta, por hoje chega de treino. Sério, você me deu uma boa canseira. Mas me diga, de onde você veio?
- Eu sou italiana, venho da região da Toscana.
- Já ouvi falar desse lugar, dizem que é muito bonito. Mas acredito que deve ter sido um choque para a sua família quando os seus poderes despertaram.
- Era impossível eles não ficarem surpresos e chocados, mas depois aceitaram bem que eu não era como eles e me deram um grande apoio quando precisei vir pra cá.
- Fico feliz que isso não foi tão difícil pra vocês. Mas o que eles fazem lá na Itália?
- A minha mãe é juíza da vara da família e o meu pai é professor de música. Também tenho um irmão de oito anos chamado Bian, o garoto é um pestinha.
- Sei como é isso, o meu neto Noah tem três anos e também é um peste, apronta todas se não tomarmos cuidado. Você deve sentir muita saudade da sua família.
- Sim, mas logo não precisarei ficar mais longe deles. Esse é o meu último ano nesse lugar.
- Eu entendo, mas ainda fico pasmo que você seja capaz de usar o escudo de gelo.
- Camus me contou que são poucas as pessoas que foram capazes de usá-lo. Até o começo desse ano eu não sabia que tinha esse dom, o descobri em um momento de enorme pressão e perigo.
- Se não for muito atrevimento, como foi que isso aconteceu?
- Que isso, não me incomoda falar sobre esse assunto. Eu invoquei o escudo pela primeira vez quando Aiolia nos atacou e tentou me matar. Ele era noivo da minha amiga Marin e ao descobrir que ela estava amando outro, foi até Akkala tirar satisfações. Ele atacou nós duas e nos impedia de pedir por ajuda, nos feriu bastante e em um momento nas atacou com a capsula do poder, foi nesse momento que usei o escuda pela primeira vez de uma forma acidental.
- Eu estou chocado, foi muita covardia da parte daquele rapaz. Mas agora estão pagando por todo mal que fizeram.
- Eles só colherem o que plantaram. Naquele dia o meu escudo o aprisionou depois de bloquear o ataque dele. Mas ele conseguiu se libertar e depois me ferir gravemente com um ataque a queima-roupa. Se o Erick não tivesse me curado, eu teria ido parar no centro cirúrgico. Mas esse só foi o começo de vários problemas desagradáveis que aquele povo arrogante me causou.
- Camus me contou toda a história, foi realmente uma enorme monstruosidade eles terem te perseguido e te ameaçado daquele jeito. Sério, eu desprezo pessoas que por se acharem superiores só fazem maldades aos outros que consideram inferiores. Você superou várias situações bem complicadas, é uma verdadeira vencedora.
- Sim, graças ao apoio de várias pessoas muito queridas eu consegui superar todas essas barreiras em meu caminho. Mas a pior de todas foi saber que os rebeldes estavam atrás de mim. Quando recebi essa missão a aceitei na hora, pois é a minha chance de me livrar desses covardes e fazer eles pagarem por terem feito tantas pessoas sofrerem.
- Akemi, você é realmente muito forte e determinada, fico feliz que não hesitasse em nos ajudar. E não é só você que está querendo isso, todos nós aqui queremos acabar com aqueles desgraçados, finalmente poderei acabar com eles.
- Acho melhor não falarmos mais sobre isso, eu conheço a história e sei que vocês sofreram muito por culpa deles.
- Agradeço pela sua preocupação, mas eu estou bem e sei lidar com essa dor. Mesmo não sabendo nada do paradeiro dela, eu sinto que a minha filha estava viva em algum lugar. Eu vou continuar procurando por ele e não vou desistir até encontrá-la.
- Se você sente isso, então não desista. Ela pode até estar mais perto do que imagina.
- É nisso que eu tento pensar e algo me diz que estou perto de encontrá-la.

Ao ouvir aquilo, Akemi apenas acena com a cabeça e sorri de leve. Tinha achado melhor ocultar que não era uma dotada, não queria dar falsas esperanças e piorar a enorme dor que ele sentia por ter perdido a filha.

Já o aquariano sorria de leve enquanto caminhava ao lado da bela castanha, tinha adorado conversar com ela, pois era realmente muito atenciosa e doce. Não era uma pessoa que gostava fácil de alguém, mas já sentia certa simpatia por Akemi e a admirava muito por ter superado tantas barreiras de cabeça erguida.

Mas ainda sentia algo diferente e estranho ao olhar pra ela, talvez fosse pelo fato de ter o mesmo nome e características de sua filha. Mas o que mais lhe chamava a atenção, era que ela era parecida com sua amada esposa. Mas como ela era uma dotada, não adiantava perder tempo com falsas esperanças, tudo aquilo não passava de uma mera coincidência que lhe machucara um pouco, mas não culpava aquela moça tão doce.

Um pouco mais tarde em Akkala, Marin, Geisty e June estavam reunidas no jardim e tentaram conversar sobre o teste prático que teriam que fazer, mas não demorou muito para o assunto voltar a ser seus amigos que tinham partido em missão.

- Sério, eu estou tão preocupada com eles que não consegui dormir essa noite.
- Fique calma June, vai dar tudo certo e eles voltarão vitoriosos e cheios de glória.
- Concordo com a Marin, também estou preocupada com eles, mas tento ser otimista. Se eu estivesse no seu lugar, também estaria uma pilha de nervos.
- Agradeço por tentarem me confortar, estou tentando ser otimista, mas não suportaria perder o Misty e a Akemi.
- E você não vai perdê-los. Shaka me contou que tudo está a favor deles e que essa emboscada será rápida.
- Vamos tentar mudar de assunto. June, que cor será o seu vestido de formatura?
- Ele é vermelho, usarei uma sandália dourada de salto médio e um conjunto de joias douradas com pedras vermelhas.
- É uma ótima escolha e você fica linda de vermelho. O seu namorado podia ir com um terno negro ou cinza escuro.
- Akemi me contou que vocês vão combinando com os seus namorados. O Misty vai usar o clássico terno preto.
- Vocês vão arrasar. O meu vestido é roxo em um estilo mais sensual, já meu querido Shaka vai de terno cinza escuro.
- Já o meu vestido e rosa claro em um estilo princesa mais moderno. E o Mu vai usar um terno na cor vermelho vinho.
- E a Akemi? Eu esqueci de perguntar a cor do vestido dela.
- Ela vai usar um vestido azul, mas não deixou nenhuma de nós ver ele. Já o Erick vai usar um terno azul escuro para combinar com o vestido dela.
- Meninas, já que ela não está aqui, nós podemos aproveitar para dar uma espiadinha nesse vestido.
- De jeito nenhum Geisty, a Akemi ficará muito magoada se nós fizermos isso.
- Concordo com a Marin e me recuso a fazer isso pelas costas da minha irmã de coração. É melhor esperarmos.
- Mas ela não precisa saber, seria só uma espiadinha rápida.
- Não insista, ela é muito esperta e iria perceber ou desconfiar na noite do baile.
- Está bem, vocês venceram. Mas eu estou morrendo de curiosidade.
- Nós também estamos. Agora temos que decidir onde vamos nos arrumar.
- Marin e eu vamos nos arrumar juntas. Você poderia se arrumar com a Akemi, assim uma ajuda a outra.
- É uma ótima ideia, depois verei isso com ela.

Assim as três amigas ficam conversando por mais um bom tempo sobre vários assuntos de garotas. Tinham se esquecido daquela enorme preocupação e já combinavam uma saída de comemoração quando os amigos voltassem.

O resto da manhã e boa parte da tarde se passaram normalmente para todos, em Lanayru Erick já estava quase terminando de cercar o território com um poderoso jardim que parecia ser inofensivo e pegaria aqueles covardes de surpresa.
Misty e Giovanni tinham terminado de armar as armadilhas e naquele momento treinavam juntos para passar o tempo e se exercitarem.

Já Akemi estava meditando no jardim do palácio para complementar o seu treinamento para aquela missão tão importante. Todos que passavam por ali ficavam admirados com a determinação e tranquilidade dela.

Mas momentos depois, a castanha é tirada de sua meditação ao sentir a aproximação de um cosmo poderoso e nada amigável. Ao abrir os olhos, Akemi vê o príncipe Ikki se aproximando de si com uma expressão desgostosa, mas não se intimidou, pois sabia muito bem se defender sozinha.

- Algum problema alteza?
- Sim garota, você está invadindo um lugar proibido.
- O rei Krest me deu permissão para meditar nesse jardim, então pode ficar tranquilo.
- Só ficarei tranquilo quando você desaparecer desse lugar, agora saia desse jardim.
- Eu não entendo o motivo da minha presença te incomodar tanto, mas não posso fazer nada. E eu não vou sair daqui. Não sei se percebesse, mas eu estava meditando e me preparando para a emboscada dos rebeldes.
- Sua impura nojenta, você não é ninguém para me desobedecer! Aqui quem manda sou eu e você obedece!
- E um príncipe que humilha uma convidada nunca será um bom rei. O seu pai permitiu que eu viesse a esse jardim e só vou sair daqui pois estou perdendo o meu tempo.
- Ora sua...
- Você conseguiu o que queria, pode ficar feliz. Vou voltar para o meu quarto, pois eu quero paz.

Em seguida, Akemi se levanta e dá as costas para o moreno que estava roxo de raiva. Mas assim que deus três passos, sentiu uma enorme elevação de cosmo e quando ia se virar, sentiu algo passar raspando pelo seu braço direito causando uma dor e ardência bem forte.

- Isso é pra você aprender onde é o seu devido lugar e nunca mais me afrontar!
- Você é um covarde arrogante, isso só mostra a pessoa baixa que você é.
- Vai me pagar por isso e por ter desacatado a minha ordem. Vou transformar você em churrasco!

Enfurecido e cego pela raiva, Ikki ataca Akemi com seu golpe flamejante mais poderoso, a ave fênix. Mas a castanha e bloqueia com seu escudo de gelo que não sofre nenhum dano, depois o fez envolver Ikki até os ombros o deixando incapaz de atacar.
Mas de repente, Akemi sente uma dor muito forte em seu braço ferido e cai no chão de joelhos.

Ikki até pensou em insultar e humilhar sua odiada visitante, mas é surpreendido ao ver Frodi e seu pai se aproximando rapidamente.
Ao ver Ikki preso naquela forma do escudo de gelo e Akemi caída no chão com o braço ferido, Krest ficou furioso e entendeu na hora o que tinha acontecido ali.

- O que você fez seu inconsequente?!
- Esse jardim é um lugar proibido e ela se recusou a sair desacatando as minhas ordens!
- Ikki, eu dei permissão a ela para meditar nesse jardim. E você não tinha nenhum direito de feri-la!
- Mas...
- Calado, mais tarde teremos uma conversa bem séria. Frodi, leve a Akemi para a enfermaria e depois a acompanhe até o quarto dela.
- Sim majestade.

Sem nenhuma dificuldade, Krest desfaz a prisão de gelo e leva Ikki para dentro do palácio. Enquanto isso, Frodi ajuda Akemi a se levantar e depois a leva para a enfermaria onde ela é examinada por Utgard.
Mas alguns minutos depois, o médico sai da sala com um expressão preocupada, coisa que deixou Frodi alarmado.

- Apesar de ter sido de raspão, não podemos ignorar essa queimadura.
- Acha que isso vai comprometer a atuação dela na emboscada?
- Infelizmente sim, é uma queimadura de primeiro grau e vai levar no mínimo uma semana para sarar. Mas acredito que o cavaleiro de peixes poderá curá-la.
- Você tem razão, vou ter que me preparar para outro surto.
- Eu não entendi.
- Esses dois são bem próximos, suspeito que sejam namorados.
- Céus, se você estiver certo, Ikki se meteu em uma enorme encrenca. Vou passar uma pomada no braço dele e enfaixar a área com uma bandagem leve. O resto é com você.
- Está bem, a levarei para o quarto e depois informarei ele do ocorrido.

Depois que Utgard terminou de cuidar da castanha, Frodi a leva até o quarto e depois informa Krest do diagnóstico que poderia ter comprometido muito aquela missão. Isso deixou o aquariano ainda mais irritado, sabia que Erick iria curar a castanha, mas de qualquer forma Ikki tinha feito algo inaceitável e ouviria umas boas verdades.

Enquanto isso em uma das mansões da região de Hebra, Hyoga e Freya estavam no quarto se amando intensamente depois de vários dias corridos devido aos compromissos que ambos tiveram.
O quarto estava escuro e isso desagradou a loira, pois queria ver seu amado loiro lhe amando, já Hyoga estava mais preocupado em saciar o seu desejo do que com o prazer e conforto da loira.

- Meu amor, ligue pelo menos o abajur. Fazer amor no escuro não tem graça e eu quero te ver.
- Da próxima vez a gente faz no quarto a meia luz, mas eu gostei mais assim.
- Seu preguiçoso, deixa que eu acendo. Assim não tem graça pra mim e eu odeio o escuro.

Antes que Hyoga pudesse dizer algo, a loira estica o braço e lega o abajur que estava sobre o criado mudo. Ao ver seu amado sobre si, Freya sorri satisfeita e volta a acaricia-lo de forma intensa e provocante.
Já Hyoga sentiu seu enorme tesão despencar ao ver a barriga redonda da loira, sentia nojo ao ver o corpo dela ser deformado daquela forma. Tinha tentado transar no escuro para não sentir nojo do corpo dela e conseguir saciar a sua enorme necessidade e desejo de sexo. Mas Freya arruinara sua tentativa.

Como ainda estava excitado e duro, a penetrou imediatamente e fechou os olhos para não ver aquele corpo deformado que lhe dava asco. Amava a loira, mas não conseguia lidar com o fato do corpo perfeito dela estar sendo deformado.
Felizmente conseguira manter um pouco da tesão e graças as caricias da loira tivera um orgasmo forte, mas não estava satisfeito como gostaria.

- Te amo tanto Hyoga, obrigada por ter ficado comigo.
- Também te amo muito, jamais te deixaria em um momento como esse. E oportunidades sempre aparecem.
- Você vai estar ao meu lado quando chegar a hora, não é mesmo?
- É claro que sim meu amor, não perderia esse momento por nada. Será uma cesariana tranquila e em pouco tempo estaremos com esse pequeno em nossos braços.
- Hyoga, eu não vou fazer essa cirurgia, eu quero um parto natural e que o nosso menino venha ao mundo quando for a hora dele nascer.
- Me desculpe, achei que preferisse um parto mais prático.
- Está tudo bem, não estou ofendida. Muitas damas da elite de Hebra preferem esse parto, mas eu não. É o meu sonho ter um parto natural igual ao da minha mãe.
- Eu entendo e respeito a sua decisão. Você é realmente muito forte e corajosa.
- Agradeço pelo elogio, eu prefiro que doa antes do que ficar semanas de recuperação e não poder cuidar ativamente do meu bebê.

Hyoga apenas acenou com a cabeça e depois abraçou a loira por trás. Tinha detestado a ideia dela de dar a luz de parto normal, pois aquilo deformaria ainda mais o corpo dela. Isso sem falar que o bebê deixaria o canal dela mais frouxo e o seu prazer durante o sexo ficaria comprometido.
Mais tarde pensaria em uma forma de contornar aquilo, pois não tinha paciência para ficar ouvindo berros e não deixaria aquele bebê indesejado deformar ainda mais o corpo da loira e comprometer o seu prazer durante o sexo.

O resto daquela tarde se passou normalmente, em Lanayru Erick ficara furioso ao saber que Ikki tinha ferido e ofendido sua amada Akemi, já Misty e Giovanni tiveram muito trabalho para acalmar o amigo, pois Erick estava uma fera e se pudesse daria uma enorme surra em Ikki.
E aquele ataque de raiva do pisciano acabou deixando bem claro que Akemi e ele eram namorados, coisa que deixou Krest surpreso e Frodi ainda mais preocupado, pois conhecia bem a fama do belo pisciano. Erick podia ser calmo, mas coitado daquele que ferisse alguém que fosse importante pra ele.

Para evitar mais constrangimentos e um encontro indesejado, os quatro decidiram jantar no quarto, coisa que deixou Lyfia e Krest tristes, pois eram raras as vezes que recebiam visitas.

Depois do jantar, Akemi ficou um bom tempo com o seu amado Erick, mas como não queria ser alvo de fofocas, decidiu que dormiria em seu quarto, coisa que desagradou um pouco o pisciano, mas ele entendera o lado de sua amada.

Naquele momento Akemi se preparava para ir dormir, mas quando ia apagar as luzes, ouviu alguém bater em sua porta e ficou intrigada com aquilo.
Quando abriu a porta, ficou surpresa e um pouco constrangida ao ver a rainha diante de si, pois já estava de pijama e a bela mulher usava um vestido lindo.

- Majestade?
- Por favor, sem formalidades. Eu poderia falar contigo?
- Sim, mas eu não estou mais apresentável.
- Não precisa ficar com vergonha, sei que se recolheu mais cedo e vim te visitar de surpresa.
- Por favor, entre. Mas o que você gostaria de falar comigo?
- Bem, eu vim ver como você está e pedir desculpas pela grosseria e covardia do meu filho.
- Graças ao Erick eu já estou bem. Mas você não precisa se desculpar, pois não tem culpa dele ser daquele jeito.
- É sério, eu quase morri de vergonha e desgosto quando o meu marido me contou do ataque. Essa não foi a educação que nós demos a ele, Ikki tem um temperamento forte, mas nunca imaginamos que ele fosse fazer algo tão baixo e covarde.
- Vamos esquecer isso, eu já ficarei feliz se ele não voltar a me incomodar.
- Krest tomará as devidas providencias para que isso nunca mais aconteça.
- Eu sei que ele fará isso, pois ficou muito furioso.
- Mas mudando de assunto, nós ficamos surpresos que você e o Erick sejam namorados. Acredito que essa missão esteja sendo bem difícil pra vocês.
- É impossível não ficarmos preocupados um com o outro, mas sabemos que é melhor ficarmos separados. Algo me diz que tudo dará certo e isso me deixa mais tranquila.
- Eu entendo e fico feliz que vocês estejam tão otimistas e concentrados. Também sinto que tudo vai dar certo e que esses covardes vão pagar pelo enorme sofrimento que nos causaram.
- Imagino que essa emboscada não esteja sendo fácil pra vocês, mas não vamos falar sobre isso.
- Agradeço pela sua preocupação, mas não se preocupe, eu estou bem. Pelo menos teremos a oportunidade de fazer justiça pela nossa filha e também por todas as vítimas e pessoas que eles fizeram sofrer.
- É também por esse motivo que eu aceitei fazer parte dessa missão, esses covardes me causaram um grande sofrimento e em breve vão pagar.
- Eu posso te fazer uma pergunta mais pessoal?
- Sim, continue.
- Depois que tudo isso terminar e você se formar, você vai continuar aqui ou voltará para a sua terra natal?
- Eu pretendo voltar para a Itália, mas antes, preciso cumprir uma última missão aqui antes de decidir que rumo darei a minha vida.
- E que missão seria essa? Parece ser muito importante.
- E você acertou, não posso dizer do que ela se trata, mas é muito importante pra mim.
- Eu entendo, me desculpe se fui muito invasiva.
- Está tudo bem, era normal que tivesse essa curiosidade.
- Akemi, eu gostaria que amanhã vocês quatro tomassem café da manhã com a gente. Não precisa se preocupar, o Ikki não vai estar presente.
- Agradeço pelo convite, mas não posso dar uma resposta agora. Amanhã irei falar com os outros. E peço desculpas pelo escândalo do meu namorado, ele...
- Não há nada que desculpar e ele não precisa ficar com vergonha. Nós entendemos que ele ficou muito irritado e tão tiramos a razão dele. O que o Ikki fez contigo é inaceitável e ele ficou furioso porque te ama. Acredite, se fosse comigo o Krest também teria surtado e feito um escândalo ainda pior.
- Fico mais tranquila em saber que não estão bravos ou decepcionados com o Erick. E eu posso imaginar, ele tem jeito de ser muito zeloso.
- E bota zeloso nisso, ele sempre foi um marido maravilhoso e um pai muito amoroso e presente.
- O meu pai Sorento também é assim. Ele vai ter um ataque quando souber que Erick e eu estamos namorando.
- Isso é normal, mas vá com calma que tudo dará certo. Agora eu tenho que ir, foi um prazer conversar contigo Akemi.
- Eu digo o mesmo, tenha uma boa noite.
- Você também.

Em seguida Lyfia sai do quarto e vai em direção a sala do seu marido, apesar de não conhecer direito aquela moça, já sentia certa simpatia por ela e até falara de assuntos mais pessoais, coisa que não fazia com pessoas que não eram íntimas ou de sua confiança.
Mas por algum motivo desconhecido, se sentia à vontade para conversar com Akemi sobre qualquer assunto, era como se já a conhecesse ou tivesse certa intimidade com ela.

Apesar de sentirem algo diferente pela bela castanha, Krest e Lyfia não imaginavam ou suspeitavam que estivessem diante de sua própria filha, pois acreditavam que tudo aquilo não passava de uma grande coincidência e como aquela Akemi era uma moça gentil e doce, acabaram tendo certa simpatia por ela.


Notas Finais


Akemi mexeu muito com os sentimentos de Krest e Lyfia, não vai demorar muito para começar as suspeitas e dúvidas.
E sem palavras para a arrogância do Ikki, mas esse frango de padaria ainda vai quebrar a cara.

Na parte do Hyoga, tentei mostrar mais um pouco da questão do machismo.
Infelizmente isso é bem comum.

Mas preparem o coração, pois no próximo capítulo as coisas vão mudar drasticamente, teremos momentos de muita tensão e também um pouco de romance.

Muito obrigada a todos que estão comentando e acompanhando a fanfic, e também a todos que deixaram seu favorito. O apoio de vocês é muito importante e significa muito pra mim. Um grande abraço e até breve.


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